Questões de Vestibular Sobre figuras de linguagem em português

Foram encontradas 444 questões

Ano: 2010 Banca: COPERVE - UFSC Órgão: UFSC Prova: COPERVE - UFSC - 2010 - UFSC - Vestibular - Prova 1 |
Q1307882 Português


LAUS, Lausimar. O guarda-roupa alemão. 4. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2006. p. 35.

Considerando o texto 4 e o romance O guarda-roupa alemão, é CORRETO afirmar que:


no trecho apresentado há uma antítese: de um lado, o imenso desafio de fazer com que os alemães aprendessem português; de outro, a diminuta força para vencer tal desafio, representada pela ação pedagógica da professora. 

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Ano: 2010 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2010 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q1283664 Português

O texto é todo construído por meio do emprego de uma figura de estilo.


Essa figura é denominada de:

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Q1275752 Português

Leia o texto 02 e responda à questão.

Luiz Costa Pereira Junior. In: Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento. Ano I, nº 12, 2006, p. 4.

Marque a única alternativa cuja alusão à temática, identificável no contexto, não é metafórica.
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Ano: 2010 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2010 - UECE - Vestibular - Inglês - 1ª fase |
Q1275126 Português

TEXTO

CIDADE SEM LUZ 

(Olavo Drummond. O vendedor de estrelas. Contos.) 

Leia com atenção o que se diz sobre o primeiro parágrafo do texto (linhas 1-21) e escreva (V) ou (F), conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmações.
( ) As duas primeiras linhas expressam uma opinião do narrador dita como se fosse uma verdade universal. ( ) O enunciado Quando a noite chega, desce o manto do mistério (linhas 5-6) traz uma metáfora de caráter sensorial – desce o manto –, que intensifica um elemento de caráter conceitual – mistério. ( ) A passagem que vai da linha 14 (a partir de era) à linha 18 (até baldios) é essencialmente descritiva, com predominância das sensações visuais. ( ) O último enunciado do parágrafo, da linha 19 (a partir de com) à linha 21, passa a idéia de que a boa vida é a vida natural. ( ) No parágrafo, tem-se um plano descritivo que se desenvolve, inicialmente, do geral para o particular – perspectiva do narrador; depois, do particular para o geral – perspectiva da personagem.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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Ano: 2010 Banca: UESPI Órgão: UESPI Prova: UESPI - 2010 - UESPI - Vestibular - Prova 1 |
Q1271913 Português

TEXTO 2 

A revolução digital

Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.

Disse “pareciam”, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.

Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.

O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.

Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.

A mudança conduz a veredas ainda não exploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.

Isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.

Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente, arriscar textos próprios.

Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: “Mando-te uma carta qualquer dia destes”.

Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.

O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla “enter”.

Josias de Souza. A revolução digital. Folha de São Paulo. 6/05/96.

Caderno Brasil, p. 2). 

O Texto 2 se inicia com uma:

1) metáfora: o casamento entre o texto e o papel.

2) antítese: a distinção entre fala e escrita.

3) relação de hiperonímia entre o papel e a era digital.


Está(ão) correta(s):

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Ano: 2010 Banca: UEFS Órgão: UEFS Prova: UEFS - 2010 - UEFS - Vestibular - Prova 1 |
Q1269575 Português
I.
Ó poente que te vais em sombras mortas,
Para voltar depois,
Suavidade que desconfortas,
Como somos iguais os dois!

Envolto em nuvens cor de sangue, choras
Todos os dias o dia findo...
E como rosas, depois, auroras
No teu seio vão-se abrindo.

E de novo te desabrochas,
Cheio de vida, para depois
Bruxulear num clarão de tochas
Seguindo o enterro de nós dois...

E no outro dia as mesmas rosas
No teu seio vão-se abrindo...
E voltam lágrimas chorosas
Depois, chorando o dia findo.

GUIMARAENS, Alphonsus de. Cantos de amor, soluços de preces. Rio de Janeiro: Cia José de Aguilar; Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1972. p. 140.


II.

Poente. Calcando vidro úmido da tarde,
lentos, caminho dos currais, os bois
historiam campesino silêncio de fazenda.
No olhar de melancolia e trabalho vespertino
passeia desnudo entre folhas cegas
um sacrifício comum de agrícola fadiga,
paisagem desesperada nutrindo-se
de sombras, de canção despedaçada
entre cedros e riacho.

MATTOS, Florisvaldo. Poente aos bois. A caligrafia do soluço & poesia anterior. Salvador: Fundação Casa Jorge Amado; COPENE, 1996. p. 80
Na primeira e na terceira estrofe do texto I, as imagens poéticas traduzem um pensamento construído através de
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Ano: 2010 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST
Q1268026 Português
Texto para a questão

[José Dias] Teve um pequeno legado no testamento, uma apólice e quatro palavras de louvor. Copiou as palavras, encaixilhou-as e pendurou-as no quarto, por cima da cama. “Esta é a melhor apólice”, dizia ele muita vez. Com o tempo, adquiriu certa autoridade na família, certa audiência, ao menos; não abusava, e sabia opinar obedecendo. Ao cabo, era amigo, não direi ótimo, mas nem tudo é ótimo neste mundo. E não lhe suponhas alma subalterna; as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que da índole. A roupa durava-lhe muito; ao contrário das pessoas que enxovalham depressa o vestido novo, ele trazia o velho escovado e liso, cerzido, abotoado, de uma elegância pobre e modesta. Era lido, posto que de atropelo, o bastante para divertir ao serão e à sobremesa, ou explicar algum fenômeno, falar dos efeitos do calor e do frio, dos polos e de Robespierre. Contava muita vez uma viagem que fizera à Europa, e confessava que a não sermos nós, já teria voltado para lá; tinha amigos em Lisboa, mas a nossa família, dizia ele, abaixo de Deus, era tudo.

Machado de Assis, Dom Casmurro.  
Considerado o contexto, qual das expressões sublinhadas foi empregada em sentido metafórico?
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Ano: 2010 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST
Q1268021 Português

Texto para a questão


 

Mário Quintana, As cem melhores crônicas brasileiras.  


*Glossário:

estremunhado: mal acordado.

chiru: que ou aquele que tem pele morena, traços acaboclados

(regionalismo: Sul do Brasil).  



Considerando que “silepse é a concordância que se faz não com a forma gramatical das palavras, mas com seu sentido, com a ideia que elas representam”, indique o fragmento em que essa figura de linguagem se manifesta.
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Ano: 2010 Banca: COPEPS Órgão: UEMG Prova: COPEPS - 2010 - UEMG - Vestibular - Prova 01 |
Q1265917 Português

Leia a tira, abaixo, e a seguir responda à questão apresentada.


Imagem associada para resolução da questão


Para conferir um ‘toque’ de humor ao texto, acima, o autor explorou

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Ano: 2010 Banca: FATEC Órgão: FATEC Prova: FATEC - 2010 - FATEC - Vestibular - Prova 01 |
Q1263959 Português
Leia o texto e responda a questão.

A verdadeira muralha da China
   Nos últimos anos, poucos eventos sacudiram tanto a China quanto a internet. Seu número de internautas já é maior do que os 230 milhões de usuários americanos, segundo a North America Internet Stats. Trata-se de um público de jovens, com menos de 30 anos, que declaram ter na internet sua melhor fonte de informação. Todos eles, porém, encontram dificuldades para superar um gigantesco problema: a censura.
    Um poderoso firewall oficial é a verdadeira muralha da China moderna. A segregação digital, porém, começa a ser sacudida por caminhos inesperados. Diante da possível interrupção de serviços do Google no país, a conceituada revista Nature realizou sondagem na comunidade científica chinesa e colheu resultados de primeira grandeza: a censura e o eventual fechamento do Google farão muito mal à ciência do país. Segundo os dados divulgados pela agência Reuters (24.02.2010), mais de 70% dos cientistas chineses utilizam o Google como ferramenta de busca de dados, informações, artigos científicos e literatura acadêmica em geral. Dos cientistas entrevistados, 84% afirmaram que suas pesquisas perderiam substantivamente em qualidade se fossem privados do uso do Google; 78% afirmaram que sua colaboração internacional seria profundamente afetada. O problema de fundo, que preocupa as autoridades chinesas, é que a existência do Google levou a uma alteração de hábitos de pesquisa, interferindo no modo de explorar, testar e difundir informações necessárias para a geração de conhecimento. Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica. Para um país disposto a disputar a hegemonia mundial, em que a pesquisa científica e tecnológica é a menina dos olhos das autoridades, as novidades vindas da comunidade científica não poderiam ser piores.
    Os milhares de funcionários chineses que zelam pelo sistema de censura fariam mais pela eficiência do país se ficassem menos preocupados em perseguir URIs, URLs, FTPs e HTTPs. Para o nervosismo da “nomenklatura” (e satisfação de todos os que desejam um mundo em que o conhecimento possa fluir livremente, a começar pelos cientistas e pesquisadores chineses), uma sucessão infindável de geeks, hackers, nerds, dorks e dweebs, com seus correlatos em chinês, descobre a cada dia uma nova maneira de burlar os sistemas de censura.

 (ARBIX, Glauco. Valor Econômico. 24.02.2010, p.A17. Adaptado)
No trecho: “Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica.” (2º parágrafo), as expressões destacadas constituem, em relação à outra, um efeito estilístico que ocorre graças ao emprego da seguinte figura de linguagem:
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Ano: 2010 Banca: PUC - GO Órgão: PUC-GO Prova: PUC - GO - 2010 - PUC-GO - Vestibular - Prova 01 |
Q1263822 Português

TEXTO 08



[...]


       Sangram-me o peito, palavras/punhais de um reduzido número de pessoas insensatas que dominam o país e assistem com prazer, na arena dos verdes campos de minha terra, a homens digladiando-se e outros defendendo a utopia; outros, ainda incautos, insanamente ganham o pão de cada dia ao colorir a terra com sangue do irmão.

      Meu olhar, ante opaco, adquire a transparência límpida do regato. Minhas retinas fotografam e embaralham cartas e cenas, alegres e tristes.

