Questões de Vestibular Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2009 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2009 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q325121 Português
A chamada Lei do Agrotóxico (no 7.802, de 11/06/89) determina que os rótulos dos produtos não contenham afirmações ou imagens que possam induzir o usuário a erro quanto a sua natureza, composição, segurança, eficácia e uso. Também proíbe declarações sobre a inocuidade, tais como “seguro”, “não venenoso”, “não tóxico”, mesmo que complementadas por afirmações do tipo “quando utilizado segundo as instruções”. Em face das proibições da Lei, a compreensão da frase: “Cuidado, este produto pode ser tóxico”

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Q228894 Português
Dispondo-se as últimas linhas de O vôo da guará vermelha em versos:

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Pode-se afirmar que:

I - Uma das bases de sustentação dessa narrativa é a incorporação de elementos da cultura popular, seja através da oralização da linguagem, do uso de estruturas fixas do romanceiro popular como o metro popular (na conversão das frases em versos, como vemos na “estrofe” acima escandida), seja a alusão a narrativas orais (As mil e uma noites), fatos que a tornam polifônica.

II - O “arremedo” da linguagem cordelística no trecho acima metrificado nos mostra que há uma conscientização por parte da autora da obra quanto à ausência de limites rígidos entre os gêneros (prosa e poesia), o que torna O vôo da guará vermelha uma narrativa rica também pelo inventário popular ali tecido e já de domínio de grande parte dos leitores.

III - Não há, a partir da escansão feita das três últimas linhas da narrativa, nenhuma alusão à linguagem, ao gênero, à forma, às temáticas, à estrutura fixa do cordel ou de outro gênero/texto popular.
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Q228893 Português
Às estrofes 67 e 68 do Romance do pavão misterioso lê-se: “Então Creuza deu um grito:/– Papai, um desconhecido/Entrou aqui no meu quarto!/Sujeito muito atrevido!/Venha depressa, papai,/Pode ser algum bandido!/O rapaz disse: – Moça,/Entre nós não há perigo:/ Estou pronto a defendê-la/Como verdadeiro amigo./Venho é saber da senhora/Se quer se casar comigo”. A partir dessas estrofes pode- se dizer:

I - Utiliza-se um esquema clássico das tramas de amor: uma personagem (Evangelista) busca encontrar um amor (Creuza) que, a princípio, não é acessível (questão de classe social ou outro motivo) e, para obter a realização do desejo, precisa enfrentar um obstáculo (o pai de Creuza).

II - Utiliza-se um esquema contemporâneo das tramas de amor: uma personagem (Evangelista) busca encontrar um amor (Creuza) que, a princípio, não é acessível (questão de classe social ou outro motivo) e, para obter a realização do desejo precisa enfrentar um obstáculo (o pai de Creuza ou outros) unicamente através da violência física.

III - Não se utiliza um esquema das tramas de amor, porque o fato narrado é singular, ou seja, não se repete nem se imita uma estrutura comum da literatura, sobretudo do cordel: Evangelista busca encontrar um amor (Creuza). A inacessibilidade da “amada”, a princípio, coincidiu de, na invenção do cordelista, se dar dessa forma sem que isso implique em influência ou característica das narrativas populares que tematizam o amor.
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Q228892 Português
Na estrofe 116 do Romance do pavão misterioso, “O rapaz disse: – Menina,/A mim você não fez mal:/Toda moça é inocente,/Tem seu papel virginal/Cerimônia de donzela/É uma coisa natural”, percebe- se que:

I - A estrofe (sextilha) com versos de sete sílabas poéticas (redondilha maior) e rimas do tipo XAXAXA (as letras repetidas indicam os versos que rimam entre si e o X indica os versos que não rimam) segue a ordem do poema que é assim metrificado para rápida assimilação pelo leitor do ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados os fatos narrados.

II - A estrofe (septilha) com versos de cinco sílabas poéticas (redondilha menor) e rimas do tipo ABABAB segue a ordem do poema que é assim metrificado para rápida assimilação pelo leitor do ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados os fatos narrados.

