Questões de Vestibular Sobre literatura
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Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
MORAES, Vinícius de. Rosa de Hiroxima. In: Antologia poética. São Paulo:Companhia das Letras, 1992. p.196

Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
MORAES, Vinícius de. Rosa de Hiroxima. In: Antologia poética. São Paulo:Companhia das Letras, 1992. p.196

Leia o fragmento e observe a imagem a seguir para responder à questão.
Daí a pouco, em volta das bicas era um zumzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio d’água que escorria da altura e uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-selhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão.
AZEVEDO, Aluísio de. O cortiço. São Paulo: FTD, 1993.p. 41.

JÚNIOR, Almeida. Saudade. Óleo sobre tela 1899. Disponível em: https://arteeartistas.com.br/saudade-almeidajunior/. Acesso em: 16 out. 2019. Tanto na pintura quanto no fragmento apresentados verificam-se características do
SUASSUNA, Ariano. O santo e a porca. 26 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012. p. 16-17.
Sobre o texto acima, da “nota do autor” de O santo e a porca, e a peça em si, é correto afirmar que
KAFKA, Franz. A metamorfose. São Paulo: Cia das Letras, 1997. p. 7.
A partir das sentenças iniciais de A metamorfose, de Franz Kafka, e de seu conhecimento sobre o livro, é correto dizer que

MORICONI, Italo. Destino: poesia. 2.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2016. p. 115.
Sobre o poema acima, de Waly Salomão, é INCORRETO afirmar que
O parágrafo acima inicia o conto “A quinta história”, de Clarice Lispector. Considerando-se as características peculiares à obra da escritora, presentes no conto, é correto afirmar que
Antoninho, o ajudante, escutava com absurdez. Para ele eu era um traidor da raça, negro fugido das tradições africanas. Passou por entre nós dois, desdelicado provocador, só para mostrar seus desdéns. No passeio, gargalhou-se alto e mau som. Me vieram à lembrança as hienas. Surendra disse, então:
– Não gosto de pretos, Kindzu. – Como? Então gosta de quem? Dos brancos? – Também não. – Já sei: gosta de indianos, gosta da sua raça. – Não. Eu gosto de homens que não têm raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu.
COUTO, Mia. Terra sonâmbula, São Paulo: Companhia das Letras, 2016. p. 15.
Com base no diálogo transcrito e no enredo do romance, é correto afirmar que
(Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.)
Verificam-se distorções e ambiguidades em relação à técnica da perspectiva na seguinte obra:
Tal movimento distingue-se pela atenuação do sentimentalismo e da melancolia, a ausência quase completa de interesse político no contexto da obra (embora não na conduta) e (como os modelos franceses) pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. O mito da pureza da língua, do casticismo vernacular abonado pela autoridade dos autores clássicos, empolgou toda essa fase da cultura brasileira e foi um critério de excelência. É possível mesmo perguntar se a visão luxuosa dos autores desse movimento não representava para as classes dominantes uma espécie de correlativo da prosperidade material e, para o comum dos leitores, uma miragem compensadora que dava conforto.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento denominado
Leia as seguintes afirmações sobre o romance Diário da queda, de Michel Laub.
I - A narrativa constrói-se na forma de diário, mas sem a forma tradicional, pois não há registro de datas precisas.
II - O acontecimento no aniversário de João é o ponto de partida para o narrador questionar sua identidade e sua condição no mundo.
III- A memória do avô e a militância do pai não exercem pressão no narrador, em sua condição judaica.
Quais estão corretas?
Leia as seguintes afirmações sobre o romance a máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe.
I - Antônio Silva perde a esposa Laura e é internado no Lar da Feliz Idade.
II - A ditadura salazarista aparece na narrativa através de personagens com atuação política, como o jovem de 21 anos de quem Antônio Silva corta o cabelo.
III- O romance apresenta intertextualidade com o poema "Tabacaria", de Álvaro de Campos.
Quais estão corretas?
Leia o microconto “Adão”, de João Gilberto Noll, publicado em Mínimos, múltiplos, comuns.
“Resguardo”, palavra vetusta. Verdadeiros camafeus a recebem, figuras fora do alcance de qualquer viva vibração. Ela estava agora fora do alcance até de si mesma, já era substância de uma outra, alguém que de fato nunca vira em seus embalos, flutuações, transtornos. Deitada no tapete, feito roupa despida, sem sustentar por mais de alguns segundos alguma consciência de si ou do entorno. Já no seu terceiro dia de abandono. Batem à porta, ela não ouve. Soletram bem alto seu nome, suplicam. Em vão. Até que num ímpeto retorna a seu antigo pesadelo e diz: “Vou atender, vou sim, é minha viciada missão...”. Levanta-se com esforço, tateia. Ela abre a porta. Olhem ali: a figura que abre atendendo aos chamados é um homem, estritamente um. Chama-se Adão.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o microconto.
( ) O microconto apresenta um instante ficcional completo e intenso: a solidão existencial, representada na figura de Adão.
( ) O narrador é onisciente e poderoso: sabe do passado, presente e futuro da personagem.
( ) O poder do narrador abarca até mesmo o leitor, perceptível na expressão “Olhem ali”.
( ) O tempo está em suspensão, marcado pelos verbos no presente: recebem, ouve, soletram, retorna, levanta-se, abre.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia as seguintes afirmações sobre o conto Fotografias, de Caio Fernando Abreu.
I - Gladys, segundo o narrador, é loira, trintona, gostosa, moderna e extrovertida; hábil datilógrafa e secretária muito eficiente.
II - Liége, segundo o narrador, é morena, magrinha, ponderada como uma britânica; também é datilógrafa e secretária muito competente.
III- Gladys e Liége, embora diferentes física e psicologicamente, esperam pelo homem dos sonhos, pelo grande amor.
Quais estão corretas?
Leia este trecho do texto Censura-violência (1979), de Antonio Candido (1918-2017).
Violência física e violência mental são na verdade violência social, como fica mais evidente neste fim de século especialmente bruto. Ela é fruto da desigualdade econômica, que requer força para se manter, porque sem força a igualdade se imporia como solução melhor, que na verdade é. Hoje, é espantoso ouvir e ler os pronunciamentos das autoridades de todos os níveis, que falam com veemência crescente que a miséria do povo é intolerável, que a concentração da riqueza deve ser mitigada, que a pobreza é um mal a ser urgentemente superado – não raro com estatísticas demonstrativas. É espantoso, porque até pouco tempo tais afirmações eram consideradas coisa de subversivos; e é espantoso porque isso é dito, mas quem diz faz tudo para que as coisas fiquem como estão, e para que os que querem mudar sejam devidamente enquadrados pela força. Não há dúvida de que a censura funciona como retificação, como dolorosa ortopedia feita para lembrar aos incautos a obrigação de não passar da demagogia à luta real pela democracia. A ideia, a palavra, a imagem podem ser instrumentos perigosos aos olhos dos que desejam apenas escamotear, operando conscientemente no plano da ideologia para abafar a verdade. Censura, portanto, e censura como arma para formar com outras o arsenal de manutenção da desigualdade – econômica, política, social. Por isso, mais em nosso tempo do que em outros, nos quais eram menos variados e atuantes os meios de expressão, devemos estar cada vez mais preparados para lutar contra a violência dentro da qual vivemos em todos os níveis. Inclusive a da censura.
Considere as seguintes afirmações sobre o trecho acima.
I - O autor defende que a censura é uma forma de violência a serviço da manutenção da desigualdade econômica, política e social.
II - O autor elogia as iniciativas de governo que têm verdadeiramente contribuído para a extinção da pobreza.
III- O autor convoca o leitor a combater todas as formas de violência.
Quais estão corretas?