Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Ao caracterizar “Brazuca” como um “clichê patriótico” (linhas 11 e 12), o autor estabelece intertextualidade com outros clichês que apresentaram, ao longo do tempo, uma visão também depreciativa do povo brasileiro.
O termo “este” (linha 14) pode ser substituído por “esse”, pois remete a referente mais próximo: o Brasil.
O ponto de vista subjetivo do autor e o conteúdo evidenciam a predominância da função expressiva da linguagem no texto.
Consideradas no contexto em que ocorrem, constituem um caso de antítese as expressões empregadas para caracterizar as diferentes reações das pessoas em relação ao trabalho da funerária: “devendo detestá-la” (linha 10) e “não pode desadorá-la” (linha 11).
No contexto em que foi empregada, a locução dar de comer (linhas 9 e 10) pode ser compreendida em sentidos opostos que se relacionam à morte e à vida.
A palavra “abalizados”, tal como foi empregada na linha 7, pode ser substituída por infectados, sem prejuízo para o sentido.
A imagem da “velha dama” (linha 3) figura a febre amarela como um problema crônico da saúde pública da cidade.
No segundo período do primeiro parágrafo, por meio de uma gradação, o autor expõe a situação precária da saúde pública da cidade, agravada pela presença da febre amarela.
A finalidade jornalística da crônica de Machado de Assis estabelece diferenças fundamentais entre o texto e as obras ficcionais do autor, caracterizadas pela observação crítica da sociedade e pelo tratamento não idealista das personagens.
O desfecho irônico do segundo parágrafo aponta a vitória da ganância sobre o afeto, mesmo nas relações humanas mais próximas.
A oração reduzida “desistindo o sobrinho do dinheiro herdado” (linhas 17 e 18) pode ser desenvolvida em uma oração subordinada que tanto pode ser iniciada pela conjunção se quanto pela conjunção quando, pois o contexto admite essa variação de sentido.
A reescritura Na alma do homem, há essas lutas terríveis. (linha 13) não altera a impessoalidade do verbo haver, mas modifica o significado do seu complemento.
A expressão “dessas lutas terríveis” (linha 13) retoma a ideia do conflito interior entre os dois lados da alma humana, apresentado no primeiro parágrafo, para exemplificá-lo com a situação de dilaceração moral do herdeiro.
O destaque gráfico da palavra “(fluía)” (verso 7) produz um efeito de sentido que é reforçado pelos parênteses.
A partir da terceira estrofe, a imagem poética do “cão sem plumas” caracteriza os homens ribeirinhos desumanizados pela miséria e acentua o sentido de carência desses seres.
A desumanização do homem que habita os alagados do rio é intensificada pelo emprego metafórico de “anfíbios” (verso 12), sugerindo uma forma de sobrevivência animalizada, rastejante.
Na primeira estrofe, a paisagem geográfica do rio Capibaribe sofre um processo de animização por meio da comparação que aproxima o “rio”, a “espada” e o “cão” por uma característica em comum: a humildade.
A palavra “ademais”, no último período do texto, pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido, por ainda mais.
