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Q4395009 Pedagogia
Lerner (2002) afirma que um dos imperativos do processo de ensino de ler e escrever na escola é o de que
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Q4395008 Pedagogia
Martins (in Facci; Abrantes; Martins, 2016) explica que a periodização do desenvolvimento humano proposto no livro em discussão (Periodização histórico-cultural do desenvolvimento psíquico: do nascimento à velhice) se ancora em marcos da psicologia histórico-cultural e da pedagogia histórico-crítica

São importantes autores dessas duas perspectivas, respectivamente,
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Q4395007 Pedagogia
Dahlberg, Moss e Pence (2019) argumentam que o campo educacional viu emergir um “discurso da qualidade” de inspiração iluminista.

Para os autores, esse discurso
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Q4395006 Pedagogia
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Roberto, professor de Biologia no Ensino Fundamental II, engajou-se em leituras para aprimorar seu domínio de metodologias ativas. Entre as várias técnicas que encontrou na literatura, uma chamou-lhe mais atenção: a sala de aula invertida. Decidiu, então, experimentar a técnica com suas turmas no decorrer do segundo semestre daquele ano.
Levando em consideração as regras básicas para inverter a sala de aula expostas por Valente (in Bacich; Moran, 2018), Roberto deverá
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Q4395005 Pedagogia
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Roberto, professor de Biologia no Ensino Fundamental II, engajou-se em leituras para aprimorar seu domínio de metodologias ativas. Entre as várias técnicas que encontrou na literatura, uma chamou-lhe mais atenção: a sala de aula invertida. Decidiu, então, experimentar a técnica com suas turmas no decorrer do segundo semestre daquele ano.
Assinale a alternativa que descreve corretamente uma possibilidade de aplicação da sala de aula invertida, de acordo com Moran (in Bacich; Moran, 2018).
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Q4395004 Pedagogia
Bacich, Tanzi Neto e Trevisani (2015) descrevem diferentes modelos de ensino híbrido, enfatizando a diversidade de formatos que as aulas podem assumir nesse paradigma. Um desses modelos pode ser suscintamente descrito assim: os estudantes usam o espaço da sala de aula e de laboratórios. Alguns estudantes são direcionados aos laboratórios para trabalhar nos computadores, de forma individual e autônoma, para cumprir os objetivos fixados pelo professor; outra parte da turma fica na sala de aula tradicional com o professor, que realiza a aula da maneira que achar mais adequada. Depois de um tempo determinado ou ao comando do docente, os grupos se invertem, de modo que todos passem pelos dois espaços de aprendizagem.

A proposta aqui descrita se enquadra no que os autores descrevem como um modelo
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Q4395003 Pedagogia
Moran (in Bacich; Tanzi Neto; Trevisani, 2015) discute a importância de se proporcionar, pelo ensino híbrido, uma aprendizagem significativa. Nesse sentido, entende que 
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Q4395002 Português
Considere a frase a seguir:

Iza dedicou-se _______ pesquisa dos saberes afro-indígenas e passou _________ registrar práticas transmitidas pela oralidade. Graças _________ escrita, esses conhecimentos podem sobreviver até _________ posteridade.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Q4395001 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Eu cozinho e escrevo para o meu povo não desaparecer’


    A história de Iza Souza com a cozinha começou por acaso. Na verdade, por necessidade. Há 19 anos, ela deixou seu povoado baiano e levou os filhos para morar em Trancoso, no sul da Bahia, em busca de uma vida melhor. Não encontrou vaga como professora, sua profissão de origem, naquele paraíso turístico. A pouca oferta a levou ao trabalho doméstico nas casas de ricos e famosos que se multiplicam na região durante o verão.

    Mas, no Brasil, trabalho doméstico muitas vezes significa “fazer tudo relacionado ao cuidado das famílias”. Contratada inicialmente para ser caseira, Iza precisou lavar, passar e... cozinhar. Não sabia sequer fritar um ovo. Aprendeu, na prática, a transformar ingredientes e temperos em pratos. Hoje ela é Iza Souza: professora, antropóloga em formação, escritora e cozinheira que acaba de lançar o livro digital Comida é Cura: Saberes Ancestrais do Sul da Bahia.

    Até ostentar essa coleção de títulos, Iza fazia uma cozinha autoral e intuitiva. Quem provava sua comida dizia tratar-se de um verdadeiro “manjar”. Só que esse tal manjar de Iza era diferente.

    Ela — que gostou desse negócio de dormir professora e acordar cozinheira — buscou outras fontes de aprendizado além dos cursos de gastronomia que fez por conta própria. Em vez de se limitar às técnicas francesas e europeias, decidiu ir a campo, conversar com marisqueiros, cozinheiras de rua e mulheres dos quilombos. Passou também a resgatar a comida que aprendeu a comer em família — metade vinda de aldeia indígena e outra metade do quilombo.

