Questões de Vestibular
Comentadas sobre medievalidade europeia em história
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Examine a iluminura extraída do manuscrito Al-Maqamat, de Abu Muhammed al-Kasim al-Hariri, 1237.

A imagem pode ser associada à tradição dos conhecimentos
desenvolvidos no mundo árabe-islâmico durante a Idade Média e revela
Um homem incrível, esse al-Mamun. Um califa racionalista! Adepto apaixonado de Aristóteles, odiava os integristas, que perseguiu ao longo de todo o seu reinado. Ele foi a alma da Casa da Sabedoria. Tendo suas tropas vencido as forças bizantinas, al-Manun propôs uma surpreendente troca ao imperador do Oriente: prisioneiros por livros! O acordo foi fechado: um milhar de guerreiros cristãos, libertados pelos árabes, voltaram para Constantinopla, enquanto no sentido inverso uma dezena de obras raríssimas, florão das bibliotecas bizantinas, chegava a Bagdá, recebidas com exaltação na Casa da Sabedoria. (GUEDJ, Denis. O Teorema do Papagaio. SP: Cia. Das Letras. 2001, p. 212.)
Tomando por base a comparação das ações do Califa com as características culturais e religiosas na Europa Medieval, julgue as afirmativas.
I. Da mesma forma que o califa, durante o medievo europeu houve um grande esforço por parte do catolicismo para a preservação da cultura antiga, principalmente a grega. II. O racionalismo, herança da cultura grega, foi responsável, tanto no Oriente como no Ocidente, pela separação entre religião e poder político, promovendo o início da laicização do Estado, concretizada apenas com a Revolução Francesa. III. Ao contrário dos esforços do califa para preservá-la, no Ocidente Medieval, boa parte da produção cultural antiga foi destruída por contrariar os preceitos religiosos vigentes à época.
Está (ão) correta (s):
(Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998. Adaptado.)
O historiador descreve o surgimento da cidade medieval, assinalando, como um dos seus aspectos fundamentais,
As Feiras Medievais foram os núcleos iniciais de um movimento reconhecido historicamente como Renascimento Comercial e Urbano que se alastrou pela Europa, do século XII ao XV. Relacionados a esse movimento estão:
1) as Guildas e as Corporações de Ofício.
2) o surgimento dos feudos e a extinção do trabalho servil.
3) o trabalho fabril e novas formas de troca de mercadorias.
4) as migrações rurais e o surgimento de novas rotas comerciais .
5) a criação de novas ordens monásticas e instituições financeiras
Estão corretas apenas
Leia o trecho de uma das versões da lenda O País da Cocanha, muito difundida entre os camponeses medievais.
Bem-vindo à Cocanha, que nenhuma outra terra é capaz de igualar. Aqui abundam as coisas boas, sem que ninguém precise semear para colher. Nunca tem inverno nem geada, nunca tem seca nem fome. E nenhum senhor vem roubar nossos celeiros nem devastar nossas plantações. Venha, você será meu convidado!
(MASSARDIER, G. Contos e lendas da Europa medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. pp.27-35.)
Ao sonhar com um lugar em que havia abundância de alimentos, esses trabalhadores expressavam uma preocupação constante em suas vidas: a fome.
Sobre as condições de produção e distribuição de alimentos na Alta Idade Média, é correto afirmar que

A imagem reproduz um auto de fé. Essas cerimônias
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
(...) os mitos e o imaginário fantástico medieval não foram subitamente subtraídos da mentalidade coletiva europeia durante o século XVI. (...) Conforme Laura de Mello e Sousa, “parece lícito considerar que, conhecido o Índico e desmitificado o seu universo fantástico, o Atlântico passará a ocupar papel análogo no imaginário do europeu quatrocentista”.
(VILARDAGA, José Carlos. Lastros de viagem: expectativas, projeções e descobertas portuguesas no Índico (1498- 1554). São Paulo: Annablume, 2010, p. 197)
“Uma categoria inferior de servidores que coexiste nas grandes casas com os domésticos livres são os escravos. Um recenseamento enumera em Gênova, em 1458, mais de 2 mil. As mulheres estão em uma proporção esmagadora (97,5%) e 40% não têm ainda 23 anos. São totalmente desamparadas; todos na casa a repreendem, todos batem nela (patrão, mãe, filhos crescidos) e os testemunhos de processos em que elas comparecem mostram-nas vivendo, frequentemente no temor de pancadas. Em Gênova e Veneza, a escrava-criada é essencial no prestígio das nobres e ricas matronas.
(Adaptado de Charles De la Roncière, “A vida privada dos notáveis toscanos no limiar da Renascença”, em Georges Duby (org.), História da vida privada - da Europa feudal à Renascença, vol 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 235-236.)
Sobre o trabalho nas cidades italianas do período em questão, podemos afirmar corretamente que:
Reproduz-se, abaixo, trecho de um sermão do bispo Cesário de Arles (470-542), dirigido a uma paróquia rural.
“Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios: recorrendo a encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e adivinhos?”
(Fonte: http://www.institutosapientia.com.br/site/index.php?option=co _content&view=article&id=1397:sao-cesario-de-arles-sermao-13-para-uma-paroquia-rural&catid=28: outros-artigos&Itemid=285.)
A partir desse sermão, escrito no sul da atual França, é correto afirmar que:
Eis dois homens a frente: um, que quer servir; o outro, que aceita, ou deseja, ser chefe. O primeiro une as mãos e, assim juntas, coloca-as nas mãos do segundo: claro símbolo de submissão, cujo sentido, por vezes, era ainda acentuado pela genuflexão. Ao mesmo tempo, a personagem que oferece as mãos pronuncia algumas palavras, muito breves, pelas quais se reconhece “o homem” de quem está na sua frente. Depois, chefe e subordinado beijam-se na boca: símbolo de acordo e de amizade. Eram estes – muito simples e, por isso mesmo, eminentemente adequados para impressionar espíritos tão sensíveis às coisas – os gestos que serviam para estabelecer um dos vínculos mais fortes que a época feudal conheceu.
(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.)
Miniatura do Liber feudorum Ceritaniae, século XIII

O texto e a imagem referem-se à cerimônia que
Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média . Rio de Janeiro: Em busca da Idade Média Civilização Brasileira, 2008, p. 156
A frase pode ser considerada correta, entre outros motivos, porque