Questões de Vestibular
Sobre modernismo em literatura
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Texto para a questão

Considere as seguintes observações sobre a vida e a obra de Clarice Lispector.
I. Durante sua carreira, Clarice Lispector se consolidou como escritora escrevendo principalmente contos, romances e crônicas.
II. Na infância, antes de se mudar em definitivo para o Rio de Janeiro, Clarice Lispector morou em Alagoas e Pernambuco. Devido a isso, ela se transformou no principal nome do Regionalismo modernista, dando continuidade às temáticas consolidadas por José Lins do Rego.
III. João Guimarães Rosa e Clarice Lispector são considerados pela historiografia literária como dois dos mais relevantes nomes da assim chamada “Terceira Fase” do Modernismo brasileiro.
Assinale a alternativa correta.
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They rose up like men. We saw them. Like men they stood.
We shouldn’t have been anywhere near that place. Like most farmland outside Lotus, Georgia, this here one had plenty scary warning signs. The threats hung from wire mesh fences with wooden stakes every fifty or so feet. But when we saw a crawl space that some animal had dug—a coyote maybe, or a coon dog—we couldn’t resist. Just kids we were. The grass was shoulder high for her and waist high for me so, looking out for snakes, we crawled through it on our bellies. The reward was worth the harm grass juice and clouds of gnats did to our eyes, because there right in front of us, about fifty yards off, they stood like men. Their raised hooves crashing and striking, their manes tossing back from wild white eyes. They bit each other like dogs but when they stood, reared up on their hind legs, their forelegs around the withers of the other, we held our breath in wonder. One was rust-colored, the other deep black, both sunny with sweat. The neighs were not as frightening as the silence following a kick of hind legs into the lifted lips of the opponent. Nearby, colts and mares, indifferent, nibbled grass or looked away. Then it stopped. The rust-colored one dropped his head and pawed the ground while the winner loped off in an arc, nudging the mares before him.
As we elbowed back through the grass looking for the dug-out place, avoiding the line of parked trucks beyond, we lost our way. Although it took forever to re-sight the fence, neither of us panicked until we heard voices, urgent but low. I grabbed her arm and put a finger to my lips. Never lifting our heads, just peeping through the grass, we saw them pull a body from a wheelbarrow and throw it into a hole already waiting. One foot stuck up over the edge and quivered, as though it could get out, as though with a little effort it could break through the dirt being shoveled in. We could not see the faces of the men doing the burying, only their trousers; but we saw the edge of a spade drive the jerking foot down to join the rest of itself. When she saw that black foot with its creamy pink and mud-streaked sole being whacked into the grave, her whole body began to shake. I hugged her shoulders tight and tried to pull her trembling into my own bones because, as a brother four years older, I thought I could handle it. The men were long gone and the moon was a cantaloupe by the time we felt safe enough to disturb even one blade of grass and move on our stomachs, searching for the scooped-out part under the fence. When we got home we expected to be whipped or at least scolded for staying out so late, but the grown-ups did not notice us. Some disturbance had their attention.
Since you’re set on telling my story, whatever you think and whatever you write down, know this: I really forgot about the burial. I only remembered the horses. They were so beautiful. So brutal. And they stood like men.
SOURCE: Excerpted from MORRISON, Toni. Home (2012), Harmondsworth: Penguin, 2012.
I. Barroco. II. Realismo. III. Classicismo. IV. Romantismo. V. Modernismo.
( ) Predomina o determinismo: o indivíduo de nada vale, existem leis universais que regem a história, a sociedade e o homem. ( ) Tem como características, dentre outras, a defesa da pátria e da liberdade, o mal do século e o sentimentalismo. ( ) Termina junto com a 2ª Guerra; tem como características o ataque à arte tradicional, o desejo de renovar e nacionalizar a arte brasileira.
A sequência está correta em
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número. Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
(BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.)
Pode-se afirmar acerca do poema modernista de Manuel Bandeira que:
Abancado à escrivaninha em São Paulo Na minha casa da rua Lopes Chaves De supetão senti um friúme por dentro. Fiquei trêmulo, muito comovido Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus! muito longe de mim, Na escuridão ativa da noite que caiu Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos Depois de fazer uma pele com a borracha do dia, Faz pouco se deitou, está dormindo. Esse homem é brasileiro que nem eu...
(ANDRADE, Mário de. Poesias completas. Belo Horizonte – São Paulo: Itatiaia – Edusp, 1987.)
Mário de Andrade, autor do poema anterior, fez parte do grupo que idealizou a Semana de Arte Moderna. Acerca da linguagem empregada pelo poeta em “Descobrimento”, pode-se afirmar que:
A rosa de Hiroshima
Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A antirrosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa, sem nada. (MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.)
Imagem da explosão da bomba atômica, que serve como tema para a
composição de Vinicius de Moraes.
Comparando a imagem da explosão da bomba atômica com as imagens criadas pelo eu lírico em “A rosa de Hiroshima”, pode-se afirmar que:
Ode ao burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, O burguês-burguês! A digestão bem-feita de São Paulo! O homem-curva! O homem-nádegas! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, É sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
[...]
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma! Oh! purée de batatas morais! Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas! Ódio aos temperamentos regulares! Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia! Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados! Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos, Sempiternamente as mesmices convencionais! De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Ela! Dois a dois! Primeira posição! Marcha! Todos para a Central do meu rancor inebriante
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! Morte ao burguês de giolhos, cheirando religião e que não crê em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!...
Em relação ao poema, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O título demonstra, após a leitura do poema, a intenção crítica do eu lírico diante do elemento “burguês”. ( ) A expressão “burguês-níquel” demonstra a importância que o eu lírico concede ao dinheiro, ao materialismo. ( ) As características quanto ao tema e ao estilo apresentados tornam o poema um exemplo da literatura da primeira fase do Modernismo no Brasil. ( ) A preocupação com o emprego constante de conectores lógicos demonstra o cuidado com o uso da linguagem, característica marcante da primeira fase modernista.
A sequência está correta em
Instrução: A questão refere-se a obra Bagagem, de Adélia Prado.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sabre poemas da obra.
( ) "Com licença poética" apresenta intertextualidade com a obra de Carlos Drummond de Andrade.
( ) "Sedução" trata do homem amado, prometido para o casamento.
( ) "Antes do nome" caracteriza-se como reflexão sobre o fazer poético.
( ) "Pascoa" caracteriza a velhice.
A sequencia correta de preenchimento dos
parênteses, de cima para baixo, e
Leia as seguintes afirmações sobre o poema "Ensinamento".
I - O sujeito Iírico mostra que o sentimento e revelado pelas ações das pessoas. II - A cena recuperada mostra o gesto de amor da mãe para com o pai. III- O ensinamento do poema e que o amor e mais importante do que a instrução.
Quais estão corretas?
O esforço do escritor atual e inverso. Ele deseja apagar as distancias sociais, identificando-se com a matéria popular. Por isso usa a primeira pessoa como recurso para confundir autor e personagem, adotando uma espécie de discurso direto permanente e desconvencionalizado, que permite fusão maior que a do indireto livre. Esta abdicação estilística e um traço da maior importância na atual ficção brasileira. [ ... ] Este animo de experimentar e renovar talvez enfraqueça a ambição criadora, porque se concentra no pequeno fazer de cada texto. Daí o abandono dos grandes projetos de antanho. [ ... ] O ímpeto narrativo se atomiza e a unidade ideal acaba sendo o canto, a crônica, o sketch, que permitem manter a tensão difícil da violência, do insólito ou da visão fulgurante.
Considere as seguintes afirmações.
I - O autor procura justificar a tendência crescente de romances brasileiros narrados em primeira pessoa, que se verifica ate hoje. II - Os "grandes projetos" podem ser exemplificados em obras como o Cicio da cana-de-açúcar, de Jose Lins do Rego, como os Romances da Bahia, de Jorge Amado, como O tempo e o vento, de Erico Verissimo. III- O autor procura justificar a emergência de narrativas curtas no Brasil, coma o canto e a crônica.
Quais estão corretas?
Instrução: A questão refere-se a obra As meninas, de Lygia Fagundes Telles.
Leia o fragmento a seguir da obra, em que a personagem Lia conversa com o motorista de Lorena.
- A filha também lhe da alegria? Ele demora na resposta. Vejo sua boca entortar. - Essa moda que vocês tem, essa de liberdade. Cismou de andar solta demais e não topo isso. Agora inventou de estudar de novo. Entrou num curso de madureza.
- E isso não e bom? - S6 sei que antes de fechar os olhos quero ver a garota casada, e s6 o que peço a Deus. Ver ela casada.
- Garantida, o senhor quer dizer. Mas ela pode estudar, ter uma profissão e casar também, não e mais garantido assim? Se casar errado, fica desempregada. Mais velha, com filhos, entende [ ... ].
- A Loreninha também fala assim mas vocês são de família rica, podem ter esses luxos. Minha filha e moça pobre e lugar de moça pobre e em casa, com o marido, com os filhos. Estudar s6 serve pra atrapalhar a cabeça dela quando estiver lavando roupa no tanque.
Considere as afirmac;6es abaixo, a respeito da situação da mulher, tema ilustrado no fragmento acima e presente em outros momentos do romance.
I - 0 discurso do motorista e exemplo de postura patriarcalista, que desaprova a liberdade da mulher, especialmente se ela for de classe baixa, pois a maior aspiração que ela pode ter na vida e o casamento.
II - A sexualidade feminina não e tema tratado no romance, aparecendo apenas de modo difuso, a fim de escapar da censura vigente a época de sua publicação, em 1973.
III- As ideias de Lia mostram sua postura libertaria em relação ao papel da mulher na sociedade, contrariando as vis6es estereotipadas que a reduzem a um ser passivo e dependente dos homens.
Quais estao corretas?
No bloco superior abaixo, estão listadas personagens do romance; no inferior, características dessas personagens.
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1. Lorena Vaz Leme 2. Lia de Melo Shultz 3. Ana Clara Conceição
( ) E modelo, viciada em drogas, e divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. ( ) Envolve-se na militância política contra a ditadura e presencia a prisão de seu namorado. ( ) E culta, vive trancada em seu quarto-concha, possui um passado trágico, relacionado a morte do irmão e a loucura do pai. ( ) E filha de mãe baiana, vai para São Paulo estudar Ciências Sociais, fugindo do passado sombrio do pai, um ex-militar nazista.
A sequencia correta, de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, e
E uma cova grande pra tua carne pouca Mas a terra dada, não se abre a boca É a conta menor que tiraste em vida É a parte que te cabe deste latifúndio É a terra que querias ver dividida Estarás mais ancho que estavas no mundo Mas a terra dada, não se abre a boca
Considere as afirmações abaixo, sobre o fragmento.
I - O tema da reforma agraria, recuperado por Chico Buarque de Holanda, também esta presente no Auto de Joao Cabral de Melo Neto. II - A magreza do lavrador faz a cova parecer um latifúndio. III- A morte, para o lavrador pobre, parece ser mais vantajosa do que a miséria em vida.
Quais estao corretas?
Instrução: A questão refere-se à obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus.
Leia os fragmentos abaixo.
Quando eu fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rôtos êle podia representar-se como diretor do sindicato dos miseráveis.
2 de maio de 1958 [ ... ] Passei o dia catando papel. A noite meus pés doíam tanto que eu não podia andar.
14 de junho ... Esta chovendo. Eu não posso ir catar papel. O dia que chove eu sou mendiga.
3 de maio ... Fui na feira da Rua. Carlos de Campos, catar qualquer coisa.
Depois fui catar lenha. Parece que vim ao mundo predestinada a catar. Só não cato a felicidade.
Considere as seguintes afirmac;6es sabre a ac;ao de "catar".
I - Relaciona-se ao título da obra, uma vez que Quarto de despejo serve de metáfora a situação da própria personagem, que vive na favela como um objeto descartado.
II - Associa-se a atividade da escritora, que recolhe da experiência de viver do lixo a própria matéria para a sua criação literária.
III- Refere-se a descoberta dos diários de Carolina pelo jornalista Audálio Dantas, graças ao qual ela se torna uma escritora de grande sucesso editorial, condição que lhe garante sustentabilidade financeira e saída definitiva da miséria.
Quais estão corretas?
Um tema em Quarto de despejo e encontrado também no poema "O bicho", de Manuel Bandeira, transcrito a seguir.
O bicho
Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade.
o bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Assinale a alternativa que identifica esse tema recorrente nas duas obras.
Instrução: A questão refere-se a obra São Bernardo, de Graciliano Ramos.
Considere as afirmações abaixo, sabre o romance.
I - A obra esta integrada a Geração de 30, momenta do Modernismo brasileiro voltado sobretudo para a representação das contradições entre o processo de modernização e o atraso das estruturas patriarcais da sociedade brasileira.
II - As tensões psicol6gicas do narrador e personagem Paulo Hon6rio conferem uma carga intimista que enfraquece as pressões da natureza e do meio social sabre as ações do romance.
III - As tensões psicológicas e a problematização do processo de escrita caracterizam a obra, que, assim, ultrapassa os limites do regionalismo, afeito ao descritivismo da paisagem local.
Quais estão corretas?