Questões de Vestibular
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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A desagregação dos impérios das sociedades do Antigo Regime, em curso desde fins do século XVIII, acelerou o surgimento de estados independentes nas Américas, em especial no período que vai de 1776 ao fim do primeiro quartel do século XIX. Assumindo a forma ora de repúblicas, ora de monarquias constitucionais modernas, esses novos estados transformaram radicalmente as fronteiras políticas deste lado do Atlântico.
Sobre essa conjuntura histórica, assinale a alternativa INCORRETA.
( ) A criação das Casas de Fundição aumentou a insatisfação das pessoas, que já reclamavam do alto preço dos alimentos e acabou ocasionando a Revolta de Vila Rica em 1720.
( ) Ocorreu a mudança da capital do Rio de Janeiro para Salvador.
( ) Nas regiões das minas, as maiores fortunas pertenciam geralmente aos donos de minas e não aos comerciantes.
A sequência correta é
Observe a imagem.

A formação de quilombos foi o resultado das lutas dos povos africanos contra a escravidão ocorridas no Brasil e na América como um todo.
No Brasil, a organização do quilombo de Palmares tirou o sono dos Senhores de engenho, tanto brasileiros, como portugueses, pela forma como o seu líder (Zumbi) enfrentou a ordem escravista.
O resultado dessa luta repercute atualmente num dia de reflexão profunda sobre o racismo e busca de formas efetivas de sua superação.
Trata-se do dia
A partir da leitura do texto, pode-se concluir que a economia açucareira
SILVA, Daniel B. Domingues da. Brasil e Portugal no Comércio atlântico de escravos: um balanço histórico e estatístico. In. GUEDES, Roberto (org.). África – Brasileiros e Portugueses. Rio de Janeiro, Mauad X, 2013 p.53-54.
No início do século XVII, o tráfico de escravos da África para o Brasil passou a ser regular e tinha intima relação com as economias desenvolvidas no Brasil colonial. Com base nos dados apresentados, é possível afirmar que:
I – Pelos dados apresentados, o porto do Rio de Janeiro já era o mais concorrido para o desembarque de pessoas na condição de escravos, podendo evidenciar a maior atividade econômica desta região, como, por exemplo, a economia aurífera ou do ouro.
II – A cidade do Salvador, com base nos dados apresentados, mantinha o segundo lugar no trato de escravos podendo evidenciar a continuidade da importância da economia do açúcar e do tabaco.
III – Pernambuco, pelos dados do Voyages, aparecia com 12% dos navios embarcados revelando a falência da economia açucareira e aurífera daquela região.
IV – A presença de diversos portos no trato ou tráfico de escravos evidencia o quanto a economia do escravismo e da escravidão estavam disseminadas na Idade Moderna.
Marque a alternativa que apresenta as preposições verdadeiras:
Da ilha amazônica de Marajó ao interior do Piauí, os padres da Companhia possuíam extensas fazendas de gado e de cavalos. No Amazonas, as flotilhas de canoas dos jesuítas aportavam todos os anos em Belém com invejáveis quantidades de cacau, cravo-da-índia, canela e salsaparrilha, cultivados às margens dos principais afluentes do grande rio. A Companhia possuía direitos e privilégios que incluíam a total isenção em Portugal e no Brasil de taxas alfandegárias para todos os seus produtos.
(Daniel Alden. “O período final do Brasil colônia: 1750-1808”.
In: Leslie Bethell (org.) História da América Latina:
A América Latina Colonial, vol. II, 1999. Adaptado.)
O Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, expulsou a
Companhia de Jesus de Portugal e do Brasil em 1759. A sua
decisão visou, entre outros objetivos,
“Parece-me que nós não aprendemos com a nossa própria história, pois somos capazes de repetir, como cacoete, as alianças espúrias entre escravos e a casa-grande. As pessoas da senzala demoram a aprender a lição: sempre que há um pequeno espaço de liberdade, se esquecem do quanto foram aviltadas, do quanto foram violentadas, e voltam a estabelecer essa espécie de conluio com os interesses da oligarquia, do latifúndio, das velhas hierarquias coloniais que sempre marcaram nossa realidade como um fator de discriminação, segregação e exclusão.”
(Adaptado de Ailton Krenak, Compartilhar a Memória em: Camila Loureiro Dias e Artionka Capiberibe (orgs.), Os Índios na Constituição. Cotia: Ateliê, 2019, p. 17-33.)
“Eu sou Álvaro Tukano, nasci numa aldeia no alto do Rio Negro, em 1953. Naquela época não tinha esse negócio de se organizar os povos indígenas, porque os índios já estavam organizados ao seu modo, mas de uma maneira errada eles ajudaram a difundir a economia e o avanço do Estado brasileiro.”
(Adaptado de Álvaro Tukano em Kaká Werá (org.), Álvaro Tukano, Coleção Tembetá. Rio de Janeiro: Azougue, 2017, p. 13.)
Os dois textos
Art. 1. Que dada a publicação desta Carta de Lei o Estado do Brasil seja elevado à dignidade, preeminência, e denominação de REINO DO BRASIL;
Art. 2. Que os Meus Reinos de Portugal, Algarves, e Brasil formem dora em diante um só e único Reino debaixo do título de Reino Unido de Portugal, e do BRASIL, e ALGARVES;
Art. 3. Que os Títulos inerentes à Coroa de Portugal, e de que até agora Hei feito uso, se substitua em todos os Diplomas, Cartas de Lei, Alvarás, Provisões, e Atos Públicos o novo Título de PRÍNCIPE REGENTE DO REINO UNIDO DE PROTUGAL, E DO BRASIL, E ALGRAVES DAQUÉM E DALÉM-MAR, EM ÁFRICA, DE GUINÉ, E DA CONQUISTA, NAVEGAÇÃO E COMÉRICO DA ETIÓPIA, ARÁBIA, PÉRSIA E ÍNDIA. (Decreto de elevação do Brasil a Reino Unido, extraído de BONAVIDES, Paulo e VIEIRA, Amaral. Textos políticos da história do Brasil. Fortaleza, s/e, 1973).
Sobre a decisão tomada que se expressa no
trecho do documento acima assinale a
alternativa correta.
De acordo com a teoria apresentada, o modelo colonizador implementado no Brasil apresentava as seguintes características, EXCETO,
No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador.
Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece.
Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias.
Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.”
São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir.
Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem.
(Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.)
1V. M.: Vossa Majestade.
Leia atentamente o seguinte trecho do Regimento de Feitor-mor de engenho:
“O castigo que se fizer ao escravo não há-de ser com pau nem tirar-lhe com pedras ou tijolos e quando o merecer o mandará botar sobre um carro e dar-se-lhe-á com um açoite seu castigo; e, depois de bem açoitado, o mandará picar com navalha ou faca que corte bem e dar-se-lhe-á com sal, sumo de limão e urina e o meterá alguns dias na corrente. [...]”
João Fernandes Vieira. Regimento de feitor-mor de engenho. Apud ALVES FILHO, Ivan. Brasil, 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 1999.
Considerando o excerto acima e o conhecimento que se tem a respeito da escravidão no Brasil, é correto afirmar que
<https://tinyurl.com/y6q37ysu> Acesso em: 15.10.2019. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, algumas das causas do fracasso do sistema descrito no texto.