     Cada pessoa ocupa o seu lugar. Existe. Resiste. Luta e revanche; recebe pancadas e flores. Sorriso de rosas; chicotadas traiçoeiras apanham-na, desprevenidamente, ao virar a esquina do tempo.

      Importa viver, importa navegar nas naves aventureiras e, sem comparações, viver sua história – de amor? Em julgar ou estabelecer parâmetros para suas ações. [...]



(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de memória. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 75.)

A linguagem poética explora o sentido conotativo das palavras, numa ação permanente de criação, alteração ou recriação do significado já cristalizado dessas palavras. Dessa forma, o valor expressivo e estilístico das palavras e orações, dos períodos e do discurso representa uma rede de significações simbólicas complexas. No texto 08 podem ser identificadas figuras de linguagem, recursos que potencializam seu caráter literário. Dentre elas, destacam-se (marque a alternativa correta):
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Ano: 2010 Banca: PUC - Campinas Órgão: PUC - Campinas Prova: PUC - Campinas - 2010 - PUC - Campinas - Direito |
Q1260919 Português

Para responder à questão, considere o excerto abaixo.


Senhor Grileiro de Terra,

É chegada a vossa vez,

A voz que ouvis e que berra

É a voz do camponês

Clamando do seu calvário

Contra a vossa mesquinhez.

O café vos deu o ouro,

Com que encheis vosso tesouro,

A cana vos deu a prata

Que reluz em vosso armário,

O cacau vos deu o cobre

Que atirais no chão do pobre,

O algodão vos deu o chumbo

Com que matais o operário:

É chegada a vossa vez,

Senhor latifundiário!


(Vinícius de Moraes. Poemas esparsos. S. Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 58) 

Entre os recursos estilísticos utilizados pelo poeta nesses versos, está
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Ano: 2010 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2010 - UERJ - Vestibular - Segundo Exame |
Q675449 Português
Julgo que me desnorteei numa errada. (l. 25) Na sentença acima ocorre a elipse de um determinado termo, o qual, no entanto, pode-se deduzir pelo contexto e pela construção gramatical. Esse termo está indicado em:
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Ano: 2010 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2010 - UNESP - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q577790 Português
Instrução: A questão  toma por base o seguinte fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).
                                               
                                                                        Fedro

SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco estávamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.

FEDRO: – Isso mesmo.

SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assunto de que vai tratar?

FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.

SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção.

FEDRO: – Tens razão.

SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação.

FEDRO: – Sim.

SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabe o que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”...

FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.

SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seriamente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do burro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para expedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres.

FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.

SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo?

FEDRO: – Não há dúvida.

SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?

FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.

SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore averdade a aprender a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”.

FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?

SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais provarem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.

(Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.)
... que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?
Esta passagem apresenta conformação alegórica, em virtude do sentido figurado com que são empregadas as palavras frutos, recolher e semeou. Aponte, entre as alternativas a seguir, aquela que contém, na ordem adequada, palavras que, sem perda relevante do sentido da frase, evitam a conformação alegórica:
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Ano: 2010 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2010 - USP - Vestibular - Prova 1 |
Q324526 Português
Dentre os recursos expressivos presentes no poema, podem-se apontar a sinestesia e a aliteração, respectivamente, nos versos
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Ano: 2010 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2010 - UECE - Vestibular - Prova 1 |
Q238671 Português
O Texto 1 é um metapoema, isto é, um poema que questiona o próprio fazer poético. Nele predomina, portanto, a função metalinguística. Marque a única opção em que o verso (ou os versos) NÃO apresenta(m) por si só(s) marcas da metalinguagem.
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Ano: 2010 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2010 - UDESC - Vestibular - Prova 02 |
Q230574 Português
Tendo como referência o Texto 2, em “me sento na terra molhada de meu próprio orvalho” (linha 3), o termo destacado constitui:
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Ano: 2010 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: CS-UFG - 2010 - UFG - Vestibular - Prova 2 |
Q222509 Português
Leia o trecho abaixo, retirado do romance Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

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No contexto desse trecho, a palavra romântico, em relação a babão, constitui
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2010 - UFAC - Vestibular - Prova 1 |
Q222306 Português
Texto para a questão 6:

Imagem 008.jpg

Na música Metáfora,de Gilberto Gil, há, entre outras coisas, a definição de metáfora, uma figura de linguagem que também é encontrada na alternativa:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2010 - UNB - Vestibular - Primeiro Dia |
Q216549 Português
Imagem 008.jpg

Com base no texto acima, extraído da obra Os Anormais, de
Michel Foucault, julgue os itens de 31 a 36 e assinale a opção
correta no item 37.

Ao afirmar que a verdade é enunciada no cruzamento entre a justiça e a ciência e que, no entanto, esse enunciado sobre o verdadeiro não se submete às próprias regras do discurso científico ou jurídico, o autor do texto aponta um paradoxo, como evidencia o emprego, entre outros elementos, do adjetivo “grotescos” (L.18).
Alternativas
Respostas
401: C
402: B
403: A
404: D
405: B
406: E
407: B
408: C
409: D
410: B
411: C
412: B
413: A
414: B
415: C
416: C
417: C
418: B
419: A
420: C