Questões de Vestibular Comentadas sobre história
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Pequeno ou grande, estável ou de vida precária, em qualquer região em que existisse a escravidão, lá se encontrava o quilombo como elemento de desgaste do regime servil. O fenômeno não era circunscrito a determinada área geográfica, ele aparecia onde quer que a escravidão surgisse.
MOURA, C. Rebeliões da senzala. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988 (adaptado).
Plano Collor foi intervenção mais drástica na economia
Um Brasil traumatizado com a inflação. É assim que os economistas definem o país que criou o Plano Collor em março de 1990, uma das mais severas intervenções do governo na economia. O pacote tinha como objetivo controlar a inflação que rondava os 2 000% ao ano. A ideia era diminuir a circulação de dinheiro no mercado para inibir o consumo da população e reduzir a inflação.
CASADO, L. Disponível em: http://noticias.r7.com. Acesso em: 20 ago. 2013 (adaptado).
Kosovo celebra 20 anos do fim da guerra
Fonte: Disponível em: <https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/06/11/interna_internacional,1060916/kosovo-celebra-20-anos-do-fim-da-guerra.shtml>. Acesso em 25 ago. 2019.
Sobre a Guerra de Kosovo, afirma-se:
Leia a imagem e o texto a seguir para responder à questão:

Desde sua construção, em agosto de 1961, o muro de Berlim sempre foi identificado com o governo do Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED, na sigla em alemão) e especificamente com Walter Ulbricht e Erich Honecker. O máximo símbolo da divisão da cidade de Berlim, da Alemanha, do continente europeu e, em certo sentido, do conflito da Guerra Fria era justificado pelos dirigentes comunistas germano-orientais sob o argumento de proteger a economia da República Democrática da Alemanha (RDA) do saqueio, do contrabando e da especulação – além de controlar a população e evitar a fuga em massa de trabalhadores qualificados para o setor oeste da cidade, território da República Federal da Alemanha (RFA).
Fonte: AVILA, Carlos Federico Domínguez. A queda do muro de Berlim: um estudo com fontes
brasileiras. Rev. Sociol. Polít., Curitiba, v. 18, n. 37, p. 93-110, out. 2010.
O muro de Berlim foi derrubado em 1989. Sobre a conjuntura de construção e queda do muro é possível afirmar:
De acordo com o historiador Boris Fausto (1996), a organização política e administrativa da Coroa Portuguesa nos primeiros anos da colonização do Brasil, em alguns pontos utilizou procedimentos com origem na sociedade medieval europeia.
Fonte: FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996.
Relacione as colunas sobre a organização política e administrativa do Período Colonial.
(1)Capitanias Hereditárias.
(2)Sesmaria.
(3)Governo Geral.
( ) Criado em 1548 como forma de limitar o poder dos donatários, que foram submetidos a esta instância da administração portuguesa, nomeada diretamente pelo rei.
( ) Extensão de terra virgem cuja propriedade era doada a um sesmeiro, com a obrigação -raramente cumprida -de cultivá-la no prazo de cinco anos e de pagar o tributo devido à Coroa.
( ) A América Portuguesa foi dividida em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao equador que iam do litoral ao meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães-donatários.
Marque a sequência correta:
“Era um objetivo absurdo, que trazia em si a derrota e que arruinou vencedores e vencidos; que empurrou os derrotados para a revolução e os vencedores para a bancarrota e a exaustão física. Em 1940 a França foi atropelada com ridícula facilidade e rapidez por forças alemãs inferiores e aceitou sem hesitação a subordinação a Hitler porque o país havia sangrado até quase a morte em 1914-8. A Grã-Bretanha jamais voltou a ser a mesma após 1918, porque o país arruinara sua economia travando uma guerra que ia muito além de seus recursos. Além disso, a vitória total, ratificada por uma paz punitiva, imposta, arruinou as escassas possibilidades existentes de restaurar alguma coisa que guardasse mesmo fraca semelhança com uma Europa estável, liberal, burguesa, como reconheceu de imediato o economista John Maynard Keynes. Se a Alemanha não fosse reintegrada na economia europeia, isto é, se não se reconhecesse e aceitasse o peso econômico do país dentro dessa economia, não poderia haver estabilidade. Mas essa era a última consideração na mente dos que tinham lutado para eliminar a Alemanha”.
Fonte: HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos: o breve do século XX: 1914-1991. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995, p. 38.
“Em 1940 a França foi atropelada com ridícula facilidade e rapidez por forças alemãs inferiores e aceitou sem hesitação a subordinação a Hitler porque o país havia sangrado até quase a morte em 1914-8”. (grifo nosso)
“Era um objetivo absurdo, que trazia em si a derrota e que arruinou vencedores e vencidos; que empurrou os derrotados para a revolução e os vencedores para a bancarrota e a exaustão física. Em 1940 a França foi atropelada com ridícula facilidade e rapidez por forças alemãs inferiores e aceitou sem hesitação a subordinação a Hitler porque o país havia sangrado até quase a morte em 1914-8. A Grã-Bretanha jamais voltou a ser a mesma após 1918, porque o país arruinara sua economia travando uma guerra que ia muito além de seus recursos. Além disso, a vitória total, ratificada por uma paz punitiva, imposta, arruinou as escassas possibilidades existentes de restaurar alguma coisa que guardasse mesmo fraca semelhança com uma Europa estável, liberal, burguesa, como reconheceu de imediato o economista John Maynard Keynes. Se a Alemanha não fosse reintegrada na economia europeia, isto é, se não se reconhecesse e aceitasse o peso econômico do país dentro dessa economia, não poderia haver estabilidade. Mas essa era a última consideração na mente dos que tinham lutado para eliminar a Alemanha”.
Fonte: HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos: o breve do século XX: 1914-1991. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995, p. 38.
Incorria em pena de morte quem batesse num escravo ou mudasse de roupa perto da estátua do imperador de Roma, quem entrasse nas latrinas ou no prostíbulo com uma moeda ou um anel que tivesse a sua imagem.
SUETÔNIO. A vida dos doze césares. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003 (adaptado).
O Brasil viveu a década de 1980 e o início dos anos 1990 em crise econômica. Na tentativa de conter os preços, planos econômicos e ministros se sucediam em curto intervalo de tempo, mas foi o Plano Collor, lançado em 1990, o exemplo mais crítico.
PASSARELLI, H. Inflação: um problema que não pode ser esquecido. Disponível em: http://economia.estadao. com.br. Acesso em: 1 ago. 2014 (adaptado).
O plano econômico citado tornou-se rapidamente impopular, pois alterou a vida cotidiana das pessoas ao
Em 1865 a Constituição norte-americana acabou com a escravidão nos EUA, e o Estado assumiu a responsabilidade pelos libertos, garantindo registro de identidade, oferecendo terras para o cultivo e reunindo parentes que haviam se espalhado no período da escravidão. No Brasil, em 1888, com o fim da escravidão, nada foi oferecido pela Monarquia aos libertos além da liberdade — nem escolas, nem terras e muito menos direitos civis, como o registro de identidade.
PAMPLONA, M. A. Direitos suados e lembrados. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 66, mar. 2011 (adaptado).
“Aqui não há estradas, apenas trechos (...), quando um habitante dos nossos sertões viaja pelo estado (...) lastima-se da sorte” (06/05/1891).
“Falta absoluta de um meio fácil e seguro para transportar gêneros a outros portos” (01/07/1891).
“Povo do Norte, olha a quem serve o teu dinheiro, trabalhe para viver nobremente na tua pobreza (...) o vampiro que suga o teu sangue, repele-o para longe de ti” (15/06/1892).
De acordo com os fragmentos do referido periódico, é CORRETO afirmar que as manifestações expressaram
Aqueles malvados estão
Nós temos as leis de Deus
Eles têm a lei do Cão!
Bem desgraçados são eles
Pra fazerem a eleição
Abatendo a lei de Deus
Implantando a lei do Cão!
Casamento vão fazendo
Para o povo iludir
Vão casar o povo todo
No casamento civil!
D. Sebastião já chegou
E traz muito regimento
Acabando com o civil
E fazendo o casamento!
O Anticristo nasceu
Para o Brasil governar
Mas aí está o Conselheiro
Para dele nos livrar!
Visita vem nos fazer
Nosso rei D. Sebastião
Coitado daquele pobre
Que viver na lei do Cão!
Esses versos foram coletados por Euclides da Cunha em Canudos e publicados em Os sertões, de 1902. Eles mostram parte das ideias que aglutinaram as pessoas em torno de Antônio Conselheiro, como:
É CORRETO afirmar que são características do integralismo:
Os confrontos entre os potentados criavam constantes situações de violência, como a verificada entre Manuel Nunes Viana e Jerônimo Pedroso, em razão do sumiço de uma espingarda, fato que se tornou uma das motivações para o desencadeamento da
A gravura mostra Jinga, Ngola do Ndongo. Sua história exemplifica o papel político que as mulheres desempenhavam nas sociedades africanas pré-coloniais.
No Reino do Ndongo, localizado em parte do que hoje é a atual Angola, as mulheres sempre tiveram protagonismo político, sendo Jinga:
A imagem mostra um trecho do Códice Mendonza, produzido em 1540, por escribas mexicas, de acordo com a técnica de escrita pictográfica tradicional. Ele ajuda a conhecer a cultura escrita asteca e os códices mexicanos do período pré-colonial.
Os códices astecas abarcavam:
“Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento.” (Samba-enredo, Mangueira, 2019).
“Eram três caravelas Que chegaram d´além mar E a terra chamou-se América Por ventura? Por azar?
Não sabia o que fazia, não. D. Cristóvão, capitão. Trazia, em vão, Cristo no nome, E, em nome dele, o canhão. (...) Quinhentos anos de quê? (Belchior, Quinhentos anos de quê?, 1993).
“A história é sempre escrita pelos vencedores. Imaginem como seria a história da América escrita pelos indígenas (...) Como seria?.” (José Saramago, 2007).
Esses excertos problematizam o modo como a história oficial conceitualiza a colonização da América
Ao longo dos séculos, na progressiva complexidade de relações medievais, surgiram relações de dependência entre senhores feudais.
É CORRETO afirmar que a relação entre suseranos e vassalos ocorria quando: