Questões de Vestibular Sobre problemas da língua culta em português

Foram encontradas 134 questões

Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2019 - UNESP - Vestibular |
Q1281745 Português

    — […] O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas. [...] Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho.

(Quincas Borba, 2016.)

Em “mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é condição da sobrevivência da outra” e “As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos”, os termos sublinhados estabelecem relação, respectivamente, de
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UNIVESP Órgão: UNIVESP Prova: UNIVESP - 2019 - UNIVESP - Vestibular |
Q1280908 Português
Leia o texto para responder a questão.

Prezado senhor,
Lemos seus originais com interesse, a despeito da aridez do tema. Aliás, o título vem bem a calhar nesse momento de crise hídrica pelo qual passa o planeta (hahahaha). Julgamos, porém, que a narrativa ganharia se, ao final, oferecesse alguma possibilidade de redenção. É muita desgraça. Aqueles coitados sofrem o tempo todo, o leitor não tem nem um momento de trégua, é só ziquizira. Tanto pessimismo afasta as pessoas, acredite em nós, temos experiência no ramo. Nosso departamento comercial encomendou inúmeras pesquisas e os resultados foram eloquentes: ninguém, absolutamente ninguém quer saber de adversidade. De amarga basta a vida, como diz o outro. E mais: morte de animal extrapola qualquer limite.
Pelo menos o caçula poderia se sair bem, abrindo um negócio no Sul, não? Ah, justamente: O Menino Mais Novo. Eis outro ponto a ser considerado: a ausência de nome dos filhos do protagonista. Se até a cadela Baleia, que Deus a tenha, é nomeada, por que o senhor condenou os meninos ao anonimato? Teria sido esquecimento?
[...]
Boa sorte!
Maria Emília Bender, Se Nos Permite Uma Sugestão. piauí, 115, p. 60. Adaptado.
Observe os verbos destacados no período:
“Julgamos, porém, que a narrativa ganharia se, ao final, oferecesse alguma possibilidade de redenção.”
Alterando o verbo “ganharia” para “ganhará”, o final do período que mantém a norma padrão culta do português é:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2019 - UFRGS - Vestibular 2º Dia |
Q1013935 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 14, 32, 47 e 52, nessa ordem.
Alternativas
Q1403384 Português
Considerando que os fragmentos incluídos nos itens seguintes são partes de um texto adaptado (Internet:<http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/10/25/dois-passos-para-tras-um-para-frente/> ), qual a opção em que foi atendida a norma-padrão da Língua Portuguesa? 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2018 - IF-PR - Nível Médio |
Q1316304 Português
Considerando apenas os elementos negritados nos textos das alternativas abaixo, retirados da revista Capricho, identifique onde a norma padrão está sendo respeitada.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: UNIVESP Prova: VUNESP - 2018 - UNIVESP - Vestibular 2 semestre |
Q1280689 Português
Uma frase que apresenta uso de todas as formas verbais em conformidade com a norma-padrão da língua está em:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UENP Concursos Órgão: UENP Prova: UENP Concursos - 2018 - UENP - Vestibular - 1º Dia |
Q1266511 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Racismo em tempos modernos
Democracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.
Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.
Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.
(Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)
Com base no texto, considere as afirmativas a seguir. I. Em “quem diz ter um ‘amigo negro’ é absolvido automaticamente”, as aspas empregadas em “amigo negro” indicam ironia por parte do autor do texto. II. As palavras “inexistência”, “comentário” e “próprios”, retiradas do texto, são acentuadas pela mesma razão. III. Em “É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio”, temos uma comparação. IV. Em “Mas há quem faça”, o verbo “haver” é impessoal e se refere a tempo passado.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2018 - CEDERJ - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q954633 Português
A grafia do conector sublinhado em “Um ensaio de Benjamin Moser (...) perguntava por que Machado ainda era tão pouco lido nos EUA” (linhas 18-21), com os itens “por” e “que” separados e sem acento, justifica-se por
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2018 - UFRGS - Vestibular 2º Dia |
Q939010 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 03, 30 e 54, nessa ordem.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924407 Português

Imagem associada para resolução da questão


O último quadro da tirinha apresenta um uso pronominal bastante comum na modalidade oral do português brasileiro, independentemente do grau de escolaridade, da região ou da classe social do falante.


Assinale a alternativa que apresenta o uso pronominal equivalente à modalidade escrita e cujo registro seja formal.

Alternativas
Q1790821 Português

ESPINHOS E FLORES


Os subúrbios do Rio de Janeiro são a mais curiosa cousa em matéria de edificação de cidade. A topografia do local, caprichosamente montuosa, influiu decerto para tal aspecto, mais influíram, porém, os azares das construções. Nada mais irregular, mais caprichoso, mais sem plano qualquer, pode ser imaginado. As casas surgiam como se fossem semeadas ao vento e, conforme as casas, as ruas se fizeram. Há algumas delas que começam largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas; dão voltas, circuitos inúteis e parecem fugir ao alinhamento reto com um ódio tenaz e sagrado. Às vezes se sucedem na mesma direção com uma frequência irritante, outras se afastam, e deixam de permeio um longo intervalo coeso e fechado de casas. Num trecho, há casas amontoadas umas sobre outras numa angústia de espaço desoladora, logo adiante um vasto campo abre ao nosso olhar uma ampla perspectiva.

Marcham assim ao acaso as edificações e conseguintemente o arruamento. Há casas de todos os gostos e construídas de todas as formas. Vai-se por uma rua a ver um correr de chalets, de porta e janela, parede de frontal, humildes e acanhados, de repente se nos depara uma casa burguesa, dessas de compoteiras na cimalha rendilhada, a se erguer sobre um porão alto com mezaninos gradeados. Passada essa surpresa, olha-se acolá e dá-se com uma choupana de pau-a-pique, coberta de zinco ou mesmo palha, em torno da qual formiga uma população; adiante, é uma velha casa de roça, com varanda e colunas de estilo pouco classificável, que parece vexada a querer ocultar-se, diante daquela onda de edifícios disparatados e novos. Não há nos nossos subúrbios cousa alguma que nos lembre os famosos das grandes cidades européias, com as suas vilas de ar repousado e satisfeito, as suas estradas e ruas macadamizadas e cuidadas, nem mesmo se encontram aqueles jardins, cuidadinhos, aparadinhos, penteados, porque os nossos, se os há, são em geral pobres, feios e desleixados.

Os cuidados municipais também são variáveis e caprichosos. Às vezes, nas ruas, há passeios em certas partes e outras não; algumas vias de comunicação são calçadas e outras da mesma importância estão ainda em estado de natureza. Encontra-se aqui um pontilhão bem cuidado sobre um rio seco e passos além temos que atravessar um ribeirão sobre uma pinguela de trilhos mal juntos. Há pelas ruas damas elegantes, com sedas e brocados, evitando a custo que a lama ou o pó lhes empane o brilho do vestido; há operário de tamancos; há peralvilhos à última moda; há mulheres de chita; e assim pela tarde, quando essa gente volta do trabalho ou do passeio, a mescla se faz numa mesma rua, num quarteirão, e quase sempre o mais bem posto não é que entra na melhor casa. Além disto, os subúrbios têm mais aspectos interessantes, sem falar no namoro epidêmico e no espiritismo endêmico; as casas de cômodos (quem as suporia lá!) constituem um deles bem inédito. Casas que mal dariam para uma pequena família, são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados à população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino. Não se podem imaginar profissões mais tristes e mais inopinadas da gente que habita tais caixinhas. Além dos serventes de repartições, contínuos de escritórios, podemos deparar velhas fabricantes de rendas de bilros, compradores de garrafas vazias, castradores de gatos, cães e galos, mandingueiros, catadores de ervas medicinais, enfim, uma variedade de profissões miseráveis que as nossas pequena e grande burguesias não podem adivinhar. Às vezes, num cubículo desses se amontoa uma família, e há ocasiões em que os seus chefes vão a pé para a cidade por falta do níquel do trem. Ricardo Coração dos Outros morava em uma pobre casa de cômodos de um dos subúrbios. Não era das sórdidas, mas era uma casa de cômodos dos subúrbios. Desde anos que ele a habitava e gostava da casa que ficava trepada sobre uma colina, olhando da janela do seu quarto para uma ampla extensão edificada que ia da Piedade a Todos os Santos.

Vistos assim do alto, os subúrbios têm a sua graça. As casas pequeninas, pintadas de azul, de branco, de oca, engastadas nas comas verde-negras das mangueiras, tendo de permeio, aqui e ali, um coqueiro ou uma palmeira, alta e soberba, fazem a vista boa e a falta de percepção do desenho das ruas põe no programa um sabor de confusão democrática, de solidariedade perfeita entre as gentes que as habitavam; e o trem minúsculo, rápido, atravessa tudo aquilo, dobrando à esquerda, inclinando-se para a direita, muito flexível nas suas grandes vértebras de carros, como uma cobra entre pedrouços. Era daquela janela que Ricardo espraiava as suas alegrias, as suas satisfações, os seus triunfos e também os seus sofrimentos e mágoas. Ainda agora estava ele lá, debruçado no peitoril, com a mão em concha no queixo, colhendo com a vista uma grande parte daquela bela, grande e original cidade, capital de um grande país, de que ele a modos que era e se sentia ser, a alma, consubstanciado os seus tênues sonhos e desejos em versos discutíveis, mas que a plangência do violão, se não lhes dava sentido, dava um quê de balbucio, de queixume dorido da pátria criança ainda, ainda na sua formação... Em que pensava ele? Não pensava só, sofria também. Aquele tal preto continuava na sua mania de querer fazer a modinha dizer alguma cousa, e tinha adeptos. Alguns já o citavam como rival dele, Ricardo; outros já afirmavam que o tal rapaz deixava longe o Coração dos Outros, e alguns mais – ingratos! – já esqueciam os trabalhos, o tenaz trabalhar de Ricardo Coração dos Outros em prol do levantamento da modinha e do violão, e nem nomeavam o abnegado obreiro.


                                                                                                        

(Triste Fim de Policarpo Quaresma, pp.160­-165)

algumas delas que começam largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas. Dadas as proposições abaixo, marque a opção que preenche corretamente as lacunas:


Major Quaresma saiu ____ alguns minutos.

O mapa indica que o subúrbio fica ____ meia hora daqui.

Daqui ____ um ano iremos viajar.

Não vejo Ricardo Coração dos Outros ____ dias.

Alternativas
Ano: 2017 Banca: UNIVESP Órgão: UNIVESP Prova: UNIVESP - 2017 - UNIVESP - Vestibular |
Q1685474 Português
Assinale a alternativa que apresenta um período escrito de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: ACAFE Órgão: UNC Prova: ACAFE - 2017 - UNC - Vestibular - Verão - Medicina |
Q1405958 Português
Assinale a frase elaborada em conformidade com as normas da língua-padrão.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: ACAFE Órgão: UNC Prova: ACAFE - 2017 - UNC - Vestibular - Verão - Medicina |
Q1405957 Português
Assinale a frase na qual os termos destacados em negrito estão corretos.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: PUC-PR Órgão: PUC - PR Prova: PUC-PR - 2017 - PUC - PR - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1398042 Português
Leia o texto a seguir.
[...] Ao lidar com a voz passiva sintética (também chamada de pronominal, por causa do se, que é um pronome apassivador), nosso maior problema é reconhecer o sujeito da frase. Em estruturas do tipo aceitam-se cheques ou compram-se garrafas, o elemento que vem posposto ao verbo é considerado o sujeito (o paciente da ação). Ocorre, no entanto, que a passiva sintética não é sentida como voz passiva pela maioria dos falantes, os quais, vendo em cheques e garrafas um simples objeto direto, deixam de concordar o verbo com eles. Nasce aqui o que um antigo gramático chamava de “erro da tabuleta”: *aceita-se cheques, *compra-se garrafas, *vende-se terrenos, *aluga-se barcos. Para quem tem uma formação mínima em sintaxe, não é tão difícil reconhecê-la: verbos transitivos diretos seguidos de se (não reflexivo) constituem casos inequívocos dessa estrutura. Se ainda assim persistirem dúvidas, lembre que a frase na passiva sintética tem forma equivalente na passiva analítica.
Aceitam-se cheques. = Cheques são aceitos. Compram-se garrafas. = Garrafas são compradas.
Se o verbo for transitivo indireto, é evidente que não pode haver passiva — tanto a sintética quanto a analítica. A construção com verbo transitivo indireto + se é uma das formas do sujeito indeterminado no Português, ficando o verbo sempre na 3.ª pessoa do singular.
Precisa-se de serventes. Falava-se dos últimos acontecimentos. Disponível em: <http://sualingua.com.br/2010/07/09/concordancia-com-a-passiva-sintetica/>. Acesso em: 27 jan. 2016.
Com base na leitura desse trecho e nos seus conhecimentos prévios sobre a estrutura gramatical da nossa língua, assinale a alternativa que traz um período escrito em conformidade com o que a norma culta prescreve.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: ACAFE Órgão: Univille Prova: ACAFE - 2017 - Univille - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1396185 Português
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: INEP Órgão: IF Sul Rio-Grandense Prova: INEP - 2017 - IF Sul Rio-Grandense - Vestibular - Subsequente |
Q1379046 Português

Disponível em:<http://istoe.com.br/o-acesso-educacao-e-o-ponto-de-partida/> . Acesso em: 20 març. 2017)

Para atender à norma culta, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FPS Órgão: FPS Prova: FPS - 2017 - FPS - Vestibular - Segundo dia |
Q1363299 Português

Texto1

Em busca de um conceito dinâmico de saúde  

A despeito das diferentes possibilidades de encarar o processo saúde/doença, não se pode compreender a saúde de indivíduos e coletividades sem levar em conta que ela é produzida nas relações com o meio físico, social e cultural.  
Intrincados mecanismos determinam as condições de vida das pessoas e a maneira como nascem, vivem e morrem, bem como suas vivências em saúde e doença. Entre os inúmeros fatores decisivos da condição de saúde, incluemse os condicionantes biológicos (sexo, idade, características geradas pela herança genética), o meio físico (condições geográficas, modos da ocupação, fontes de água para consumo, disponibilidade e qualidade dos alimentos, condições de habitação), assim como o meio socioeconômico e cultural, que expressa os níveis de ocupação e renda, o acesso à educação formal e ao lazer, os graus de liberdade, hábitos e formas de relacionamento interpessoal, as possibilidades de acesso aos serviços destinados à promoção e à recuperação da saúde e a qualidade da atenção por eles prestada.
Falar de saúde, portanto, envolve componentes aparentemente tão díspares como a qualidade da água que se consome e do ar que se respira, o consumismo desenfreado e a miséria, a degradação social e a desnutrição, os estilos de vida pessoais e as formas de inserção das diferentes parcelas da população no mundo do trabalho. Implica, ainda, a consideração dos aspectos éticos relacionados ao direito à vida e à saúde, aos direitos e deveres, às ações e omissões de indivíduos e grupos sociais, dos serviços privados e do poder público.  
A humanidade já dispõe de conhecimentos e de tecnologias que podem melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas. No entanto, além de não serem aplicados em benefício de todos por falta de priorização de políticas sociais, há uma série de enfermidades relacionadas ao potencial genético de indivíduos ou etnias ou ao risco pura e simplesmente de viver. Por melhores que sejam as condições de vida, necessariamente, convive-se com doenças e deficiências, com problemas de saúde e com a morte.
A busca do entendimento do processo saúde/doença e seus múltiplos determinantes leva a concluir que nenhum ser humano pode ser considerado totalmente saudável ou totalmente doente: ao longo de sua existência, vive condições de saúde/doença, conforme suas potencialidades, condições de vida e interação com elas. 
 A saúde deixa de ser o avesso ou a imagem complementar da doença, expressando-se na luta pela ampliação do uso das potencialidades de cada pessoa e da sociedade, refletindo sua capacidade de defender a vida. E a vitalidade física, mental e social para a atuação frente às permanentes transformações pessoais e sociais, e frente aos desafios e conflitos, expressa esse potencial. Saúde é, portanto, produto e parte do estilo de vida e das condições de existência, sendo a vivência do processo saúde/doença uma forma de representação da inserção humana no mundo.
 

Parâmetros Curriculares Nacionais – Saúde. http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/saude.pdf. Acesso em 26/04/17. Adaptado. 

Releia o seguinte trecho: “A humanidade dispõe de conhecimentos e de tecnologias que podem melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas. No entanto, além de não serem aplicados em benefício de todos por falta de priorização de políticas sociais, há uma série de enfermidades relacionadas ao potencial genético de indivíduos ou etnias ou ao risco pura e simplesmente de viver. Por melhores que sejam as condições de vida, necessariamente, convive-se com doenças e deficiências, com problemas de saúde e com a morte”. (4º parágrafo) Analise os efeitos de sentido do uso de alguns itens do trecho que vão comentados a seguir. 1) O conectivo ‘no entanto’ indica que o autor vai adotar um argumento oposto àquele em curso.
2) Em: “há uma série de enfermidades relacionadas ao potencial genético de indivíduos ou etnias ou ao risco pura e simplesmente de viver”, a forma destacada está em discordância morfossintática com o termo que modifica.
3) Em: “A humanidade dispõe de conhecimentos e de tecnologias”, não haveria alteração de sentido se substituíssemos o ‘já’ pela forma ‘ainda’.
4) O segmento “Por melhores que sejam as condições de vida” corresponde a um sentido de ‘ressalva’.
5) Em: “além de não serem aplicados em benefício de todos por falta de priorização de políticas sociais”, o segmento em destaque tem um valor semântico de causalidade.
Estão corretas:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FAG Órgão: FAG Prova: FAG - 2017 - FAG - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1355193 Português
Texto 1


Redes de apoio e jovens equilibrados


    Dois artigos científicos divulgados recentemente revelam como questões comportamentais afetam a saúde mental dos jovens. No primeiro deles, a religião aparece como uma proteção contra o suicídio. A pesquisa é importante ................ o atentado contra a própria vida é uma das principais causas de morte entre jovens. Nos Estados Unidos, fica atrás apenas de acidentes e violência, na população de 15 a 24 anos. As garotas são as vítimas mais frequentes.
    A pesquisa, publicada na revista médica European Psychiatry, foi feita na Universidade de Tel Aviv, em Israel. Ela sugere que adolescentes judeus praticantes, entre 13 e 17 anos, tiveram um risco 45% menor de ter pensamentos suicidas e tentativas de suicídio do que jovens que não seguem a religião. Outras pesquisas também sugerem que, entre jovens cristãos que seguem a religião, as taxas de depressão são menores. A crença religiosa se mostra como um elemento importante no equilíbrio emocional, .............. oferece uma rede de apoio. Os amigos e conhecidos que partilham dela funcionam como uma fonte de apoio para os jovens.
    O segundo artigo, revela que a orientação sexual é um fator que afeta a saúde mental dos jovens. A pesquisa, realizada pela Escola de Medicina da Northwestern University, nos EUA, revelou uma alta taxa de transtornos emocionais entre garotos com orientação homo ou bissexual, entre 16 e 20 anos. Um em cada três já experimentara um episódio de depressão. Um em cada quatro tinha transtornos de conduta, e um em cada cinco abusava de álcool ou era dependente. Estresse pós-traumático, vício em nicotina, anorexia e pensamentos suicidas também apareceram com maior frequência. Uma conclusão ................. do estudo mostra que, muitas vezes, o mesmo jovem apresenta mais de um desses problemas e, infelizmente, não costuma receber apoio médico ou psicológico.
    As minorias sexuais, que enfrentam preconceito, fazem parte de uma população mais suscetível às dificuldades emocionais e à exposição a riscos. Daí a importância de adotar posturas incisivas contra a intolerância e o bullying no ambiente escolar. Campanhas de saúde e políticas públicas para esse grupo de adolescentes são fundamentais. Os garotos homo ou bissexuais enfrentam maior risco de contaminação pelo vírus HIV.
    Os trabalhos divulgados analisam a influência de fatores diferentes sobre a saúde emocional dos jovens, mas a conclusão de ambos é semelhante: contar com uma rede de apoio – seja institucional ou de amigos e conhecidos – é imprescindível para que os jovens consigam lidar de maneira equilibrada com os desafios da adolescência e do início da vida adulta.
Fonte: Jairo Bouer: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer/noticia
Considerando a correta grafia dos vocábulos, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas no texto 1.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FAG Órgão: FAG Prova: FAG - 2017 - FAG - Vestibular - Segundo Semestre - Medicina |
Q1355147 Português
Texto 2


Redes de apoio e jovens equilibrados


    Dois artigos científicos divulgados recentemente revelam como questões comportamentais afetam a saúde mental dos jovens. No primeiro deles, a religião aparece como uma proteção contra o suicídio. A pesquisa é importante ................ o atentado contra a própria vida é uma das principais causas de morte entre jovens. Nos Estados Unidos, fica atrás apenas de acidentes e violência, na população de 15 a 24 anos. As garotas são as vítimas mais frequentes.
    A pesquisa, publicada na revista médica European Psychiatry, foi feita na Universidade de Tel Aviv, em Israel. Ela sugere que adolescentes judeus praticantes, entre 13 e 17 anos, tiveram um risco 45% menor de ter pensamentos suicidas e tentativas de suicídio do que jovens que não seguem a religião. Outras pesquisas também sugerem que, entre jovens cristãos que seguem a religião, as taxas de depressão são menores. A crença religiosa se mostra como um elemento importante no equilíbrio emocional, .............. oferece uma rede de apoio. Os amigos e conhecidos que partilham dela funcionam como uma fonte de apoio para os jovens.
    O segundo artigo, revela que a orientação sexual é um fator que afeta a saúde mental dos jovens. A pesquisa, realizada pela Escola de Medicina da Northwestern University, nos EUA, revelou uma alta taxa de transtornos emocionais entre garotos com orientação homo ou bissexual, entre 16 e 20 anos. Um em cada três já experimentara um episódio de depressão. Um em cada quatro tinha transtornos de conduta, e um em cada cinco abusava de álcool ou era dependente. Estresse pós-traumático, vício em nicotina, anorexia e pensamentos suicidas também apareceram com maior frequência. Uma conclusão ................. do estudo mostra que, muitas vezes, o mesmo jovem apresenta mais de um desses problemas e, infelizmente, não costuma receber apoio médico ou psicológico.
    As minorias sexuais, que enfrentam preconceito, fazem parte de uma população mais suscetível às dificuldades emocionais e à exposição a riscos. Daí a importância de adotar posturas incisivas contra a intolerância e o bullying no ambiente escolar. Campanhas de saúde e políticas públicas para esse grupo de adolescentes são fundamentais. Os garotos homo ou bissexuais enfrentam maior risco de contaminação pelo vírus HIV.
    Os trabalhos divulgados analisam a influência de fatores diferentes sobre a saúde emocional dos jovens, mas a conclusão de ambos é semelhante: contar com uma rede de apoio – seja institucional ou de amigos e conhecidos – é imprescindível para que os jovens consigam lidar de maneira equilibrada com os desafios da adolescência e do início da vida adulta.
Fonte: Jairo Bouer - http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer
Considerando a correta grafia dos vocábulos, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas no texto 2.
Alternativas
Respostas
21: D
22: D
23: C
24: C
25: C
26: C
27: D
28: A
29: D
30: D
31: B
32: E
33: B
34: A
35: E
36: A
37: D
38: B
39: B
40: B