Questões de Vestibular
Comentadas sobre hereditariedade e diversidade da vida em biologia
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Leia o texto a seguir:
Uma pesquisa americana com mais de meio milhão de pessoas identificou 13 indivíduos que são resistentes a graves doenças, lembrando os super-heróis com genética “milagrosa”: sem saber, eles carregam genes de enfermidades normalmente fatais, mas não apresentam sintoma algum e são completamente saudáveis. A pesquisa afirma que o estudo da genética, hábitos alimentares e estilo de vida dessas pessoas poderiam auxiliar na criação de novos tratamentos capazes de salvar vidas.
Os especialistas da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, nos Estados Unidos, resolveram não procurar indivíduos doentes – como geralmente são feitas as pesquisas – mas aqueles que são saudáveis. Assim, seria possível analisar curas de disfunções hereditárias que são produzidas pela mutação no DNA de apenas um gene e não possuem tratamento em pessoas que, tendo o gene dessas enfermidades, desenvolveram mecanismos para burlar seu “agressor”.
Disponível em: < http://veja.abril.com.br/ciencia/super-herois-com-genetica-resistente-existem-e-podem-ajudara-ciencia/, modificado>. Acesso em: 26 set 2016.
Com base no texto e em seus conhecimentos, analise as afirmativas abaixo:
I) Tipos celulares diferentes de um mesmo indivíduo podem apresentar genomas diferentes e traduzir proteínas diferentes.
II) Alguns genes podem permanecer silenciados, em determinados tipos celulares do mesmo indivíduo, porque se encontram na forma de heterocromatina e, portanto, não são transcritos em RNAs mensageiros.
III) A terapia genética consiste na inserção de genes sadios em células de pacientes com disfunções hereditárias que passam a expressar a característica do gene terapêutico.
Assinale a alternativa correta:
Fenótipo X: presença de, pelo menos, um alelo dominante em cada par.
Fenótipo Y: presença de, pelo menos, um alelo dominante no primeiro par e presença de dois alelos recessivos no segundo par.
Fenótipo Z: presença de dois alelos recessivos no primeiro par e presença de, pelo menos, um alelo dominante no segundo par.
Indivíduos duplo recessivos são inviáveis e morrem ainda na fase embrionária.
A partir do cruzamento entre parentais cujos genótipos são Aabb e aaBb, a probabilidade de nascimento de indivíduos caracterizados pelos fenótipos X, Y e Z, respectivamente, é
Muitas pessoas têm alguma deficiência de enxergar cores, mas existe uma ilha, Pingelap, na Micronésia, no sul do Oceano Pacífico, que é conhecida como a Ilha dos Daltônicos, na qual uma em cada dez pessoas enxerga apenas em preto e branco. Casos de pessoas daltônicas que realmente não conseguem enxergar cores são raros. Mesmo uma pessoa com alto grau de daltonismo ainda pode ser capaz de diferenciar até 20 tonalidades. Uma pessoa considerada normal pode enxergar cerca de cem tonalidades diferentes.
(Adaptado de http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/ bbc/2015/10/04/a-ilha-onde-grande-parte-das-pessoas-so-veem-preto-e-branco.htm, acessado em 05/10/2015)
Com base nos conhecimentos sobre daltonismo verdevermelho,
é correto afirmar que:
TEXTO 8
IX
Horas depois, teve Rubião um pensamento horrível. Podiam crer que ele próprio incitara o amigo à viagem, para o fim de o matar mais depressa, e entrar na posse do legado, se é que realmente estava incluso no testamento. Sentiu remorsos. Por que não empregou todas as forças, para contê-lo? Viu o cadáver do Quincas Borba, pálido, hediondo, fitando nele um olhar vingativo; resolveu, se acaso o fatal desfecho se desse em viagem, abrir mão do legado.
Pela sua parte o cão vivia farejando, ganindo, querendo fugir; não podia dormir quieto, levantava-se muitas vezes, à noite, percorria a casa, e tornava ao seu canto. De manhã, Rubião chamava-o à cama, e o cão acudia alegre; imaginava que era o próprio dono; via depois que não era, mas aceitava as carícias, e fazia-lhe outras, como se Rubião tivesse de levar as suas ao amigo, ou trazê-lo para ali. Demais, havia-se-lhe afeiçoado também, e para ele era a ponte que o ligava à existência anterior. Não comeu durante os primeiros dias. Suportando menos a sede, Rubião pôde alcançar que bebesse leite; foi a única alimentação por algum tempo. Mais tarde, passava as horas, calado, triste, enrolado em si mesmo, ou então com o corpo estendido e a cabeça entre as mãos.
Quando o médico voltou, ficou espantado da temeridade do doente; deviam tê-lo impedido de sair; a morte era certa.
— Certa?
— Mais tarde ou mais cedo. Levou o tal cachorro?
— Não, senhor, está comigo; pediu que cuidasse dele, e chorou, olhe que chorou que foi um nunca acabar. Verdade é, disse ainda Rubião para defender o enfermo, verdade é que o cachorro merece a estima do dono; parece gente.
O médico tirou o largo chapéu de palha para concertar a fita; depois sorriu. Gente? Com que então parecia gente? Rubião insistia, depois explicava; não era gente como a outra gente, mas tinha coisas de sentimento, e até de juízo. Olhe, ia contar-lhe uma...
— Não, homem, não, logo, logo, vou a um doente de erisipela... Se vierem cartas dele, e não forem reservadas, desejo vê-las, ouviu? E lembranças ao cachorro, concluiu saindo.
Algumas pessoas começaram a mofar do Rubião e da singular incumbência de guardar um cão em vez de ser o cão que o guardasse a ele. Vinha a risota, choviam as alcunhas. Em que havia de dar o professor! sentinela de cachorro! Rubião tinha medo da opinião pública. Com efeito, parecia-lhe ridículo; fugia aos olhos estranhos, olhava com fastio para o animal, dava-se ao diabo, arrenegava da vida. Não tivesse a esperança de um legado, pequeno que fosse. Era impossível que lhe não deixasse uma lembrança.
(ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 30-31.)
Nos heredogramas apresentados nas alternativas, ocorrem
pessoas que têm alterações na formação do esmalte dos
dentes (
e
).
Os heredogramas em que as alterações do esmalte dos
dentes têm herança ligada ao cromossomo X, dominante e
recessiva, estão representados, respectivamente, em
Leia o texto a seguir.
Brasileiros descobrem mudança genética ligada ao câncer
Diagnóstico precoce da mutação permite prevenção e tratamento mais efetivos
Uma mutação genética que favorece o aparecimento do câncer de mama foi descoberta por pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Dois genes estão comprovadamente relacionados ao câncer de mama: o brca1, no cromossomo 13, e o brca2, no cromossomo 17 (eles foram batizados em função do nome em inglês da doença -- breast cancer ). Ambos são supressores de multiplicação celular, ou seja, contêm informações para sintetizar proteínas que bloqueiam a reprodução das células.
As células humanas contêm duas cópias de cada gene, chamadas de alelos. Para que o câncer de mama apareça, as duas cópias do gene brca1 ou do brca2 devem apresentar mutação. Mesmo que uma mulher nasça com apenas um dos alelos alterado, ela corre o risco de desenvolver a doença, pois a outra cópia pode sofrer mutação pela ação de fatores ambientais, como consumo de álcool, nicotina ou outras substâncias cancerígenas.
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/medicina-e-saude/brasileiros-descobrem-mudanca-genetica-ligada-ao/?searchterm=genetica Acesso: 02 de maio de 2016.
Em uma espécie de inseto recém-descoberta, o fenótipo de asas reduzidas foi identificado com o padrão de herança dominante ligado ao X.
O que se pode esperar de um cruzamento entre uma fêmea com asas reduzidas e um macho com asas de tamanho normal se o sexo (heterogamético) for o feminino?
Na cobra do milharal, os alelos A/a e B/b regulam a coloração da pele. O pigmento preto é determinado pelo alelo dominante A, enquanto o alelo recessivo a não produz esse pigmento. O pigmento laranja é determinado pelo alelo dominante B, enquanto o alelo b não produz esse pigmento. A cobra selvagem produz os pigmentos preto e laranja. Cobras pretas produzem apenas pigmento preto. Cobras laranja produzem apenas pigmento laranja. Existem ainda cobras albinas, que não produzem os dois pigmentos. As figuras apresentam os quatro fenótipos possíveis de coloração da pele.

Assinale a alternativa na qual os genótipos representam, respectivamente,
uma cobra selvagem e uma cobra albina.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o genótipo de F1.
Com base nessas informações, considere as afirmativas a seguir.
I. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo O. II. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo A. III. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo B. IV. O sangue que provocou a morte do indivíduo pode ser do grupo AB.
Assinale a alternativa correta.
A partir do exposto acima, assinale a alternativa correta.
“RATOS CEGOS VOLTAM A ENXERGAR”
“Cientistas da Universidade de Santa Bárbara (Estados Unidos) e da University Colllege of London (Reino Unido) conseguiram reprogramar células epiteliais (células que revestem as superfícies internas e externas do corpo) para transformar-se em células-tronco iguais às embrionárias. A partir daí, produziram células da retina e, com isso, propiciaram a cura da cegueira congênita em cobaias.”
Guia do estudante, curso preparatório ENEM – 2010.
Com base no assunto do texto e em seus conhecimentos do assunto abordado, pode-se afirmar que
Uma proteína comum, presente tanto na corrente sanguínea quanto nas células cerebrais, pode ser a pista que faltava para prever ou combater, de forma decisiva, o mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que se caracteriza pelo acúmulo de placas da proteína beta-amiloide no cérebro. Quando a doença se manifesta, por volta dos 65 anos, ela começa a causar destruição maciça dos neurônios, até que o paciente morre. A descoberta, feita por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, aponta novos caminhos na luta contra essa doença incurável, que afeta 1,2 milhão de pessoas (principalmente idosos) no Brasil. A molécula vilã – ou melhor, heroína, já que é na ausência dela que o mal de Alzheimer prospera – responde pelo nome de fosfolipase A2. Trata-se de uma enzima que atua na membrana celular e que, segundo estudos recentes, ajuda a “quebrar” uma proteína que poderia gerar a beta-amiloide, de forma a impedir o surgimento da molécula daninha.
Folha de São Paulo, 12/03/2002, com adaptações.
Qual a probabilidade de um casal heterozigoto ter três
crianças: duas normais e uma com genótipo favorável ao
mal de Alzheimer?