Questões de Vestibular
Comentadas sobre cultura e sociedade em sociologia
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A melhor banda de todos os tempos da última semana
Quinze minutos de fama Mais uns pros comerciais Quinze minutos de fama Depois descanse em paz O gênio da última hora É o idiota do ano seguinte O último novo-rico É o mais novo pedinte A melhor banda de todos os tempos da última semana O melhor disco brasileiro de música americana O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos Não importa a contradição O que importa é televisão Dizem que não há nada a que você não se acostume Cala a boca e aumenta o volume então As músicas mais pedidas Os discos que vendem mais As novidades antigas Nas páginas dos jornais Um idiota em inglês Se é idiota, é bem menos que nós Um idiota em inglês É bem melhor que eu e vocês A melhor banda de todos os tempos da última semana O melhor disco brasileiro de música americana O melhor disco dos últimos anos de sucesso do passado O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos Não importa a contradição O que importa é televisão Dizem que não há nada a que você não se acostume Cala a boca e aumenta o volume então Os bons meninos de hoje Eram os rebeldes da outra estação O ilustre desconhecido É o novo ídolo do próximo verão.
TITÃS. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/titas/40320>. Acesso em: 21 mar. 2019.
A mensagem transmitida pela música aponta para um dos temas fundamentais da sociologia, que foi desenvolvido por vários pensadores, entre eles Theodor Adorno e Max Horkheimer. Nesse sentido, a mensagem remete
I. Todo campo é relativamente autônomo em relação aos demais campos. II. Todo campo possui regras idênticas e interesses semelhantes. III. Não existe uma lei geral para todos os campos. IV. O campo é um espaço de jogo marcado por relações de força entre os seus agentes. V. A sociedade é estruturada em campos sociais, sendo que todos os campos são submetidos as mesmas leis sociais.
PAIS, José Machado. A construção sociológica da juventude-alguns atributos. Revista Análise social: Lisboa, vol. XXV, 1990. p. 164.
Considerando-se o excerto acima, é correto afirmar que
“O índio não é uma questão de cocar de pena, urucum e arco e flecha, algo de aparente e evidente nesse sentido estereotipificante, mas sim uma questão de ‘estado de espírito’. Um modo de ser e não um modo de aparecer. Na verdade, algo mais (ou menos) que um modo de ser: a indianidade designava para nós um certo modo de devir, algo essencialmente invisível, mas nem por isso menos eficaz: um movimento infinitesimal incessante de diferenciação, não um estado massivo de ‘diferença’ anteriorizada e estabilizada, isto é, uma identidade (um dia seria bom os antropólogos pararem de chamar identidade de diferença e vice-versa). A nossa luta, portanto, era conceitual: nosso problema era fazer com que o ‘ainda’ do juízo de senso comum ‘esse pessoal ainda é índio’ (ou ‘não é mais’) não significasse um estado transitório ou uma etapa a ser vencida. A ideia é a de que os índios ‘ainda’ não tinham sido vencidos, nem jamais o seriam. Eles jamais acabar(i)am de ser índios, ‘ainda que’... Ou justamente porquê. Em suma, a ideia era que ‘índio’ não podia ser visto como uma etapa na marcha ascensional até o invejável estado de ‘branco’ ou ‘civilizado’”.
CASTRO, Eduardo Viveiro de, “No Brasil todo mundo é índio, exceto quem não é”, entrevista concedida à equipe de edição do livro Povos Indígenas no Brasil, Instituto Socioambiental (ISA), 2006.
Considerando o texto, acima apresentado, avalie as seguintes proposições: I. A integração dos povos indígenas à sociedade brasileira não significa a perda de suas culturas e de suas identidades socioculturais. II. Os povos indígenas não deixam de ser índios enquanto mantiverem o sentimento de pertencer às suas comunidades e de serem reconhecidos como indígenas, mesmo morando em cidades e participando da vida moderna da atual sociedade brasileira.
Sobre essas afirmações, é correto dizer que
CUNHA, Euclides da. Os Sertões – Campanha de Canudos. São Paulo: Ática, 1998.
Com base no exposto, assinale a afirmação verdadeira.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime patriarcal. 52ª ed. São Paulo: Global, 2013.
O sociólogo brasileiro Gilberto Freyre aponta, na citação acima, a criação de uma “democracia racial” na história da relação entre senhores e escravos no Brasil escravocrata. Assim, mesmo que se possa criticar tal concepção, a perspectiva teórico-sociológica de Freyre afirma que
O ALTO CUSTO DA ROUPA BARATA
“O barato que sai caro.” Esse popular clichê fica
nítido no documentário The true cost (“o verdadeiro
custo”), do diretor Andrew Morgan, que investiga
as práticas inconsequentes da indústria da moda
ao inundar o mercado com roupas de baixo preço
e quase descartáveis. O filme denuncia que alguém
paga o preço para uma roupa custar muito barato,
mostrando histórias chocantes, como um vilarejo
em que há uma grande incidência de crianças
nascidas com deficiências mentais e físicas devido
aos resíduos da indústria têxtil que poluem as
águas da região. Mas o documentário também
traz uma contraposição: a ação de pessoas que
estão trabalhando para mudar essa realidade,
como a inglesa Safia Minney, uma das pioneiras do
conceito de “comércio justo” no mundo.

O conceito de “comércio justo”, mencionado no texto, engloba o compromisso de viabilizar que o preço pago por uma mercadoria resulte nas seguintes garantias:
“Num exercício de imaginação, suponhamos que um dos missionários jesuítas do século XVI, durante sua permanência no Brasil, tenha dividido as suas observações entre o comportamento dos indígenas e os hábitos das formigas saúva. Quatro séculos depois, qualquer entomologista poderá constatar que não houve mudanças nos hábitos dos referidos insetos. Durante quase meio milênio, as habitantes do formigueiro repetiram os procedimentos de suas antecessoras, obedecendo apenas às diretrizes de seus padrões genéticos. Supondo, por outro lado, numa hipótese quase absurda, que um dos grupos indígenas observados tenha sobrevivido aos quatro séculos de dizimação, graças a um isolamento em relação aos brancos, o que constaria um antropólogo moderno?” Fonte: LARAIA, Roque. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2001, p. 49.
De acordo com o excerto assinale a alternativa CORRETA.
Os escritos de diferentes religiões, conforme o texto, devem ser compreendidos como
No texto, retrata-se um aspecto do modo de vida das sociedades contemporâneas que é caracterizado pela
1) um grupo de pessoas que, dentro de uma comunidade geral, se juntam em torno de uma unidade de crenças e convicções religiosas. 2) um grupo de pessoas, agindo e convivendo em coesão, numa comunidade organizada segundo deliberados objetivos comuns. 3) uma comunidade que, aceitando as mesmas instâncias reguladoras, persegue livremente interesses próximos ou idênticos. 4) uma comunidade, unida em torno de semelhantes ideais político-partidários, que cria, para si, suas regras de atuação moral. 5) um grupo de pessoas que, movido pelo ideal de ser útil através da pesquisa científica, prescinde da participação de pessoas alheias a esse ideal.
Estão corretas apenas: