Questões de Vestibular Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

Foram encontradas 130 questões

Ano: 2018 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2018 - UEG - Vestibular - Língua Inglesa (a Distância) |
Q1302307 Português
Leia o poema e a tirinha a seguir para responder à questão


PESSOA, Fernando. Mar Português. In: Antologia Poética. Organização Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014. p. 15.



Disponível em: <https://tirasdidaticas.files.wordpress.com/2014/12/rato79.jpg?w=640&h=215>
Acesso em: 13 nov. 2018.
O sentido da tirinha é construído a partir da relação que estabelece com os famosos versos de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena” (linhas 7-8). O modo como esses dois textos se relacionam é chamado de
Alternativas
Q1298429 Português
Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus, e ao Texto 3
Alternativas
Q1272360 Português

Leia o TEXTO 04 e responda à questão.


Sobre o TEXTO 04, só NÃO podemos afirmar que:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IFF Órgão: IFF Prova: IFF - 2018 - IFF - Vestibular - Segundo Semestre |
Q939308 Português

Texto I 

Feliz por nada 

Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho? 

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo. 

 Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? 

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. 

Ser feliz por nada talvez seja isso. 

MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87. 


Texto III

O conceito felicidade para os filósofos 

A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro, entre outros itens. 

A filosofia que investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga. 

A mais antiga referência de filosofia sobre esse tema é o fragmento do texto de Tales de Mileto, este que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. Para Tales, ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada. 

Para Sócrates, essa ideia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa. 

E já para Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo não seria tema para investigar de maneira filosófica. 

Mas ao que cerca a língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento político e sua busca passou a ser “direito do homem”, e isso é consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de acordo com o Iluminismo. 

No século 20, surge uma nova reflexão sobre o tema do inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser feliz é eliminar o egocentrismo. 

[...] 

  • Disponível em: www.afilosofia.com.br/post/o-conceito-felicidade-para-os-filosofos/542.
  • Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 

  • Texto IV 

  • Felicidade clandestina 

      • Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". 

      • Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. 

    Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 

    Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 

    Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. 

    No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. 

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! 

    E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. 

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 

    Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. 

    Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. 

    Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 

    LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. In: Felicidade Clandestina: contos. 

    Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998 (adaptado).


    Texto V 

    A busca pela felicidade está nos tornando infelizes e as redes sociais não estão ajudando 


    A opinião é do pianista James Rhodes, "Não somos destinados a ser felizes o tempo inteiro", diz ele no quadro opinativo Viewsnight, do programa da BBC Newsnight, afirmando que a busca pela felicidade a todo custo está nos tornando infelizes. 

    Na visão do pianista, "a busca pela felicidade parece nobre, mas é fundamentalmente falha". 

    Ele considera que "a felicidade não é algo a se perseguir mais do que a tristeza, a raiva, a esperança ou o amor". 

    A felicidade "é, simplesmente, um estado de ser, que é fluido, passageiro e às vezes inatingível". 

    Negar a existência de outros sentimentos, nem sempre considerados positivos, afirma, não é o melhor caminho. [...] 

    Rhodes observa que estamos em uma era de ritmo sem precedentes no dia a dia e que "nossa mentalidade 'sempre ligada' criou um ambiente impraticável e insustentável". 

    "Estamos em apuros", diz ele. "E as selfies cuidadosamente escolhidas e postadas no Instagram; a perfeição física espalhada por todas as mídias – inalcançável e extremamente 'photoshopada' – e o anonimato das redes sociais, onde descarregamos nossa ira, não estão ajudando". 

    "Sentimentos desafiadores" 

    Rhodes chama a atenção para os diferentes tipos de sentimento que permeiam a vida e nem todos têm a ver com satisfação ou alegrias. Há também o outro lado. 

    "Todos nos sentimos alternadamente ansiosos, para baixo, tranquilos, aflitos, contentes. Ocasionalmente, alguns de nós podemos nos perder no continuum em direção a depressão, ao transtorno de estresse pós-traumático e a pensamentos suicidas", diz. 

    Mas pondera: "Só porque não estamos felizes não significa que estamos infelizes". Para o pianista, assim é a complexidade da vida: "repleta de sentimentos e situações tumultuados, desafiadores e difíceis". 

    "Negá-los, resistir a eles, se desculpar por eles ou fingir que não existem é contraintuitivo e contraproducente". 

    Foi justamente o caminho contrário, o do reconhecimento de que "coisas ruins também acontecem" e de que é preciso falar sobre elas que ele decidiu trilhar há alguns anos – quando resolveu contar em livro problemas que enfrentou ao longo da vida. 

    Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-42680542. Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 


    Texto VI

    Ode ao dia feliz

    Desta vez deixa-me

    ser feliz,

    nada passou a ninguém,

    não estou em parte alguma,

    acontece somente

    que sou feliz

    pelos quatro lados

    do coração, andando 

    dormindo ou escrevendo.

    O que vou fazer-te, sou

    feliz

    [...] 


    Pablo Neruda

    Disponível em: http://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?id=1400. Acesso em: 16 abr. 2018.  

    No processo de comunicação, é preciso expressar uma finalidade, um objetivo, que se materializa por meio de uma função da linguagem específica. Leia as assertivas a seguir e marque a INCORRETA em relação aos textos I, III, IV, V e VI:

    Alternativas
    Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: INSPER Prova: VUNESP - 2018 - INSPER - Vestibular - Segundo Semestre |
    Q903846 Português
    Leia o poema para responder a questão.

    Meninos carvoeiros

    Os meninos carvoeiros
    Passam a caminho da cidade.
    – Eh, carvoero!
    E vão tocando os animais com um relho enorme.

    Os burros são magrinhos e velhos.
    Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
    A aniagem é toda remendada.
    Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe,
    [dobrando-se com um gemido.)

    – Eh, carvoero!

    Só mesmo estas crianças raquíticas
    Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
    A madrugada ingênua parece feita para eles...
    Pequenina, ingênua miséria!
    Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! –

    Eh, carvoero!

    Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
    Encarapitados nas alimárias
    Apostando corrida,
    Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos [desamparados!

    (Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira, 1993)

    Vocabulário:
    Relho: chicote
    Aniagem: tecido grosseiro usado na confecção de sacos e fardos
    Encarapitados: postos no alto
    Alimárias: bestas de carga
    Identifica-se a função apelativa da linguagem em
    Alternativas
    Ano: 2017 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2017 - PUC - SP - Vestibular - Segundo Semestre |
    Q1395898 Português
    • Segundo o crítico Araripe Jr., referindo-se à produção de Alencar no romance Iracema, “os assuntos pouco interessavam à sua musa fértil; a linguagem era tudo”. Ou seja, o como se diz é mais importante do que aquilo que se diz. Assim, é correto afirmar que, na linguagem da obra,
    Alternativas
    Ano: 2017 Banca: IFF Órgão: IFF Prova: IFF - 2017 - IFF - Vestibular - Primeiro Semestre |
    Q1264567 Português
    Todo texto produzido apresenta uma intencionalidade. Há um objetivo em cada manifestação comunicativa e conhecê-lo aprimora a comunicação, bem como o entendimento da finalidade de um texto. Com base nessa afirmação, marque a alternativa que NÃO aponta corretamente os recursos linguísticos apresentados nos textos I, II, III e IV.
    Alternativas
    Ano: 2017 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2017 - UDESC - Vestibular - Primeiro Semestre (Manhã) |
    Q1264142 Português

    Texto 1

    POÉTICA

    BANDEIRA, Manuel, Melhores poemas, 17° ed. – São Paulo: Global, 2015, p.64

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, e ao Texto1.
    Alternativas
    Ano: 2017 Banca: IFN-MG Órgão: IFN-MG Prova: IFN-MG - 2017 - IFN-MG - Vestibular - Primeiro Semestre |
    Q961035 Português

    Imagem associada para resolução da questão

    No TEXTO ACIMA, predomina a função:

    Alternativas
    Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: INSPER Prova: VUNESP - 2017 - INSPER - Vestibular - Primeiro Semestre |
    Q903964 Português

          Às 15h de uma segunda-feira, o campinho de futebol sob o viaduto de Vila Esperança está lotado de jovens descalços disputando o clássico Dois Poste contra Santa Cruz.

          Ninguém tem emprego. Xambito é um deles.

          Xambito precisa pagar pensão para seu filho de três anos, mas não quer voltar para a “vida errada”, como diz.

          “Essa vida errada aí, biqueira [ponto de vendas de drogas], tráfico, só tem dois caminhos: cadeia ou morte; não quero nenhum desses dois, quero ver meu filho crescer, botar ele pra jogar bola, pra estudar”, diz Xambito, que anda pela favela com uma caixinha de som tocando o sertanejo Felipe Araújo.

          Ele está correndo atrás de um “serviço fichado” (registrado). Já foi várias vezes aos pátios das fábricas em Cubatão, mas diz que aparecem dez vagas para 500 pessoas. “Só com ajuda de Deus para ser chamado, é muita gente desempregada.”

    (http://arte.folha.uol.com.br/mundo/2017/um-mundo-de-muros/brasil/ excluidos/)  

    No texto, a função da linguagem predominante é a
    Alternativas
    Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2017 - UNESP - Vestibular - Primeiro Semestre |
    Q869573 Português

    Leia o trecho do livro Bem-vindo ao deserto do real!, de Slavoj Žižek, para responder à questão.


       Numa antiga anedota que circulava na hoje falecida República Democrática Alemã, um operário alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que toda correspondência será lida pelos censores, ele combina com os amigos: “Vamos combinar um código: se uma carta estiver escrita em tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em tinta vermelha, tudo é mentira.” Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em tinta azul: “Tudo aqui é maravilhoso: as lojas vivem cheias, a comida é abundante, os apartamentos são grandes e bem aquecidos, os cinemas exibem filmes do Ocidente, há muitas garotas, sempre prontas para um programa – o único senão é que não se consegue encontrar tinta vermelha.” Neste caso, a estrutura é mais refinada do que indicam as aparências: apesar de não ter como usar o código combinado para indicar que tudo o que está dito é mentira, mesmo assim ele consegue passar a mensagem. Como? Pela introdução da referência ao código, como um de seus elementos, na própria mensagem codificada.

                                                                  (Bem-vindo ao deserto do real!, 2003.)

    A “introdução da referência ao código, como um de seus elementos, na própria mensagem codificada” constitui um exemplo de
    Alternativas
    Q1355399 Português
    Texto 1


        Toda cultura é particular. Não existe, nem pode existir uma cultura universal constituída. No nosso século, os antropólogos vivem ensinando isso a quem quiser aprender.
        Tal como acontece com cada indivíduo, os grupos humanos, grandes ou pequenos, vão adquirindo e renovando, construindo, organizando e reorganizando, cada um a seu modo, os conhecimentos de que necessitam.
        O movimento histórico da cultura consiste numa diversificação permanente. A cultura universal - que seria a cultura da Humanidade - depende dessa diversificação, quer dizer, depende da capacidade de cada cultura afirmar sua própria identidade, desenvolvendo suas características peculiares.
        No entanto, as culturas particulares só conseguem mostrar sua riqueza, sua fecundidade, na relação de umas com as outras. E essa relação sempre comporta riscos.
        Em condições de uma grande desigualdade de poder material, os grupos humanos mais poderosos podem causar graves danos e destruições fatais às culturas dos grupos mais fracos. (...)
        Todos tendemos a considerar nossa cultura particular mais universal do que as outras. (...) Cada um de nós tem suas próprias convicções. (...)
        Tanto indivíduos como grupos têm a possibilidade de se esforçar para incorporar às suas respectivas culturas elementos de culturas alheias. (...)
        Apesar dos perigos da relação com as outras culturas (descaracterização, perda da identidade, morte), a cultura de cada pessoa, ou de cada grupo humano, é frequentemente mobilizada para tentativas de auto-relativização e de autoquestionamento, em função do desafio do diálogo.
    Leandro Konder. O Globo, 02/08/98.
    Em relação às Funções de Linguagem, o texto 1 é um exemplo em que predomina a função...
    Alternativas
    Ano: 2016 Banca: Universidade Presbiteriana Mackenzie Órgão: MACKENZIE Prova: Universidade Presbiteriana Mackenzie - 2016 - MACKENZIE - vestibular |
    Q1349088 Português
    Textos para a questão

    Poema de Finados
    01 Amanhã que é dia dos mortos
    02 Vai ao cemitério. Vai
    03 E procura entre as sepulturas
    04 A sepultura de meu pai.

    05 Leva três rosas bem bonitas.
    06 Ajoelha e reza uma oração.
    07 Não pelo pai, mas pelo filho:
    08 O filho tem mais precisão.

    09 O que resta de mim na vida
    10 É a amargura do que sofri.
    11 Pois nada quero, nada espero.
    12 E em verdade estou morto ali.
    Manuel Bandeira

    Versos a um coveiro
    01 Numerar sepulturas e carneiros,
    02 Reduzir carnes podres a algarismos,
    03 Tal é, sem complicados silogismos,
    04 A aritmética hedionda dos coveiros!

    05 Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos
    06 Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,
    07 Na progressão dos números inteiros
    08 A gênese de todos os abismos!

    09 Oh! Pitágoras da última aritmética,
    10 Continua a contar na paz ascética
    11 Dos tábidos carneiros sepulcrais

    12 Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,
    13 Porque, infinita como os próprios números
    14 A tua conta não acaba mais!
    Augusto dos Anjos
    Vocabulário:
    Carneiros -
    criptas, subterrâneos sepulcrais
    Fúlgidos - brilhantes
    Ascética - próprio do asceta, de quem se entrega a práticas espirituais, levando vida contemplativa
    Tábitos - pobres, corruptos
    Tíbias - ossos que constituem a perna
    Rádios - ossos que constituem o antebraço
    Úmeros - ossos que vão do cotovelo ao ombro

    Pai contra mãe (fragmento)

    Machado de Assis
    É correto afirmar que em “Versos a um coveiro”:
    Alternativas
    Ano: 2016 Banca: IFN-MG Órgão: IFN-MG Prova: IFN-MG - 2016 - IFN-MG - Vestibular - Primeiro Semestre |
    Q1275105 Português

    Leia o TEXTO 3 e responda à questão.

    TEXTO 3 

    Intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade. O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém, em função de crença ou de não ter religião, são crimes inafiançáveis e imprescritíveis. 


    Disponível em: <http://juventudeespirita.tumblr.com/post/96974768531/intoler%C3%A2ncia-religiosa-

    %C3%A9-crime-de-%C3%B3dio-e-fere-a>  . Acesso em: 24 ago. 2016 

    Nas campanhas comunitárias, ou publicitárias, é comum o predomínio da função conativa da linguagem. No TEXTO 3, pode-se observar que:
    Alternativas
    Ano: 2016 Banca: FUNTEF - PR Órgão: IF-PR Prova: FUNTEF-PR - 2016 - IF-PR - Vestibular |
    Q1269222 Português
    (...)
    Em lugares distantes, onde não há hospital
    nem escola
    homens que não sabem ler e morrem de fome
    aos 27 anos
    plantaram e colheram a cana
    que viraria açúcar.
    Em usinas escuras,
    homens de vida amarga
    e dura
    produziram este açúcar
    branco e puro
    com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
    Os recursos expressivos e o enfoque do tema emprestam ao texto um caráter:
    Alternativas
    Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: INSPER Prova: VUNESP - 2016 - INSPER - Vestibular - Primeiro Semestre |
    Q1265557 Português
    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.

    Evocação do Recife
    Recife
    Não a Veneza americana
    Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
    Não o Recife dos Mascates
    Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
    – Recife das revoluções libertárias
    Mas o Recife sem história nem literatura
    Recife sem mais nada
    Recife da minha infância
    A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
    e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
    Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
    na ponta do nariz
    Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
    mexericos namoros risadas
    A gente brincava no meio da rua
    (...)
    A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
    Vinha da boca do povo na língua errada do povo
    Língua certa do povo
    Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
    Ao passo que nós
    O que fazemos
    É macaquear
    A sintaxe lusíada
    (Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa, 1993. Adaptado)
    Na organização do poema, além da função poética, sobressai também a
    Alternativas
    Ano: 2016 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: COMVEST UFAM - 2016 - UFAM - Vestibular |
    Q1264662 Português
    Leia o texto a seguir, para responder a questão que a ele se refere:

        De todos os conceitos fundamentais na ciência da vida, a evolução é o mais importante e também o mais mal compreendido. Primeiramente, a evolução, assim como qualquer área da ciência, não é capaz de sondar a questão das origens fundamentais ou significados éticos. A ciência, como um empreendimento, busca explicar fenômenos e regularidades do universo empírico, sob o pressuposto de que leis naturais são uniformes no espaço e no tempo. Assim, a evolução não é o estudo da origem primordial da vida no universo ou do significado intrínseco da vida entre os objetos da natureza; essas questões são filosóficas (ou teológicas) e não fazem parte do domínio da ciência. Esse aspecto é relevante, pois fundamentalistas fervorosos, disfarçados de “criacionistas científicos”, afirmam que a criação deve ser equiparada à evolução e receber tempo proporcional nas escolas, uma vez que ambas são igualmente “religiosas”, ao lidar com mistérios primordiais.
        Em segundo lugar, a evolução foi acrescentado um conjunto de conceitos e significados que representam muito mais antigos preconceitos sociais e crenças psicológicas da cultura ocidental do que uma descrição da realidade natural. Tal “bagagem” pode ser inevitável em qualquer campo que se relacione de modo tão íntimo com preocupações humanas profundas, mas esse forte viés social impediu-nos de levar a termo a revolução de Darwin. O mais pernicioso e limitante desses preconceitos é a ideia de progresso, a noção de que a evolução possui uma motivação ou manifesta uma poderosa tendência de caminhar em direção à maior complexidade, ao projeto biomecânico mais eficiente, a cérebros maiores ou alguma outra definição paroquial de progresso. Esse preconceito baseia-se num antigo desejo que os seres humanos têm de se colocar no ápice do mundo natural – e, dessa forma, afirmar um direito natural de dominar e explorar nosso planeta. Evolução, na formulação de Darwin, é adaptação a ambientes que mudam, não “progresso” universal. (BROCKMAN, J. & MATSON, K. As coisas são assim, p. 95-96. Adaptado.)
    Assinale a alternativa INCORRETA a respeito do sentido do texto e de fenômenos morfológicos, sintáticos ou semânticos que nele se observam:
    Alternativas
    Ano: 2016 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: COMVEST UFAM - 2016 - UFAM - Vestibular |
    Q1264660 Português

    Leia o poema a seguir, intitulado “As águas do Recife”, de João Cabral de Melo Neto:

    Imagem associada para resolução da questão


    Sobre o texto fazem-se as seguintes afirmativas:


    I. Embora predomine a função poética da linguagem, há momentos em que se observa a função metalinguística.

    II. No enunciado dos versos 1 e 2, observa-se a presença da figura de linguagem chamada metáfora.

    III. Nos versos 6 e 11, ocorre a existência de outra figura de linguagem, que é a prosopopeia.

    IV. No texto, a linguagem utilizada foge das formas cotidianas de expressão, abandonando, portanto, a lógica comunicativa.

    V. Na última estrofe (versos 13 a 16), a figura de linguagem observada é a metonímia, mediante o emprego da causa pelo efeito.


    Assinale a alternativa correta:

    Alternativas
    Ano: 2015 Banca: UNIVIÇOSA Órgão: UNIVIÇOSA Prova: UNIVIÇOSA - 2015 - UNIVIÇOSA - Vestibular - Primeiro Semestre |
    Q1376446 Português
    No texto em questão predomina a função de linguagem
    Alternativas
    Ano: 2015 Banca: IF-AL Órgão: IFAL Prova: IF-AL - 2015 - IFAL - Vestibular |
    Q1369380 Português

    Texto 2


    Será que os dicionários liberaram o ‘dito-cujo’?


    Por Sérgio Rodrigues


    Brasileirismo informal, termo não está proibido, mas deve ser usado de forma brincalhona


    O registro num dicionário não dá certificado automático de adequação a expressão alguma: significa apenas que ela é usada com frequência suficiente para merecer a atenção dos lexicógrafos.

    O substantivo “dito-cujo”, que substitui o nome de uma pessoa que já foi mencionada ou que por alguma razão não se deseja mencionar, é um brasileirismo antigo e, de certa forma, consagrado, mas aceitável apenas na linguagem coloquial.

    Mais do que isso: mesmo em contextos informais seu emprego deve ser sempre “jocoso”, ou seja, brincalhão, como anotam diversos lexicógrafos, entre eles o Houaiss e o Francisco Borba. Convém que quem fala ou escreve “dito-cujo” deixe claro que está se afastando conscientemente do registro culto.

    Exemplo: “O leão procurou o gerente da Metro e se ofereceu para leão da dita-cuja, em troca de alimentação”, escreveu Millôr Fernandes numa de suas “Fábulas fabulosas”.  



    (http://veja.abril.com.br/blog/sobrepalavras/consultorio/sera-que-os-dicionarios-liberaram-odito-cujo/>. Acesso em 13/11/2015. Texto adaptado) 

    As funções da linguagem relacionam-se conceitualmente à ideia de que, nas diversas situações de comunicação, um dos seis elementos que compõem esse processo – a saber, emissor, receptor, mensagem, código, referente e canal – prevalece sobre os demais. Em relação ao texto acima, no tocante a esse fenômeno, indique a alternativa correta.
    Alternativas
    Respostas
    41: E
    42: A
    43: A
    44: C
    45: D
    46: A
    47: B
    48: C
    49: D
    50: B
    51: B
    52: C
    53: E
    54: C
    55: B
    56: D
    57: E
    58: D
    59: D
    60: C