III - A estrofe (sextilha) com versos livres segue a ordem do poema que é assim “metrificado” para rápida assimilação pelo leitor do ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados os fatos narrados.
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Q228891 Português
No trecho “Irene arrasta a amiga e a faz sentar-se na cama, pega água da moringa, bota num copo com açúcar e obriga a outra a beber, Anginha, filha, se acalme, deixe de pensar besteira, não se meta com o além nem se meta com feitiço que isso não serve para nada, só para lhe tomar dinheiro” (O vôo da Guará vermelha, p. 109), tem-se:

I - O uso do discurso direto em “Irene arrasta a amiga e a faz sentar- se na cama”, porque o narrador transcreve diretamente a fala da personagem em ação.

II - O uso do discurso indireto em “Anginha, filha, se acalme, deixe de pensar besteira”, porque o narrador se apropria da fala da personagem e a reformula a seu modo, uma vez que à personagem, nesse trecho, não foi dada a fala.

III - O uso de uma situação linguístico-narrativa em que o ato de narrar (de “Irene arrasta a amiga” até “obriga a outra a beber”) mistura-se, num mesmo plano sintático, à fala, quando Irene se dirige à personagem Anginha. A mistura de vozes provoca um efeito aparentemente caótico (pela ausência da sinalização de recursos típicos do uso dessa função discursiva como o verbo dicendi ou a pontuação apropriada para a situação) que é desfeito tão logo se imaginam elementos introdutores do discurso direto como os já citados.
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Q228890 Português
Os capítulos de O vôo da guará vermelha, titulados através de uma estrutura binária referente a cores, apontam para:

I - o sentido do “estado de alma” ou “psicológico” da personagem Irene ou de outros com quem ela se relaciona (Rosálio, a velha, o filho), indicando ora esperança (verde), ora paixão (vermelho) ora tristeza (cinza).

II - a profusão de sentidos que a referência às cores lá nomeadas pode indicar para o leitor, seja quanto ao aspecto psicológico da personagem central da trama (Irene) ou em relação às minúcias do cotidiano dos personagens.

III - uma “aquarela semântica” em que as cores não se distinguem, mas se interconectam para surtir um único efeito: a variação de cor que sofre a ave em contato com a luz, uma vez que o título da obra remete o leitor às várias cores com as quais a ave pode ser conhecida.
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Q228889 Português
Sobre Libertinagem pode-se afirmar:

I - Em Poética, o comportamento extravagante e irônico das vanguardas faculta a crítica ao conservadorismo político e social veiculado pela poesia dos finais do século XIX e das duas primeiras décadas do século XX, propondo um “lirismo que é libertação”.

II - Irene no céu toca na questão étnica, um dos temas fundamentais para os modernistas da primeira geração, a partir do ponto de vista, neste sentido tipicamente modernista, da democracia racial, mais próximo de Gilberto Freyre que dos olhares sobre a questão como colocados por textos contemporâneos como Cidade de Deus, de Paulo Lins, por exemplo.

III - Com Poema tirado de uma notícia de jornal, começa um processo de rebaixamento da produção literária ao fato comum e vulgar, que terá contribuído em muito para a baixa qualidade da produção poética ao longo da segunda metade do século.
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Q228888 Português
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A partir do fragmento pode-se afirmar que em Boca do inferno:

I - Antonio Vieira rememora, aos setenta anos, sua trajetória no Brasil, seu envolvimento em questões que lhe trouxeram muitos inimigos. Sua luta em defesa de índios e de judeus o havia indisposto com muitos poderosos. Na cidade, muitos o insultavam às escondidas. Depois de tantos esforços, pouca coisa mudara, e nada indicava que mudaria, mas era preciso continuar lutando.

II - O fragmento é bom exemplo dos momentos em que o narrador parece incluir no texto um ponto de vista de cuja impessoalidade depende a denúncia de injustiças cometidas no Brasil ao longo de sua história e que tem sua origem no funcionamento desigual da sociedade baiana do século XVII.

III - No fragmento “e dessas mortes e destruição, nunca se veria castigo”, ao evocar o tempo futuro, para além do período em que se passa a narrativa, o narrador demonstra o viés contemporâneo de seu ponto de vista, como acontecerá em várias outras passagens do romance.
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Q228887 Português
A respeito de Manuel Bandeira é correto afirmar:
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Q228886 Português
A respeito do fragmento:

Veio a sua mente a figura de Gongora e Argote, o poeta espanhol que tanto admirava, vestido como nos retratos em seu hábito eclesiástico de capelão do rei: o rosto longo e duro, o queixo partido ao meio, as têmporas rapadas até detrás das orelhas. Gongora tinha-se ordenado sacerdote aos cinqüenta e seis anos. Usava um anel de Rubi no dedo anular da mão esquerda, que todos beijavam. Gregório Matos queria, como o poeta espanhol, escrever coisas que não fossem vulgares, alcançar o culteranismo. Saberia escrever assim? Seria dentro de si um abismo. Se ali caísse, aonde o levaria? Não estivera Gongora tentando unir a alma elevada do homem à terra e seus sofrimentos carnais? Gregório de Matos estava no lado escuro do mundo, comendo  a parte  podre do banquete. Sobre o que poderia falar? Goza, goza el color, da luz, el oro. Teria sido bom para Gregório se tivesse nascido na Espanha? Teria sido diferente? “Ah, Gregório”, pensou o poeta, “Porque em cullis mundi te meteste?”
(Miranda, 2006, p. 9).




I - O narrador, que intencionalmente oscila entre a referência histórica imparcial e um olhar contemporâneo de certo estrato do período colonial, a Bahia do século XVII, expõe o paradoxo que há entre a suposta nobreza, “el oro”, da metrópole colonizadora e a vulgaridade de uma realidade em nada poética, “por que em culis mundi te meteste?”.

II - As angustiantes questões que o personagem Gregório se propõe, não só poéticas, também políticas, étnicas, sociais, refletem o declínio de uma certa aristocracia intelectual, e sua correlata visão de mundo, com o advento do capitalismo e de novas relações sociais. Do conflito entre uma consciência ainda presa a valores morais e religiosos do Classicismo e uma realidade que passa a funcionar à revelia de tais valores, estará repleta a obra e o projeto de vida do Gregório de Matos poeta.

III - As expressões vulgares com as quais o poeta se refere ao Brasil ao longo de toda a narrativa, de certo modo, refletem a visão sobre o país dos personagens principais do romance, ainda presos a uma hierarquização colonialista entre metrópole e colônia, como observado nestas palavras de Antonio Vieira, “o mundo está cheio de ladrões e a coisa aqui parece pior” (p. 58), e de personagens secundários como o vereador Luiz Bonicho, “qualquer lugar é melhor do que esta triste tafularia” (p. 34) ou da imigrante Anica de Melo, “escolhi o Brasil porque aqui todos se sentem labregos” (p. 143).

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Q228885 Português
Sobre Boca do inferno NÃO é correto afirmar:
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Q228884 Português
Leia o texto.

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Considerando a leitura do texto, pode-se inferir

I - o princípio de igualdade de raças e nele a superação da intolerância e do preconceito.

II - o respeito à diversidade que deve constituir a organização da sociedade brasileira.

III - a construção de uma sociedade em função da pluralidade social e cultural pressuposta no paralelismo linguístico.

IV - a responsabilidade de conquista dos negros por uma posição social hierárquica proeminente.

Marque a alternativa abaixo, que indica a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
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Q228881 Português
As expressões “primeiramente” (linha 1), “Em segundo lugar” (linhas 1-2) e “Por último” (linhas 2-3) asseguram

I - a compatibilidade entre os enunciados, estabelecem relação de progressividade e funcionam como operadores de sequenciação no texto.

II - o encadeamento linear de elos coesivos, reiteram a coerência textual e especificam a sucessão de ideias no texto.

III - a retomada de termos e funcionam como pistas linguísticas que propiciam sentidos ao texto.

Marque a alternativa abaixo, que indica a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
Alternativas
Q228880 Português
Em relação à resenha acima, pode-se inferir que

( ) situa o tema da obra resenhada de forma clara e objetiva e resume os conteúdos abordados pelos autores que compõem a coletânea.

