Questões de Vestibular Comentadas sobre literatura

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Ano: 2011 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2011 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1381607 Literatura
Assinale a opção que caracteriza corretamente os versos do poema Consoada, que integra a coletânea 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira, apresentados a seguir:

Quando a indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: – Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar.
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Ano: 2011 Banca: CÁSPER LÍBERO Órgão: CÁSPER LÍBERO Prova: CÁSPER LÍBERO - 2011 - CÁSPER LÍBERO - Vestibular |
Q1381606 Literatura
Assinale a opção que caracteriza corretamente os versos do poema Maçã, que integra a coletânea 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira, apresentados a seguir:

Por um lado te vejo como um seio murcho Pelo outro como um ventre de cujo umbigo pende ainda [o cordão placentário
És vermelha como o amor divino
Dentro de ti em pequenas pevides Palpita a vida prodigiosa Infinitamente
E quedas tão simples Ao lado de um talher Num quarto pobre de hotel.
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1377160 Literatura
Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa verdadeira:
“Quando Chico Bento, depois daquela noite passada ali, no abandono da estrada, chamou a mulher Cordulina e, ajudando a levantar um dos meninos, foi andando em procura do povoado, em vão buscou, pelas voltas do caminho, sentando nalguma pedra, o vulto de Pedro. Na estrada limpa e seca só se via um homem com uma trouxinha no cacete, e mais à frente, dentro de uma nuvem de poeira um cavaleiro galopando.- Que besteira! Naturalmente ele já está no Acarape...”.
(http://falarachel.com.br/downloads/romance-1-o-quinze-diversidade-em-tempo-de-seca.pdf)
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1377159 Literatura
O trecho a seguir pertence a Simões Lopes Neto. Assinale a alternativa correta com relação às suas características.
“Eu, desde guri conheci o lagoão já tapado pelos capins, mas o lugar sempre respeitado como um tremedal perigoso: até contavam de um mascate que aí atolou-se e sumiu-se com duas mulas cargueiras e canastras e tudo... Mais de uma rês magra ajudei a tirar de lá; iam à grama verde e atolavam-se logo, até a papada. Só cruzam ali por cima as perdizes e algum cusco leviano.”
(Contos gauchescos. Editora, Leitura XXI, 2011)
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1377158 Literatura
Com base na síntese a seguir, assinale a alternativa verdadeira com relação à obra O centauro no jardim, do escritor Moacyr Scliar.
    “No interior do Rio Grande do Sul, na pacata família Tratskovsky, nasce um centauro: um ser metade homem, metade cavalo. Seu nome é Guedali, quarto filho de um casal de imigrantes judeus russos. Guedali cresce solitário, excluído da sociedade, e o isolamento o leva a cultivar o hábito da leitura. Inteligente e culto, é ele quem conduz a narrativa, feita a partir do dia de seu 38° aniversário, comemorado entre amigos num restaurante de São Paulo. (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp) 
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Segundo Semestre |
Q1377157 Literatura
Leias as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta quanto à relação entre obras, seus autores, suas características e períodos. I – O Ateneu é uma obra pertencente ao Neorrealismo brasileiro cujos protagonistas são Paulo Honório e Madalena. II – O narrador da obra intitulada Esaú e Jacó, de Machado de Assis, é João Romão. III – Luzia-homem, de Franklin Távora, é uma obra representativa da Primeira Fase do Romantismo brasileiro. IV – O quinze, romance de Rachel de Queiroz, pertence ao neorrealismo cuja ênfase é regional. V – João Romão e Rita Baiana são personagens de O cortiço, que é considerado a obra máxima do Naturalismo brasileiro.
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1376735 Literatura
A partir dos anos de 1950, um fenômeno marca a ficção brasileira, que é um conjunto de relatos focalizados no mundo rural, mas distantes do padrão realista centrado no chamado romance de 30. Nesse contexto, localiza-se o romance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, cuja publicação, em 1956, abre espaço para um novo modelo narrativo no país. Sobre esse romance e tendência, marque a alternativa INCORRETA.
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1376734 Literatura
A obra Macunaíma, de Mário de Andrade, é composta de lendas variadas, com um vasto repertório de mitos e fábulas, que se mesclam tanto pela realidade, como pelo fantástico. Macunaíma subverte a estrutura da narrativa, transgredindo os princípios de Aristóteles no que se refere às regras da verossimilhança. Sob essa perspectiva e sobre a obra referida, assinale a alternativa correta
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1376732 Literatura
No Brasil, o Realismo não seguiu rigorosamente os padrões europeus. A adaptação dos pressupostos estéticos e filosóficos ao contexto nacional dotou o Realismo de características bastante peculiares. Sob essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
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Ano: 2011 Banca: ULBRA Órgão: ULBRA Prova: ULBRA - 2011 - ULBRA - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q1376731 Literatura
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes Embuçado nos céus? Há dois mil anos te mandei meu grito, Que embalde desde então corre o infinito... Onde estás? Senhor Deus?
...............................................
Minhas irmãs são belas, são ditosas... Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas Dos haréns do Sultão. Ou no dorso dos brancos elefantes Embala-se coberta de brilhantes Nas plagas do Hindustão.
....................................................
Mas eu, Senhor!... Eu triste abandonada Em meio das areias esgarrada, Perdida marcho em vão! Se choro... bebe o pranto a areia ardente; Talvez... pr’a que meu pranto, ó Deus clemente! Não descubras no chão.

