Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Esta letra é da canção Inútil, da banda Ultraje a Rigor.
A gente não sabemos
Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Têm pessoas achando
Que nóis é indigente...
(http://letras.mus.br/ultraje-a-rigor/49189/. Acesso: 12/12/2012. Adaptado.)
Se esse texto fizesse parte de uma notícia de um jornal de circulação nacional, que
alterações gramaticais deveriam ser feitas?

Considerando o conteúdo desse anúncio, nota-se que a publicidade tem o objetivo de

No segundo quadrinho, a fala da personagem feminina evidencia que ela
"Responda rápido. O maior índice de crescimento de novos universitários foi registrado em que faixa etária, de acordo com o último Censo do Ensino Superior?
A – 18 a 24 anos C – 40 a 49 anos
B – 24 a 39 anos D – Acima dos 50 anos
Não sabe? Quer a ajuda dos universitários? Cuidado, a maioria talvez não saiba. São os cinqüentões, sessentões e setentões que estão brilhando nos vestibulares. Entraram na vida acadêmica, em 2001, 23% a mais de alunos nessa faixa etária em comparação ao ano anterior. São quase 11 mil contra 8.700 em 2000. A tendência é de crescimento maior em 2002, mas os números só serão divulgados no final deste ano. Essa ocupação da “terceira idade”, nas universidades não se deve por acaso. Basta se ater à explicações do sociólogo Ruda Ricci, professor da PUCMinas, para ver sentido nessa mudança. Ele levanta dois fatores: a cobrança de qualificação pelo mercado de trabalho na década de 90 e a dispensa de pessoas com mais de 45 anos. “O ideal para as empresas eram funcionários na faixa dos 35 anos. Abaixo disso eram consideradas inexperientes e acima não teriam agilidade, já estariam burocratizadas.” Para as empresas, era mais fácil dar treinamento aos jovens. Aos quase cinqüentões só restava uma saída: voltar a estudar ou abrir negócio próprio. Some-se a isso a mudança na previdência, que retardou a aposentadoria, e o aumento na expectativa de vida. “O mercado percebeu que eles são experientes e buscam qualificação. Têm a receita ideal para um bom profissional”, afirma Ruda Ricci, que acredita na multiplicação das oportunidades de trabalho, nos próximos anos, para os cinqüentões. E não está só. Robert Critcheley, autor do livro Reavaliando sua carreira, também vê boas perspectivas. “Hoje convivemos com a primeira geração que chega a essa idade em perfeitas condições físicas e intelectuais.” É só encarar o desafio e saber que a idade mental é mais importante que a cronológica."
(ARRIEL, Silvânia - Revista Encontro. Abril/2003, p. 43)
O termo destacado está corretamente identificado entre parênteses em:
Nossas universidades precisam falar inglês
Nosso ensino superior está se internacionalizando. Há um certo fluxo de estudantes estrangeiros de pós-graduação que passam alguns anos em nossas melhores universidades devido a programas de duplo diploma. Entretanto, o número de alunos estrangeiros no Brasil ainda é bastante reduzido. Por exemplo, há mais estudantes norte-americanos na Argentina do que no Brasil. Isso se deve à preferência por um país que fala espanhol e à disponibilidade de programas de graduação em inglês. As universidades brasileiras deveriam considerar a possibilidade de oferecer cursos superiores em inglês juntamente com o português. Atualmente, não existe nenhuma conferência internacional importante que não adote o inglês.
(http://goo.gl/12hak. Acesso: 25/11/2012. Adaptado.)
O principal objetivo desse texto é

Essa campanha foi criada com o principal intuito de
13 de maio
(Caetano Veloso)
Dia 13 de maio em Santo Amaro
Na Praça do Mercado
Os pretos celebravam
(Talvez hoje inda o façam)
O fim da escravidão
Da escravidão
O fim da escravidão
Tanta pindoba!
Lembro do aluá
Lembro da maniçoba
Foguetes no ar
Pra saudar Isabel
Ô Isabé
Pra saudar Isabé
(http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/44736//. Acesso: 04/04/2010.)
Nesse texto, a palavra que mostra uma aproximação da fala com a escrita é
Leia o fragmento do conto “A confissão de Leontina”
“Já contei esta história tantas vezes e ninguém quis me acreditar. Vou agora contar tudo especialmente pra senhora que se não pode ajudar pelo menos não fica me atormentando como fazem os outros. É que eu não sou mesmo essa uma que toda gente diz . O jornal me chama de assassina ladrona e tem um que até deu o meu retrato dizendo que eu era a Messalina da boca do lixo. Perguntei pro Armando o que era Messalina e ele respondeu que essa foi uma mulher muito à-toa. E meus olhos que já não tem lágrimas de tanto que tenho ainda choraram mais...”
(TELLES, Lygia Fagundes. Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação.1980, p. 44)
Em todas as afirmativas, as palavras destacadas retomam um termo já apresentado, exceto
"Responda rápido. O maior índice de crescimento de novos universitários foi registrado em que faixa etária, de acordo com o último Censo do Ensino Superior?
A – 18 a 24 anos C – 40 a 49 anos
B – 24 a 39 anos D – Acima dos 50 anos
Não sabe? Quer a ajuda dos universitários? Cuidado, a maioria talvez não saiba. São os cinqüentões, sessentões e setentões que estão brilhando nos vestibulares. Entraram na vida acadêmica, em 2001, 23% a mais de alunos nessa faixa etária em comparação ao ano anterior. São quase 11 mil contra 8.700 em 2000. A tendência é de crescimento maior em 2002, mas os números só serão divulgados no final deste ano. Essa ocupação da “terceira idade”, nas universidades não se deve por acaso. Basta se ater à explicações do sociólogo Ruda Ricci, professor da PUCMinas, para ver sentido nessa mudança. Ele levanta dois fatores: a cobrança de qualificação pelo mercado de trabalho na década de 90 e a dispensa de pessoas com mais de 45 anos. “O ideal para as empresas eram funcionários na faixa dos 35 anos. Abaixo disso eram consideradas inexperientes e acima não teriam agilidade, já estariam burocratizadas.” Para as empresas, era mais fácil dar treinamento aos jovens. Aos quase cinqüentões só restava uma saída: voltar a estudar ou abrir negócio próprio. Some-se a isso a mudança na previdência, que retardou a aposentadoria, e o aumento na expectativa de vida. “O mercado percebeu que eles são experientes e buscam qualificação. Têm a receita ideal para um bom profissional”, afirma Ruda Ricci, que acredita na multiplicação das oportunidades de trabalho, nos próximos anos, para os cinqüentões. E não está só. Robert Critcheley, autor do livro Reavaliando sua carreira, também vê boas perspectivas. “Hoje convivemos com a primeira geração que chega a essa idade em perfeitas condições físicas e intelectuais.” É só encarar o desafio e saber que a idade mental é mais importante que a cronológica."
(ARRIEL, Silvânia - Revista Encontro. Abril/2003, p. 43)
O texto transcreveu um fragmento em que se pode inferir uma relação intertextual em
Entre dois mundos
(Vinícius Jatobá)
Há em João Ubaldo Ribeiro o encontro de duas linguagens conflitantes. De um lado, o português bacharel, de vocabulário elitista, específico, extremamente literário, em que o autor emula todo um conjunto de valores culturais aristocráticos (ainda presentes) da cultura brasileira; e, por outro, o sabor vernáculo, em que gírias e jargões se acumulam em uma prosa descabelada, equivocada, acumulada, repleta de energia. É um achado porque o grande tema dos melhores livros de Ubaldo é esse conflito entre a história oficial, bacharelada, floreada, timbrada, e a história dos anônimos, improvisada, analfabeta, gritada, e Ubaldo escreve no coração desse conflito, desses dois mundos.
(http://goo.gl/UaH7R. Acesso: 14/03/2013. Adaptado.)
No que tange aos aspectos sociopolíticos, essa descrição da obra do romancista João
Ubaldo Ribeiro evidencia
(Manuel Bandeira. Poesia e prosa. p. 1271).
A falta de uma definição de poesia fez com que Bandeira, um poeta, recorresse à definição expressa por um outro poeta, Schiller. A definição de Schiller
Analise as proposições em relação ao conto As nove cantoras paralíticas, Péricles Prade, ao Texto, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Nas estruturas “em virtude do raro talento que as domina” (linha 5) e “no quartinho onde costurava e bordava” (linha 16), as palavras destacadas, na morfologia, são pronomes relativos e têm como antecedentes, respectivamente, talento e quartinho.
( ) Da leitura do conto, pode-se, por inferência, fazer a analogia entre a paralisia das cantoras e a juventude eterna delas, como se ambas – paralisia e eternidade – não se movessem, não passassem por modificações, ficando sempre do mesmo modo.
