Questões de Vestibular
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Clara passeava no jardim com as crianças. O céu era verde sobre o gramado, a água era dourada sob as pontes, outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados, o guarda-civil sorria, passavam bicicletas, a menina pisou a relva para pegar um pássaro, o mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranquilo em redor de Clara. As crianças olhavam para o céu: não era proibido. A boca, o nariz, os olhos estavam abertos.Não havia perigo. Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos. Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas, esperava cartas que custavam a chegar, nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim, pela manhã!!! Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!!
ra terra ter rat erra ter rate rra ter rater ra ter raterr a ter raterra terr araterra ter raraterra te rraraterra t erraraterra terraraterra
Leia o fragmento do poema e marque a resposta correta.
É difícil defender,
só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é
esta que vê, severina
mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida
como a de há pouco, franzina
mesmo quando é a explosão de uma vida severina.
I– O fragmento é do poema Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 30, que cantou o amor e a saudade da terra natal.
II – Nesse auto de Natal pernambucano, o poeta expressa a miserável condição humana de um povo subdesenvolvido.
III – Severino, retirante, no caminho, rumo ao litoral, encontra a morte em cada parada.
IV – No último pouso, Severino recebe a notícia do nascimento de um menino; metáfora da resistência à constante negação da vida.
Está (ão) correta (s):
I. Em Libertinagem, Bandeira marca a ruptura definitiva com os modelos parnasianos. II. A partir de Ritmo dissoluto, começam a ficar mais frequentes os traços que caracterizariam sua obra: o cotidiano, expresso numa linguagem simples, acessível, e o emprego do verso livre. III. O poeta também evidencia, em alguns poemas, outro importante aspecto de sua obra: a presença do dado autobiográfico.
A sequência correta é
I. Carlos Drummond de Andrade, em sua vasta obra, fala frequentemente sobre a nostalgia do passado, os obstáculos que a vida oferece, a angústia diante da morte, a monotonia da vida, a preocupação social e política, a própria poesia e a falta de perspectiva do homem. II. João Cabral de Melo Neto, em Morte e vida severina, revela a preocupação social, pois retrata os problemas do homem nordestino ante o seu meio. III. Cruz e Sousa é considerado um importante escritor simbolista brasileiro, porque produziu uma obra que transcende os limites da escola romântica, realista e da parnasiana, enfocando os problemas sociais, principalmente o do negro escravo, a partir de suas vivências pessoais.
Numere os parênteses, obedecendo a seguinte convenção:
1. Barroco
2. Arcadismo
3. Romantismo
( ) Exacerbação do sentimento, envolto numa visão de amor idealista.
( ) Visão dualista do universo, refletida numa linguagem essencialmente antitética.
( ) Expressão constante e quase monótona da fugacidade da vida.
( ) Ênfase na incorrespondência amorosa das tiranas donzelas.
( ) Sobre a exaltação da beleza feminina, superior aos elementos da natureza.
De cima para baixo, a resposta é:
No poema de Manoel de Barros, encontram-se as seguintes características do Modernismo brasileiro:
Leia o seguinte poema de Cruz e Sousa.
Vida obscura
Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,
Ó ser humilde entre os humildes seres.
Embriagado, tonto dos prazeres,
O mundo para ti foi negro e duro.
Atravessaste num silêncio escuro
A vida presa a trágicos deveres
E chegaste ao saber de altos saberes
Tornando-te mais simples e mais puro.
Ninguém Te viu o sentimento inquieto,
Magoado, oculto e aterrador, secreto,
Que o coração te apunhalou no mundo.
Mas eu que sempre te segui os passos
Sei que cruz infernal prendeu-te os braços
E o teu suspiro como foi profundo!
SOUSA, João da Cruz e. Vida obscura. In: MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. 21 ed. São Paulo: Cultrix, 2000. p. 314.
No final do século XIX, a arte simbolista surgiu, como uma proposta voltada para a hegemonia do sujeito e contrária à supremacia do materialismo.
Sabendo disso, assinale a alternativa que apresenta elementos simbolistas presentes no texto.