Com base no texto acima, marque a resposta correta.

I – O fragmento foi retirado do poema Navio Negreiro, de Casimiro de Abreu.
II – A primeira estrofe mostra o grito desesperado de uma mulher que perdeu seu filho.
III – Os versos da segunda estrofe revelam a condição privilegiada da Ásia, qual mulher que divide com sua irmã, África, as regalias do sultanato, conforme o poema Vozes d´África, de Castro Alves.
IV – A terceira estrofe mostra o lamento do continente africano, na voz da África personificada.


Está (ão) correta (s):
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Ano: 2011 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2011 - UCPEL - Vestibular |
Q1359463 Literatura
Sobre Francisco Lobo da Costa e sua obra, analise as afirmações seguintes como FALSAS (F) ou VERDADEIRAS (V).
I. A emoção estética em Lobo da Costa é reflexo do seu temperamento romântico, que buscou sua satisfação na natureza, no sentimento, no regional, no pitoresco. II. O poeta é uma autêntica voz brasileira, falou dos anseios do povo, manifestou o que seus contemporâneos pensavam e sentiam sobre o amor, o infortúnio e sua escrita traz fortes marcas de oralidade, da língua viva dos campos e das cidades. III. Usa, em sua prosa e poemas, processos que mostram a fusão da realidade e fantasia: as personagens históricas convivem com as romanescas, eventos destacados tornam-se motivos para criações artísticas.
A correta é
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Ano: 2011 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2011 - UCPEL - Vestibular |
Q1359462 Literatura
Assinale a única alternativa correta.
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Ano: 2011 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2011 - UCPEL - Vestibular |
Q1359461 Literatura
Para o teste seguinte, analise as afirmativas e assinale a opção correta.
I. Embora sua obra esteja quase sempre ligada aos aspectos realistas e naturalistas, Machado de Assis pôs em cena situações que desnudam os problemas intimistas e econômicos das grandes metrópoles. II. Uma característica importante a ser ressaltada na obra de João Cabral de Melo Neto é a experimentação com a fonética e fonologia, uma vez que brinca com a língua portuguesa, reinventando sons, ruídos e criando termos onomatopaicos. III. A matriz do mundo poético de Mário Quintana é a sua cidade natal, aquela Porto Alegre mítica e realíssima, onde o poeta viveu tão pouco tempo.
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Q1355511 Literatura
Mario de Andrade assumiu uma perfeita “atitude antropofágica” sem estar completamente integrado no movimento de Oswald de Andrade. Encontrando a antropofagia na mitologia do índio, acolhe-a no romance, dá-lhe função simbólica, mas não a transforma na razão norteadora. A diferença básica e mais importante entre o livro e o filme é, portanto, que o canibalismo é a “razão norteadora” do filme, não, porém, do livro. Seria mais preciso dizer que o filme é Mário de Andrade e Oswald de Andrade “revistos” por Joaquim Pedro de Andrade à luz da situação sócio-econômica e política enfrentada pelo Brasil nos anos 60.
JOHNSON. R. Cinema e literatura. Macunaíma: do modernismo na literatura ao cinema novo. São Paulo: T.A.Queiroz, 1987 (adaptado).

Com base no fragmento acima do crítico de cinema Randal Johnson sobre o filme Macunaíma, NÃO é verdadeiro afirmar:
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Q1355510 Literatura
Quando se compara literatura e cinema, o primeiro fato que ocorre ao estudioso é o do enorme fosso semiótico que separa, aparentemente de modo inconciliável, essas duas formas de expressão, fundadas, cada uma, em espécies de signos e códigos tão diferentes. A literatura, acredita-se, não vai ter nunca a mobilidade plástica do cinema, e este, por sua vez, nunca o nível de abstração da literatura. Por outro lado, por grande e intransponível que seja esse fosso, há um número considerável de semelhanças que podem ser apontadas e que mantêm literatura e cinema numa espécie de estado sincrônico de compatibilidade permanente.
BRITO. J.B. Literatura no cinema. São Paulo: Unimarco, 2006.

Os diálogos entre literatura e cinema, frutos da reflexão de diversos pensadores, como o crítico de cinema paraibano João Batista de Brito, e da prática artística de inúmeros escritores e diretores, NÃO permitem concluir que
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Q1355508 Literatura
O nome da rapsódia é Macunaíma, mas não é só Macunaíma. Mario de Andrade quis dizer alguma coisa do seu protagonista e acrescentou ao título um atributo paradoxal: O herói sem nenhum caráter. O nome, Macunaíma, centro da rapsódia. O epíteto, herói. A diferença está na cauda de cada proposição: no começo, sem nenhum caráter; no fim, de nossa gente. O que se pode inferir é a presença viva, no autor, de duas motivações tão fortes que se converteram em molas da composição da obra: a) por um lado, o desejo de contar e cantar episódios em torno de uma figura lendária que o fascinara pelos mais diversos motivos e que trazia em si os atributos do herói, entendido no senso mais lato possível de um ser entre humano e mítico, que desempenha certos papéis, vai em busca de um bem essencial, arrosta perigos, sofre mudanças extraordinárias, enfim, vence ou malogra. b) por outro lado, o desejo não menos imperioso de pensar o povo brasileiro, nossa gente, percorrendo as trilhas cruzadas ou superpostas da sua existência selvagem, colonial e moderna, à procura de uma identidade que, de tão plural que é, beira a surpresa e a indeterminação; daí ser o herói sem nenhum caráter. Compreender Macunaíma é sondar ambas as motivações: a de narrar, que é lúdica e estética; a de interpretar, que é histórica e ideológica.
BOSI. A. Situação de Macunaíma. In: ANDRADE. M. Macunaíma. São Paulo: Scipione Cultural, 1997 (adaptado).

Com base no fragmento acima do crítico literário Alfredo Bosi é possível inferir que o Macunaíma de Mário de Andrade
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Q1355506 Literatura
As razões do divórcio entre o poeta e seu leitor na poesia moderna reside mais na preferência dos poetas pelos temas intimistas e individualistas. Pesquisas no sentido de se encontrarem formas ajustadas às condições de vida do homem moderno, principalmente através da utilização dos meios técnicos de difusão que surgiram em nossos dias, poderão contribuir para resolver, ao menos até certo ponto, o que parece o problema principal da poesia hoje – que é de sua própria sobrevivência. Quando nada, a consciência desse problema poderá ajudar aqueles poetas contemporâneos menos individualistas, capazes de interesse por temas da vida em sociedade e que também não encontraram ainda o veículo capaz de levar a poesia à porta do homem moderno. A falta de tal veículo está, também, condenando a poesia destes últimos autores à espera, desesperançada, de leitores que venham espontaneamente à sua procura, leitores, de resto, cada dia mais problemáticos.
MELO NETO. J.C. Da função moderna da poesia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado).

O fragmento acima permite concluir, corretamente, que
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Q1355505 Literatura
Vejam-se as seguintes expressões e/ou ditos extraídos d’As velhas, de Lourdes Ramalho: igual cantiga de perua – de pior a pior; quem se abaixa demais... aparece; o futuro a Deus pertence; pernas pra que te quero; duro com duro não dá bom muro; todo penso é torto; o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é nada; falou do mau – prepare o pau; cobrir o sol com a peneira.
Sobre a ocorrência desses ditos ou expressões, podemos afirmar:

I - Os ditos e expressões acima demonstram uma pobreza vocabular por parte da dramaturga porque, longe de sair do esquema de apropriação vocabular regional ou local e de se valer de uma dinâmica de maior projeção linguístico-cultural, repete, através dos ditos e expressões, ideias já cimentadas no cancioneiro popular.
II - A apropriação, pela dramaturga, de ditos e expressões do cotidiano popular dá um maior movimento e leveza às falas das personagens, de modo a criar, no leitor (ou no expectador), uma identificação não só com a variante linguística do homem comum, mas, e sobretudo, com a dinâmica do falar popular, através das imagens recorrentes e atualizadas nas expressões citadas.
III - A recorrência, na peça, de expressões/ditos populares ratifica o papel regional ou local da representação literária, embora os conflitos internos das personagens e a dinâmica sociocultural em que elas estão inseridas apontem para questões humanas universais.

Está(ão) correta(s):
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Q1355504 Literatura
Depois de analisar O Cortiço, é correto afirmar:

I - A relação direta das tensões entre os “donos” dos cortiços se estabelece não só no acirramento das diferenças entre os moradores de ambos os cortiços, como também na própria nominação desses espaços coletivos nos quais se percebe, metaforicamente, uma relação animalesca e predatória entre os cabeça-de-gato (termo que alude à imagem do predador) e os carapicus (termo cujo valor semântico, vinculado ao de cabeça-de-gato, atualiza a imagem de presa).
II - O final trágico de Bertoleza e o “diploma de sócio benemérito” dado a João Romão pela “comissão de abolicionistas” expressam as dissimetrias sociais, de gênero, étnico-culturais, dentre outras, viabilizando os estratagemas naturalistas que apontavam para suas personagens fortes, tornando improdutiva, em determinados momentos, a luta dos vencidos ou dos que procuravam sair da condição de menor, de fraco.
III - No trecho “E, durante muito tempo, fez-se um vaivém de mercadores. Apareceram os tabuleiros de carne fresca e outros de tripas e fatos de boi; só não vinham hortaliças, porque havia muitas hortas no cortiço” (cap. 3), percebe-se que o espaço do cortiço formava uma espécie de mundo à parte e à margem da sociedade em que se assentava. Parecia independente, autônomo, inclusive em seus aspectos econômicos.
Alternativas
Q1355503 Literatura
Sobre O Cortiço de Aluísio Azevedo, é correto afirmar:

I - Romance cujo enredo traz à tona questões de ordem pessoal (de determinadas personagens) e coletiva (há personagens cujas tensões vividas remetem o leitor para questões de ordem mais geral, centradas num coletivo). As questões problematizadas numa perspectiva coletiva podem ser visualizadas em episódios como aquele em que os moradores do Carapicus e do Cabeça-de-gato se enfrentam e a tensão criada denuncia uma demanda coletiva e não apenas individual.
II - Romance cujo enredo aponta, embora timidamente, para a resolução de conflitos coletivos, visando uma melhoria do espaço urbano em que se assentam os cortiços Carapicus e Cabeça-de-gato, principalmente no que diz respeito ao projeto de saneamento básico e do fornecimento de energia elétrica, projetos que davam início à modernização dos centros urbanos do País no final do século XIX.
III - Romance cujo enredo problematiza muito mais as questões do pré-modernismo brasileiro, com a construção de um pensamento sanitarista e de modernização do espaço urbano do Rio de Janeiro do início do século XX, do que a proposta naturalista que insistia nas tensões particulares de suas personagens, demanda da “escola naturalista” cujas narrativas são as melhores representantes, no Brasil, dessa época.
Alternativas
Respostas
901: E
902: B
903: B
904: E
905: C
906: D
907: E
908: C
909: D
910: B
911: E
912: A
913: D
914: B
915: C
916: B
917: C
918: A
919: C
920: C