Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 6.466 questões
INSTRUÇÃO: Leia o texto que segue para responder às questões propostas.

Fonte: LLOSA, Mário Vargas. Breve discurso sobre a cultura. In: MACHADO, Cassiano Elek (org.). Pensar a cultura. Porto Alegre: Arquipélago,
2013. p. 12-13.
INSTRUÇÃO: Leia o texto que segue para responder às questões propostas.

Fonte: LLOSA, Mário Vargas. Breve discurso sobre a cultura. In: MACHADO, Cassiano Elek (org.). Pensar a cultura. Porto Alegre: Arquipélago,
2013. p. 12-13.
INSTRUÇÃO: Leia o texto que segue para responder às questões propostas.

Fonte: LLOSA, Mário Vargas. Breve discurso sobre a cultura. In: MACHADO, Cassiano Elek (org.). Pensar a cultura. Porto Alegre: Arquipélago,
2013. p. 12-13.
Canção amiga
Eu preparo uma canção, em que minha mãe se reconheça todas as mães se reconheçam e que fale como dois olhos. [...] Aprendi novas palavras E tornei outras mais belas. Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças.
(ANDRADE, C. D. Novos Poemas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. Fragmento.)
I. É possível identificar que o texto tem como objetivo central a transmissão de uma orientação relevante ao leitor.
II. O exclusivo emprego de linguagem conotativa é elemento suficiente para a caracterização do texto como literário.
III. Sendo um texto literário, “Canção amiga” demonstra a exploração da capacidade significativa da língua para provocar determinada reação no leitor.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
As bebidas alcoólicas caracterizam-se por conter etanol, uma substância psicoativa que afeta a função e neurotransmissão cerebral, e que possui propriedades intrínsecas capazes de levar à dependência. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 3,3 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao consumo desmedido de álcool, sendo este a quarta maior causa de morte em todo o mundo.
De acordo com esse texto, o verso que NÃO apresenta prosódia baseada na linguagem popular é:
CONSUMO COM CRITÉRIOS SOCIOAMBIENTAIS
Consumo com critérios socioambientais depende de atitudes, adesão aos valores de sustentabilidade e de comportamentos coerentes, que gerem na prática impactos positivos na sociedade e no planeta. O consumo consciente inicia-se com uma avaliação da necessidade de aquisição de determinado produto. Caso seja necessário, é importante que a opção por uma determinada marca ou modelo leve em conta não somente o preço, mas também aspectos de produção, que podem ser confirmados através de selos, certificações e autorizações de órgãos ambientais. O comércio ético e solidário é uma postura de desenvolvimento que abriga agricultores responsáveis, artesãos, e tem impactos socioeconômicos relevantes. Conforme estudos do Instituto Akatu em 2010, 5% da população brasileira têm práticas conscientes de consumo. O Instituto ainda mostra que a sociedade brasileira já se encontra na segunda fase do consumo consciente. No surgimento de um fenômeno social, é comum que as opiniões oscilem e sejam influenciadas. Com a constância do assunto na mídia e na sociedade, a parcela desta que se identifica com as novas preferências e comportamentos vai se estabelecendo. Para os próximos anos, uma terceira fase deve ser observada, com opiniões disseminadas, consistentes e reforço comportamental. O perfil do nível de consciência do consumidor brasileiro foi analisado por idade, classe social e escolaridade, cujos resultados encontram-se ilustrados no Gráfico 1.
Gráfico 1 - Perfil dos consumidores por segmento

Fonte: Instituto Akatu, 2010. Disponível em <http://www.institutoorior.com.br/images/artigospdf/raimundo/livro /temas-emergentes/dimensao-meio-ambiente/consumo-com-criterios-socioambientais.html>. Acesso em 28 de abril de 2019. Adaptado
A partir da leitura do texto IV, sobre os resultados da pesquisa feita pela Akatu em 2010, infere-se que:
1. Nós, chefes de Estado e de Governo e altos representantes, reunidos na sede das Nações Unidas em Nova York de 25 a 27 de setembro de 2015 no momento em que a Organização comemora seu septuagésimo aniversário, decidimos hoje sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Globais.
“Resolvemos também criar condições para um crescimento sustentável, inclusivo (...)”
É função dos termos destacados descrever:
1. Nós, chefes de Estado e de Governo e altos representantes, reunidos na sede das Nações Unidas em Nova York de 25 a 27 de setembro de 2015 no momento em que a Organização comemora seu septuagésimo aniversário, decidimos hoje sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Globais.
1. Nós, chefes de Estado e de Governo e altos representantes, reunidos na sede das Nações Unidas em Nova York de 25 a 27 de setembro de 2015 no momento em que a Organização comemora seu septuagésimo aniversário, decidimos hoje sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Globais.
O nosso índio errante vaga; Mas por onde quer que vá, Os ossos dos seus carrega; Por isso onde quer que chega Da vida n’amplo deserto, Como que a pátria tem perto, Nunca dos seus longe está! (Márcia Lígia Guidin (org.). “Estâncias”. Poesia lírica e indianista, 2003.)
Assim como na prosa de José de Alencar, na poesia de Gonçalves Dias o índio é retratado
Logo depois que assumi a Secretaria Nacional de Segurança, em 2003, recebi, por vias transversas, uma mensagem de Luciano, da Rocinha. Ele desejava deixar a vida de traficante e viajar para longe. Tinha chegado à conclusão de que seu caminho era a perdição: morreria cedo, de modo cruel, em mãos inimigas. Queria começar de novo e pedia uma chance. Tratara com respeito a comunidade, que era, afinal de contas, sua família. A violência, ele a usara apenas na medida necessária à proteção de seus negócios. Esse era seu ponto de vista, sem dúvida demasiado edulcorado. Não obstante a possível autoidealização, o fato é que explicitá-la, naquele contexto, não deixava de ser significativo, indicando a valorização positiva do lado certo da vida. Era um negociante clandestino, dizia, não um criminoso selvagem: alguns traziam uísque do Paraguai; ele vendia outras drogas. Reivindicava uma diferença importante, no mundo do crime carioca.
Logo depois que assumi a Secretaria Nacional de Segurança, em 2003, recebi, por vias transversas, uma mensagem de Luciano, da Rocinha. Ele desejava deixar a vida de traficante e viajar para longe. Tinha chegado à conclusão de que seu caminho era a perdição: morreria cedo, de modo cruel, em mãos inimigas. Queria começar de novo e pedia uma chance. Tratara com respeito a comunidade, que era, afinal de contas, sua família. A violência, ele a usara apenas na medida necessária à proteção de seus negócios. Esse era seu ponto de vista, sem dúvida demasiado edulcorado. Não obstante a possível autoidealização, o fato é que explicitá-la, naquele contexto, não deixava de ser significativo, indicando a valorização positiva do lado certo da vida. Era um negociante clandestino, dizia, não um criminoso selvagem: alguns traziam uísque do Paraguai; ele vendia outras drogas. Reivindicava uma diferença importante, no mundo do crime carioca.
constituiu desenvolvimento à parte, do ponto de vista da evolução do gênero,
e corresponde a certas necessidades, poéticas e históricas,
de estabelecer um passado heroico e lendário para a nossa
civilização, a que os
desejavam, numa utopia
retrospectiva, dar tanto quanto possível traços autóctones. A figura dominante do período,
, passou
por todas essas vertentes e em todas deixou boas obras.
(Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, 1975. Adaptado.)
As três lacunas do texto são preenchidas por:
Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei de noite, dormirei de dia.
Contrariamente a vários ministérios, Soares cumpria este programa com um escrúpulo digno de uma grande consciência. A aurora para ele era o crepúsculo, o crepúsculo era a aurora. Dormia 12 horas consecutivas durante o dia, quer dizer das seis da manhã às seis da tarde. Almoçava às sete e jantava às duas da madrugada. Não ceava. A sua ceia limitava-se a uma xícara de chocolate que o criado lhe dava às cinco horas da manhã quando ele entrava para casa. Soares engolia o chocolate, fumava dois charutos, fazia alguns trocadilhos com o criado, lia uma página de algum romance, e deitava-se.
Não lia jornais. Achava que um jornal era a cousa mais inútil deste mundo, depois da Câmara dos Deputados, das obras dos poetas e das missas. Não quer isto dizer que Soares fosse ateu em religião, política e poesia. Não. Soares era apenas indiferente. Olhava para todas as grandes cousas com a mesma cara com que via uma mulher feia. Podia vir a ser um grande perverso; até então era apenas uma grande inutilidade.