Questões de Vestibular Comentadas sobre escolas literárias em literatura

Foram encontradas 1.051 questões

Ano: 2024 Banca: ACAFE Órgão: ACAFE Prova: ACAFE - 2024 - ACAFE - Vestibular - Verão - Medicina |
Q3389971 Literatura
Considere o movimento da Catequese Poética, criado pelo poeta catarinense Lindolf Bell, na década de 1960, juntamente com a simbologia das águas como eixo norteador da leitura do poema VI.

VI
A linha do horizonte atravessa meus olhos
Meus olhos que a linha final da morte atravessará
A linha do horizonte viverá de horizonte a horizonte
Sem meus olhos E sem a minha vida
BELL, Lindolf. O Código das Águas. Global: 1984.

A partir da leitura, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Exatas - Dia 1 |
Q3381467 Literatura
Considerando os dois textos (IV e V), é possível afirmar que “Prosopopeia”, de Bento Teixeira, pode ser considerado o marco inicial, no Brasil, do movimento barroco, uma vez que, dentre outras características:
Alternativas
Q3380508 Literatura
TEXTO IV


Prosopopéia
Bento Teixeira


I


Cantem Poetas o Poder Romano,
Sobmetendo Nações ao jugo duro;
O Mantuano pinte o Rei Troiano,
Descendo à confusão do Reino escuro;
Que eu canto um Albuquerque soberano,
Da Fé, da cara Pátria firme muro,
Cujo valor e ser, que o Ceo lhe inspira,
Pode estancar a Lácia e Grega lira.


II


As Délficas irmãs chamar não quero,
que tal invocação é vão estudo;
Aquele chamo só, de quem espero
A vida que se espera em fim de tudo.
Ele fará meu Verso tão sincero,
Quanto fora sem ele tosco e rudo,
Que per rezão negar não deve o menos
Quem deu o mais a míseros terrenos.


Fonte: TEIXEIRA, Bento. Prosopopeia. Rio de Janeiro: Typ. do Imperial Instituto Artistico, 1873. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242781. Acesso em: 09/07/2024.


GLOSSÁRIO:

Délficas: Musas, deusas da poesia e irmãs de Apolo por parte de pai (Zeus)
Lácia: referente ao Lácio, região da Itália central. 


TEXTO V


Nas palavras do crítico literário Alfredo Bosi, a intenção do poeta Bento Teixeira, ao escrever o poema épico “Prosopopeia”, é “encomiástica, e o objeto do louvor Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da capitania de Pernambuco, que encetava a sua carreira de prosperidade graças à cana-de-açúcar. A imitação de Os Lusíadas é assídua, desde a estrutura até o uso dos chavões da mitologia e dos torneios sintáticos. O que há de não-português (mas não diria: de brasileiro) no poemeto, como a ‘Descrição do Recife de Pernambuco’, ‘Olinda Celebrada’ e o canto dos feitos de Albuquerque Coelho, entra a título de louvação da terra enquanto colônia, parecendo precoce a atribuição de um sentimento nativista a qualquer dos passos citados”.


Fonte: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura. 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015, p. 36. 


GLOSSÁRIO: 

Encomiástico: elogioso, que faz elogio a algo ou alguém.
Considerando os dois textos (IV e V), é possível afirmar que “Prosopopeia”, de Bento Teixeira, pode ser considerado o marco inicial, no Brasil, do movimento barroco, uma vez que, dentre outras características:
Alternativas
Q3380506 Literatura
TEXTO III


Desenganos da vida humana, metaforicamente

Gregório de Matos* 


É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.


É planta, que de abril favorecida,
Por mares de soberba desatada,
Florida galeota empavesada,
Sulca ufana, navega destemida.


É nau enfim, que em breve ligeireza
Com presunção de Fênix generosa,
Galhardias apresta, alentos preza:


Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
De que importa, se aguarda sem defesa
Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?


*Poema antologicamente reconhecido como de autoria de Gregório de Matos


Fonte: MATOS, Gregório. Desenganos da vida humana, metaforicamente In: Wisnik, José Miguel (org.). Poemas escolhidos de Gregório de Matos. Edição vestibular. São Paulo: Companhia das letras, 2015, p.340.


        GLOSSÁRIO:

Airosa : esbelto, gracioso.
Soberba : orgulho, altivez.
Galheota : pequena embarcação a remo, usada para o transporte do rei.
Presumida : vaidosa.
De abril favorecida : favorecida pela primavera que inicia em abril na Europa.
Empavesado : enfeitado, adornado, guarnecido de paveses (=proteção nas embarcações).
Ufana : que se orgulha de algo, vaidoso.
Fênix : divindade da mitologia egípcia, símbolo da imortalidade, personificada em uma ave que renascia das próprias cinzas.
Galhardia : garbo, elegância.
Aprestar : preparar com prontidão.
Alento : sopro, bafejo.
Penha : penhasco, rochedo.


Considerando o soneto “Desenganos da vida humana, metaforicamente”, texto III, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3380505 Literatura
TEXTO I


Sete annos de pastor Jacob servia
Luís Vaz de Camões


Sete annos de pastor Jacob servia
Labão, pae de Raquel, serrana bella:
Mas não servia ao pae, servia a ella,
Que a ella só por premio pertendia.


Os dias na esperança de hum só dia
Passava, contentando-se com vella:
Porém o pae, usando de cautella,
Em lugar de Raquel lhe deo a Lia. 


Vendo o triste Pastor que com enganos
Assi lhe era negada a sua Pastora,
Como se a não tivera merecida;


Começou a servir outros sete annos,
Dizendo: Mais servíra, senão fôra
Para tão longo amor tão curta a vida.


Fonte: CAMÕES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle. 


TEXTO II


Ao casamento de Pedro Álvares da Neiva
Gregório de Matos



Sete anos a nobreza da Bahia
Servia a uma pastora Indiana bela,
Porém servia a Índia e não a ela,
Que a Índia só por prêmio pretendia.


Mil dias na esperança de um só dia
Passava, contentando-se com vê-la,
Mas frei Tomás usando de cautela,
deu-lhe o vilão, quitou-lhe a fidalguia. 


Vendo o Brasil, que por tão sujos modos
Se lhe usurpara a sua Dona Elvira,
Quase a golpes de um maço e de uma goiva:


Logo, se arrependeram de amar todos,
E qualquer mais amara, se não vira
Para tão limpo amor tão suja noiva.


Fonte: MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. Seleção e organização José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Gregório de Matos:
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Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355069 Literatura
A Jandaia cantou no alto da palmeira o nome de Iracema Lábios de mel, riso mais doce que o jati Linda demais, cunhã-porã, itereí¹ Vou cantar Juremê, Juremê, Juremê Vou contar Juremá, Juremá Uma história de amor, meu amor É o carnaval da Beija-Flor

A Jandaia cantou no alto da palmeira o nome de Iracema Lábios de mel, riso mais doce que o jati Linda demais, cunhã-porã, itereí Vou cantar Juremê, Juremê, Juremê Vou contar Juremá, Juremá Uma história de amor, meu amor É o carnaval da Beija-Flor

¹ moça bonita, gentil
CLAUDEMIR; MAURIÇÃO; BARCELLOS, Ronaldo et. al. Iracema, a virgem dos lábios de mel. In: LIESA: Sambas de enredo 2017. Universal Music, 2017. 1 CD. Faixa 5. [Intérprete Neguinho da Beija-Flor].

    O fragmento acima consiste em parte do samba-enredo Iracema, a virgem dos lábios de mel apresentado, em 2017, pela escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. A letra retoma Iracema de José de Alencar, uma das obras-chave do primeiro Romantismo brasileiro. Assinale a alternativa que indica a relação correta existente entre o samba-enredo, o contexto e a obra literária romântica. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2024 - FAMERP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352127 Literatura

Para responder à questão, leia o poema “A cinta de Vênus”, do poeta árcade Silva Alvarenga. 



Cai a cinta a Vênus1 bela,

Sem cautela recostada;

E turbada2 entre os pesares

Pede aos mares que lha deem.


O tesouro se procura,

Os desejos se interessam,

Os cuidados já se apressam,

E a ternura vai também. 


Empenhou-se, ó Glaura, o zelo;

Mas em vão: que perda triste!

Só eu vi, sei onde existe;

E dizê-lo não convém. 


Cai a cinta a Vênus bela,

Sem cautela recostada;

E turbada entre os pesares

Pede aos mares que lha deem.


Roubador do puro ornato

Foi Antero e foi Cupido3;

E o levaram escondido

Com recato, eu sei a quem.


Receosos pelo insulto,

Que traidores cometeram,

No teu seio se acolheram,

Onde oculto asilo têm. 


Cai a cinta a Vênus bela,

Sem cautela recostada;

E turbada entre os pesares

Pede aos mares que lha deem.


Dos meus olhos não se escondem

Os meninos4 , a quem amo:

Se os procuro, espreito e chamo,

Correspondem, mas não vêm.


Com acenos expressivos

De alegria suspeitosa

Mostram faixa preciosa,

Que atrativos mil contêm. 


Cai a cinta a Vênus bela,

Sem cautela recostada;

E turbada entre os pesares

Pede aos mares que lha deem.


Se piedade aflito rogo,

E que cessem teus rigores,

(Ah cruéis, lindos Amores!)

Fogem logo e com desdém. 


Abrandá-los não consigo,

E já deles tenho medo:

Guarda, Ninfa, este segredo,

Que não digo a mais ninguém. 


Cai a cinta a Vênus bela,

Sem cautela recostada;

E turbada entre os pesares

Pede aos mares que lha deem.



(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005.)



1Vênus: deusa do Amor.

2 turbada: aflita, transtornada.

3Antero e Cupido: irmãos, filhos de Vênus.

4meninos: os filhos de Vênus, ou seja, Antero e Cupido.

Uma característica da estética árcade observada nesse poema é
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352044 Literatura
Para responder à questão, leia um trecho do Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, publicado há exatos 100 anos, em 1924.


     A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

    O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança. [...]

    A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas1 da saudade universitária. [...]

    A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos. [...]

   A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de ideias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.


(Gilberto Mendonça Teles (org.).
Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 1992.)

1 liana: cipó.
Depreende-se dos trechos “A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.” (3o parágrafo) e “A língua sem arcaísmos, sem erudição.” (4o parágrafo) uma oposição sistemática de Oswald de Andrade, sobretudo, à poesia
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2024 - EINSTEIN - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3350919 Literatura
    Tais escritores pregavam e procuraram realizar a filosofia da objetividade: o que interessa é o objeto, o não eu. Para realizar seu objetivo, abandonaram as preocupações teológicas e metafísicas por considerá-las subjetivas, egocêntricas e aderiram à ciência. O dado positivo substitui o idealismo: só interessa o que pode ser observado, documentado, analisado, experimentado, inclusive a vida psíquica, porque sujeita às mesmas leis da vida fisiológica.
(Massaud Moisés. Literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)

O texto refere-se aos escritores
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EINSTEIN Prova: VUNESP - 2024 - EINSTEIN - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3350915 Literatura
Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.


1

Dos braços do poeta
Pende a ópera do mundo
(Tempo, cirurgião do mundo): —

O abismo bate palmas,
A noite aponta o revólver.
Ouço a multidão, o coro do universo,
O trote das estrelas
Já nos subúrbios da caneta:
As rosas perderam a fala.
Entrega-se a morte a domicílio.

Dos braços…
Pende a ópera do mundo.


2

Tenho que dar de comer ao poema.
Novas perturbações me alimentam:
Nem tudo o que penso agora
Posso dizer por papel e tinta.
O poeta já nasce conscrito,
Atento às fascinantes inclinações do erro,
Já nasce com as cicatrizes da liberdade.

O ouvido soprando sua trompa
Percebe a galope
A marcha do número 666.

Palpoa Quimera2.
O tremor
E os jasmins da palavra “jamais”.


3

Dos telhados abstratos
Vejo os limites da pele,
Assisto crescerem os cabelos dos minutos
No instante da eternidade.
Vejo ouvindo, ouço vendo.

Considero as tatuagens dos peixes,
O astro monossecular.
Os rochedos colocam-se máscaras contra
                                    [pássaros asfixiantes.

A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.
Ruído surdo, o tempo oco a tombar…
A espiral das gerações cresce.

(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)

1palpar: apalpar.
2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.
Ao explorar reiteradamente imagens insólitas e oníricas, o poema revela uma influência marcante da vanguarda
Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271521 Literatura
A respeito de Liras de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, analise as afirmativas a seguir:

1. A publicação das liras em Minas Gerais inspirou o anseio de liberdade política, tendo colaborado para a deflagração da Inconfidência Mineira.
2. A voz poética de todas as liras é a do pastor Dirceu, que foge do amor por Marília até ser vencido pelo deus do amor, Cupido.
3. Os versos metrificados, especialmente os de 5 e 7 sílabas, dão às liras um ritmo frequente na tradição da poesia de língua portuguesa.
4. As características árcades das liras se apresentam sobretudo no referencial bucólico presente nos poemas, reconhecível no mundo pastoril ali retratado.


Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271520 Literatura
A narrativa de A Falência, publicada por Júlia Lopes de Almeida em 1904, traz à tona algumas tensões e desigualdades que caracterizam o Brasil após a Abolição e a Proclamação da República. Considere as seguintes afirmativas sobre as marcas dessas tensões nos personagens e no espaço:

1. O embate entre o dinheiro conquistado com o trabalho e o capital alcançado por meio da especulação financeira acompanha a trajetória de Francisco Teodoro.
2. A violência contra a mulher se inscreve no passado de D. Joana, personagem que sofreu maus-tratos do falecido marido, e no de Capitão Rino, cuja mãe foi assassinada por adultério.
3. As condições desiguais de moradia são percebidas no contraste entre as casas luxuosas de bairros como Botafogo e a descrição da miséria dos morros.
4. A luta por direitos trabalhistas é ilustrada pelas primeiras reivindicações dos empregados dos armazéns de café de Francisco Teodoro.


Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2024 - UFPR - 1ª Fase - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q3271519 Literatura

Considere o seguinte texto:


O homem está na cidade

como uma coisa está em outra

e a cidade está no homem

que está em outra cidade

mas variados são os modos

como uma coisa

está em outra coisa:

o homem, por exemplo, não está na cidade

como uma árvore está

em qualquer outra

nem como uma árvore

está em qualquer uma de suas folhas

(mesmo rolando longe dela)

O homem não está na cidade

como uma árvore está num livro

quando um vento ali a folheia. 


Gullar, F. Poema sujo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. p. 102.



Com base na leitura desse fragmento, extraído da parte final de Poema sujo, de Ferreira Gullar, e na leitura da integralidade do poema, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3247899 Literatura
Texto II

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...


E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...


E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...


As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
Analise as seguintes assertivas sobre o texto II:

I. A presença da lua no poema é um símbolo central, a partir do qual se desenvolvem outros aspectos, como a noite propulsora de um ambiente sombrio e o misticismo.
II. A sugestão à morte é uma característica do Simbolismo que, no poema, não se relaciona com a loucura de Ismália, mas apenas ao desejo pela lua, que culmina em uma tragédia acidental.
III. Ismália é tratada, no poema, de forma pejorativa, uma vez que, explicitamente, somente a partir da loucura lhe é permitido sonhar.

É correto o que se afirma somente em
Alternativas
Q3247898 Literatura
Texto II

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...


E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...


E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...


As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
É correto afirmar que, no poema,
Alternativas
Q3247897 Literatura
Texto II

Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...


E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...


E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...


As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
Atente para o que se diz a seguir sobre o poema Ismália e assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107452 Literatura
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 
A partir da leitura dos textos O pastor pianista e Lira 77, apresentados anteriormente, julgue o item.

A terceira estrofe do trecho da Lira 77 apresentado evidencia o distanciamento da realidade promovido pelo bucolismo árcade, que, por descartar os temas prosaicos e nacionais, foi alvo de crítica dos românticos nacionalistas.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3107451 Literatura
          O pastor pianista


Soltaram os pianos na planície deserta
 Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
 Eu sou o pastor pianista,
 Vejo ao longe com alegria meus pianos
 Recortarem os vultos monumentais
 Contra a lua.


 Acompanhado pelas rosas migradoras
 Apascento os pianos: gritam
 E transmitem o antigo clamor do homem


 Que reclamando a contemplação,
 Sonha e provoca a harmonia,
 Trabalha mesmo à força,
 E pelo vento nas folhagens,
 Pelos planetas, pelo andar das mulheres,
 Pelo amor e seus contrastes,
 Comunica-se com os deuses. 


Murilo Mendes. O pastor pianista. In: Antonio Candido.
Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 82. 





               Lira 77



 Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
 fui honrado pastor da tua aldeia;
 vestia finas lãs e tinha sempre
 a minha choça do preciso cheia.
 Tiraram-me o casal e o manso gado,
 nem tenho a que me encoste um só cajado.


 (...)


 Ah! minha bela, se a fortuna volta,
 se o bom, que já perdi, alcanço e provo,
 por essas brancas mãos, por essas faces
 te juro renascer um homem novo,
 romper a nuvem que os meus olhos cerra,
 amar no céu a Jove e a ti na terra!


 Fiadas comprarei as ovelhinhas,
 que pagarei dos poucos do meu ganho;
 e dentro em pouco tempo nos veremos
 senhores outra vez de um bom rebanho.
 Para o contágio lhe não dar, sobeja
 que as afague Marília, ou só que as veja.


 Se não tivermos lãs e peles finas,
 podem mui bem cobrir as carnes nossas
 as peles dos cordeiros mal curtidas,
 e os panos feitos com as lãs mais grossas.
 Mas ao menos será o teu vestido
 por mãos de amor, por minhas mãos cosido.


 Nós iremos pescar na quente sesta
 com canas e com cestos os peixinhos;
 nós iremos caçar nas manhãs frias
 com a vara enviscada os passarinhos.
 Para nos divertir faremos quanto
 reputa o varão sábio, honesto e santo.


 Nas noites de serão nos sentaremos
 cos filhos, se os tivermos, à fogueira:
 entre as falsas histórias, que contares,
 lhes contaras a minha, verdadeira.
 Pasmados te ouvirão; eu, entretanto,
 ainda o rosto banharei de pranto.


 Quando passarmos juntos pela rua,
 nos mostrarão co dedo os mais pastores,
 dizendo uns para os outros: — Olha os nossos
 exemplos da desgraça e sãos amores.
 Contentes viveremos desta sorte,
 até que chegue a um dos dois a morte. 


Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: Antonio Candido. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 2004, p. 20 (com adaptações). 
A partir da leitura dos textos O pastor pianista e Lira 77, apresentados anteriormente, julgue o item.

O poema de Murilo Mendes, apesar de escrito após o início da revolução tecnológica, inerente à estética das vanguardas modernistas do dadaísmo e do surrealismo, mostra-se deslocado do seu tempo e enraizado no Arcadismo colonial. 
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Ano: 2023 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2023 - UEMA - Vestibular |
Q3728674 Literatura
Leia, agora, um fragmento do poema A Leviana, de Gonçalves Dias para responder à questão.

 
És engraçada e formosa
Como a rosa,
Como a rosa em mês d'Abril;
És como a nuvem doirada
Deslizada,
Deslizada em céus d'anil.

Tu és vária e melindrosa,
Qual formosa
Borboleta num jardim,
Que as flores todas afaga,
E divaga
Em devaneio sem fim.

És pura, como uma estrela
Doce e bela,
Que treme incerta no mar:
Mostras nos olhos tua alma
Terna e calma,
Como a luz d'almo luar.
 
Tuas formas tão donosas,
Tão airosas,
Formas da terra não são;
Pareces anjo formoso,
Vaporoso,
Vindo da etérea mansão.

Assim, beijar-te receio, Contra o seio
Eu tremo de te apertar:
Pois me parece que um beijo É sobejo
Para o teu corpo quebrar. [...]

DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998.
A leitura comparativa do poema de Gonçalves Dias e da canção de Erasmo Carlos, quanto à figura da mulher e seu papel na sociedade, indica que a mulher,
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Q3554500 Literatura

    Pode-se dizer que até hoje a maior parte das noções sobre arte, seus limites e suas tarefas, foi definida por este movimento: nós pensamos, como seus autores, que a arte deve ter relação direta com a vida real; que o indivíduo é realmente a medida das coisas; que o artista é um sujeito que sofre mais que nós e expressa sua experiência de modo exemplar, cumprindo assim uma espécie de missão; que a arte deve sempre se renovar.


(Luís Augusto Fischer. Literatura brasileira: modos de usar, 2013. Adaptado.)



O texto trata do movimento

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Respostas
21: A
22: A
23: A
24: D
25: B
26: B
27: A
28: C
29: E
30: C
31: D
32: D
33: E
34: A
35: A
36: D
37: E
38: E
39: B
40: E