Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Voltou-se para os curiosos ainda a fitá-la, era aquela gentinha do Tabuão, a ralé em cuja companhia Quincas se comprazia. Que faziam ali? Não compreendiam que Quincas Berro D’água terminara ao exalar o último suspiro? Que ele fora apenas uma invenção do diabo? Um sonho mau, um pesadelo? Novamente Joaquim Soares da Cunha voltaria e estaria um pouco entre os seus, no conforto de uma casa honesta, reintegrado em sua respeitabilidade. Chegara a hora do retorno e desta vez Quincas não poderia rir na cara da filha e do genro, mandá-los plantar batatas, dar-lhes um adeusinho irônico e sair assoviando. Estava estendido no catre, sem movimentos. Quincas Berro D’água acabara.
Vanda levantou a cabeça, passeou um olhar vitorioso pelos presentes, ordenou com aquela voz de Otacília:
— Desejam alguma coisa? Senão, podem ir saindo. Dirigiu-se depois ao santeiro:
— O senhor podia fazer o favor de chamar um médico? Para o atestado de óbito.
O santeiro aquiesceu com a cabeça, estava impressionado. Os outros retiravam-se devagar. Vanda ficou só com o cadáver. Quincas Berro D’água sorria e o dedo grande do pé direito parecia crescer no buraco da meia.
AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro D’água. São Paulo: Companhia da Letras, 2008. p. 25.
Contextualizado na obra, o fragmento em destaque permite afirmar que Vanda
No conto O sabor das nuvens, que faz parte da obra “O desterro dos mortos”, metaforiza-se a morte através da perda
Considerando-se a leitura global da obra “Essa Terra”, o fragmento em destaque evidencia

BLACH, Mateus. Patrimônio Cultural, parte II: a contemporaneidade.
Disponível em:

BLACH, Mateus. Patrimônio Cultural, parte II: a contemporaneidade.
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COUTINHO, Laerte. Tira. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2014.
A leitura dos quadrinhos permite inferir que
Agora ele estava tão verdinho! (v. 4)
De modo diferente do que ocorre em passarinhos, o emprego do diminutivo, no verso acima, contribui para expressar um sentido de:
No entanto, no decorrer do poema, a visão predomina sobre a audição.
Os dois elementos que confirmam isso são:
Nessa associação, a imagem do poste se constrói pelo seguinte recurso da linguagem:
No texto, o significado de cada termo se caracteriza por ser, respectivamente:
Pois assim como Amarildo é aquele que desapareceu das vistas, e não faz muito tempo, Cláudia é aquela que subitamente salta à vista, e ambos soam, queira-se ou não, como o verso e o reverso do mesmo. (l. 22-24)
Neste trecho, para aproximar dois casos recentemente noticiados na imprensa, o autor emprega um recurso de linguagem denominado:
É uma imagem verdadeiramente surreal, (l. 17)
Na argumentação desenvolvida pelo autor, a imagem do porta-malas do carro da polícia expressa sentidos ambivalentes em relação à violência.
Esses sentidos podem ser definidos como:
No início do texto, ao expressar sua indignação em relação ao tema abordado, o autor apresenta uma reflexão sobre o emprego de adjetivos.
Essa reflexão está associada à seguinte ideia:



