Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. 19ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
A leitura do texto permite inferir que, no Modernismo, a inteligência brasileira integrou-se, amadureceu, tomou posse de si mesma e do país, radicou-se na terra, passando a ter participação ativa na vida nacional, graças
COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. 19a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
A leitura do texto permite inferir que, para a literatura impressionista, sentimentos, emoções e sensações suplantam os aspectos intelectuais. Portanto, a razão
Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. José de Nicola; colaboração Lorena Mariel Menón, Lucas Santiago Rodrigues de Nicola. 18a ed. São Paulo: Scipione, 2011.
O crítico Wilson Martins, ao analisar a obra de Érico Veríssimo, fala em um ciclo de Clarissa. Devido a essa repetição ao longo de vários romances, o autor tem sido acusado de ser redundante e, mais do que isso, de ser superficial
Disponível em: <http://www.aprendebrasil.com.br/classicos/obras/ Os_bruzundangas.pdf>. Acesso em: 4 de ago. 2018.
Esse trecho foi retirado da obra Os Bruzundangas, de Lima Barreto. A leitura desse fragmento permite inferir que uma das características do autor é

Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/-
cegueira-noturna->.
Acesso em: 4 ago. 2018.

Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/-
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Acesso em: 4 ago. 2018.

Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/-
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Acesso em: 4 ago. 2018.
Relacione as figuras de linguagem indicadas à direita com os seus respectivos exemplos, à esquerda, assinaladas com grifo.
1. Antítese
2. Antonomásia
3. Catacrese
4. Metáfora
5. Metonímia
6. Sinestesia
( ) Nascia o Sol, leão dourado, emoldurando a aurora.
( ) Vivemos um mundo de desencontros: uns caem, outros se levantam; uns creem em Deus, outros são ateus.
( ) O hóspede de Santa Helena se autonomeou Imperador da França.
( ) Ela, enfim, experimentou o doce e amargo de suas paixões.
( ) Só poderia estar muito alcoolizado para estacionar o carro na boca do Túnel Américo Simas.
( ) Os jovens devem ser orientados a ler Machado de Assis, um dos gênios da Literatura
Universal.
A alternativa correta, marcada de cima para baixo, é a
“Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, é coisa que admira e consterna. O que não admira e nem provavelmente consterna é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte e, quanto muito dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti alguma rabugem de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a penada galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio.”(ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Edições de Ouro, Rio de Janeiro, 1983. p. 29)
Quando Brás Cubas afirma que escreveu esse romance “com a pena da galhofa e a tinta da melancolia” quis dar a entender que assim o fez para
O capitalismo, segundo o texto, incita o consumo humano pela circulação de capital e de mercadorias, dentro do qual a indústria e o marketing procuram estimular o desejo de posse dos consumidores.
Por esse motivo, capitalismo e consumo podem ser vistos como
O utopista não aceita o mundo que encontra, não se satisfaz com as possibilidades atualmente existentes: sonha, antecipa, projeta, experimenta. É justamente este ato de desacordo que dá vida à utopia. Ela nasce quando na consciência surge uma ruptura entre o que é e o que deveria ser, entre o mundo que é e o mundo que pode ser pensado. Acredita que a humanidade pode recomeçar tudo desde o começo. Não se interessa pelo “um pouco melhor”, pergunta sempre pelo “bom”.
SZACHI, J. As utopias. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972 (adaptado).
Os ideais mencionados no texto são motivados pela busca de
TEXTO I
Meu chapéu do lado
Tamanco arrastando
Lenço no pescoço
Navalha no bolso
Eu passo gingando
Provoco e desafio
Eu tenho orgulho
Em ser tão vadio
Sei que eles falam
Deste meu proceder
Eu vejo quem trabalha
Andar no miserê.
BATISTA, W. Lenço no pescoço. São Paulo: RCA Victor, 1933 (fragmento).
TEXTO II
Deixa de arrastar o teu tamanco
Pois tamanco nunca foi sandália
E tira do pescoço o lenço branco
Compra sapato e gravata
Joga fora esta navalha
Que te atrapalha
Malandro é palavra derrotista
Que só serve pra tirar
Todo o valor do sambista
Proponho ao povo civilizado
Não te chamar de malandro
E sim de rapaz folgado.
ROSA, N. Rapaz folgado. São Paulo: RCA Victor, 1938 (fragmento).
Ao tratar da figura do malandro, as letras das canções apresentam uma divergência baseada na
Internet na escola da inclusão
O uso da internet na escola é exigência da cibercultura, isto é, do novo ambiente comunicacional-cultural que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI. Novo espaço de sociabilidade, de organização, de informação, de conhecimento e de educação.
SILVA, M. Disponível em: http://portal.mec.gov.br. Acesso em: 22 set. 2013.
Com o surgimento de novas tecnologias, as escolas das futuras gerações serão diferentes das atuais, sendo essa realidade uma preocupação de todos. No texto, argumenta-se que a escola deve
TEXTO I

TEXTO II
A segunda geração do Twingo não foi tão engraçadinha quanto a primeira, mas manteve o senso de humor. A pedaleira da versão esportiva RS é autoexplicativa: pause na embreagem, stop no freio e play no acelerador.
Disponível em: http://quatrorodas.abril.com.br. Acesso em: 22 ago. 2017.
Analisando os símbolos impressos nos pedais do automóvel, identifica-se a incorporação de
uma linguagem
Se quisesse saber se era possível ou não Napoleão encontrar-se com Kant, eu teria de pegar o volume K e o volume N da minha enciclopédia: descubro que Napoleão nasceu em 1769 e morreu em 1821, Kant nasceu em 1724 e morreu em 1804, quando Napoleão já era imperador. Portanto, não seria impossível que os dois se encontrassem. Para confirmá-lo, eu provavelmente teria de consultar uma biografia de Kant ou uma de Napoleão, mas em uma curta biografia de Napoleão, que encontrou tantas pessoas ao longo da vida, um possível encontro com Kant pode ser relegado, ao passo que, numa biografia de Kant, um encontro com Napoleão seria registrado. Em resumo, tenho de folhear muitos livros em muitas prateleiras de minha biblioteca; tenho de tomar notas, a fim de, mais tarde, comparar os dados que coligi. Tudo isso me vai custar um árduo esforço físico. De outro lado, no entanto, com o hipertexto, posso navegar por toda a "rede-ciclopédia". Posso ligar um fato registrado no início a uma série de fatos disseminados ao longo de todo o texto; posso comparar o início com o fim; posso pedir todos os trechos em que o nome de Napoleão esteja ligado ao de Kant; posso comparar as datas de seus nascimentos e de suas mortes – em resumo, posso fazer meu trabalho em poucos segundos ou minutos.
ECO, U. Muito além da internet. Folha de S. Paulo, 14 dez. 2003 (adaptado).
Esse texto discute o impacto do desenvolvimento das tecnologias de comunicação sobre as práticas de leitura e de produção de textos. Isso se torna evidente ao
Vai aí a Kombi
Em breve, em nenhuma concessionária perto de você.
Todo carro merece um anúncio de lançamento. Mas só um ícone como a Kombi merece também um anúncio de deslançamento.
Isso mesmo, a última Kombi do mundo será fabricada no final deste ano. E, como toda Kombi, já vai sair sem computador de bordo, sem airbag, sem freios ABS, sem painel touchscreen. Mas com estilo retrô e charme de fábrica.
O carro que fez diferença na vida de tanta gente está se aposentando, mas vai deixar muitas lembranças. Conte a sua no site vw.com.br/Kombi.
Vem aí, ou melhor, vai aí a Kombi. O deslançamento menos esperado da indústria automobilística mundial.
Disponível em: www.vrum.com.br. Acesso em: 26 set. 2013 (adaptado).
O texto é um anúncio publicitário que utiliza recursos inesperados, tais como a palavra "deslançamento" e a informação de que a Kombi não estará mais disponível nas concessionárias. A explicação para isso é o fato de que
Seja eu,
Seja eu
Deixa que eu seja eu.
E aceita
O que seja seu.
Então deita e aceita eu.
Molha eu,
Seca eu,
Deixa que eu seja o céu.
E receba
O que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.
ANTUNES, A.; LINDSAY, A.; MONTE, M. Mais. Rio de Janeiro: EMI-Odeon, 1991 (fragmento).
Nos trechos “Então deita e aceita eu/ Molha eu,/ Seca eu”, nota-se aspectos de uma variedade linguística que foi utilizada na canção como recurso para caracterizar um(a
ABC do Sertão
Lá no meu sertão pros caboclo lê
Tem que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, o ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto “ê”
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê
GONZAGA, L. Disponível em: www.luizgonzaga.com.br. Acesso em: 3 set. 2014.
O texto transcreve a letra de uma canção de Luiz Gonzaga e exemplifica um uso da língua portuguesa referente à pronúncia. Essa forma de pronunciar os sons está relacionada à
Amar o transitório
Carpe diem é uma expressão latina presente numa ode do poeta Horácio, da Roma Antiga, e que ficou popular no fim dos anos 1980 por causa do filme Sociedade dos poetas mortos. Quem viu não esquece aquele professor de literatura carismático que exaltava a liberdade e a poesia e ensinava seus alunos a pensar por si mesmos. Carpe diem significa “aproveite o dia de hoje”, ou seja, desconfie do amanhã, não se preocupe com o futuro, não deixe passar as oportunidades de prazer e gozo que lhe são oferecidas aqui e agora.
O termo me foi lembrado por um amigo numa conversa em que lamentávamos algumas ameaças à saúde que atingiram pessoas queridas. Falávamos de quanto tempo se perde com bobagens que nos aborrecem além da conta, deixando passar momentos preciosos. Desprezamos por piegas as emoções singelas e vivemos à espera das ocasiões especiais, de um estado permanente de felicidade, sonhando com apoteoses e sentindo saudades do passado e até do futuro, sem curtir o presente. Só quando surge a perspectiva da perda é que damos valor a deleites simples ao nosso alcance, como ler um bom livro, ouvir uma boa música. Foi depois desse papo que meu amigo concluiu que, como o destino nem sempre avisa quando vai aprontar, urge curtir enquanto é tempo – carpe diem.
VENTURA, Z. O Globo, abr. 2011 (adaptado).
Argumentar é apresentar elementos que comprovem um determinado ponto de vista. Para defender a ideia de que devemos viver o presente sem preocupação com o futuro, o texto apresenta como recurso para convencer o leitor o(a)
