Questões de Vestibular Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q728549 Português

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O efeito de humor que se obtém na tirinha decorre, principalmente,

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Q721848 Português

                                  Contra a mera “tolerância” das diferenças 

                                                                                                             Renan Quintanilha 

      “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.

       “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.

     “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.

    Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.

     Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.

     Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.

    Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.

    Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.

   Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2 .

     Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.

     O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/> Acesso em: 03mai 2016.

1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.

Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:
I. Tolerar aquele que é diferente significa aquiescer a sua existência.
II. Não há tolerância em relação à existência autônoma do que é diferente dos padrões sociais.
III. Tolerar não basta; é preciso admitir a existência do outro como membro da comunidade política.
IV. Não existe consonância entre o argumento liberal sobre a tolerância e o sentido recorrente nos discursos da política.
Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s) 
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Q719569 Português

Texto para a questão


Tendo em vista que, na sociedade representada nas Memórias de um sargento de milícias, o catolicismo era a religião oficial, as práticas ditas de “feitiçaria”, presentes no excerto, dão testemunho de que
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Q719567 Português

Texto para a questão


Para realizar seu propósito evidente de ironizar e até de desmerecer os ideais do amor romântico, o narrador valeu-se de vários recursos expressivos, alguns dos quais se encontram relacionados nas alternativas abaixo. A ÚNICA alternativa que registra um recurso de expressão que NÃO se prestou a essa finalidade é
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Q719560 Português
Examine esta tirinha:
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O Estado de S.Paulo , 13/04/2016.

O efeito de humor que se obtém na tirinha decorre, principalmente,
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Q717679 Português
No penúltimo parágrafo, a menção ao surgimento do sistema de leitura Braile serve de exemplo à argumentação do autor. Esse exemplo, no contexto, assume o seguinte objetivo:
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Q717678 Português
Precisamos de modelos para entender o universo (que é, afinal, um pluriverso ou um multiverso), (l. 17-18) Nesse trecho, o conteúdo entre parênteses propõe uma reformulação da palavra universo, em função da argumentação feita pelo autor. Essa reformulação explora o seguinte recurso:
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Q717677 Português
No segundo parágrafo, ao descrever a construção do ninho do tucano africano, o autor expressa seu ponto de vista acerca da relatividade do papel das fronteiras. Esse ponto de vista está enunciado em:
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Q717676 Português
A exposição do autor confere um caratér universal ao tema das fronteiras. No primeiro parágrafo, a marca linguística que melhor evidencia esse caráter conferido ao tema é:
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Q717675 Português
Todo o raciocínio da personagem pode ser expresso na fórmula dedutiva “se A, então B”. Para que essa fórmula esteja de acordo com o raciocínio da personagem, ela deve ser redigida da seguinte maneira:
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Q717673 Português

No primeiro quadrinho, a declaração feita pela personagem indica um pressuposto acerca do universo escolar.

Esse pressuposto pode ser associado, na escola, à seguinte prática:

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Q717670 Português
agora compreendo e utilizo a rede social como a televisão do século XXI, com diferenças e vantagens sobre a TV tradicional. (l. 7-8) Os termos sublinhados designam mídias distintas para o autor. Uma vantagem que ele destaca da primeira sobre a segunda é:
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Q717669 Português
No primeiro parágrafo, o autor introduz uma discussão a respeito das redes sociais. Essa introdução está organizada a partir do seguinte procedimento:
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Q717668 Português
Tinham fé, mas tinham também vexame da opinião, como um devoto que se benzesse às escondidas. (l. 25-26) A frase acima expõe um ponto de vista do narrador acerca do comportamento ambíguo das personagens. Uma passagem que antecipa a exposição desse ponto de vista está registrada em:
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Q717666 Português
A caracterização das personagens centrais se faz, em grande medida, em relação com a composição do espaço onde circulam. No segundo parágrafo (l. 6-14), observa-se essa relação na ênfase dada ao seguinte aspecto retratado no ambiente:
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Q717665 Português
No texto de Machado de Assis, narra-se um episódio protagonizado por duas personagens que se dirigem a uma consulta com uma adivinha. Com base no exposto no texto, uma motivação para essa consulta pode ser descrita como:
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Ano: 2016 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2015 - UECE - Língua Portuguesa - 2ª Fase - 1º dia |
Q699361 Português

