Questões de Vestibular
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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I. O verbo haver, no segundo quadrinho, foi utilizado incorretamente pois não estabelece concordância com o termo posterior. II. O termo “vida”, no primeiro quadrinho, assume função de núcleo do sujeito. III.Por solicitar um complemento, no último quadrinho, o verbo viver é transitivo direto. IV.O uso do verbo haver, no segundo quadrinho, caracteriza oração sem sujeito. V. Ao substituir o verbo haver por existir, no segundo quadrinho, este seria flexionado na terceira pessoa do singular (existe).
Estão CORRETAS apenas as afirmações constantes nos itens
Para responder às questões, considere o texto abaixo.

MIDANI, André. Do vinil ao download. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2015. Adaptado.

Assinale a sequência que completa corretamente estes períodos:
I. Ela _____________ disse que não faria a prova de proficiência.
II. Vão _____________ os livros. solicitados pela biblioteca.
III. A reitora estava ______________ aborrecida com a falta de recursos financeiros.
IV. É ________________ muita atenção para atravessar a rua.
V. É ________________ a entrada de animais neste estabelecimento.
TEXTO 2
“O BONZINHO SE DÁ MAL”: GENEROSIDADE E MANIPULAÇÃO
(1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando vê o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.
(2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito de retirar do outro o direito de ser quem ele é. Quer recíproca, similaridade, espelhamento de atitudes. Vê injustiça na troca, acha que faz mais e recebe menos. “Trouxa, agora está aí cultivando mágoas. Da próxima vez, farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.
(3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral, emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma debilidade de caráter: a vida se mantém a partir de trocas, tudo só existe em relação.
(4) Quando tentamos oferecer algo gratuitamente, inconscientemente esperamos alguma contrapartida: reconhecimento, carinho, atenção, prestígio, escuta, aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos que estão próximos – a quem poderão cobrar pela generosidade?
(5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que encontram equivalência entre dois valores tão díspares, mas deixam as intenções às claras. Só nos sentimos enganados quando não deixamos às claras o preço das nossas atitudes.
(6) A generosidade é uma das formas mais primitivas de manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará submetido à oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que povoam nossa alma.
(7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há, inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis. Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro, diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não percebe o quanto esse fazer é, em si, uma atitude abusiva.
(8) Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas a partilha saudável é aquela que se dá em acordo, de forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso, para também não ser hipócrita. Ou, pior: emitir faturas para guardá-las na gaveta, à espera da melhor oportunidade de apresentá-la àquele que julgar devedor. Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o inferno.
TORRES, João Rafael. “O bonzinho se dá mal”: generosidade e manipulação. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/psique/o-bonzinho-se-da-mal-generosidade-e-manipulacao. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).
Releia o seguinte trecho, extraído do TEXTO 2, reflita sobre questões de coerência e coesão textuais e assinale a alternativa CORRETA.
“(1) Você tenta levar sua vida direitinho. Busca ser cordial e ter empatia com o semelhante. Trata o outro bem, pois acha que é assim que qualquer criatura merece ser tratada. Com quem gosta mais, vai além. Se lhe sobra, compartilha. Quando vê o erro, o instinto de proteção passa na frente e você tenta alertar. Se cabem dois, por que ir sozinho? Isso te alegra, então eu fico contente.” (1º parágrafo).
TEXTO 1
ESTUDO REVELA QUE PRATICAR ATOS DE GENEROSIDADE TRAZ FELICIDADE
Cientistas realizaram experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade
(1) O que inspira os humanos a praticarem atos de generosidade? Economistas, psicólogos e filósofos refletem sobre esta questão há milênios.
(2) Se pressupusermos que o comportamento humano é motivado, principalmente, pelo interesse pessoal, parece ilógico sacrificar voluntariamente os recursos pelos outros.
(3) Na tentativa de resolver esse paradoxo, alguns especialistas formularam a teoria de que doar ou presentear satisfaz o desejo de elevar a posição do indivíduo em um grupo.
(4) Outros sugeriram que o ato promove a cooperação tribal e a coesão - um elemento-chave na sobrevivência dos mamíferos. Outra explicação é que doamos apenas porque esperamos receber algo em troca.
(5) Um estudo publicado recentemente sugere que a resposta pode ser muito mais simples: doar nos deixa felizes. Os cientistas realizaram um experimento em um laboratório em Zurique com 50 pessoas que relataram seus próprios níveis de felicidade após atos de generosidade.
(6) Consistentemente, eles indicaram que doar era uma experiência de bem-estar.
(7) Ao mesmo tempo, os exames de ressonância magnética revelaram que uma área do cérebro ligada à generosidade desencadeou uma resposta em outra parte relacionada à felicidade.
(8) "Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação entre generosidade e felicidade", escreveu a equipe na revista científica Nature Communications.
(9) Os pesquisadores informaram aos participantes que cada um deles teria à disposição um valor de 25 francos suíços (US$ 26) por semana durante quatro semanas.
(10) Metade dos participantes foram convidados a se comprometer a gastar o dinheiro com outras pessoas, enquanto o resto poderia planejar como gastaria o dinheiro com eles próprios. Nenhum dinheiro foi realmente recebido ou gasto por nenhum dos dois grupos.
(11) Depois de se comprometerem com os gastos, os participantes responderam às perguntas enquanto seus cérebros estavam sendo examinados. As perguntas evocaram cenários que opunham os próprios interesses dos participantes contra os interesses dos beneficiários da sua generosidade experimental.
(12) Os pesquisadores examinaram a atividade em três áreas do cérebro - uma ligada ao altruísmo e ao comportamento social; uma segunda, à felicidade; e uma terceira área envolvida na tomada de decisões.
(13) A equipe descobriu que o grupo que se comprometeu a doar o dinheiro relatou estar mais feliz do que os que iam gastar a quantia com eles próprios.
(14) As descobertas têm implicações para a educação, política, economia e saúde pública, segundo os pesquisadores.
(15) "A generosidade e a felicidade melhoram o bem-estar individual e podem facilitar o sucesso social", escreveram.
Jornal do Commércio. Disponível em: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2017/07/12/estudo-revela-que-praticar-atos-de-generosidade-traz-felicidade-294878.php. Acesso: 08 out. 2017(adaptado).
Analise as proposições a seguir, acerca da sintaxe de concordância em alguns trechos do TEXTO 1, e assinale a alternativa CORRETA.
I. Em: “Nosso estudo fornece evidências comportamentais e neurais que apoiam a ligação [...]” (8º parágrafo), o termo em destaque deveria ter sido grafado no singular, concordando com “nosso estudo”.
II. No trecho: “cada um deles teria à disposição [...]” (9º parágrafo), se pluralizássemos o termo destacado, a correção gramatical não seria prejudicada.
III.Em: “Metade dos participantes foram convidados [...]” (10º parágrafo), o termo destacado tanto pode concordar com “participantes” quanto com “metade”, o que faculta sua pluralização.
IV.No trecho: “foram convidados a se comprometer [...]” (10º parágrafo), a concordância está inadequada visto que ambas as formas verbais deveriam estar com a mesma flexão de número.
V. Em: “o resto poderia planejar como gastaria [...]” (10º parágrafo), a concordância está adequada, uma vez que o termo em destaque concorda com “o resto”.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
I. No excerto, Alice, a personagem-narradora, deixa transparecer que já adquiriu hábitos próprios de moradores de rua tais como: lavar a própria roupa em lugares públicos, secar as roupas em praças, dormir em rodoviárias. II. No segmento “A mulher era bem mais velha que eu” (linha 16) o termo destacado refere-se à personagem Lola que, no final da narrativa, incentiva Alice a sair das ruas e a voltar para a casa. III. Na estrutura “Tu é nova por aqui, veio de onde” (linha 14) ao mesmo tempo em que se tem o registro do “falar gaúcho”, evidencia-se desvio gramatical em relação à concordância verbal. IV. Em “fui tomar café na bodeguinha da minha conterrânea” (linha 2) e “feito um estandarte” (linha 8) os vocábulos destacados podem ser substituídos por compatrícia e insulto, respectivamente, e, ainda assim, mantêm-se o sentido e a coerência do texto. V. Infere-se da leitura do período “Saí da rodoviária com Cícero redivivo” (linha 6) que Cícero, de tempos em tempos, era restituído à vida, e usado como desculpa para que Alice continuasse sua peregrinação pelas ruas de Porto Alegre.
Assinale a alternativa correta.

(Disponível em: <https://br.noticias.yahoo.com/cientistas-brasileiros-descobrem-maneira-de-deter-o-mal-de-alzheimer-185422617.html>
Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. As aspas revelam o depoimento da pesquisadora e indicam o discurso direto.
II. As informações entre parênteses são indispensáveis, pois acrescentam dados imprescindíveis.
III. A palavra “quando”, destacada no texto, apresenta um sentido condicional.
IV. O termo “eles”, destacado no texto, concorda com a ideia de plural do seu referente.
Assinale a alternativa correta.


Dentre os gêneros textuais que permeiam os processos comunicativos, as charges, por exemplo, têm conquistado espaço tanto no meio jornalístico quanto no acadêmico. Por meio do uso das linguagens verbal e não verbal, os textos IV e V possibilitam que se façam afirmações, explícita ou implicitamente, sobre eles. Que alternativa NÃO está em concordância com as ideias veiculadas por ambos?
( ) A leitura da obra leva o leitor a inferir que ao mesmo tempo em que Sônia (menina e moça) luta com as lembranças ora boas, ora más, e ainda que não entenda o sentido dessa oposição, o autor vai abordando temas como a loucura, o medo, a morte. ( ) A Valsa nº 6, por ser um monólogo de cunho psicológico e por ter um cenário bastante simples, não desvenda o drama e nem justifica a participação de alguns personagens, como é o caso da personagem Paulo. ( ) Na obra, Sônia dá voz a pessoas que permeiam o universo de seu subconsciente na ânsia de juntar o quebra-cabeça da vida dela. ( ) Em “CONTINUE! CONTINUE!” (linha 2) e “MAIS! MAIS! MAIS! SEMPRE MAIS! (linha 4) infere-se que o uso da letra maiúscula denota o desespero do suposto assassino em abafar o crime, pelo aumento do som e pela continuidade da Valsa nº 6, de Chopin. ( ) Nos períodos “Vejo também pedaços de mim mesma” (linha 22), “como era mesmo o meu rosto” (linha 24) as palavras destacadas, na morfologia, são adjetivos e, quanto à concordância nominal, podem ser flexionadas em gênero e número.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.



