Questões de Vestibular Sobre literatura

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Q1336858 Literatura
Assinale o que for correto sobre estilos de época na literatura. 
A angústia humana, reflexo da vida em uma sociedade em crise, e a indagação acerca do sentido da existência consistem nos temas mais caros à terceira geração do Modernismo brasileiro, sujeita ao pessimismo daquele momento pós-guerra. Exemplo disso pode ser encontrado neste fragmento retirado do poema “Rosa de Hiroxima”, de Vinícius de Moraes: “Pensem nas crianças/ Mudas telepáticas/ Pensem nas meninas/ cegas inexatas/ Pensem nas mulheres/ rotas alteradas”.
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Q1336857 Literatura
Assinale o que for correto sobre estilos de época na literatura. 
A temática da morte associada ao amor consiste em um dos principais pilares do Romantismo. Trata-se de tomar a morte como promessa de descanso, refúgio para as dores nascidas como consequência do amor não correspondido. Os versos ultrarromânticos de Álvares de Azevedo, como os que seguem, são, nesse sentido, exemplares: “Não te rias de mim, meu anjo lindo!/ Por ti – as noites eu velei chorando,/ Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!”
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Q1336856 Literatura
Leia o poema a seguir, de Manuel Bandeira, e assinale o que for correto.

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

...........................................................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o [pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 

Vocabulário

Pneumotórax: procedimento médico que consiste em retirar o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura, membrana que reveste internamente a parede do tórax.
Hemoptise: expectoração sanguinolenta
Dispnéia: dificuldade na respiração
Tango argentino: tipo musical e uma dança a par que mescla drama, paixão, sexualidade, agressividade; costuma ser triste. 
Estruturado por meio do diálogo e de outras estratégias típicas da narrativa, como a presença direta do narrador no quarto verso, o poema consiste em um típico exemplo da liberdade formal da lírica modernista, capaz de misturar não só os gêneros literários, como prosa e poesia, mas também as emoções. Humor e tragédia convivem em harmonia: a sugestão do médico de fazê-lo tocar um tango argentino faz rir, ao mesmo tempo em que remete à desgraça eminente do doente.
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Q1336855 Literatura
Leia o poema a seguir, de Manuel Bandeira, e assinale o que for correto.

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

...........................................................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o [pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 

Vocabulário

Pneumotórax: procedimento médico que consiste em retirar o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura, membrana que reveste internamente a parede do tórax.
Hemoptise: expectoração sanguinolenta
Dispnéia: dificuldade na respiração
Tango argentino: tipo musical e uma dança a par que mescla drama, paixão, sexualidade, agressividade; costuma ser triste. 
Embora o poema seja construído por meio de versos livres, sua estrutura remete à forma clássica do soneto. Do mesmo modo, as rimas não raro assumem as formas clássicas: são regulares, raras, preciosas e toantes.
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Q1336854 Literatura
Leia o poema a seguir, de Manuel Bandeira, e assinale o que for correto.

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

...........................................................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o [pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 

Vocabulário

Pneumotórax: procedimento médico que consiste em retirar o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura, membrana que reveste internamente a parede do tórax.
Hemoptise: expectoração sanguinolenta
Dispnéia: dificuldade na respiração
Tango argentino: tipo musical e uma dança a par que mescla drama, paixão, sexualidade, agressividade; costuma ser triste. 
Analisado a partir de uma leitura que leva em consideração o estrato sonoro, o terceiro verso do poema convida o leitor a fazer correlações entre a palavra “tosse”, repetida três vezes, e o som que corresponde à ação de tossir. Em termos de figura de linguagem, trata-se de uma onomatopeia.
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Q1336853 Literatura
Leia o poema a seguir, de Manuel Bandeira, e assinale o que for correto.

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

...........................................................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o [pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 

Vocabulário

Pneumotórax: procedimento médico que consiste em retirar o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura, membrana que reveste internamente a parede do tórax.
Hemoptise: expectoração sanguinolenta
Dispnéia: dificuldade na respiração
Tango argentino: tipo musical e uma dança a par que mescla drama, paixão, sexualidade, agressividade; costuma ser triste. 
Embora o poema abranja uma temática séria, pesada, uma vez que envolve doença, dificuldade de cura e as consequências daí advindas, não se pode deixar de ressaltar certa dose de humor nele subjacente. Diante do inevitável, há um convite ao riso. “Tocar um tango argentino” implica ao doente assumir a situação precária e irreversível de seu estado de saúde; isso porque, nesse tipo de composição musical, frequentemente são abordadas situações dramáticas e tensas.
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Q1336852 Literatura
Leia o poema a seguir, de Manuel Bandeira, e assinale o que for correto.

