Questões de Vestibular Sobre história
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Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. [...] um corpo moral e coletivo, composto de tantos membros quantos são os votos da assembleia [...]. Essa pessoa pública, que se forma, desse modo, pela união de todas as outras, tomava antigamente o nome de cidade e, hoje, o de república ou de corpo político, o qual é chamado por seus membros de Estado [...].
(Jean-Jacques Rousseau. Os pensadores, 1983.)
O texto, produzido no âmbito do Iluminismo francês, apresenta a doutrina política do
Nem existia Brasil no começo dessa história. Existiam o Peru e o México, no contexto pré-colombiano, mas Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. No que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, depois no Sul, mas toda essa gente tinha pouca relação entre si até meados do século XVIII. E há aí a questão da navegação marítima, torna-se importante aprender bem história marítima, que é ligada à geografia. [...] Essa compreensão me deu muita liberdade para ver as relações que Rio, Pernambuco e Bahia tinham com Luanda. Depois a Bahia tem muito mais relação com o antigo Daomé, hoje Benin, na Costa da Mina. Isso formava um todo, muito mais do que o Brasil ou a América portuguesa. [...]
Nunca os missionários entraram na briga para saber se o africano havia sido ilegalmente escravizado ou não, mas a escravidão indígena foi embargada pelos missionários desde o começo, e isso também é um pouco interesse dos negreiros, ou seja, que a escravidão africana predomine. [...] A escravização tem dois processos: o primeiro é a despersonalização, e o segundo é a dessocialização.

A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e o além: circula entre os deuses e entre os homens, não todos os homens, mas os heróis, preferencialmente mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem duração, acabado.
(François Hartog. Regimes de historicidade:
presentismo e experiências do tempo, 2015. Adaptado.)
O texto afirma que a obra de Homero
No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador.
Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece.
Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias.
Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.”
São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir.
Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem.
(Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.)
1V. M.: Vossa Majestade.
Escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre a expansão marítima portuguesa no litoral africano.
( ) Iniciou-se com a tomada e ocupação de Ceuta, localizada no estreito de Gibraltar, norte da África, no ano de 1415.
( ) As expedições portuguesas para África resultaram do tratado com a Espanha sobre ocupação territorial.
( ) Os portugueses chegaram à Ilha da Madeira em 1425, ao Açores em 1427 e Cabo do Bojador em 1434.
( ) Portugal enviou Fernão de Magalhães para ocupar o rio Douro em 1436 e a ilha do Arguim em 1443.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Atente para as seguintes afirmações sobre a expansão do cristianismo, no norte da África, entre os séculos I e VIII d.C.:
I. Começou, aproximadamente, no ano de 62 d.C. na cidade de Alexandria e depois difundiu-se para a região da Cirenaica e ao longo do rio Nilo, indo para Kush e Núbia.
II. As invasões dos Vândalos, de 429 a 430 d.C., e a expansão árabe, a partir do século VII d.C., contribuíram para o enfraquecimento e quase desaparecimento do cristianismo.
III. A Etiópia foi o único local que, graças a sua profunda tradição monástica, adotou a religião cristã e conseguiu manter-se distante do proselitismo muçulmano.
É correto o que se afirma em
Considerando o mundo grego do século V ao IV a.C, assinale a opção que completa, correta e respectivamente, as lacunas do seguinte enunciado:
“No mundo grego do século V a.C. ao século IV a.C., as cidades Atenas e Esparta exerceram poder e liderança sobre as demais cidades-Estados. Uniram-se para vencer os _________1 , porém, uma vez vitoriosas, tornaram-se forças rivais. Esparta formou aliança com várias cidades: essa aliança levou o nome de _________2; e Atenas impôs seu domínio liderando a união da _________3 , através da qual se fortaleceu militar e culturalmente, atraindo muitos pensadores e artistas de vários pontos da Grécia. As duas enfrentaram-se mutuamente, enfraqueceram-se e permitiram o surgimento de outras lideranças, como a da cidade de _________4 , por um curto período”.
Associe corretamente os povos da mesopotâmia, apresentados a seguir, com suas respectivas características e/ou realizações, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I:
Coluna I
1. Sumérios
2. Babilônios
3. Assírios
4. Caldeus
Coluna II
( ) Atingiram seu apogeu em 587 a.C., quando Nabucodonosor conquistou Jerusalém.
( ) Eram excelentes construtores de canais de irrigação e desenvolveram a escrita cuneiforme.
( ) Desenvolveram um calendário preciso e registraram um código de leis.
( ) Consideravam a guerra a principal força social e desenvolveram uma cultura militar.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Leia atentamente o seguinte trecho:
“[...] O Congresso foi fechado, quase a metade dos parlamentares do MDB foi cassada e muitos foram presos. Vários professores, intelectuais, jornalistas e até militares perderam seus empregos. Os meios de comunicação passaram a sofrer uma rígida censura. Qualquer pessoa poderia ser acusada de delito contra a segurança nacional. Vários artistas foram obrigados a deixar o país, como foi o caso de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque de Hollanda”.
PEDRO, Antonio; LIMA, Lizânias de Souza. História sempre presente 1. ed. São Paulo: FTD, 2010.
Os eventos, citados no excerto acima, fazem referência
Leia atentamente o seguinte trecho do Regimento de Feitor-mor de engenho:
“O castigo que se fizer ao escravo não há-de ser com pau nem tirar-lhe com pedras ou tijolos e quando o merecer o mandará botar sobre um carro e dar-se-lhe-á com um açoite seu castigo; e, depois de bem açoitado, o mandará picar com navalha ou faca que corte bem e dar-se-lhe-á com sal, sumo de limão e urina e o meterá alguns dias na corrente. [...]”
João Fernandes Vieira. Regimento de feitor-mor de engenho. Apud ALVES FILHO, Ivan. Brasil, 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 1999.
Considerando o excerto acima e o conhecimento que se tem a respeito da escravidão no Brasil, é correto afirmar que
O término desse período histórico foi marcado