Questões de Vestibular
Comentadas sobre concepções teóricas do marxismo em ciência política
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Marx viveu no século XIX, uma época de intensas transformações na Europa, com a eclosão e a expansão de diversas revoluções burguesas. Ele acompanhou pessoalmente essas revoluções, contribuindo sociologicamente para a sua compreensão. Ao mesmo tempo, ele considerava a situação da classe trabalhadora como injusta e que era necessário modificá-la radicalmente. Assim, a partir de sua análise sobre a sociedade capitalista de sua época, Marx propõe que a classe explorada, ou a grande maioria dos indivíduos, que eram trabalhadores assalariados que não possuíam os meios de produção (fábricas, terras etc.), se organizasse em associações, sindicatos e partidos políticos. Primeiramente, o objetivo seria a formação política e tomada da sua consciência de classe, enquanto classe trabalhadora; depois, em uma etapa posterior da sua organização, para transformarem a sua realidade de exploração e construírem uma nova sociedade, sem a participação dos proprietários privados dos meios de produção (ou seja, industriais, comerciantes, banqueiros), mas cuja riqueza fosse apropriada coletivamente por todos os trabalhadores.
(OLIVEIRA, L. F.; COSTA, R. C. R. Sociologia para jovens do Século XXI: manual do professor. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2016. p.25.)
Sobre o pensamento social de Karl Marx (1818-1883), relacione o conceito , na coluna da esquerda, com a sua definição, na coluna da direita.
(I) Estado.
(II) Salário.
(III) Mais-valia.
(IV) Ditadura do Proletariado.
(V) Luta de Classes.
(A) Força motriz que leva a transformações sociais e pode, eventualmente, levar à derrubada do sistema capitalista.
(B) Fase de transição política que se seguiria à revolução proletária, na qual a classe trabalhadora toma o controle do Estado para garantir a transição do sistema capitalista para o comunismo. Seriam abolidas as classes sociais e as desigualdades do sistema capitalista.
(C) Parte do valor criado pelo trabalhador através de seu trabalho. É resultado da venda de sua força de trabalho ao proprietário dos meios de produção.
(D) Parcela da riqueza criada pelo trabalho dos trabalhadores que é apropriada pelos proprietários dos meios de produção, ou seja, pelos capitalistas. É obtido pela diferença entre o valor total produzido pelos trabalhadores e o valor pago a eles como salários.
(E) Ferramenta de dominação da classe dominante sobre a classe trabalhadora e uma expressão dos interesses econômicos e políticos da classe dominante.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
A sociedade moderna burguesa, surgida das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classe, apenas estabeleceu novas classes, novas formas de opressão, novas formas de luta, em lugar das velhas. No entanto, a nossa época, a da burguesia, possui uma característica: simplificou os antagonismos de classes. A sociedade global divide-se cada vez mais em dois campos hostis, em duas grandes classes que se defrontam: a burguesia e o proletariado.
MARX, K.; ENGELS, F. O Manifesto do Partido Comunista – Jorge Zahar, 2006.
A passagem clássica do pensamento sociológico aponta o surgimento das classes sociais: burguesia e operariado. A partir da análise desse trecho, é possível considerar que
I.
Antes que o país se abrisse, no fim dos anos 70 [século XX], o sistema de ciência e tecnologia da China empregava um modelo soviético: instituições especializadas conduziam a pesquisa e as universidades, com foco mais restrito, se encarregavam da educação e do treinamento. Esse modelo fracassou porque a pesquisa era separada do ensino, o trabalho interdisciplinar era impossível, os recursos eram escassos e os rígidos controles políticos e a ideologia dominavam. A revolução cultural de 1966 a 1976 fechou todo o ensino superior por uma década e destruiu muito do que havia sido construído anteriormente. Nos anos 90, a China expandiu e reestruturou o ensino superior de forma a atender suas ambições econômicas. (ALTBACH; WANG. 2012. p. 44-45).
II.
Quem acha que o Brasil de hoje é um país
pobre — e é mesmo — pode ter uma certeza com
teor de verdade 100%: o Brasil de quarenta anos
atrás era várias vezes pior. Por pior que fosse,
porém, era melhor que a China no quesito
pobreza. (SILÊNCIO..., 2013. p. 148).