Questões de Vestibular
Sobre problemas da língua culta em português
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TEXTO II


Adaptado de SANT’ANNA, Affonso Romano de. Melhores crônicas. São Paulo. Global, 2003, pp. 52-54
do livro, o uso da língua popular, ainda que contendo erros, é válido. Os escritores também ressaltam que, caso deixem a norma culta, os alunos podem sofrer “preconceito linguístico”. A autora Heloisa Ramos justifica o conteúdo da obra. “O importante é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa.”
Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validade como forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que a língua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a única que consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundo da filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular a que alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresenta vocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolver ideias de maior complexidade – tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la.
Instrução: A questão toma por base a letra da toada Boiadeiro, de Armando Cavalcante (1914-1964) e Klecius Caldas (1919-2002):

O emprego da forma verbal tem em vez de há no verso mencionado se deve
Analise o diálogo abaixo e escolha os operadores que o completam de acordo com as recomendações da língua escrita. Sacristão: Também ________ a senhora vem logo na missa das seis? ________ não vem mais tarde? Beata: ________quero. ________ não é da sua conta. (Aponta para a cruz.) ________ é isso? Sacristão: Isso o ________ ? [...] Sacristão: (Apura a vista.) Ah, sim... agora percebo... É uma cruz de madeira... e parece . ________ há um homem dormindo junto dela. Beata: Vista prodigiosa a sua! Claro .............. é uma cruz de madeira e que há um homem junto dela . O ________ eu quero saber é a razão disso. Sacristão: Não sei. Como quer que eu saiba? ________ a senhora não pergunta a ele? GOMES, Dias. O pagador de promessas. 50ª ed. Rio de Janeiro: Bertranda Brasil, 2009, p. 52-53.
Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços, de cima para baixo.
Texto
Tira do Angeli

A expressão “por quê” é grafada separadamente porque equivale a uma conjunção.
Texto
Tira do Angeli

A expressão “por quê” é grafada separadamente porque pode ser seguida da palavra “motivo”.
Texto
Tira do Angeli

A expressão “por quê” é acentuada porque equivale à expressão “pelo qual”.
Texto
Tira do Angeli

A expressão “por quê” é acentuada porque equivale a um substantivo.
Texto
Tira do Angeli

A expressão “por quê” é acentuada porque está em final de frase.

Ainda considerando o texto 3, assinale a proposição CORRETA.
Em “Temos que ficar de olho nesse guri” (linha 20), temos que funciona como um verbo
auxiliar, podendo ser substituído por devemos, em conformidade com a norma culta da língua
e sem prejuízo de sentido.

Ainda considerando o texto 3, assinale a proposição CORRETA.
A resposta final do pai à pergunta “Por quê?” (linha 21) poderia ter sido: “Porque ele só pensa
em gramática”, sem entrar em desacordo com a norma culta da língua.

Ainda considerando o texto 3, assinale a proposição CORRETA.
A construção “Mas tu mesmo disse” (linha 11) contém um desvio de uma regra gramatical, que
é inaceitável no texto, pois a escrita requer sempre um registro formal, em conformidade com
a norma culta da língua.