( ) Em “Marcola que, segundo contam, há muito viera” (linhas 8 e 9) a palavra destacada pode ser substituída por desde que e, ainda assim, mantêm-se o sentido e a coerência no texto, pois tanto segundo como desde que, na morfologia, são conjunções subordinativas temporais.
( ) No conto, o fantástico e o maravilhoso transparecem em várias passagens, como ocorre no seguinte segmento: “Podem cantar meses a fio, sem cansaço, tendo a melodia a força de manter os habitantes em absoluto silêncio durante o longo período das canções” (linhas 6 e 7).
( ) As palavras “lugarejo” (linha 9), “quartinho” (linha 16), “viajante” (linha 8) e “comprador” (linha 10) apresentam sufixos que designam, sequencialmente, diminutivo, diminutivo, profissão e agrupamento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Analise as proposições em relação ao conto Os mortos não têm desejos (Roteiro de uma vida inútil), à obra O conto da mulher brasileira / Edla van Steen, ao Texto, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) No período “Quer saber por quê” (linha 11) o uso do por quê, separado e com acento, justifica-se por estar no final da oração, e se substituído por qual motivo ou por qual razão mantém a coerência e o sentido no texto.
( )As temáticas predominantes nos contos, que compõem a Antologia, são desencanto, desilusão, desesperança, existência vã, bem como a frustração existencial e a decepção amorosa, provocadas pela relação homem/mulher, que é, também, bastante comum na maioria das narrativas.
( ) Na estrutura “Não fui hoje, nem nunca mais” (linha 11) as palavras destacadas, quanto à classe gramatical, são advérbios, na sequência, de negação, de tempo, de dúvida e de afirmação. E, quanto à sintaxe, há duas orações, e os termos destacados constituem adjuntos adverbiais.
( ) A importância do tempo, nesta obra, é fator preponderante, pois apesar de serem contos, observa-se uma grande influência desse no enredo de alguns contos, possibilitando que alguns personagens se desloquem para outros contos, desvelando ao leitor a verdadeira personalidade.
( ) Por ser uma coletânea, ela mostra-se multifacetada. Outra vertente, marcada nesta antologia, diz respeito à abordagem de questões políticas, em especial, àquelas em que a presença feminina tinha papel de destaque, devido à popularidade e participação da mulher no campo político.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Analise as proposições em relação ao conto Os mortos não têm desejos (Roteiro de uma vida inútil), à obra O conto da mulher brasileira / Edla van Steen (Organizadora), e ao Texto.
I. Nos períodos “Heloísa termina de pendurar o último quadro” (linha 1) e “Não vou ser nunca o príncipe encantado” (linha 18) as expressões destacadas constituem locuções verbais e podem ser substituídas por pendura e serei, sequencialmente, sem que ocorra alteração de sentido no texto.
II. Devido à intercalação dos flashbacks, que mostram a vida da personagem-narradora Heloisa, na narração dela, há uma visível fragmentação na história, o que leva o leitor à divagação.
III. Embora a obra seja editada no período moderno, ela traz várias características da escola romântica, a exemplo, o patriarcalismo – alguns reflexos da ideologia dominante para mostrar os hábitos esperados pela sociedade e dirigidos às mulheres. E estas, na maioria dos contos, ainda que mostrem uma sensualidade reprimida, também continuam sendo objetos da idealização masculina.
IV. No sintagma verbal “De repente, larga a exposição em meio e pega o carro” (linha 7) a expressão destacada, quanto à morfologia, é locução adverbial, pode ser substituída pelo advérbio de modo – repentinamente, o qual pode ser deslocado para o final da oração, sem que ocorra prejuízo de sentido, no texto.
V. A Antologia é composta por 19 contos de autoras que fazem parte do panorama da literatura brasileira. As protagonistas são mulheres e, na maioria das narrativas, prepondera um tom intimista, dando preferência à primeira pessoa.
Assinale a alternativa correta.
No mundo nascem mais homens ou mulheres?
Em média, nascem cerca de 105 homens para cada 100 mulheres. Estranhamente, no geral, existem mais espermatozoides com o cromossomo X, que determina o nascimento de meninas, do que com o Y. Mas como os espermatozoides “fêmeas” são mais lentos, suas chances de fertilizar o óvulo são menores. Esse descompasso inicial, no entanto, é amenizado ao longo da vida. “Existe maior mortalidade de homens em relação a mulheres desde o nascimento, principalmente entre os 18 e os 35 anos”, explicam especialistas. A consequência disso é que a média da população global é de 101 homens para 100 mulheres. E, em muitos países, inclusive no Brasil, há mais mulheres do que homens.
