Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 6.589 questões
Conta outra! . Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles, argumentações fundadas em fatos e um mínimo de racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às cegas no escuro do quarto em pernilongos zumbidores. Os tapas acertam o vazio, os zumbidos continuam lá.
A lenda de que se fala no estado do Maranhão o português mais “correto” do Brasil é uma dessas balelas aceitas por aí como verdades reveladas – e nem os tristíssimos índices educacionais maranhenses podem fazer nada contra isso. Tapas no vazio.
Outra bobagem de grande prestígio é aquela que sustenta ser o português “a língua mais difícil do mundo”. Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para dispensar a necessidade de uma prova.
O sujeito erra o gênero da palavra alface e pronto, lá vem a desculpa universal: “Ah, também, como é difícil a porcaria dessa língua! Ah, se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses!” Não, claro que isso não quer dizer que o queixoso saiba falar holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da população que a crença na dificuldade insuperável da língua portuguesa encontra solo mais fértil.
Não é uma conclusão a que se chegue depois de estudar judiciosamente latim, alemão, húngaro, russo e japonês. Ninguém precisa ter encarado um idioma em que se use declinação – vespeiro do qual a gramática portuguesa nos poupou – para sair deplorando em altos brados o desafio invencível da crase. Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers.
Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas. Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência, autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do que nosso vicejante semianalfabetismo.
Conta outra! . Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles, argumentações fundadas em fatos e um mínimo de racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às cegas no escuro do quarto em pernilongos zumbidores. Os tapas acertam o vazio, os zumbidos continuam lá.
A lenda de que se fala no estado do Maranhão o português mais “correto” do Brasil é uma dessas balelas aceitas por aí como verdades reveladas – e nem os tristíssimos índices educacionais maranhenses podem fazer nada contra isso. Tapas no vazio.
Outra bobagem de grande prestígio é aquela que sustenta ser o português “a língua mais difícil do mundo”. Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para dispensar a necessidade de uma prova.
O sujeito erra o gênero da palavra alface e pronto, lá vem a desculpa universal: “Ah, também, como é difícil a porcaria dessa língua! Ah, se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses!” Não, claro que isso não quer dizer que o queixoso saiba falar holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da população que a crença na dificuldade insuperável da língua portuguesa encontra solo mais fértil.
Não é uma conclusão a que se chegue depois de estudar judiciosamente latim, alemão, húngaro, russo e japonês. Ninguém precisa ter encarado um idioma em que se use declinação – vespeiro do qual a gramática portuguesa nos poupou – para sair deplorando em altos brados o desafio invencível da crase. Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers.
Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas. Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência, autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do que nosso vicejante semianalfabetismo.


boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
sorna (linha 29): indolente, inerte.
trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.


boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
sorna (linha 29): indolente, inerte.
trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.


boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
sorna (linha 29): indolente, inerte.
trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.


boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
sorna (linha 29): indolente, inerte.
trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.


boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
sorna (linha 29): indolente, inerte.
trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.

Texto II


I. Em sua origem, a palavra vírus pertence ao domínio da biologia, mas por conta do seu significado tem sido utilizada para fazer referência a algo que se dissemina de forma rápida e intensa.
II. Os vírus que atingem os modernos computadores causam tamanho prejuízo que atualmente são conhecidos como marketing viral.
III. A publicidade viral é aquela que se baseia na troca de informações sobre medicamentos da área biológica.
Assinale a alternativa correta.

Texto II



Texto II


I. Apresentam marcas explícitas de interação com o leitor, como perguntas retóricas.
II. Nos dois textos, há confronto de ideias e de pontos de vista, presentes em diferentes narradores que direcionam os sentidos.
III. Há entre os textos marcas explícitas de intertextualidade, uma vez que neles se percebem citações de um pelo outro.
Assinale a alternativa correta.
A recriação da própria linguagem e de neologismos, no texto de Guimarães Rosa, também está presente em outros autores, conforme exemplificam os versos:
Analise a tirinha para responder à questão 12:

Os ditados populares permanecem no tempo e significam, na
maioria das vezes, exemplos morais, filosóficos, sem deixar de
carregarem consigo certa carga de humor e de ironia, sendo,
por isso, comumente utilizados na linguagem cotidiana.
O ditado popular que sintetiza o que é exposto na tirinha é
Para responder à questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


Para responder à questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


Para responder à questão, leia os poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Olavo Bilac.


Leia o Texto IV para responder à questão:

Leia o fragmento extraído do referido romance, para responder à questão

Para sustentar a argumentação são utilizados variados recursos. A seleção léxico-semântica utilizada pelo autor para sustentar a argumentação marca o emprego de uma imagem crítica, com um tom
O Diabo ouve o pretexto do Onzeneiro, mas não se deixa levar pelos artifícios da eloquência do passageiro. Essa atitude do Diabo pode ser comprovada no verso