Questões de Vestibular Comentadas sobre história

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Q1341333 História
Analise este trecho sobre as interpretações da Revolução Francesa de Jacques Godechot.
A história da Revolução francesa, como a própria Revolução, apaixonou multidões. Por um século essas paixões tornaram difícil qualquer estudo objetivo, e ainda hoje têm influência sobre a historiografia revolucionária. A história da Revolução foi por muito tempo uma arma nas lutas políticas do século XIX — em tais condições foram valorizados certos problemas e deixados de lado outros igualmente importantes.
Fonte: GODECHOT, Jacques. As grandes correntes da historiografia da Revolução Francesa, de 1789 aos nossos dias. In: Revista de História. v. 39 n. 80, 1969.
De acordo com esse trecho, é correto afirmar que:
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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2019 - UEA - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q1340717 História
Entre 1923 e 1928, as condições econômicas foram, em geral, excelentes, e um número crescente de consumidores podia adquirir o que antes eram artigos de luxo, como automóveis, telefones e eletrodomésticos. À medida que a indústria automobilística convertia-se em setor líder da economia, a produção tornava-se cada vez mais dominada por umas poucas grandes empresas, cujas operações combinadas abarcavam extensa área geográfica.
(Philip Jenkins. Breve historia de Estados Unidos, 2017. Adaptado.)
O excerto descreve a situação histórica dos Estados Unidos, marcada pela
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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2019 - UEA - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q1340712 História
Em quase todos os lugares, o peso esmagador dos impostos — taille e gabelle na França, servicios na Espanha — recaía sobre os pobres. Não existia a concepção jurídica de “cidadão” sujeito ao fisco pelo simples fato de pertencer à nação. Na prática, a classe senhorial estava efetivamente isenta de taxação direta, em toda parte.
(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista, 2016.)

O excerto do livro Linhagens do Estado absolutista descreve
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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2019 - UEA - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q1340711 História
Discóbolo Lancellotti é cópia romana da escultura grega feita originalmente em bronze, por Míron, em 450 a.C.
Imagem associada para resolução da questão
Pertencente ao Museu Nacional de Roma, o Discóbolo Lancellotti assinala
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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2019 - UEA - Prova de Conhecimentos Gerais |
Q1340710 História
Podemos definir como “artefatos” os objetos que parecem manifestar um aspecto inteligível da ação do homem. Existem casos duvidosos de atribuição de origem, como nas escavações de sítios paleolíticos chineses, em que certas pedras lascadas pelo fogo parecem ter sido resultado de uma ação exclusiva da natureza.
(Henri-Irénée Marrou. De la connaissance historique, 1975. Adaptado.)
Depreende-se do texto que as condições essenciais para a pesquisa histórica são
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Q1340272 História

O relato do revolucionário Gregório Bezerra, nascido em 13 de março de 1900, expõe muito do drama social brasileiro: da seguinte forma:


“Gregório Bezerra só foi comer um “prato de arroz com farofa e carne de porco” aos 7 anos, quando já trabalhava como pequeno lavrador na fazenda de um velho latifundiário. Costumava fazer uma única refeição: farinha com migalhas de charque ou “pirão de água fria com um naco de bacalhau.”


PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira, volume 3, República – Memórias. Rio de Janeiro: LeYa, 2017. p. 286. 


Na Primeira República ou República Velha (1889-1930) no Brasil, a estrutura da economia brasileira de natureza agrário exportadora e latifundiária era a simbiose de um regime político que tinha como característica:


I – O poder oligárquico coronelista excludente da participação da maioria.

II – Os potentados locais controlavam o sistema eleitoral, fraudando o voto que era aberto e não secreto.

III – A Comissão Verificadora dos Poderes foi estabelecida pela “Política dos Governadores” fortalecendo o “jogo oligárquico”.

IV – Os latifundiários tinham o controle social dos trabalhadores rurais fortalecendo o seu mando político.


Marque a alternativa que apresenta as proposições verdadeiras:

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Q1340271 História
“Mas é verdade que a cidade medieval, por sua lógica econômica fundada mais no dinheiro do que na terra, por seu sistema de valores no qual, em face do ideal aristocrático de hierarquia vertical, de duração, de ociosidade e de largueza, impunha a si mesmo outra concepção, outro ideal de hierarquia horizontal, do tempo, do trabalho e do cálculo, podia minar por dentro o sistema feudal para transformá-lo em sistema capitalista. Foi preciso, entretanto, esperar pela revolução industrial.”
LE GOFF, Jacques. O Apogeu da Cidade Medieval. São Paulo, Martins Fontes, 1992. p.58.
Em relação ao trabalho, a cidade feudal diferia do campo, entre outras razões, por:
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Q1340270 História
No relato da professora Lúcia Guedes Mello, nos “anos de chumbo” da ditadura militar no Brasil, a agressão ao direito de manifestação era uma constante:
“Os meus universitários não poderiam estar longe do burburinho. Conta Cristina que numa passeata, na Avenida Sete, Rua Chile, Praça da Sé, ao passar pela Praça Municipal chega a polícia para dispersá-los. Ela corre para uma das ruas transversais e, de repente, um policial a intimida com um fuzil em riste. Noutra ocasião, sempre movimento de rua, na Avenida Sete, exatamente na Ladeira de São Bento, chega a polícia montada. Não sei como souberam. A turminha joga milhares de bolinhas de gude nas patas dos cavalos que começam a escorregar e sem estabilidade, os policiais caem. Os estudantes aproveitam e correm para o Mosteiro de São Bento que os abriga.”
MELLO, Lúcia Guedes. Sobradão. Salvador, Omar G, 2002. p. 287.
A ditadura militar no Brasil teve o seu início:
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Q1340269 História
Voyages contém dados sobre mais de 3,8 milhões de escravos embarcados em navios luso-brasileiro na África e cerca de 3,4 milhões desembarcados nas Américas (…). A maior parte dos africanos trazidos por comerciantes luso-brasileiros embarcou em navios que haviam partido de portos brasileiros. De acordo com Voyages, pelo menos 37% dos escravos transportados por traficantes luso-brasileiros embarcaram em navios que haviam partido do Rio de Janeiro, 36% em navios saídos de Salvador da Bahia e 12% em embarcações de Recife em Pernambuco. O restante, cerca de 15%, foi transportado em navios que haviam partido de outros portos, com Lisboa, Porto, Belém do Pará e São Luís do Maranhão.”
SILVA, Daniel B. Domingues da. Brasil e Portugal no Comércio atlântico de escravos: um balanço histórico e estatístico. In. GUEDES, Roberto (org.). África – Brasileiros e Portugueses. Rio de Janeiro, Mauad X, 2013 p.53-54.
No início do século XVII, o tráfico de escravos da África para o Brasil passou a ser regular e tinha intima relação com as economias desenvolvidas no Brasil colonial. Com base nos dados apresentados, é possível afirmar que:
I – Pelos dados apresentados, o porto do Rio de Janeiro já era o mais concorrido para o desembarque de pessoas na condição de escravos, podendo evidenciar a maior atividade econômica desta região, como, por exemplo, a economia aurífera ou do ouro.
II – A cidade do Salvador, com base nos dados apresentados, mantinha o segundo lugar no trato de escravos podendo evidenciar a continuidade da importância da economia do açúcar e do tabaco.
III – Pernambuco, pelos dados do Voyages, aparecia com 12% dos navios embarcados revelando a falência da economia açucareira e aurífera daquela região.
IV – A presença de diversos portos no trato ou tráfico de escravos evidencia o quanto a economia do escravismo e da escravidão estavam disseminadas na Idade Moderna.
Marque a alternativa que apresenta as preposições verdadeiras:
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Q1340268 História
A Idade Moderna entre os séculos XV e XVIII foi um período de intensas mudanças sociais, políticas, econômicas, geográficas e culturais entre outras mudanças, entre as quais podemos ressaltar:
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Q1340267 História
A cultura ateniense desenvolveu o teatro como uma das suas artes, estendendo-se até as cidades de Roma Antiga. Entre os gêneros dessa manifestação artística podemos destacar:
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Q1340265 História
A ciência da História, como qualquer outra ciência, é um conhecimento racional, objetivo, progressivo, verificável e verdadeiro, ainda que falível. Contudo, a ciência da História para conhecer a realidade dos homens no tempo tem determinada especificidade, essa especificidade na construção do passado dos homens no tempo é:
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Q1340215 História

Da ilha amazônica de Marajó ao interior do Piauí, os padres da Companhia possuíam extensas fazendas de gado e de cavalos. No Amazonas, as flotilhas de canoas dos jesuítas aportavam todos os anos em Belém com invejáveis quantidades de cacau, cravo-da-índia, canela e salsaparrilha, cultivados às margens dos principais afluentes do grande rio. A Companhia possuía direitos e privilégios que incluíam a total isenção em Portugal e no Brasil de taxas alfandegárias para todos os seus produtos.

(Daniel Alden. “O período final do Brasil colônia: 1750-1808”.
In: Leslie Bethell (org.) História da América Latina:
A América Latina Colonial, vol. II, 1999. Adaptado.)


O Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e do Brasil em 1759. A sua decisão visou, entre outros objetivos,

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Q1340214 História
Barcos norte-americanos levavam produtos coloniais a ilhas Britânicas, a outros centros europeus e às Antilhas, sobretudo tabaco, artigos navais e madeira. Em troca, importavam da Inglaterra os manufaturados.
(Philip Jenkins. Breve historia de Estados Unidos, 2017. Adaptado.)
O excerto descreve as relações comerciais no Império Britânico em meados do século XVIII, referindo-se
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Q1340213 História
Njinga dizia que não queria a paz com os portugueses porque os portugueses haviam aprisionado sua irmã e não queriam libertá-la. O padre Serafim de Cortona escreveu, então, para o governador português de Angola, pedindo- -lhe que libertasse a irmã de Njinga, com o que faria grande serviço a Deus e ao rei, com a introdução “da nossa santa fé naquelas partes”. A favor da devolução, disse ainda que assim acabaria a já longa guerra e se abriria o “comércio ao resgate dos negros”.
(Marina de Mello e Souza. Além do visível: Poder, Catolicismo e Comércio no Congo e em Angola (Séculos XVI e XVII), 2018. Adaptado.)
O episódio é relatado pelo padre Serafim de Cortona em um documento escrito em 1658 sobre Njinga, rainha de territórios do interior da África. Para o sacerdote,
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Q1340212 História
Com a instalação de uma nova classe dominante, originada dos bárbaros ou, com mais frequência, da fusão entre populações romanas antigas e populações bárbaras estabelecidas no território do antigo Império Romano, aparece uma forma de poder cujas origens são germânicas e que se denomina a banalidade, o direito de banalidade. É um direito de comando bastante geral, que inclui direitos de justiça, mas, sobretudo, direitos econômicos.
(Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998.)
O direito de banalidade derivava
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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2019 - FAMEMA - Vestibular 2020 - Prova II |
Q1339314 História

O período mais produtivo da Época de Ouro da MPB coincide, basicamente, com o Estado Novo (1937-1945), implantado por Getúlio Vargas. Não é uma simples coincidência. Em 1937, Vargas criou o Ince (Instituto Nacional de Cinema Educativo), o SNT (Serviço Nacional de Teatro) e o INL (Instituto Nacional do Livro). De outro lado, Vargas também operava, com mão de ferro, o famigerado DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda).

(José Arbex Jr. e Maria Helena V. Senise. Cinco séculos de Brasil, 1998. Adaptado.)

Durante o Estado Novo,

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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2019 - FAMEMA - Vestibular 2020 - Prova II |
Q1339313 História

Observe as obras que representaram, posteriormente aos fatos, os processos de independência da Venezuela e do Brasil.

Imagem associada para resolução da questão

Nessas representações, pode-se observar

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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2019 - FAMEMA - Vestibular 2020 - Prova II |
Q1339312 História

O avanço das culturas sul-americanas nas zonas tropicais africanas conhece três etapas. Num primeiro tempo, a América exporta mandioca através da Guanabara e do litoral vicentino. Numa segunda etapa, a mandioca, o milho, a batata-doce e frutas sul-americanas passam a ser plantados nas terras africanas. Num terceiro tempo, tais culturas espalham- -se pelos sertões africanos. O uso do milho e da mandioca como ração dos povos da região permitiu que os guerreiros negreiros dilatassem suas áreas de captura. Roças de mandioca e milho são abertas nas áreas de parada e descanso dos bandos, facilitando o transporte terrestre de um maior número de cativos do sertão.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes, 2000. Adaptado.)


O historiador

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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2019 - FAMEMA - Vestibular 2020 - Prova II |
Q1339311 História

Leia o excerto sobre a preparação dos rapazes na Grécia Antiga para exercer seu papel de cidadão e pai de família. Dois tipos de iniciação persistiam nas épocas clássica e helenística em Atenas. A primeira, de origem mais arcaica, era a apresentação do adolescente à fratria1 paterna, inicialmente em um sacrifício oferecido pelo pai aos deuses Zeus e Atena. A segunda, provavelmente estabelecida na época clássica, era o serviço militar, chamado efebia. Ambas tinham igual importância para os gregos do período, e era indispensável que o jovem passasse pelas duas.

(Maria Beatriz Florenzano. Nascer, viver e morrer na Grécia Antiga, 1996. Adaptado.)

1 fratria: grupo de pessoas que acreditavam ter o mesmo ancestral.

De acordo com o excerto, tornar-se cidadão em Atenas dependia

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Respostas
881: A
882: A
883: C
884: E
885: C
886: D
887: C
888: D
889: D
890: E
891: B
892: E
893: D
894: B
895: E
896: A
897: D
898: A
899: C
900: B