Questões de Vestibular Sobre literatura
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Onda e amor, onde amor, ando indagando ao largo vento e à rocha imperativa, e a tudo me arremesso, nesse quando amanhece frescor de coisa viva.
Às almas, não, as almas vão pairando, e, esquecendo a lição que já se esquiva, tornam amor humor, e vago e brando o que é de natureza corrosiva.
N’água e na pedra amor deixa gravados seus hieróglifos e mensagens, suas verdades mais secretas e mais nuas.
E nem os elementos encantados sabem do amor que os punge e que é, pungindo, uma fogueira a arder no dia findo.
Com base na leitura desse poema e na integridade do livro, assinale a alternativa correta.
“Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto; róseo, azul, violáceo, o quarto é inviolável; o quarto é individual, é um mundo, o quarto catedral, onde nos intervalos da angústia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois entre os objetos que o quarto consagra estão primeiros os objetos do corpo [...]” (NASSAR, 1989, p. 9).
Considerando o trecho e a leitura integral do livro Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, assinale a alternativa correta.
Considerando o trecho selecionado e a integridade do romance Clara dos Anjos, de Lima Barreto, assinale a alternativa correta.
1. O conto “Um homem célebre” expõe a história de um músico que se vê diante de um conflito entre o valor da arte e a aceitação pelo mercado. 2. O conto “A desejada das gentes” apresenta a história de uma mulher que, apesar de assediada por vários pretendentes, chega até o fim de sua vida sem se casar. 3. O conto “Mariana” narra a história de um casal apaixonado na juventude que só se reencontra 18 anos depois e constata que o amor deles sobreviveu ao tempo. 4. O conto “Trio em lá menor” conta a história de uma mulher dividida entre o amor de dois homens muito diferentes um do outro, o que acaba resultando em um dilema insolúvel. 5. O conto “Um apólogo” exemplifica uma forma tradicional de narrativa breve, na qual dois objetos inanimados dialogam entre si sobre questões filosóficas centrais da existência humana.
Assinale a alternativa correta.
Se, na Europa, este movimento é um protesto cultural, se o “mal do século”, a saudade do paraíso perdido são as consequências da industrialização e da ascensão da burguesia; no Brasil, onde a sociedade do Império compreende apenas grandes proprietários escravocratas e uma burguesia nascente, o movimento, produto de importação, corresponde a uma afirmação nacionalista.
(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003. Adaptado.)
O movimento a que o texto se refere é o
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amote assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac, Poesias)
No poema, o eu lírico
Leia os textos para responder à questão.
Texto I
Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos
de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos
onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso
excedia as raias de um capricho juvenil.
– Dessa vez, disse ele, vais para Europa; vais cursar uma
universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem
sério e não para arruador e gatuno. E como eu fizesse um
gesto de espanto: — Gatuno, sim senhor; não é outra cousa
um filho que me faz isto...
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Texto II
Ela deixou um bilhete, dizendo que ia sair fora
Levou meu coração, alguns CDs e o meu livro mais da hora
Mas eu não sei qual a razão, não entendi por que ela foi embora
E eu fiquei pensando em como foi e qual vai ser agora
É que pena, pra mim tava tão bom aqui
Com a nega mais teimosa e a mais linda que eu já vi
Dividindo o edredom e o filminho na TV
Chocolate quente e meus olhar era só pro cê
Mas cê não quis, eu era mó feliz e nem sabia
Beijinho de caramelo que recheava meus dia
(Luccas Carlos, Bilhete 2.0 [fragmento]. Em: https://www.letras.mus.br)
Morri cem vezes
e cem vezes renasci
sob os golpes do açoite.
Testemunharam
a dança dos algozes
em torno do meu cadáver.
Tornei-me mineral
memória da dor.
Para sobreviver,
recolhi das chagas do corpo
a lua vermelha de minha crença,
no meu sangue amanhecendo.
[...]
Porque sou o poeta
dos mortos assassinados,
dos eletrocutados, dos “suicidas”,
dos “enforcados” e “atropelados”,
dos que “tentaram fugir”,
dos enlouquecidos.
dos torturados,
dos “desaparecidos”,
dos atirados ao mar,
sou os olhos atentos
sobre o crime.
1) A Rua da União e a casa dos seus avós. 2) A lembrança daqueles que estão dormindo profundamente. 3) As brincadeiras de infância e os primeiros deslumbramentos. 4) A vida de boemia e de namoros que ele viveu no Recife. 5) O período em que ele foi seminarista.
Estão corretas, apenas:
1) A devoção religiosa. 2) A crítica ao papado. 3) A fugacidade da vida. 4) A crítica aos senhores de engenho. 5) A defesa de uma República federalista.
Estão corretas, apenas:
Soneto de fidelidade.
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes. Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 289.
1) uma espécie de volta à poética cultivada pelos poetas do período literário do Parnasianismo. 2) a concepção de amor do eu-lírico, a qual foge da idealização do ‘amor para sempre e eterno’. 3) o jogo de oposição entre a fugacidade do amor – ‘posto que é chama’ – e sua infinitude, ‘enquanto dure’. 4) um certo afastamento das temáticas comuns à vida do cotidiano social das pessoas.
Estão corretas:
Pai João secou como um pau sem raiz./ Fez brotar do chão a esmeralda, Das folhas – café, cana, algodão. Pai João cavou mais esmeraldas que Pais Leme. A pele de Pai João ficou na ponta dos chicotes. A força de pai João ficou no cabo/da enxada e da foice.
1) Nesses poucos versos, pode-se identificar alusões históricas ao trabalho do negro escravizado. 2) Há ainda referências à contribuição da população negra na produção de produtos agrícolas. 3) O primeiro verso pode ser questionado, pois o legado do negro está presente, de muitas formas, na cultura brasileira. 4) O primeiro verso, ainda, pode ser entendido como uma referência ao fato de o negro escravizado não ter tido a posse da terra que cultivava. 5) Há sinais da filiação de Jorge de Lima ao Parnasianismo, como métrica e rimas visivelmente regulares.
Estão corretas: