Questões de Vestibular
Comentadas sobre república autoritária : 1964- 1984 em história
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A ditadura civil-militar, instalada no Brasil no período de 1964 a 1985, criou uma série de medidas para reprimir e censurar todas as pessoas que se opunham ao regime autoritário.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as medidas de repressão e censura, adotadas pela referida ditadura.
( ) O Ato Institucional nº 2: extinguiu o pluripartidarismo e estabeleceu eleição indireta para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República.
( ) O Ato Institucional nº 1: permitiu aos tomadores do poder cassar mandatos legislativos e suspender direitos políticos de várias personalidades da vida pública brasileira.
( ) A Lei de Anistia: concedeu redução de pena aos presos, perseguidos e exilados políticos e condenou todos os agentes do Estado, responsáveis pela prática de tortura e assassinato.
( ) A Lei de Imprensa: impôs a censura a jornais, espetáculos, cinema, rádio e televisão, considerando criminosas publicações que atentassem contra a moral e os bons costumes.
( ) O Ato Institucional nº 5: suspendeu a garantia de habeas corpus, isto é, de proteção ao direito fundamental da liberdade de locomoção, permitindo que qualquer pessoa fosse presa sem direito de defesa.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Internet: <https://anpuh.org.br> (com adaptações).
Acerca dos momentos históricos citados no fragmento e assuntos correlatos, assinale a alternativa correta.
(Adaptado de STARLING, Heloisa Maria Murgel. Silêncios da ditadura. Revista Maracanan, [S. l.], n. 12, p. 37–46, 2015. P. 43-44.)
A partir do texto e de seus conhecimentos, assinale a alternativa correta sobre as políticas da ditadura militar (1964-85) para as populações indígenas.
Em maio de 1977, um mês e um dia depois de fechar o Congresso e decretar o Pacote de Abril, o general presidente Ernesto Geisel disse a jornalistas franceses que o Brasil era uma democracia “relativa”. Na entrevista, Geisel negou a prática de torturas e assassinatos políticos no país.
(Adaptado de http://memorialdademocracia.com.br/card/pais-tem-de mocracia-relativa-diz-geisel. Acesso em: 23/08/20
Tendo em vista seus conhecimentos sobre o regime militar e considerando o texto acima, assinale a alternativa correta.
Considere o texto abaixo.
O caso que mais ganhou destaque neste período foi a morte do jornalista Wladimir Herzog, em 26 de outubro de 1975, nas dependências do Centro de Operações para a Defesa Interna (CODI), em São Paulo. Herzog, que se apresentou espontaneamente às autoridades militares, morreu sob a tutela do Estado. (…) E meses após este “incidente”, em 17 de janeiro de 1976, a morte do operário Manuel Fiel Filho, nas mesmas condições em que morreu Herzog, deixava claro esta situação de descontrole.
DA SILVA, F. C. T. A modernização autoritária: do golpe militar à redemocratização 1964/1984. In: LINHARES, M. Y. História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
Os eventos sobre os anos finais da ditadura militar no Brasil, narrados no texto, estão diretamente relacionados
Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando a abrangência da temática que ele focaliza, julgue o item seguinte.
O modelo econômico adotado no Brasil durante o regime militar (1964-1985) privilegiava a aplicação de recursos em projetos de proteção ambiental, por isso não houve, durante esse período, investimento em tecnologia para o desenvolvimento de grandes obras na área da construção civil.
[...] o anticomunismo tocava menos as convicções políticas e mais a moralidade e a religiosidade. A opinião conservadora via o regime político comandado pelos militares como garantia da defesa da ordem moral, por isso apoiava (e cobrava) ações como a censura dos meios de comunicação e a punição dos corruptos.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Passados presentes: o golpe de 1964 e a ditadura militar. Rio de Janeiro: Zahar, 2021, p. 154 (fragmento).
O excerto apresentado aborda a ditadura militar brasileira (1964-1985) e identifica o apoio
Durante a maior parte dos anos de 1960 e toda a década de 1970, enquanto o Brasil vivia um período de ausência de liberdades civis, a cultura nacional apresentava, contraditoriamente, uma produção vertiginosa, tanto de uma expressão artística politicamente engajada quanto de uma notadamente alienada da realidade brasileira. Em relação a essas manifestações culturais, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.
( ) Engajado politicamente na luta contra a ditadura militar, o movimento da Jovem Guarda notabilizou-se por canções de protesto político que se tornaram hinos contra os governos militares.
( ) Artistas famosos desde os anos 1960, Roberto Carlos e seu amigo Erasmo Carlos produziram muitas obras de sucesso, mas, por tratar de temas políticos, foram perseguidos e se exilaram em Londres.
( ) Membros do grupo que criou a tropicália, movimento que fez uma releitura da Antropofagia cultural da Semana de Arte Moderna de 1922, Caetano Veloso e Gilberto Gil chegaram a ser presos e buscaram exílio na Europa.
( ) Ao contrário da música, os artistas de teatro não foram alvo tão frequente da censura da ditadura militar: grupos como o Teatro de Arena e o Teatro Oficina puderam exercer livremente sua arte sem sofrer perseguição ou censura.
A sequências correta, de cima para baixo, é:
Os golpes que iniciaram as ditaduras militares brasileira (1964) e chilena (1973) ocorreram em uma conjuntura marcada pelo avanço político autoritário e conservador na América Latina e pelas disputas da Guerra Fria, tendo sido influenciados pelos Estados Unidos da América (EUA).
(Adaptado de: LIMA, N. Ditadura no Brasil e Censura nas Canções de Rita Lee. Curitiba: Appris, 2019, p.17.)
A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos a respeito desse período da História do Brasil, é correto afirmar, sobre os eventos narrados, que
NÃO DEIXEM ACABAR COM OS IANOMÂMIS

Ianomâmi. Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome. Pois saiba que é o nome genérico de cerca de 8400 brasileiros, gente boa que vive em 203 cabanas, no interior da floresta tropical, bem na fronteira com a Venezuela. Formam 14% da população de Roraima e encontram-se ainda no Amazonas.
Os ianomâmis correm no momento um grande risco e estão precisando de você. Cabe a você interessar-se pelo projeto de um grupo de antropólogos, juristas, médicos e jornalistas, que visa a proteger a vida pacífica dos ianomâmis, nos locais que habitam, e dentro do tipo de cultura que é tradicionalmente o deles. Esse projeto, ou anteprojeto, propõe a criação do Parque Indígena Ianomâmi.
Essa é a única maneira de salvar a comunidade social e cultural desses homens, mulheres e crianças que desde 1974 vêm sofrendo as consequências do processo de expansão econômica da Amazônia em sua parte negativa, sem se beneficiar com suas possíveis vantagens. A abertura da Perimetral Norte, BR-210, levou àquela região gripe, sarampo, tuberculose, moléstias de pele e doenças venéreas. O garimpo irrompeu como outra modalidade da doença. Em 1978, é a Cia. Vale do Rio Doce que se apresta para extrair a cassiterita, antes explorada ilegalmente pelos garimpeiros. E a Perimetral Norte vai prosseguir, fornecendo espaço à colonização. Topógrafos percorrem o território ianomâmi, demarcando lotes em terras insofismavelmente pertencentes aos índios.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Adaptado de Caderno Ilustrado, Folha de S. Paulo, 02/08/1979.
Em seu artigo de 1979, o escritor Carlos Drummond de Andrade situa circunstâncias do projeto de criação do Parque Indígena Ianomâmi, no contexto das ações de exploração da Amazônia durante os governos militares (1964-1985).
A defesa da criação desse Parque, naquela conjuntura, tinha como objetivo tornar pública a
seguinte problemática:
Com base na charge e em seus conhecimentos sobre a campanha "Diretas Já", ocorrida no Brasil entre 1983 e 1984, é correto afirmar que esse movimento
[...]
No décimo aniversário da morte de Levindo, Nando resolve comemorar a data com uma espécie de “quarup”. Ele reúne, então, seus antigos companheiros de lutas políticas, pescadores, prostitutas e amigos para o grande jantar. Este ritual acontece simultaneamente à grande Marcha da Família com Deus pela Liberdade (nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas por setores da sociedade, contra os protestos da população que era contra a ditadura militar). Muitos são presos, outros fogem e Nando é espancado quase até a morte. [...].
Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quarup-resumo-da-obra-de-antonio-callado/. Acesso em: 31 jan. 2021 (fragmento/adaptado).
A obra Quarup, de Antônio Callado, publicada em 1967, retrata um país em conflito e oferece um contexto propício para leituras importantes sobre a história do Brasil, em especial, as relacionadas às tensões e aos conflitos sociais registrados nas décadas de 1950 e 1960. Em 1964, dias antes do Golpe Militar e da deposição do presidente João Goulart, ocorreu primeiramente em São Paulo a denominada Marcha da Família com Deus pela Liberdade, articulada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES). Sobre essa marcha, assinale a alternativa correta.
Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não Nas escolas, nas ruas, campos, construções Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados, armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão A certeza na frente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora, que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Vem, vamos embora...
( Compositores: Dias Geraldo Pedrosa de Araujo © Editora E Imp. Musical Fermata Do Brasil)
O historiador brasileiro Marcos Napolitano, escreveu que "Na segunda metade dos anos 1960, Millôr Fernandes cunhou uma frase que expressa a estranha situação da cultura e das artes no Brasil entre 1964 e 1968: ´Se continuarem permitindo peças como Liberdade, Liberdade, vamos acabar caindo em uma democracia’. O artista se referia à peça teatral de sua autoria, junto com Flávio Rangel, grande sucesso de 1965, que era uma grande colagem de falas sobre a democracia e a liberdade, dos gregos antigos aos contemporâneos." (Marcos Napolitano, No entanto é preciso cantar, in. 1964: História do Regime Militar no Brasil, 2015, p. 97).
Depois de estabelecer relação com a letra da música e o fragmento do texto de Marcos Napolitano, marque a alternativa correta:
Recife proíbe homenagens a torturadores e violadores de direitos humanos - Lei vale para denominação de ruas, prédios, monumentos e totens públicos: Uma nova lei proíbe homenagens a violadores de direitos humanos, torturadores e escravocratas no Recife. A sanção foi feita pelo prefeito João Campos (PSB) na terça-feira (26). O projeto é de autoria da vereadora Dani Portela (PSOL) e tinha sido aprovado pela Câmara Municipal em junho. De acordo com a nova lei, estão proibidas homenagens a agentes sociais individuais ou coletivos que possuem ligação direta com a ordem escravista, as práticas de tortura e a ditadura militar, cujos nomes estejam presentes no relatório final da Comissão Nacional da Verdade, e agentes do Estado condenados por violações aos direitos humanos. A regra vale para denominação de ruas, prédios, monumentos, bustos, estátuas e totens públicos. "Essa lei é importante para que não possamos seguir reproduzindo violências daqui para frente. Entender o que aconteceu no nosso passado é fundamental para não termos que revivê-lo no futuro", afirma a vereadora Dani Portela. A nova lei já está em vigor desde a publicação no Diário Oficial do Município, na terça (26). (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/07/recife-proibe-homenagens-a-torturadores-e-violadores-de-direitos-humanos.shtml).
Segundo o cientista político brasileiro, Jairo Marconi Nicolau, em 1º de abril de 1964, um golpe de Estado, promovido por uma coalizão de militares e setores da elite política, afastou o presidente João Goulart e assumiu o poder no país. Chegava ao fim o regime iniciado em fins de 1945 e que, pela primeira vez na história brasileira, havia combinado a realização de eleições regulares e competitivas com alta taxa de incorporação de adultos ao processo eleitoral. Dentre todos os 17 Atos Institucionais baixados durante a vigência do Regime Civil Militar destaca-se a ampliação do número de vagas em escolas públicas no Brasil.
I. A memória coletiva de uma sociedade não pode exaltar indivíduos ou práticas responsáveis por ações equivocadas no passado, especialmente quando essas ações feriram o direito de liberdade dos cidadãos. II. O número ampliado de vagas ofertadas durante o Regime Civil Militar estava relacionado ao cumprimento de metas políticas sem acompanhar o padrão de qualidade, resultando em uma grande massa de analfabetismo funcional. III. A proibição do uso de nomes de torturadores e violadores de direitos humanos do passado no tempo presente representa o cerceamento do direito da liberdade de expressão, condiciona o coletivo a uma perspectiva única da história. IV. O Ato Institucional número 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais branda da ditadura militar brasileira.
Marque a alternativa CORRETA:
Tendo os fragmentos de texto precedentes como referência inicial e considerando aspectos marcantes da República brasileira, julgue o item que se segue.
O golpe político de 1964 sepultou a experiência democrática
liberal-conservadora inaugurada em 1946: à deposição do
presidente João Goulart seguiu-se um regime militar
autoritário que perdurou por duas décadas, cujo caráter
ditatorial é emblematicamente expresso no Ato Institucional
n.º 5 (AI 5).
O AI-5 concedeu ao Executivo plenos poderes para prender qualquer cidadão brasileiro e para cassar-lhe os direitos políticos.