Questões de Vestibular
Sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia
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A célebre distinção de Aristóteles entre “virtudes morais” e “virtudes intelectuais” pode ser considerada o capítulo final da longa querela que opôs os Sofistas e Sócrates em torno da ensinabilidade da virtude.
(LIMA VAZ, H. C. Escritos de Filosofia Política II. Ética e Cultura. 3.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000. p.16-17.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a distinção apresentada na ética aristotélica, considere as afirmativas a seguir.
I. A virtude moral é adquirida pelo hábito, na prática usual dos costumes e valores comumente partilhados. II. A virtude moral é conquistada na medida em que a ação humana imita os exemplos dados pelos deuses. III. A virtude intelectual é oriunda do exercício da razão que concede ao homem autonomia privada em seu agir. IV. A virtude intelectual é fruto do aprendizado e do processo formativo, sendo desenvolvida cognitivamente.
Assinale a alternativa correta.
Os argumentos expostos por Descartes no intuito de fundamentar sua filosofia têm como ponto basilar a noção do cogito, ergo sum: a partir de um ato de consciência (a dúvida), instaura-se um processo que vai culminar com a certeza não apenas do eu, como também da possibilidade de, a partir dele, deduzir o mundo.
(HANSEN, G. L. Modernidade, Utopia e Trabalho. Londrina: Edições CEFIL, 1999. p.52.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a construção do cogito, conforme elaborado na filosofia cartesiana, considere as afirmativas a seguir.
I. O cogito é uma autoevidência originária revelada pela própria razão. II. O cogito é o ponto de partida da dúvida enquanto recurso metodológico. III. O cogito assegura o fundamento para a certeza do mundo exterior independente de Deus. IV. O cogito é a superação do ceticismo e da demonstração de certeza irrefutável.
Assinale a alternativa correta.
Dentre as características desse primeiro período da filosofia grega destaca-se
A mitologia grega , base da religião dos gregos antigos, não tinha um livro sagrado como a Bíblia; sua origem era explicada através de dois livros Teogonia,de Hesíodo, e Ilíada e Odisséia, de Homero, sendo que o primeiro explicava a origem dos deuses e, o segundo, aventuras com heróis e deuses gregos. Era uma religião politeísta.
Marque a sequência que traz apenas nomes de deuses da mitologia grega.
Aristóteles escreveu, numa de suas obras: “O ser que não é social ou é Deus ou é um bruto”. Esta afirmação traz subjacentes dois pressupostos: a) Para que haja verdadeira sociabilidade é necessária a existência de dois ou mais seres da mesma espécie. b) Para que haja verdadeira sociabilidade é necessária a presença de uma consciência racional. Neste contexto, podemos afirmar:
1) Deus não pode sociabilizar-se porque, sendo um ser único, não tem outro da mesma espécie com quem fazê-lo.
2) Os seres brutos não podem sociabilizar-se porque não possuem a exigência da consciência racional.
3) Os homens são os únicos seres que podem sociabilizar-se porque possuem ambas as exigências: outros seres da mesma espécie e consciência racional.
Está(ão) correta(s):
[...]
Arandir (numa alucinação) – Dália, faz o seguinte. Olha o seguinte: diz à Selminha. (violento) Diz que, em toda minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto. Pela primeira vez. Dália, escuta! Pela primeira vez, na vida! Por um momento, eu me senti bom! (furioso) Eu me senti quase, nem sei! Escuta, escuta! Quando eu te vi no banheiro, eu não fui bom, entende? Desejei você. Naquele momento, você devia ser a irmã nua. E eu desejei. Saí logo, mas desejei a cunhada. Na praça da Bandeira, não. Lá, eu fui bom. É lindo! É lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo! (grita) Eu não me arrependo! Eu não me arrependo!
Dália – Selminha te odeia! (Arandir volta para a cunhada, cambaleante. Passa a mão na boca encharcada.)
Arandir (com voz estrangulada) – Odeia. (muda de tom) Por isso é que recusou. Recusou o meu beijo. Eu quis beijar e ela negou. Negou a boca. Não quis o meu beijo.
Dália – Eu quero!
Arandir (atônito) – Você?Dália (sofrida) – Selminha não te beija, mas eu.
Arandir (contido) – Você é uma criança. (Dália aperta entre as mãos o rosto de Arandir.)
Arandir – Dália. (Dália beija-o, de leve, nos lábios.)
Dália – Te beijei.
Arandir (maravilhado) – Menina!
Dália (quase sem voz) – Agora me beija. Você. Beija.
Arandir (desprende-se com violência) – Eu amo Selminha!
Dália (desesperada) – Eu me ofereço e. Selminha não veio e eu vim.
Arandir – Dália, eu mato tua irmã. Amo tanto que. (muda de tom) Eu ia pedir. Pedir à Selminha para morrer comigo.
Dália – Morrer?
Arandir (desesperado) – Eu e Selminha! Mas ela não veio!
Dália (agarra o cunhado. Quase boca com boca, sôfrega) – Eu morreria.
Arandir – Comigo?
Dália (selvagem) – Contigo! Nós dois! Contigo! Eu te amo!
[...]
(RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 98-100.)
Marque a alternativa que apresenta o autor desse pensamento:
O sentido que Sócrates dava à razão pode ser relacionado, no aspecto político, com a implantação, em Atenas, da
(Adaptado de Alain Corbin e outros, História da virilidade, vol. 1. Petrópolis: Vozes, 2014, p. 62.)
Considerando o texto e a situação da mulher na Atenas clássica, podemos afirmar que se trata de uma sociedade
(Aristóteles. Poética, 1992.)
As Coéforas é uma peça trágica grega, escrita por Ésquilo (525-456 a.C.), que representa a vingança dos filhos de Agamenon, Electra e Orestes, ao assassinato de seu pai. Aristóteles refere-se ao instante em que Electra reconhece, depois de longo tempo de separação, seu irmão Orestes. O “reconhecimento” foi possível por meio de um silogismo, que é
A obra República é uma longa carta escrita por Sócrates e reproduzida por Platão. Nesse texto, Sócrates propõe uma tese sobre a natureza da linguagem.
