Questões de Vestibular Sobre conhecimentos gerais
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De autoria do ex-deputado Almir Sá, de Roraima, a proposta de emenda constitucional (PEC) 215 de 2000 é alvo de protesto de grupos indígenas. Isso porque a PEC 215 transfere a competência da União na demarcação das terras indígenas para o Congresso Nacional. A proposta também possibilita a revisão das terras já demarcadas. Outra mudança seria nos critérios e procedimentos para a demarcação destas áreas, que passariam a ser regulamentados por lei, e não por decreto com é atualmente. (<http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2013/10/pec-215-enteda-aproposta-muda-a-demarcacao-das-terras-indigenas> Acesso: 02/09/2015.)
Acontecimentos recentes, como o assassinato do indígena Semião Vilhalva Guarani Kaiowá por fazendeiros, no Mato Grosso do Sul, reaqueceram as discussões a respeito da PEC 215. Os povos indígenas, diferentes movimentos sociais e organizações da sociedade civil se opõem à emenda, pois acreditam que:
Leia atentamente as informações para responder a questão:
Defying the Rules
Faceless slaves,
Your shields aren’t enough
For the furious swords
Look the reality
And think by yourself,
Is the world free?
Inside the dust and smoke
The roar of the engines
Is approaching
Threatening the Faceless
Lands again
Head way to truth,
From now they’ll call us
Masters of Fate
Fight till the end,
Defying the rules of the power
Desafiando as leis
Escravos de “Sem Face”,
Seus escudos não são suficientes
Para as espadas furiosas
Olhe a realidade
E pense por si mesmo,
Será que o mundo está livre?
Dentro da poeira e da fumaça
O rugido dos motores
Se aproxima
Ameaçando o “Sem Face”
Cair de novo
Avançar para a verdade
A partir de agora nos chamarão
Mestres do Destino
Lutar até o fim,
Desafiando as regras do poder

Manifestações, baixa popularidade, crise econômica, dólar em alta, escândalos, ameaça de impeachment, acusação de golpismo e de estelionato eleitoral, pedidos para que se respeite a democracia e as instituições. Esse enredo, que marcou o início do segundo mandato presidencial do tucano Fernando Henrique Cardoso, em 1999, se repete agora, com a presidente petista Dilma Rousseff. [...] Foi durante o segundo mandato que tanto FHC quanto Dilma superaram as taxas de rejeição e de reprovação do ex-presidente Fernando Collor. [...] Assim como hoje, as ruas também mandaram recados em 1999. [...] Se Dilma tem hoje o escândalo na Petrobras aguçando a crise política, FHC tinha os grampos do BNDES alimentando a sua. Em 1999, na esteira do caso do BNDES, o PT protocolou pedidos de impeachment alegando crime de responsabilidade. [...] Hoje, parte do PSDB, principal partido de oposição, estuda a viabilidade de um pedido de impeachment de Dilma [...].
(ENTINI, Carlos Eduardo. O mesmo enredo para dois governos. In____Jornal O Estado de São Paulo, 23 de agosto de 2015, caderno de política, p. A7.)
Tomando por base as informações anteriores, julgue os itens:
I. Os mesmos grupos que pressionaram o governo de FHC estão, hoje, pressionando o de Dilma Rousseff, o que demonstra que, independentemente de quem esteja no poder, uma conscientização política e um grande envolvimento da maior parte da população está acontecendo nos últimos anos, “desafiando as regras do poder”.
II. De acordo com a letra da música e com o fragmento do texto, independentemente de quem esteja no poder, o “Sem Face”, seu envolvimento em corrupção, política e econômica, pode levar a uma reação do povo e promover sua queda, ou, pelo menos, promover pressões sobre seu governo.
III. Ao contrário das manifestações contra FHC, as atuais pressões contra o governo de Dilma Rousseff contam com a participação das camadas mais humildes da sociedade, “ameaçando o ‘Sem Face’ cair
de novo”, por estarem descontentes com a falência dos projetos sociais que os auxiliam, como ocorreu no impeachment do ex-presidente Fernando Collor.
Está (ão) correto (s):
Leia o fragmento para responder à questão:
No início do período republicano no Brasil a criança respondia por crime a partir dos 9 anos de idade, mas até os 14 era julgada conforme sua capacidade de discernimento, que era avaliada por um juiz. Entre os 14 e 21 anos, a pena era mais branda do que as definidas para os adultos. Em 1921, a imputabilidade (a possibilidade de ser responsabilizado por um ato) passou a ser possível a partir dos 14 anos, e a capacidade de discernimento deixou de ser fator considerado. Até os 18 anos, o menor infrator era submetido a um processo e a medidas punitivas diferenciadas. Foi só em 1990, com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que a ênfase mudou. O ECA, que completou 25 anos em 2015, estabelece os direitos dos jovens até 18 anos no Brasil. O jovem brasileiro continua tendo responsabilidade penal a partir dos 12 anos – ou seja, ele é responsabilizado e punido por seus atos a partir desta idade, mas julgado sob parâmetros da justiça juvenil.
(Jovens infratores na mira da polêmica. In___Revista Guia do Estudante – Atualidades, 2º semestre de 2015. SP: Abril, 2015, p. 147-148.)
De acordo com as informações, e tomando por base as atuais discussões sobre a redução da maioridade penal, assinale a alternativa
correta:
Analise a imagem abaixo e julgue os itens a seguir:

(Oriente Médio. Disponível em: https://br.images.yahoo.com/images. Acesso em: 23 ago. 2014, às 9h30.)
I. A região em destaque apresenta elevada renda per capita e alto IDH, graças aos recursos provenientes da exploração de suas grandes reservas de petróleo.
II. A presença de diversidade étnica e, principalmente, religiosa no território, configura o principal motivo de ocorrência de disputas territoriais há décadas.
III. Devido ao clima desértico em grande parte de seu território, a região apresenta rios perenes e exorreicos, como, por exemplo, o rio Jordão.
Está (ão) correto (s):
I. O sistema de transporte que predomina no Brasil é o ferroviário, em função da grande extensão territorial do país e dos elevados investimentos recebidos do setor privado após a década de 90.
II. A utilização do transporte rodoviário tem como consequências o encarecimento dos produtos transportados e o aumento da poluição, já que transporta quantidades menores de carga, emitindo altos níveis de gases poluentes provenientes da queima do combustível.
III. A predominância de rios de planalto no Brasil dificulta o transporte hidroviário. Porém, este é o segundo meio de transporte mais utilizado no país.
Está (ão) correto (s):
Analise as informações para responder a questão:

Peça da campanha publicitária “Homens que amamos”, do esmalte Risqué.

Peça da campanha publicitária “Verão”, da cerveja Itaipava.
Não existem muitos casos de propagandas machistas no Brasil porque a publicidade brasileira é madura para perceber que a pior coisa que pode fazer é irritar o consumidor, seja ele mulher, homem ou criança. De qualquer forma, nós não temos uma declaração oficial a respeito desse assunto”. Essa foi a resposta da assessoria de imprensa do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), por telefone, à pergunta [...] referente a algumas peças publicitárias lançadas no Carnaval e no Dia Internacional da Mulher, rechaçadas nas redes sociais por serem consideradas machistas – algumas inclusive retiradas de circulação. [...] Das 18 denúncias de machismo em propaganda recebidas em 2014 [...], 17 foram arquivadas, e apenas uma, da cerveja Conti, que dizia em sua página do Facebook “tenho medo de ir no bar pedir uma rodada e o garçom trazer minha ex” terminou com um pedido de suspensão e advertência da agência que realizou a campanha.
(DIP, Andrea. Na publicidade, o machismo é a regra da casa. Matéria publicada em 22 de março de 2015. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/machismo-e-a-regra-da-casa-4866.html. Acesso em: 06 abr. 2015, às 18h00.)
A prefeitura de Roma declarou guerra à publicidade machista e começou a eliminar todos os cartazes sexistas espalhados pela cidade que divulgam a imagem de "mulher objeto" e que apresentam o corpo feminino de maneira ofensiva. [...] [Ignazio] Marino [prefeito de Roma] afirmou [...] que ‘’o corpo da mulher não poderá ser associado a imagens que o equiparem a um objeto de maneira sexista" e que os espaços da prefeitura "só serão vendidos a quem respeite as regras". Além de retirar imagens ofensivas e não ceder espaços públicos a anúncios machistas, o prefeito anunciou a criação, "antes do verão", de um organismo que avaliará se a publicidade se inscreve dentro das normas de "não discriminação" quanto à orientação sexual e identidade de gênero.
(ORAÁ, Maria Salas. Roma declara guerra à publicidade machista. Matéria publicada em 05 de abril de 2015. Disponível em: http://noticias.r7.com/economia/roma-declara-guerra-a-publicidade-machista-05042015. Acesso em: 06 abr. 2015, às 18h30.)
Tomando por base as informações, julgue os itens:
I. As propagandas de cerveja, mesmo não sendo as únicas a apresentatarem visões sexistas e machistas da mulher, têm sido as mais recorrentes neste tipo de publicidade.
II. Enquanto, no Brasil, o Conar nega a existência de padrões machistas ou preconceituosos na publicidade, em Roma, após o reconhecimento da existência desta prática, a prefeitura da cidade proibiu sua exibição em espaços públicos.
III. A manutenção de elementos machistas na publicidade brasileira tem co- mo uma das causas o fato dos canais de divulgação serem todos privados, ao contrário de Roma, onde a publicidade ocupa espaços concedidos pelo governo.
Está (ão) correto (s):
O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigentes é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse é ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadra- das em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequencias inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.
(LLOSA, Mário Vargas. A civilização do espetáculo. Trad. Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. pp. 29-30)
Levando em conta a atualidade brasileira, a definição de “civilização do espetáculo”, apresentada por Vargas Llosa, uma das “consequências inesperadas” dessa tendência poderia ser representada:
Leia as informações para responder a questão:

(Todas as bombas inteligentes são, realmente, inteligentes? (T)ERROR(ism). Charge de TOMAS. Disponível em: http://www.cartoonmovement.com/cartoon/19745. Acesso em: 04 mar. 2015, às 17h00.)
Nesta quinta-feira [07 de agosto de 2014], o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que havia autorizado ataques aéreos direciona- dos contra posições do chamado Estado Islâmico, o grupo radical sunita que ocupa regiões do Iraque e da Síria. O conceito desses chamados "ataques cirúrgicos" é bem atraente para estrategistas militares. Utilizando es- se método, governos conseguem atingir objetivos sem pisar no território inimigo, obtendo um mínimo de baixas em seus efetivos, além de, segundo eles, causar poucos "danos colaterais", eufemismo que inclui a morte de civis.
(Ataques aéreos cirúrgicos são mesmo precisos?Disponível em: http://www.defesanet.com.br/aviacao/noticia/16325/-Ataques-aereos-cirurgicos--sao-mesmo-precisos-/. Acesso em: 04 mar. 2015, às 18h00.)
A luta contra o terror, desencadeada pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001, apresentou várias facetas nestes quase 14 anos. Invasão ao Iraque, bombardeios à Líbia, à Síria, tensões com a Coreia do Norte e, mais recentemente, o combate ao Estado Islâmico, fazem parte da lista de intervenções estadunidenses.
Após a leitura das informações, julgue as afirmativas abaixo:
I. Apesar de, supostamente, agir em nome da liberdade dos povos dos países atacados, os Estados Unidos têm provocado uma série de “efeitos colaterais”, que inclui a morte de um grande número de civis.
II. Apesar dos “efeitos colaterais”, como a morte de alguns civis, as ações dos EUA têm sido eficientes em alcançar seus objetivos, uma vez que em todas as suas intervenções o terrorismo foi erradicado do país invadido.
III. A ligação do chamado Estado Islâmico com a rede terrorista muçulmana, que inclui todos os países citados no texto, foi a motivação dos EUA para os bombardeios atuais.
Está (ão) correta (s):
1889 636 54.169
1907 3.120 149.018
1920 13.436 275.514
1930 18.800 45.000
Fonte: Edgar Carone. A República Velha. São Paulo: DIFEL, 1971, pp. 70-92
Analise os dados da tabela acima e assinale a alternativa que melhor explica o fenômeno observado.
Um líder jihadista egípcio convocou a população muçulmana para destruir a Esfinge e as Pirâmides de Gizé, informa o site árabe Al Arabiya. Murgan Salem al-Gohary, que afirma ter ligações com o Talibã, pediu que os egípcios repetissem o que foi feito no Afeganistão, quando estátuas de Buda foram removidas após a chegada dos fundamentalistas ao poder.
“A destruição da memória, da História, do passado é algo terrível para uma sociedade”.
Jacques Le Goff, Revista Veja.
A destruição de patrimônios históricos da Humanidade, como as estátuas de Buda no Afeganistão, e a ameaça à Esfinge de Gizé e às Pirâmides não se restringem aos conflitos político-religiosos que assolam o Oriente Médio há séculos, mas fazem parte de um processo maior de reconfiguração da Memória e da História da sociedade.
O processo acima descrito está diretamente relacionado ao (à)
“Combustível é uma substância que em contato com outra provoca uma reação química, produzindo energia que é liberada na forma de calor”.
PETROBRAS. Peça publicitária veiculada na TV Globo.
Não é simples definir energia, mas é fácil perceber sua existência. Nesse contexto, pode-se inferir que energia é a

Considerando a realidade atual do Brasil, essa redivisão territorial também igualaria a seguinte característica socioespacial:

“Reivindicar liberdade para as mulheres não é crime. Pessoas presas por solicitar o direito de votar não devem ser tratadas como criminosas” (1917).
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A imagem acima retrata a luta das mulheres pelo sufrágio universal nas décadas iniciais do
século XX, nas sociedades norte-americana e europeia.
Naquele momento, a negação desse direito indicava o seguinte problema social: