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Sobre o poema O Laço de Fita, de Castro Alves, é correto afirmar:

Sobre o poema O Laço de Fita, de Castro Alves, é correto afirmar:

Sobre o poema O Laço de Fita, de Castro Alves, é correto afirmar:

Sobre o poema O Laço de Fita, de Castro Alves, é correto afirmar:
Se Pica-flor me chamais, Pica-Flor aceito ser, mas resta agora saber se no nome, que me dais, meteis a flor que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor, sendo só de mim o Pica, e o mais vosso, claro fica que fico então Pica-flor. (MENDES, 1998, p. 185).
Esse poema de Gregório de Matos faz uso da picardia e de temática sexual e obscena para atacar um personagem religioso, disso decorrendo o seu teor lírico e amoroso.
Com base no estudo de Antonio Risério, em Uma História da Cidade da Bahia, é correto afirmar:
O Barroco é uma arte “intratextual” por privilegiar a retórica, os jogos verbais e a trama da linguagem.
Com base no estudo de Antonio Risério, em Uma História da Cidade da Bahia, é correto afirmar:
Gregório de Matos era branco, cristão velho, descendente de senhores de engenho, e não via com bons
olhos a ascensão social dos novos ricos.
TEXTO 1
“No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos — cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.
São rudes, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!”
(Dias, Gonçalves. I-Juca-Pirama. [Trecho] [1851]. In: Fundação Biblioteca Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em: objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/jucapirama.pdf. Acesso: 21 ago. 2013).
TEXTO 2
No meio das tabas há menos verdores,
Não há gentes brabas nem campos de flores.
No meio das tabas cercadas de insetos,
Pensando nas babas dos analfabetos,
Vou chamando as tribos dos sertões gerais,
Passando recibos nos vãos de Goiás.
Venham os xerentes, craôs e crixás,
Bororos doentes e xicriabás.
E os apinajés, os carajás roídos,
E os tapirapés e os inás perdidos
[...]
No meio das tabas não quero ver dores,
Mas morubixabas e altivos senhores.
Quero a rebeldia das tribos na aldeia.
Nada de “poesia”. Quero cara feia:
Cor de jenipapo e urucum no peito,
Não índio de trapo falando sem jeito.
(TELES, Gilberto M. “Aldeia global”. In: Os melhores poemas de
Gilberto Mendonça Teles. Seleção Luís Busatto. São Paulo: Global,
2001.p. 91-92).

(CAMPOS, Augusto. Pós-tudo. 1984. Disponível em: http://www2.uol.com.br/augustodecampos/poemas.htm. Acesso: 19 ago. 2013).
O poema de Augusto de Campos pertence à poesia concreta. Constitui uma característica desse movimento:
SEM VERSOS
e me fogem os versos para dizer sobre o rio para dizer da vida, o fio;
e me fogem os versos para contar sobre a espera para descobrir da vida, a quimera;
e me fogem os versos para admitir fraquezas para encobrir tristezas;
os versos me fogem e eu não encontrei pontos de tantas interrogações...
PINHEIRO, José Sebastião. de sonhos e de construção – poemas. Palmas: Provisão Estação Gráfica e Editora Ltda., 2008, p.122.
Com relação ao sentido e estrutura do poema de Tião Pinheiro, marque a opção CORRETA.
I. O Romantismo destaca-se como movimento literário de resistência às mudanças políticas pelas quais passa o Brasil ao deixar de ser colônia para se tornar nação. José de Alencar, representante maior desse movimento literário, coloca sua literatura como voz defensora dos direitos da coroa portuguesa sobre o Brasil.
II. O Realismo surgiu no final do século XIX como movimento literário que discute a decadência dos engenhos de cana de açúcar do nordeste brasileiro, em face de uma nova organização social decorrente da implantação do sistema político republicano. O maior representante desse movimento foi Machado de Assis.
III. O Modernismo da década de 20, do século XX, reafirma os valores nacionalistas e indianistas dos escritores do Romantismo. Mário de Andrade é o maior representante do Modernismo de 20 e seu romance "Macunaíma" representa uma releitura do romance "O Guarani", de José de Alencar.
IV. O romance brasileiro da segunda fase modernista, do século XX, representa um olhar regionalista sobre questões sociais vivenciadas por parte da população brasileira. "A Bagaceira", de José Américo de Almeida e "Vidas Secas", de Graciliano Ramos são obras que além de retratarem a problemática da seca, mostram a miséria e o abandono social pelos quais passa o povo nordestino.
Marque a alternativa que contempla a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
CANÇÃO DO EXÍLIO
Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar - sozinho, à noite - Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.
DIAS, Gonçalves. Melhores Poemas. São Paulo: Global Editora, 2001, p. 16.
NEM TANTO AO CAOS
cá, neste nosso sítio, a construção já é ruína e, fora da nova ordem mundial, tem a morte e tem o amor, a poesia e tem a prosa. na época mais podre eu nem posso acreditar a mais triste nação resiste em ressuscitar...
caetano incita resistir cantando uma nação linda e podre, aquarela de contrastes, o poder de acreditar...
PINHEIRO, José Sebastião. de sonhos e de construção – poemas. Palmas: Provisão Estação Gráfica e Editora Ltda., 2008, p. 96.
A partir de uma leitura comparativa dos poemas, marque a alternativa CORRETA.
Amado - A polícia sabe que havia. Havia entre seu marido e a vítima uma relação íntima. Selminha (no seu espanto)- relação íntima? Amado- Uma intimidade, compreendeu? Um tipo de intimidade que não pode existir entre homens. Um instante, Cunha. A viúva já desconfiava. O negócio do banheiro, entende? E quando leu o beijo no asfalto sentiu que era batata. Basta dizer o seguinte: - ela. Sim, a viúva! (triunfante) não foi ao cemitério! Cunha (com satisfação bestial) - Menina, olha. Está na cara que seu marido não é homem. (Selminha vira-se com súbita agressividade) Selminha- Eu estou grávida! Amado- Quem? Selminha (feroz) - Eu! É homem! Eu estou grávida! (para um e o outro). E outra coisa. Agora vocês vão me ouvir. O meu marido foi à Caixa econômica. Um momento! Foi lá pôr uma jóia no prego!
RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Lacerda Editores Ltda., 2008, p. 60.
O trecho transcrito retrata parte de uma cena em que a polícia interroga Selminha. Considerando o fragmento citado e relacionando-o ao texto integral de "O beijo no asfalto", é CORRETO afirmar.
Chegou a desolação da primeira fome. Vinha seca e trágica, surgindo no fundo sujo dos sacos vazios, na descarnada nudez das latas raspadas. - Mãezinha, cadê a janta? - Cala a boca, menino! Já vem! - Vem lá o quê!... Angustiado, Chico Bento apalpava os bolsos... nem um triste vintém azinhavrado... Lembrou-se da rede nova, grande e de listras que comprara em Quixadá por conta do vale de Vicente. Tinha sido para a viagem. Mas antes dormir no chão do que ver os meninos chorando, com a barriga roncando de fome. Estavam já na estrada do Castro. E se arrancharam debaixo dum velho pau-branco seco, nu e retorcido, a bem dizer ao tempo, porque aqueles cepos apontados para o céu não tinham nada de abrigo. O vaqueiro saiu com a rede, resoluto: - Vou ali naquela bodega, ver se dou um jeito... Voltou mais tarde, sem a rede, trazendo uma rapadura e um litro de farinha: - Tá aqui. O homem disse que a rede estava velha, só deu isso, e ainda por cima se fazendo de compadecido... Faminta, a meninada avançou; e até Mocinha, sempre mais ou menos calada e indiferente, estendeu a mão com avidez.
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1979, p. 33.
"O Quinze", romance de estréia de Rachel de Queiroz, publicado em 1930, retrata a intensa seca que marcou o ano de 1915 no sertão cearense. Considerando o fragmento apresentado, é CORRETO afirmar.