Questões de Vestibular
Sobre figuras de linguagem em português
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Considerando o texto 4 e o romance O guarda-roupa alemão, é CORRETO afirmar que:
no trecho apresentado há uma antítese: de um lado, o imenso desafio de fazer com que os
alemães aprendessem português; de outro, a diminuta força para vencer tal desafio,
representada pela ação pedagógica da professora.
O texto é todo construído por meio do emprego de uma figura de estilo.
Essa figura é denominada de:
Leia o texto 02 e responda à questão.

Luiz Costa Pereira Junior. In: Revista Língua Portuguesa. São Paulo:
Segmento. Ano I, nº 12, 2006, p. 4.
TEXTO
CIDADE SEM LUZ



(Olavo Drummond. O vendedor de
estrelas. Contos.)
( ) As duas primeiras linhas expressam uma opinião do narrador dita como se fosse uma verdade universal. ( ) O enunciado Quando a noite chega, desce o manto do mistério (linhas 5-6) traz uma metáfora de caráter sensorial – desce o manto –, que intensifica um elemento de caráter conceitual – mistério. ( ) A passagem que vai da linha 14 (a partir de era) à linha 18 (até baldios) é essencialmente descritiva, com predominância das sensações visuais. ( ) O último enunciado do parágrafo, da linha 19 (a partir de com) à linha 21, passa a idéia de que a boa vida é a vida natural. ( ) No parágrafo, tem-se um plano descritivo que se desenvolve, inicialmente, do geral para o particular – perspectiva do narrador; depois, do particular para o geral – perspectiva da personagem.
A sequência correta, de cima para baixo, é
TEXTO 2
A revolução digital
Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.
Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.
Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.
O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.
Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.
A mudança conduz a veredas ainda não exploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.
Isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.
Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente, arriscar textos próprios.
Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: “Mando-te uma carta qualquer dia destes”.
Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.
O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”.
Josias de Souza. A revolução digital. Folha de São Paulo. 6/05/96.
Caderno Brasil, p. 2).
O Texto 2 se inicia com uma:
1) metáfora: o casamento entre o texto e o papel.
2) antítese: a distinção entre fala e escrita.
3) relação de hiperonímia entre o papel e a era digital.
Está(ão) correta(s):
Texto para a questão
Mário Quintana, As cem melhores crônicas brasileiras.
*Glossário:
estremunhado: mal acordado.
chiru: que ou aquele que tem pele morena, traços acaboclados
(regionalismo: Sul do Brasil).
Leia a tira, abaixo, e a seguir responda à questão apresentada.

Para conferir um ‘toque’ de humor ao texto, acima, o autor explorou
Os milhares de funcionários chineses que zelam pelo sistema de censura fariam mais pela eficiência do país se ficassem menos preocupados em perseguir URIs, URLs, FTPs e HTTPs. Para o nervosismo da “nomenklatura” (e satisfação de todos os que desejam um mundo em que o conhecimento possa fluir livremente, a começar pelos cientistas e pesquisadores chineses), uma sucessão infindável de geeks, hackers, nerds, dorks e dweebs, com seus correlatos em chinês, descobre a cada dia uma nova maneira de burlar os sistemas de censura.
TEXTO 08
[...]
Sangram-me o peito, palavras/punhais de um reduzido número de pessoas insensatas que dominam o país e assistem com prazer, na arena dos verdes campos de minha terra, a homens digladiando-se e outros defendendo a utopia; outros, ainda incautos, insanamente ganham o pão de cada dia ao colorir a terra com sangue do irmão.
Meu olhar, ante opaco, adquire a transparência límpida do regato. Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes.
Cada pessoa ocupa o seu lugar. Existe. Resiste. Luta e revanche; recebe pancadas e flores. Sorriso de rosas; chicotadas traiçoeiras apanham-na, desprevenidamente, ao virar a esquina do tempo.
Importa viver, importa navegar nas naves aventureiras e, sem comparações, viver sua história – de amor? Em julgar ou estabelecer parâmetros para suas ações. [...]
(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 75.)
Para responder à questão, considere o excerto abaixo.
Senhor Grileiro de Terra,
É chegada a vossa vez,
A voz que ouvis e que berra
É a voz do camponês
Clamando do seu calvário
Contra a vossa mesquinhez.
O café vos deu o ouro,
Com que encheis vosso tesouro,
A cana vos deu a prata
Que reluz em vosso armário,
O cacau vos deu o cobre
Que atirais no chão do pobre,
O algodão vos deu o chumbo
Com que matais o operário:
É chegada a vossa vez,
Senhor latifundiário!
(Vinícius de Moraes. Poemas esparsos. S. Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 58)
Esta passagem apresenta conformação alegórica, em virtude do sentido figurado com que são empregadas as palavras frutos, recolher e semeou. Aponte, entre as alternativas a seguir, aquela que contém, na ordem adequada, palavras que, sem perda relevante do sentido da frase, evitam a conformação alegórica:

No contexto desse trecho, a palavra romântico, em relação a babão, constitui

Na música Metáfora,de Gilberto Gil, há, entre outras coisas, a definição de metáfora, uma figura de linguagem que também é encontrada na alternativa:

Com base no texto acima, extraído da obra Os Anormais, de
Michel Foucault, julgue os itens de 31 a 36 e assinale a opção
correta no item 37.