( ) desenvolve o tema da diversidade social e articula as ideias de forma resumida, fazendo apreciações e imprimindo juízo de valor sobre a obra.

( ) apresenta breve comentário que incentiva a leitura do livro resenhado com a finalidade de transmitir uma ideia geral sobre o sentido nele contido.

( ) sintetiza uma obra e expõe críticas em relação à temática, justificando o posicionamento dos autores.

Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.

Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q228879 Português
No enunciado “[...] em que se planejava eliminar a diversidade racial do Brasil [...]”(linhas 1-2), pode-se inferir que

I - a ação verbal concentra-se na eliminação da diversidade racial do Brasil como informação principal.

II - o foco da ação vincula-se ao planejamento da diversidade do Brasil de forma gradativa.

III - a intenção do autor é hipotetizar a eliminação da diversidade racial do Brasil.

Marque a alternativa abaixo, que indica a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
Alternativas
Q228878 Português
A expressão “[...] -e nem faz tanto tempo- [...]” (linha 1) funciona como um(a)

( ) recurso argumentativo de significado restritivo, que opera no processo de negação.

( ) recurso formador de sentido que anula totalmente a informação anterior.

( ) instrumento de interação dotado de intencionalidade para atenuar o sentido do enunciado anterior.

( ) construção atuante no nível sintaticossemântico com valor aditivo negativo.

Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas, e marque a alternativa CORRETA
Alternativas
Q228877 Português
Da leitura do texto abaixo, pode-se inferir:

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( ) A diversidade linguística se caracteriza pelas especificidades dialetais que contemplam as múltiplas possibilidades de uso da língua.

( ) O texto pode ser analisado pelo viés do preconceito linguístico dominante na ideologia normativa da língua.

( ) O texto apresenta um efeito de humor suscitado pela interpretação ambígua de Chico Bento.

( ) A temática do texto corresponde ao ensino dos padrões linguísticos necessários para o uso “correto” do “bom português”.

( ) A intervenção da professora toma como parâmetro uma equivocada visão da fala em relação à violação das regras de gramática.

Analise as proposições e coloque V para as verdadeiras e F para as falsas

Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q228876 Português
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Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.

Em “[...] há distinções, grupos, valores distintos [...]” (linha 19), pode- se concluir que há

( ) um encadeamento de palavras que constrói a materialidade significativa do texto.

( ) uma intencionalidade interlocutiva que desencadeia uma gradação textual, colaborando com a coerência do texto.

( ) uma repetição de unidades lexicais, com função reducionista no foco da informação.

( ) um conjunto de palavras co-textualizadas que funcionam na organização do texto.

Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.

Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q228874 Português
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Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.

Em “O tema da diversidade, como tantos outros, [...]” (linha 15) a expressão em destaque pode ser considerada como

I - termo explicativo, com valor sintático, pois explicita algo a mais em razão do enunciado fundamental.

II - construção que apresenta relação causal, tendo em vista ser introduzida pela preposição “como”.

III - um sintagma, com sentido opinativo, que apresenta relação de comparação com a expressão anterior.

IV - expressão intercalada de valor enumerativo que estabelece uma referência comparativa genérica.

Marque a alternativa abaixo que apresenta a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
Alternativas
Q228873 Português
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Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.

As expressões “hoje em dia” (linha 15) e “há muitos anos” (linha 18) exercem

( ) a função de adjunto adverbial de tempo, tendo em vista que semanticamente fazem referência a um tempo cronológico.

( ) funções sintáticas distintas, pois seus circunstantes diferem no contexto em relação ao aspecto do tempo.

( ) funções sintáticas idênticas, embora seus circunstantes apresentem matizes temporais diferenciados.

( ) funções sintáticas diferentes, pois o sintagma preposicional na primeira expressão matiza o tempo propriamente dito, enquanto na segunda, apresenta a quantificação temporal.

Analise as proposições acima, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.

Marque a alternativa CORRETA

Alternativas
Respostas
6341: B
6342: B
6343: D
6344: A
6345: D
6346: C
6347: E
6348: A
6349: E
6350: B
6351: E
6352: D
6353: C
6354: A
6355: C
6356: D
6357: B
6358: B
6359: D
6360: A