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

...........................................................................................
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o [pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 

Vocabulário

Pneumotórax: procedimento médico que consiste em retirar o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura, membrana que reveste internamente a parede do tórax.
Hemoptise: expectoração sanguinolenta
Dispnéia: dificuldade na respiração
Tango argentino: tipo musical e uma dança a par que mescla drama, paixão, sexualidade, agressividade; costuma ser triste. 
O poema, inscrito na estética modernista, é construído por meio de versos livres e de recursos gráficos (linha pontilhada, por exemplo) que intensificam o drama e o desconcerto do doente em relação à matéria tratada (uma grave doença pulmonar), bem como o suspense que é gerado em torno da possibilidade de cura.
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Q1275773 Literatura
Mario de Andrade assumiu uma perfeita “atitude antropofágica” sem estar completamente integrado no movimento de Oswald de Andrade. Encontrando a antropofagia na mitologia do índio, acolhe-a no romance, dá-lhe função simbólica, mas não a transforma na razão norteadora. A diferença básica e mais importante entre o livro e o filme é, portanto, que o canibalismo é a “razão norteadora” do filme, não, porém, do livro. Seria mais preciso dizer que o filme é Mário de Andrade e Oswald de Andrade “revistos” por Joaquim Pedro de Andrade à luz da situação sócio-econômica e política enfrentada pelo Brasil nos anos 60.
JOHNSON. R. Cinema e literatura. Macunaíma: do modernismo na literatura ao cinema novo. São Paulo: T.A.Queiroz, 1987 (adaptado).
Com base no fragmento acima do crítico de cinema Randal Johnson sobre o filme Macunaíma, NÃO é verdadeiro afirmar:
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Q1275772 Literatura
Quando se compara literatura e cinema, o primeiro fato que ocorre ao estudioso é o do enorme fosso semiótico que separa, aparentemente de modo inconciliável, essas duas formas de expressão, fundadas, cada uma, em espécies de signos e códigos tão diferentes. A literatura, acredita-se, não vai ter nunca a mobilidade plástica do cinema, e este, por sua vez, nunca o nível de abstração da literatura. Por outro lado, por grande e intransponível que seja esse fosso, há um número considerável de semelhanças que podem ser apontadas e que mantêm literatura e cinema numa espécie de estado sincrônico de compatibilidade permanente.
BRITO. J.B. Literatura no cinema. São Paulo: Unimarco, 2006.

Os diálogos entre literatura e cinema, frutos da reflexão de diversos pensadores, como o crítico de cinema paraibano João Batista de Brito, e da prática artística de inúmeros escritores e diretores, NÃO permitem concluir que
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Q1275771 Literatura
Em relação à peça As velhas, de Lourdes Ramalho, marque a única questão que não se coaduna com o texto dramatúrgico:
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Q1275770 Literatura
O nome da rapsódia é Macunaíma, mas não é só Macunaíma. Mario de Andrade quis dizer alguma coisa do seu protagonista e acrescentou ao título um atributo paradoxal: O herói sem nenhum caráter. O nome, Macunaíma, centro da rapsódia. O epíteto, herói. A diferença está na cauda de cada proposição: no começo, sem nenhum caráter; no fim, de nossa gente. O que se pode inferir é a presença viva, no autor, de duas motivações tão fortes que se converteram em molas da composição da obra: a) por um lado, o desejo de contar e cantar episódios em torno de uma figura lendária que o fascinara pelos mais diversos motivos e que trazia em si os atributos do herói, entendido no senso mais lato possível de um ser entre humano e mítico, que desempenha certos papéis, vai em busca de um bem essencial, arrosta perigos, sofre mudanças extraordinárias, enfim, vence ou malogra. b) por outro lado, o desejo não menos imperioso de pensar o povo brasileiro, nossa gente, percorrendo as trilhas cruzadas ou superpostas da sua existência selvagem, colonial e moderna, à procura de uma identidade que, de tão plural que é, beira a surpresa e a indeterminação; daí ser o herói sem nenhum caráter. Compreender Macunaíma é sondar ambas as motivações: a de narrar, que é lúdica e estética; a de interpretar, que é histórica e ideológica.
BOSI. A. Situação de Macunaíma. In: ANDRADE. M. Macunaíma. São Paulo: Scipione Cultural, 1997 (adaptado).
Com base no fragmento acima do crítico literário Alfredo Bosi é possível inferir que o Macunaíma de Mário de Andrade
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Q1275769 Literatura
O mar e o canavial
O que o mar sim aprende do canavial: a elocução horizontal de seu verso; a geórgica de cordel, ininterrupta, narrada em voz e silêncio paralelos. O que o mar não aprende do canavial: a veemência passional da preamar; a mão de pilão das ondas na areia, moída e miúda, pilada do que pilar.
O que o canavial sim aprende do mar: o avançar em linha rasteira da onda; o espraiar-se minucioso,de líquido, alagando cova a cova onde se alonga. O que o canavial não aprende do mar: desmedido do derramar-se da cana; o comedimento do latifúndio do mar, que menos lastradamente se derrama.
MELO NETO. J.C. A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Alfaguara/Objetiva, 2009
Com base no poema “O mar e o canavial” NÃO é correto afirmar:
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Q1275768 Literatura
As razões do divórcio entre o poeta e seu leitor na poesia moderna reside mais na preferência dos poetas pelos temas intimistas e individualistas. Pesquisas no sentido de se encontrarem formas ajustadas às condições de vida do homem moderno, principalmente através da utilização dos meios técnicos de difusão que surgiram em nossos dias, poderão contribuir para resolver, ao menos até certo ponto, o que parece o problema principal da poesia hoje – que é de sua própria sobrevivência. Quando nada, a consciência desse problema poderá ajudar aqueles poetas contemporâneos menos individualistas, capazes de interesse por temas da vida em sociedade e que também não encontraram ainda o veículo capaz de levar a poesia à porta do homem moderno. A falta de tal veículo está, também, condenando a poesia destes últimos autores à espera, desesperançada, de leitores que venham espontaneamente à sua procura, leitores, de resto, cada dia mais problemáticos.
MELO NETO. J.C. Da função moderna da poesia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado).
O fragmento acima permite concluir, corretamente, que
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Q1275767 Literatura
Vejam-se as seguintes expressões e/ou ditos extraídos d’As velhas, de Lourdes Ramalho: igual cantiga de perua – de pior a pior; quem se abaixa demais... aparece; o futuro a Deus pertence; pernas pra que te quero; duro com duro não dá bom muro; todo penso é torto; o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é nada; falou do mau – prepare o pau; cobrir o sol com a peneira.
Sobre a ocorrência desses ditos ou expressões, podemos afirmar:
I - Os ditos e expressões acima demonstram uma pobreza vocabular por parte da dramaturga porque, longe de sair do esquema de apropriação vocabular regional ou local e de se valer de uma dinâmica de maior projeção linguístico-cultural, repete, através dos ditos e expressões, ideias já cimentadas no cancioneiro popular. II - A apropriação, pela dramaturga, de ditos e expressões do cotidiano popular dá um maior movimento e leveza às falas das personagens, de modo a criar, no leitor (ou no expectador), uma identificação não só com a variante linguística do homem comum, mas, e sobretudo, com a dinâmica do falar popular, através das imagens recorrentes e atualizadas nas expressões citadas. III - A recorrência, na peça, de expressões/ditos populares ratifica o papel regional ou local da representação literária, embora os conflitos internos das personagens e a dinâmica sociocultural em que elas estão inseridas apontem para questões humanas universais.
Está(ão) correta(s):
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Q1275766 Literatura
Depois de analisar O Cortiço, é correto afirmar:
I - A relação direta das tensões entre os “donos” dos cortiços se estabelece não só no acirramento das diferenças entre os moradores de ambos os cortiços, como também na própria nominação desses espaços coletivos nos quais se percebe, metaforicamente, uma relação animalesca e predatória entre os cabeça-de-gato (termo que alude à imagem do predador) e os carapicus (termo cujo valor semântico, vinculado ao de cabeça-de-gato, atualiza a imagem de presa). II - O final trágico de Bertoleza e o “diploma de sócio benemérito” dado a João Romão pela “comissão de abolicionistas” expressam as dissimetrias sociais, de gênero, étnico-culturais, dentre outras, viabilizando os estratagemas naturalistas que apontavam para suas personagens fortes, tornando improdutiva, em determinados momentos, a luta dos vencidos ou dos que procuravam sair da condição de menor, de fraco. III - No trecho “E, durante muito tempo, fez-se um vaivém de mercadores. Apareceram os tabuleiros de carne fresca e outros de tripas e fatos de boi; só não vinham hortaliças, porque havia muitas hortas no cortiço” (cap. 3), percebe-se que o espaço do cortiço formava uma espécie de mundo à parte e à margem da sociedade em que se assentava. Parecia independente, autônomo, inclusive em seus aspectos econômicos.
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Q1275765 Literatura
Sobre O Cortiço de Aluísio Azevedo, é correto afirmar:
I - Romance cujo enredo traz à tona questões de ordem pessoal (de determinadas personagens) e coletiva (há personagens cujas tensões vividas remetem o leitor para questões de ordem mais geral, centradas num coletivo). As questões problematizadas numa perspectiva coletiva podem ser visualizadas em episódios como aquele em que os moradores do Carapicus e do Cabeça-de-gato se enfrentam e a tensão criada denuncia uma demanda coletiva e não apenas individual. II - Romance cujo enredo aponta, embora timidamente, para a resolução de conflitos coletivos, visando uma melhoria do espaço urbano em que se assentam os cortiços Carapicus e Cabeça-de-gato, principalmente no que diz respeito ao projeto de saneamento básico e do fornecimento de energia elétrica, projetos que davam início à modernização dos centros urbanos do País no final do século XIX. III - Romance cujo enredo problematiza muito mais as questões do pré-modernismo brasileiro, com a construção de um pensamento sanitarista e de modernização do espaço urbano do Rio de Janeiro do início do século XX, do que a proposta naturalista que insistia nas tensões particulares de suas personagens, demanda da “escola naturalista” cujas narrativas são as melhores representantes, no Brasil, dessa época.
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Q1275764 Literatura
Sobre o Naturalismo literário, é correto afirmar:
I - Ao aprofundar aspectos realistas da literatura, cientificiza um discurso, assumido no plano estético pela ficção, induzindo o leitor a buscar não somente entretenimento em seus romances, mas também a problematização de estruturas sociais e de aspectos psicológicos das personagens. II - O romance de tese, a exemplo de O cortiço, é o melhor projeto para o naturalista, uma vez que este só é considerado naturalista na medida em que sua produção literária se realiza unicamente no chamado romance de tese. III - O realce de traços físicos e psicológicos nos romances de tese ratifica a ideia de o naturalismo, em suas narrativas, acentuar as tensões sociais e de demandas coletivas como proposta a ser problematizada a partir do elemento com o qual o leitor estabelece um grau de intimidade ou identificação, a saber, a personagem de ficção.
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Ano: 2010 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2010 - UEAP - Vestibular - Prova 1 |
Q1274616 Literatura
Sobre o texto O Faz-Pé, de Rui Guilherme, é correto afirmar:
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Ano: 2010 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2010 - UEAP - Vestibular - Prova 1 |
Q1274612 Literatura
Analise as afirmações sobre a obra Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago e, posteriormente, assinale a alternativa correta.

I- Tem como cenário principal o sertão, onde os migrantes lutam contra o sistema latifundiário que os oprime.
II- Os personagens apresentados na narrativa não têm nomes, suas identidades são marcadas por seus sentimentos e suas atitudes.
III- Faz crítica aos valores sociais e da sociedade urbana em transformação, tanto do ponto de vista moral quanto material.
IV- A narrativa é predominantemente alinear, ou seja, pode ir ao passado e ao futuro, sem obedecer à ordem do tempo cronológico.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: COPESE - IF-TM Órgão: IF-TM Prova: COPESE - IF-TM - 2010 - IF-TM - Vestibular - Prova 1 |
Q1271983 Literatura

Leia as afirmações sobre Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto.

I - Em toda a narrativa, Severino participa como um espectador desde a sua saída da Serra da Costela até chegar ao seu porto seguro, que é a cidade de Recife.

II - Os fatos narrados são marcados pela morte, até o momento do nascimento do filho do mestre carpina, o que prenuncia a esperança de uma vida nova.

III - A linguagem da narrativa é elaborada com precisão, realista, concreta, como se pode perceber no fragmento “Só os roçados da morte/compensam aqui cultivar,/e cultivá-los é fácil:/simples questão de plantar;/ não se precisa de limpa,/ de adubar nem de regar;/ as estiagens e as pragas” [...], em que vê claramente a privação do retirante em ter uma qualidade de vida.

IV - O título da obra é um contraponto partindo-se da premissa de que antes da vida vem a morte, porém a inversão no auto é proposital, para mostrar a miséria e a falta de perspectiva do homem nordestino.

Assinale a alternativa correta sobre as afirmações:

Alternativas
Respostas
1401: C
1402: C
1403: C
1404: E
1405: C
1406: C
1407: C
1408: A
1409: B
1410: B
1411: D
1412: D
1413: A
1414: D
1415: A
1416: B
1417: D
1418: E
1419: D
1420: E