                              Texto 2

                        “Unde Malum” 

 

(Carta ao Leitor. Veja. 9/09/2015. p. 12)

“Vendo sapatinho de bebê. Nunca usado” (linhas 111-112). Essa pequena história comoveu os amigos do escritor americano Ernest Hemingway, e o autor desta carta ao leitor ilustrou o seu texto com essa pequena história. Atente ao que se diz sobre essa pequena narrativa.

I. O primeiro enunciado da historinha de Hemingway – “Vendo sapatinho de bebê” expressa uma atividade normal, desenvolvida por muitas pessoas: vender sapatinho de bebê.

II. O segundo enunciado – “Nunca usado” – causa estranhamento, uma vez que não se costuma vender sapatinhos de bebê usados. Sendo isso verdade, não haveria necessidade de fazer essa observação.

III. O acréscimo da informação “Nunca usado” abre para o leitor a expectativa de que algo de mau, ou pelo menos desagradável, aconteceu à criança.

Está correto o que se diz em

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Ano: 2016 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2015 - UECE - Língua Portuguesa - 2ª Fase - 1º dia |
Q699360 Português

                              Texto 2

                        “Unde Malum” 

 

(Carta ao Leitor. Veja. 9/09/2015. p. 12)

Atente à indagação de Santo Agostinho, um dos doutores da Igreja Católica: “Unde malum” (“De onde vem o mal?”) e aos comentários I, II e III, relacionados a esse questionamento.

I. Essa indagação feita por Santo Agostinho (354-430), nos primeiros séculos da era cristã, ainda não teve uma resposta que convencesse a todos.

II. O que atormentava Agostinho era a ideia de que um Deus criador de tudo, “um Deus onipotente, soberanamente bom” (linhas 93- 94), pudesse haver criado o mal.

III. Em poema intitulado “Unde malum”, o poeta polonês Czeslaw Milosz responde à questão: ”o bem e o mal só existem no homem – e, se a espécie humana deixar de existir, eles também desaparecerão” (linhas 100-103). Essa resposta parece haver satisfeito muitas pessoas, uma vez que o poeta ganhou um Oscar.

Está correto o que se diz apenas em

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Ano: 2016 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2015 - UECE - Língua Portuguesa - 2ª Fase - 1º dia |
Q699359 Português

                              Texto 2

                        “Unde Malum” 

 

(Carta ao Leitor. Veja. 9/09/2015. p. 12)

Quando o enunciador fala de “um mundo anestesiado por desgraças que chegam sem parar a bilhões de pessoas instantaneamente pela internet” (linhas 87-89), pode-se chegar a algumas conclusões. Dentre as conclusões a seguir, assinale a que NÃO é autorizada pelo texto.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2015 - UECE - Língua Portuguesa - 2ª Fase - 1º dia |
Q699358 Português

                              Texto 2

                        “Unde Malum” 

 

(Carta ao Leitor. Veja. 9/09/2015. p. 12)

Tendo em vista o dualismo que, sabe-se, estrutura o mundo, se, em um texto, fala-se em uma “sensação boa”, deve haver algo que preencha o espaço de uma “sensação má”. Assinale a oposição básica que se pode depreender desse texto.
Alternativas
Respostas
3401: D
3402: B
3403: B
3404: E
3405: D
3406: D
3407: A
3408: D
3409: A
3410: B
3411: C
3412: D
3413: C
3414: A
3415: B
3416: D
3417: A
3418: B
3419: D
3420: C