(http://goo.gl/qf9Fa. Acesso: 21/11/2012. Adaptado.)
Ao analisar o conteúdo desse texto, infere-se que ele foi escrito com o objetivo de

Esse cartaz contém um problema relacionado com a clareza textual, pois
De olho no futuro
Conheça o mouse voltado a deficientes físicos que se destacou na edição de 2009 da Febrace
Entre os 280 projetos expostos na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), os Óculos-Mouse eram um dos mais comentados. O evento, que foi do dia 9 ao 11, em São Paulo, era voltado a alunos do ensino médio. Bolado por três alunos de curso técnico do Rio Grande do Sul, os Óculos-Mouse são um dispositivo voltado a pessoas sem movimentos nos braços. Permite que, com a cabeça, elas controlem um mouse. "Os equipamentos inclusivos são muito caros", explica Filipe Carvalho, 18. Os outros integrantes são Cleber Quadros, 18, e Alexandre Sampaio, 19. Pensando no preço, bolaram um dispositivo que custa R$ 50. Até o fechamento desta edição, não se sabia se os Óculos-Mouse haviam sido premiados na Febrace. Enquanto isso, deficientes físicos em visita à feira testavam o aparelho. “Eles acharam trilegal!”, comemora Filipe.
Folhateen, edição de 15/03/2010.
(www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee. Acesso: 31/03/2010.)
A palavra que indica que esse texto é destinado ao público jovem é
GUGA, O NOVO HERÓI
O garoto brasileiro de cabelos desalinhados e visual desleixado conseguiu. Gustavo Kuerten fez história ao conquistar ontem o Aberto da França de Tênis, em Roland Garros. A final contra o espanhol Sergi Bruguera foi uma aula de tênis diante de um público que incluía lendas do esporte como Bjorn Borg e Guillermo Villas. Em 1h50min, Guga massacrou o adversário, duas vezes campeão do torneio francês, vencendo por 3 sets a 0. Ao receber o troféu de campeão, ele agradeceu a torcida brasileira e, em especial, ao técnico Larri Passos. “Quando cheguei à final sabia que podia ganhar. Eu tinha preparado para isso”, comemorou.
(Estado de Minas – 09/06/97)
KUERTEN CONQUISTA TÍTULO INÉDITO
O tenista Gustavo Kuerten, 20, ganhou ontem o Aberto da França, tornando-se o primeiro brasileiro a conquistar um dos quatro torneios mais importantes do mundo, que formam o chamado Grand Slam.
Kuerten venceu o espanhol Sergi Bruguera, 26, por 3 a 0, em uma hora e 50 minutos.
Guga, como é conhecido, passa a ser o tenista de pior colocação no ranking a vencer um torneio de Grand Slam. Ele ocupava a 66ª. Colocação e deve ir, com a vitória em Roland Garros, para a 19ª. posição, segundo Marta Avancini e Igor Gielow.
A conquista rendeu a Kuerten US$740 mil de prêmio. A mãe do tenista, Alice, teme que ele seja visto como herói. “Não gostaria de chegar ao Brasil e ter uma multidão me esperando.”
(Folha de S.Paulo – 09/06/97)
O fato de o texto apresentar um tom mais noticioso não permite concluir que houve um grau máximo de imparcialidade: não se pode afirmar que o texto seja neutro.
Há uma relação adequada entre o trecho selecionado e a explicação de sua parcialidade:
Doar vida
Doar sangue não engorda, não emagrece, não purifica o sangue nem altera o desempenho sexual. É apenas um ato de boa vontade e uma demonstração de cidadania, que infelizmente no Brasil ainda esquecida. Por aqui, apenas 2% da população doa sangue, enquanto em países da Europa, como França e Inglaterra, 30% da população é doadora de carteirinha. Segundo a Organização Mundial da Saúde, para que não falte sangue nos bancos é fundamental que 5% da população de cada país tenha esse hábito. Também é importante ressaltar que nenhuma doença é transmitida durante a doação, que é feita com material descartável e dura 10 minutos. Por isso, todas as pessoas que têm mais de 18 anos, mais de 50 quilos e boa saúde podem ser voluntárias. Vamos arregaçar as mangas. (Revista Criativa – dez/2002 p. 32)
A frase transcrita do texto que pode provocar dupla interpretação é:


