Questões de Vestibular Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2015 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2015 - UEMA - Vestibular - Prova Objetiva - 1º Dia |
Q1329408 Português
Leia o texto publicado em revista de grande circulação para responder a questão.
“Professores, acordem!
Caros professores: vocês se meteram em uma enrascada. Há décadas, as lideranças de vocês vêm construindo um discurso de vitimização. A imagem que vocês vendem não é de profissionais competentes, mas a de coitadinhos, estropiados e maltratados. E vocês venceram: a população brasileira está do seu lado, comprou essa imagem (nada seduz mais a alma brasileira do que um coitado, afinal).”
IOSCHPE, G. Revista Veja. 2014.
Para sustentar a argumentação são utilizados variados recursos. A seleção léxico-semântica utilizada pelo autor para sustentar a argumentação marca o emprego de uma imagem crítica, com um tom
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Ano: 2015 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2015 - UEMA - Vestibular - Prova Objetiva - 1º Dia |
Q1329407 Português
O Texto mostra um diálogo entre o Diabo e a segunda personagem, o Onzeneiro, quando chega à Barca do Inferno. Leia-o para responder à questão proposta.
Texto
ONZENEIRO: Para onde caminhais?
DIABO: Oh! Que má-hora venhais, onzeneiro meu parente!
[...]
DIABO: Ora mui muito me espanto não vos livrar o dinheiro.
ONZENEIRO: Nem tão só para o barqueiro não me deixaram nem tanto. [...] E para onde é a viagem?
DIABO: Para onde tu hás-de ir; estamos para partir, não cures de mais linguagem.
[...]
VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. São Paulo: FTD, 1997.
O Diabo ouve o pretexto do Onzeneiro, mas não se deixa levar pelos artifícios da eloquência do passageiro. Essa atitude do Diabo pode ser comprovada no verso
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Ano: 2015 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2015 - UEMA - Vestibular - Prova Objetiva - 1º Dia |
Q1329406 Português
O Auto da Barca do Inferno é uma das três peças que compõem a Trilogia das Barcas do teatro vicentino. Gil Vicente é autor do período literário português, conhecido como Humanismo.
Texto
ANJO: Que mandais?
FIDALGO: Que me digais, pois parti tão sem aviso, se a barca do paraíso é esta em que navegais.
ANJO: Esta é; que lhe buscais?
FIDALGO: Que me deixeis embarcar; sou fidalgo de solar, é bem que me recolhais.
[...]
ANJO: Pra vossa fantasia mui pequena é esta barca.
FIDALGO: Pra senhor de tal marca não há aqui mais cortesia?
[...]
VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. São Paulo: FTD, 1997.
Os diálogos entre o anjo e o fidalgo põem em discussão não só os valores de um mundo medieval, mas também do mundo contemporâneo. A atualidade dessa discussão decorre de que o homem de hoje, ainda, assume falsos posicionamentos semelhantes ao de uma das personagens da cena. Essa atualidade é apresentada, por meio de
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Ano: 2015 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2015 - IF-PR - Nível Médio - Nível Médio |
Q1316066 Português
Canadense prodígio já ajudou a perfurar mil poços em 16 países

    Ryan Hreljac não tem mais o ar infantil que ficou conhecido mundo afora, antes mesmo do fenômeno de viralização na internet. Em 1997, o menino canadense de 6 anos ficou incomodado ao descobrir que crianças na África não tinham acesso à água. Decidiu que precisava agir e juntou, durante quatro meses de serviços domésticos, os US$ 70 (equivalente hoje a R$ 280) que um professor havia dito que eram necessários para abrir um poço. Mas o dinheiro pagava apenas a bomba manual. Ryan não desistiu e começou, então, uma campanha emocionante que se espalhou por vários países. De lá para cá, mil poços abertos em 16 nações beneficiam 1 milhão de pessoas.
    Além das ações práticas para resolver problemas concretos e destacar a necessidade de preservação da água, Ryan – hoje recém-formado em Ciência Política Internacional e aos 24 anos – também se dedica a engajar pessoas. Já esteve em dezenas de conferências internacionais e deu palestras, pela internet, para centenas de escolas pelo mundo. (...) A Gazeta do Povo conversou com ele, via Skype, sobre o trabalho que vem desempenhando na Ryan’s Well Foundation. Confira a entrevista em que ele defende que nunca se é jovem demais para se engajar em uma causa.

Você acredita que os jovens estão engajados nas questões ambientais?

    Na juventude, eu acho que há diversas coisas que nos desencorajam a respeito de se envolver. Mas nessa fase você tem habilidades de olhar para os problemas de uma maneira mais simples. Quando eu era criança, não entendia o tamanho e a complexidade do problema. Mas porque eu queria fazer a diferença, eu fui lá e fiz. E eu não acho que os adultos têm esse tipo de mentalidade, sabe? Esse jeito de olhar razões para fazer algo, ao invés de olhar razões para não fazer algo. Você nunca é jovem demais para se engajar.

Como foi o seu primeiro contato com a perspectiva da falta de água?

Quando estava na primeira série, meu professor falou que iríamos arrecadar fundos para países subdesenvolvidos. E o que o meu professor teve que explicar, porque nós tínhamos apenas 6 anos, era que nem todas as crianças tinham acesso à água limpa. Ele disse que essas crianças tinham que andar mais de cinco quilômetros para conseguir água limpa. Só que eu não sabia quanto era cinco quilômetros e ele disse “são 5 mil passos”. Então eu fiz o caminho da minha sala para o bebedouro e vi que davam 10 passos e então fui e voltei algumas vezes para saber o quão longe seria o percurso dessas crianças. Eu acho que uma coisa que aprendemos especialmente quando somos crianças é sobre dividir e ter a consciência de justiça.

Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/ mundo. Acesso em 22.09.2015
Segundo o texto, é correto afirmar que:
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Ano: 2015 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2015 - IF-PR - Nível Médio - Nível Médio |
Q1316064 Português
PARA A QUESTÃO, TOME POR BASE OS DITADOS POPULARES LISTADOS A SEGUIR.

I) Antes prevenir do que remediar.
II) Quando vires a barba do vizinho arder, põe a tua de molho.
III) Após a tempestade, vem a bonança.
IV) Uma ovelha má põe um rebanho a perder.
V) Dois olhos veem mais do que um só.
VI) Há males que vêm para o bem.
VII) Devagar se vai ao longe.
VIII) O pior cego é o que não quer ver.
IX) Antes que cases, vê o que fazes.
X) Se queres conhecer o vilão, põe-lhe uma vara na mão.
Faça a correlação dos ditados listados, com seus respectivos significados.
( ) Convém ser cauteloso, pois podem nos ocorrer os mesmos dissabores que ao próximo. ( ) As vitórias são obtidas com paciência e perseverança. ( ) Depois de confusões, desentendimentos, conflitos, as coisas se acalmam. ( ) É melhor evitar problemas do que ter que arcar com as consequências. ( ) É sempre bom recorrer a um conselheiro antes de tomar decisões difíceis. ( ) O que parecia uma desgraça pode nos trazer resultados proveitosos. ( ) É melhor pensar bem antes de tomar decisões sérias. ( ) As pessoas se revelam quando exercem o poder.

Assinale a alternativa que registra a correlação adequada, respectivamente.
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Ano: 2015 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2015 - IF-PR - Nível Médio - Nível Médio |
Q1316063 Português
TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A QUESTÃO

A obra clássica, segundo o escritor italiano Ítalo Calvino, “nunca termina de dizer aquilo que ele tem para dizer”. É um grande campo de onde é possível extrair centenas de informações e multiplicidades. Entretanto, cada lugar do mundo e cada geração a lê sob diferentes prismas. O que o torna imortal são os valores implícitos nele. Um livro clássico pode ter quinhentos ou cinquenta anos. Ele independe da idade. É como se elas fossem espelhos, onde a humanidade pudesse fazer a leitura de si mesma: suas agruras, seus anseios, sua moral, seus medos, seus segredos, sua identidade. (Revista Educação, Ano 10, nº 116)
O texto apresenta problemas em relação à coesão, pois emprega inadequadamente alguns pronomes (em negrito). Assinale a alternativa correta em relação ao emprego desses elementos referenciais.
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Ano: 2015 Banca: IF-PR Órgão: IF-PR Prova: IF-PR - 2015 - IF-PR - Nível Médio - Nível Médio |
Q1316062 Português
TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A QUESTÃO

A obra clássica, segundo o escritor italiano Ítalo Calvino, “nunca termina de dizer aquilo que ele tem para dizer”. É um grande campo de onde é possível extrair centenas de informações e multiplicidades. Entretanto, cada lugar do mundo e cada geração a lê sob diferentes prismas. O que o torna imortal são os valores implícitos nele. Um livro clássico pode ter quinhentos ou cinquenta anos. Ele independe da idade. É como se elas fossem espelhos, onde a humanidade pudesse fazer a leitura de si mesma: suas agruras, seus anseios, sua moral, seus medos, seus segredos, sua identidade. (Revista Educação, Ano 10, nº 116)
Assinale a alternativa que apresenta a caracterização de uma obra clássica, de acordo com o texto.
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Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame - Francês |
Q1282405 Português

Imagem associada para resolução da questão

André Dahmer

Folha de São Paulo, 13/05/2013.


A tira de André Dahmer pode ser relacionada com o texto anterior, a crônica de João do Rio.

O trecho da crônica que melhor evidencia essa relação é:

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Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame - Francês |
Q1282404 Português

Imagem associada para resolução da questão

André Dahmer

Folha de São Paulo, 13/05/2013.


A internet é um tribunal...

A afirmação acima configura um exemplo de metáfora.

A partir da análise desse exemplo, pode-se definir “metáfora” como: 

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Ano: 2015 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2015 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame - Francês |
Q1282403 Português

Imagem associada para resolução da questão

André Dahmer

Folha de São Paulo, 13/05/2013.


A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado. Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet:

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Q1282011 Português
A EDUCAÇÃO PELA SEDA

Vestidos muito justos são vulgares. Revelar formas é vulgar. Toda revelação é de uma vulgaridade abominável.
Os conceitos a vestiram como uma segunda pele, e pode-se adivinhar a norma que lhe rege a vida ao primeiro olhar.
Rosa Amanda Strausz
Mínimo múltiplo comum: contos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1990.

A narrativa condensada do texto sugere uma crítica relacionada à educação, tema anunciado no título.

Essa crítica dirige-se principalmente à seguinte característica geral da vida social:

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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular |
Q1267753 Português

O fragmento a seguir pertence à obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.


E vejam agora com que destreza; com que arte faço eu a maior transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi o meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram? Nenhuma juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do leitor: nada. De modo que o livro fica assim com todas as vantagens do método, sem a rigidez do método.

<http://tinyurl.com/lnpaee9>Acesso em: 09.04.2015. Adaptado.


Sobre esse escritor é correto afirmar que se trata de um autor
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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular |
Q1267751 Português

Nova geração

Ivan Angelo


      O rapaz chegou para a entrevista. O executivo de vendas on-line da grande empresa levantou-se para apertar sua mão (...) e aproveitou para dar uma geral no rapaz.

      Arrumado, mas nada formal, de sapato novo, jeans, camisa de manga comprida enrolada até a metade do antebraço. O detalhe que o incomodou um pouco foi um brinquinho prateado de argola mínima na orelha esquerda. “Nisso dá-se um jeito depois, se valer a pena”, pensou o executivo.

      Ele sabia que não estava fácil atrair novos talentos e reter os melhores. Empresas aparelhavam-se para o crescimento projetado do país, contratavam jovens promissores, mesmo os muito jovens, como era o caso do rapaz à sua frente, 21 anos. (...)

      Havia mais de duas horas que o rapaz estava em avaliação na empresa. Passara pela entrevista inicial com o chefe do setor, resolvera os probleminhas técnicos de internet e programação visual que lhe apresentaram, com rapidez e certa superioridade irônica, lera os princípios, valores e perfil da empresa (...). Alguns itens, como “comprometimento”, foram apresentados como pré-requisitos. Afinal o encaminharam para o diretor da área de e-comerce, vendas pela internet. O executivo tinha em mãos a avaliação do candidato: excelente.

      Descreveu o trabalho de que a empresa necessitava: desenvolvimento de um site interativo no qual o cliente internauta pudesse fazer simulações de medidas, cores, ajustes, acessórios, preços, formas de pagamento e programação de entrega de cerca de 200 produtos. Durante sua fala, o rapaz mexeu as pernas, levantou um pé, depois o outro, incomodado. O executivo perguntou se ele se sentia apto.

      — Dá para fazer — respondeu o rapaz, movendo a perna, como se buscasse alívio. 

      — Posso te ajudar em alguma coisa?

      — Vou te falar a verdade. Eu comprei este sapato para vir aqui e ele está me apertando e incomodando. Eu só uso tênis.

      O executivo sorriu e pensou: “Esses meninos...”.

      — Quem falou para eu vir fazer esta entrevista, e vir de sapato, foi minha namorada. Porque eu não vinha. Ela falou para eu comprar sapato, e o sapato está me apertando aqui, me atrapalhando.

      Nos últimos anos, o executivo vinha percebendo que os desafios pessoais para a novíssima geração eram diferentes, e que havia limites para o que eles estavam dispostos a ceder antes de se comprometer com um trabalho formal.

      — Não tem problema. Pode vir de tênis. O emprego é seu. 

      — Não, obrigado. Eu não quero emprego.

      O executivo parou estupefato. O menino continuou:

      — Todo mundo foi muito gentil, mas não vai dar. Esta camisa é do meu pai, eu tenho tatuagem, trabalho ouvindo música.

      — Então por que se candidatou, se não queria trabalhar?

      — Desculpe, eu não falei que não queria trabalhar.

      Novo espanto do executivo. Sentia nas falas dele e do rapaz uma dissintonia curiosa. Como ficou calado, esperando, o rapaz prosseguiu:

      — É muito arrumado aqui. E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores... Desculpe, eu não sabia que era assim. Achava que era só fazer o trabalho direito e ver funcionar legal.

      O executivo ficou olhando a figura, contando até dez, olhos fixados naquele brinco. O garoto queria ter a liberdade dele, a camiseta colorida dele, o tênis furado dele, ouvir a música dele nos fones de ouvido, talvez trabalhar de madrugada e dormir de manhã. Não queria aquele mundo em que ele mesmo estava metido havia vinte anos. Conferiu de novo as qualificações do rapaz, aquele “excelente”. Ousou:

      — Trabalhar em casa você aceita?

      — Aceito.

      Queria o trabalho, não o emprego. Acertaram os detalhes. Assim caminha a humanidade.

<http://tinyurl.com/n66pnvs>Acesso em: 15.03.2015. Adaptado.

Segundo o texto, a empresa estava recrutando um funcionário para desenvolver
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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular |
Q1267750 Português

Nova geração

Ivan Angelo


      O rapaz chegou para a entrevista. O executivo de vendas on-line da grande empresa levantou-se para apertar sua mão (...) e aproveitou para dar uma geral no rapaz.

      Arrumado, mas nada formal, de sapato novo, jeans, camisa de manga comprida enrolada até a metade do antebraço. O detalhe que o incomodou um pouco foi um brinquinho prateado de argola mínima na orelha esquerda. “Nisso dá-se um jeito depois, se valer a pena”, pensou o executivo.

      Ele sabia que não estava fácil atrair novos talentos e reter os melhores. Empresas aparelhavam-se para o crescimento projetado do país, contratavam jovens promissores, mesmo os muito jovens, como era o caso do rapaz à sua frente, 21 anos. (...)

      Havia mais de duas horas que o rapaz estava em avaliação na empresa. Passara pela entrevista inicial com o chefe do setor, resolvera os probleminhas técnicos de internet e programação visual que lhe apresentaram, com rapidez e certa superioridade irônica, lera os princípios, valores e perfil da empresa (...). Alguns itens, como “comprometimento”, foram apresentados como pré-requisitos. Afinal o encaminharam para o diretor da área de e-comerce, vendas pela internet. O executivo tinha em mãos a avaliação do candidato: excelente.

      Descreveu o trabalho de que a empresa necessitava: desenvolvimento de um site interativo no qual o cliente internauta pudesse fazer simulações de medidas, cores, ajustes, acessórios, preços, formas de pagamento e programação de entrega de cerca de 200 produtos. Durante sua fala, o rapaz mexeu as pernas, levantou um pé, depois o outro, incomodado. O executivo perguntou se ele se sentia apto.

      — Dá para fazer — respondeu o rapaz, movendo a perna, como se buscasse alívio. 

      — Posso te ajudar em alguma coisa?

      — Vou te falar a verdade. Eu comprei este sapato para vir aqui e ele está me apertando e incomodando. Eu só uso tênis.

      O executivo sorriu e pensou: “Esses meninos...”.

      — Quem falou para eu vir fazer esta entrevista, e vir de sapato, foi minha namorada. Porque eu não vinha. Ela falou para eu comprar sapato, e o sapato está me apertando aqui, me atrapalhando.

      Nos últimos anos, o executivo vinha percebendo que os desafios pessoais para a novíssima geração eram diferentes, e que havia limites para o que eles estavam dispostos a ceder antes de se comprometer com um trabalho formal.

      — Não tem problema. Pode vir de tênis. O emprego é seu. 

      — Não, obrigado. Eu não quero emprego.

      O executivo parou estupefato. O menino continuou:

      — Todo mundo foi muito gentil, mas não vai dar. Esta camisa é do meu pai, eu tenho tatuagem, trabalho ouvindo música.

      — Então por que se candidatou, se não queria trabalhar?

      — Desculpe, eu não falei que não queria trabalhar.

      Novo espanto do executivo. Sentia nas falas dele e do rapaz uma dissintonia curiosa. Como ficou calado, esperando, o rapaz prosseguiu:

      — É muito arrumado aqui. E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores... Desculpe, eu não sabia que era assim. Achava que era só fazer o trabalho direito e ver funcionar legal.

      O executivo ficou olhando a figura, contando até dez, olhos fixados naquele brinco. O garoto queria ter a liberdade dele, a camiseta colorida dele, o tênis furado dele, ouvir a música dele nos fones de ouvido, talvez trabalhar de madrugada e dormir de manhã. Não queria aquele mundo em que ele mesmo estava metido havia vinte anos. Conferiu de novo as qualificações do rapaz, aquele “excelente”. Ousou:

      — Trabalhar em casa você aceita?

      — Aceito.

      Queria o trabalho, não o emprego. Acertaram os detalhes. Assim caminha a humanidade.

<http://tinyurl.com/n66pnvs>Acesso em: 15.03.2015. Adaptado.

Considerando o texto, podemos afirmar que o candidato, no primeiro momento, recusou o emprego naquela empresa porque
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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular |
Q1267701 Português

Karoshi é uma palavra japonesa que significa morte por excesso de trabalho. O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão supervisionou 4 561 empresas em novembro de 2014 e descobriu que, em 2 300 delas, havia registros de horas extras ilegais. Desse total, 715 empresas tinham funcionários realizando individualmente mais de 100 horas extras por mês. Em 153 empresas, o número de horas extras realizado por alguns funcionários havia subido para 150 horas e, em 35, superou as 200 horas extras mensais por funcionário, trazendo, dessa forma, riscos à saúde e consequentemente à vida dos trabalhadores. Segundo dados oficiais, cerca de 200 japoneses morrem por ano por causa do excesso de horas de trabalho.  

O aumento do número de casos de karoshi verificados no Japão se deve, principalmente, 

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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1265120 Português

Leia o fragmento da obra “Senhora”, de José de Alencar.


Quando Seixas achava-se ainda sob o império desta nova contrariedade, apareceu na sala a Aurélia Camargo, que chegara naquele instante. Sua entrada foi como sempre um deslumbramento; todos os olhos voltaram-se para ela; pela numerosa e brilhante sociedade ali reunida passou o frêmito das fortes sensações. Parecia que o baile se ajoelhava para recebê-la com o fervor da adoração. Seixas afastou-se. Essa mulher humilhava-o. Desde a noite de sua chegada que sofrera a desagradável impressão. Refugiava-se na indiferença, esforçava-se por combater com o desdém a funesta influência, mas não o conseguia. A presença de Aurélia, sua esplêndida beleza, era uma obsessão que o oprimia. Quando, como agora, a tirava da vista fugindo-lhe, não podia arrancá-la da lembrança, nem escapar à admiração que ela causava e que o perseguia nos elogios proferidos a cada passo em torno de si. No Cassino, Seixas tivera um reduto onde abrigar-se dessa cruel fascinação.

<http://tinyurl.com/ou5m65d>Acesso em: 17.09.2015. Adaptado.


É correto afirmar que essa obra pertence ao
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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1265117 Português

James Cleveland “Jesse” Owens nasceu em 1913, em Oakville, Alabama, nos Estados Unidos. Esse atleta negro tornou-se mundialmente conhecido ao ganhar quatro medalhas de ouro na Olimpíada de Berlim em 1936, desmentindo o discurso nazista da supremacia ariana.

      Os nazistas aproveitaram tal evento esportivo para fazer propaganda do regime de Hitler. O forte incentivo aos atletas germânicos levou a Alemanha a ficar no topo do ranking de medalhas, com 33 ouros contra 24 dos Estados Unidos. Mas, apesar da vitória, o discurso nazista caiu por terra diante dos feitos de Owens, que liderou a equipe estadunidense no atletismo ao conquistar as medalhas de ouro nos 100 m, 200 m, revezamento 4 x 100 m e salto em distância.

      Reza a lenda que Hitler se recusou a entregar as medalhas para Owens, o que não é verdade, segundo a diretora cultural do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ela explica que o ditador deixou de entregar apenas uma das quatro láureas ao atleta estadunidense. Nas demais, Hitler, inclusive, cumprimentou o atleta.

      Em sua biografia, Owens afirma que o que o deixava mais magoado não eram as atitudes de Hitler, mas o fato de o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, não ter mandado nem um telegrama felicitando-o pelas conquistas na Olimpíada. De fato esse atleta não sofreu racismo somente na Alemanha. Em seu país ele também enfrentou problemas. Em um evento na Casa Branca, enquanto todos os seus companheiros entraram pela porta da frente, ele foi obrigado a entrar pelos fundos.

      Em 2012, o atleta americano foi imortalizado no Hall da Fama do Atletismo, criado, no mesmo ano, como parte das celebrações pelo centenário da Federação Internacional de Atletismo.

<http://tinyurl.com/qgj7e4j>Acesso em: 15.09.2015. Adaptado.

Considerando as informações presentes nesse texto, podemos afirmar que os Jogos Olímpicos de 1936
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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1265116 Português

James Cleveland “Jesse” Owens nasceu em 1913, em Oakville, Alabama, nos Estados Unidos. Esse atleta negro tornou-se mundialmente conhecido ao ganhar quatro medalhas de ouro na Olimpíada de Berlim em 1936, desmentindo o discurso nazista da supremacia ariana.

      Os nazistas aproveitaram tal evento esportivo para fazer propaganda do regime de Hitler. O forte incentivo aos atletas germânicos levou a Alemanha a ficar no topo do ranking de medalhas, com 33 ouros contra 24 dos Estados Unidos. Mas, apesar da vitória, o discurso nazista caiu por terra diante dos feitos de Owens, que liderou a equipe estadunidense no atletismo ao conquistar as medalhas de ouro nos 100 m, 200 m, revezamento 4 x 100 m e salto em distância.

      Reza a lenda que Hitler se recusou a entregar as medalhas para Owens, o que não é verdade, segundo a diretora cultural do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ela explica que o ditador deixou de entregar apenas uma das quatro láureas ao atleta estadunidense. Nas demais, Hitler, inclusive, cumprimentou o atleta.

      Em sua biografia, Owens afirma que o que o deixava mais magoado não eram as atitudes de Hitler, mas o fato de o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, não ter mandado nem um telegrama felicitando-o pelas conquistas na Olimpíada. De fato esse atleta não sofreu racismo somente na Alemanha. Em seu país ele também enfrentou problemas. Em um evento na Casa Branca, enquanto todos os seus companheiros entraram pela porta da frente, ele foi obrigado a entrar pelos fundos.

      Em 2012, o atleta americano foi imortalizado no Hall da Fama do Atletismo, criado, no mesmo ano, como parte das celebrações pelo centenário da Federação Internacional de Atletismo.

<http://tinyurl.com/qgj7e4j>Acesso em: 15.09.2015. Adaptado.

Quanto às informações presentes nesse texto, é correto afirmar que Jesse Owens sentia-se
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Ano: 2015 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2015 - FATEC - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1265072 Português

Um dos esportes em que o Brasil tem chances de medalhas é a natação. Antes das competições, as piscinas precisam de um cuidado especial. Segundo especialistas da área, um dos tratamentos mais eficientes e ecologicamente corretos é com o ozônio, O3, também conhecido como Oxigênio Ativo.

O ozônio é um poderoso bactericida, algicida, fungicida e viricida, que destrói os micro-organismos presentes na água 3 120 vezes mais rápido que o cloro. Além disso, não irrita a pele, os olhos e as mucosas dos usuários.

Aplicado na desinfecção da água, o ozônio faz o papel de agente microbiológico e oxidante, eliminando as cloraminas, produto que resulta da reação do cloro, usado no tratamento de água, com as impurezas presentes na água. As cloraminas são as grandes vilãs das piscinas, pois agravam problemas alérgicos e respiratórios, causam ardência nos olhos, ressecamento na pele e nos cabelos, descamação do esmalte das unhas, além de deixar cheiro desagradável na água e no corpo.

Sem causar os desconfortos ocasionados pelas cloraminas, o uso de ozônio também reduz os casos de otite (inflamação dos ouvidos).

<http://tinyurl.com/qjcw646>Acesso em: 21.08.2015. Adaptado.


Sobre o texto e as substâncias nele mencionadas, é correto afirmar que

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Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2015 - UNESP - Vestibular - Segundo Semestre |
Q816137 Português
Cena V – JORGE, MADALENA E MARIA
JORGE – Ora seja Deus nesta casa!
(Maria beija-lhe o escapulário1 e depois a mão; Madalena somente o escapulário.)
MADALENA – Sejais bem-vindo, meu irmão!
MARIA – Boas tardes, tio Jorge!
JORGE – Minha senhora mana! A bênção de Deus te cubra, filha! Também estou desassossegado como vós, mana Madalena: mas não vos aflijais, espero que não há de ser nada. É certo que tive umas notícias de Lisboa...
MADALENA (assustada) – Pois que é, que foi?
JORGE – Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo. Os governadores querem sair da cidade... é um capricho verdadeiro... Depois de aturarem metidos ali dentro toda a força da peste, agora que ela está, se pode dizer, acabada, que são raríssimos os casos, é que por força querem mudar de ares.
MADALENA – Pois coitados!...
MARIA – Coitado do povo! Que mais valem as vidas deles? Em pestes e desgraças assim, eu entendia, se governasse, que o serviço de Deus e do rei me mandava ficar, até a última, onde a miséria fosse mais e o perigo maior, para atender com remédio e amparo aos necessitados. Pois, rei não quer dizer pai comum de todos?
JORGE – A minha donzela Teodora! Assim é, filha, mas o mundo é doutro modo: que lhe faremos?
MARIA – Emendá-lo.
JORGE (para Madalena, baixo) – Sabeis que mais? Tenho medo desta criança.
MADALENA (do mesmo modo) – Também eu.
JORGE (alto) – Mas enfim, resolveram sair: e sabereis mais que, para corte e “buen retiro” dos nossos cinco reis, os senhores governadores de Portugal por D. Filipe de Castela, que Deus guarde, foi escolhida esta nossa boa vila de Almada, que o deveu à fama de suas águas sadias, ares lavados e graciosa vista.
MADALENA – Deixá-los vir.
JORGE – Assim é: que remédio! Mas ouvi o resto. O nosso pobre Convento de São Paulo tem de hospedar o senhor arcebispo D. Miguel de Castro, presidente do governo. Bom prelado é ele; e, se não fosse que nos tira do humilde sossego de nossa vida, por vir como senhor e príncipe secular... o mais, paciência. Pior é o vosso caso...
MADALENA – O meu!
JORGE – O vosso e de Manuel de Sousa: porque os outros quatro governadores – e aqui está o que me mandaram dizer em muito segredo de Lisboa – dizem que querem vir para esta casa, e pôr aqui aposentadoria2 .
MARIA (com vivacidade) – Fechamos-lhes as portas. Metemos a nossa gente dentro – o terço3 de meu pai tem mais de seiscentos homens – e defendemo-nos. Pois não é uma tirania?... E há de ser bonito!... Tomara eu ver seja o que for que se pareça com uma batalha! 
JORGE – Louquinha!
MADALENA – Mas que mal fizemos nós ao conde de Sabugal e aos outros governadores, para nos fazerem esse desacato? Não há por aí outras casas; e eles não sabem que nesta há senhoras, uma família... e que estou eu aqui?... (Teatro, vol. 3, 1844.)
1 escapulário: faixa de tecido que frades e freiras de certas ordens religiosas cristãs usam pendente sobre o peito.
2 pôr aposentadoria: ficar, morar.
3 terço: corpo de tropas dos exércitos português e espanhol dos séculos XVI e XVII.
Ao dizer, em voz baixa, para Madalena, “Tenho medo desta criança”, Jorge sugere que
Alternativas
Respostas
3461: E
3462: A
3463: D
3464: C
3465: A
3466: B
3467: C
3468: C
3469: D
3470: C
3471: B
3472: B
3473: E
3474: C
3475: E
3476: C
3477: C
3478: E
3479: E
3480: E