    “Passei a fazer a cozinha dos meus antepassados, que descobri chamar de afro-indígena. Percebi que ela era transmitida integralmente pela oralidade e não possuía registros escritos, como acontece com as cozinhas europeias. Entendi que precisava cozinhar, sim, mas também escrever para que meu povo não desaparecesse”, define.


(Fernanda Aranda, O Estado de S. Paulo, 21.06.2026. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as vírgulas estão empregadas pelo mesmo motivo que na frase: “Não encontrou vaga como professora, sua profissão de origem, naquele paraíso turístico” (1° parágrafo).
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Q4395000 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Eu cozinho e escrevo para o meu povo não desaparecer’


    A história de Iza Souza com a cozinha começou por acaso. Na verdade, por necessidade. Há 19 anos, ela deixou seu povoado baiano e levou os filhos para morar em Trancoso, no sul da Bahia, em busca de uma vida melhor. Não encontrou vaga como professora, sua profissão de origem, naquele paraíso turístico. A pouca oferta a levou ao trabalho doméstico nas casas de ricos e famosos que se multiplicam na região durante o verão.

    Mas, no Brasil, trabalho doméstico muitas vezes significa “fazer tudo relacionado ao cuidado das famílias”. Contratada inicialmente para ser caseira, Iza precisou lavar, passar e... cozinhar. Não sabia sequer fritar um ovo. Aprendeu, na prática, a transformar ingredientes e temperos em pratos. Hoje ela é Iza Souza: professora, antropóloga em formação, escritora e cozinheira que acaba de lançar o livro digital Comida é Cura: Saberes Ancestrais do Sul da Bahia.

    Até ostentar essa coleção de títulos, Iza fazia uma cozinha autoral e intuitiva. Quem provava sua comida dizia tratar-se de um verdadeiro “manjar”. Só que esse tal manjar de Iza era diferente.

    Ela — que gostou desse negócio de dormir professora e acordar cozinheira — buscou outras fontes de aprendizado além dos cursos de gastronomia que fez por conta própria. Em vez de se limitar às técnicas francesas e europeias, decidiu ir a campo, conversar com marisqueiros, cozinheiras de rua e mulheres dos quilombos. Passou também a resgatar a comida que aprendeu a comer em família — metade vinda de aldeia indígena e outra metade do quilombo.

    “Passei a fazer a cozinha dos meus antepassados, que descobri chamar de afro-indígena. Percebi que ela era transmitida integralmente pela oralidade e não possuía registros escritos, como acontece com as cozinhas europeias. Entendi que precisava cozinhar, sim, mas também escrever para que meu povo não desaparecesse”, define.


(Fernanda Aranda, O Estado de S. Paulo, 21.06.2026. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase do texto foi reescrita em conformidade com a norma-padrão de concordância.
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Q4394999 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Eu cozinho e escrevo para o meu povo não desaparecer’


    A história de Iza Souza com a cozinha começou por acaso. Na verdade, por necessidade. Há 19 anos, ela deixou seu povoado baiano e levou os filhos para morar em Trancoso, no sul da Bahia, em busca de uma vida melhor. Não encontrou vaga como professora, sua profissão de origem, naquele paraíso turístico. A pouca oferta a levou ao trabalho doméstico nas casas de ricos e famosos que se multiplicam na região durante o verão.

    Mas, no Brasil, trabalho doméstico muitas vezes significa “fazer tudo relacionado ao cuidado das famílias”. Contratada inicialmente para ser caseira, Iza precisou lavar, passar e... cozinhar. Não sabia sequer fritar um ovo. Aprendeu, na prática, a transformar ingredientes e temperos em pratos. Hoje ela é Iza Souza: professora, antropóloga em formação, escritora e cozinheira que acaba de lançar o livro digital Comida é Cura: Saberes Ancestrais do Sul da Bahia.

    Até ostentar essa coleção de títulos, Iza fazia uma cozinha autoral e intuitiva. Quem provava sua comida dizia tratar-se de um verdadeiro “manjar”. Só que esse tal manjar de Iza era diferente.

    Ela — que gostou desse negócio de dormir professora e acordar cozinheira — buscou outras fontes de aprendizado além dos cursos de gastronomia que fez por conta própria. Em vez de se limitar às técnicas francesas e europeias, decidiu ir a campo, conversar com marisqueiros, cozinheiras de rua e mulheres dos quilombos. Passou também a resgatar a comida que aprendeu a comer em família — metade vinda de aldeia indígena e outra metade do quilombo.

    “Passei a fazer a cozinha dos meus antepassados, que descobri chamar de afro-indígena. Percebi que ela era transmitida integralmente pela oralidade e não possuía registros escritos, como acontece com as cozinhas europeias. Entendi que precisava cozinhar, sim, mas também escrever para que meu povo não desaparecesse”, define.


(Fernanda Aranda, O Estado de S. Paulo, 21.06.2026. Adaptado)
No texto, a trajetória de Iza Souza ultrapassa a dimensão individual e ganha um significado mais amplo quando se enfatiza
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Q4394998 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
Em “O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução”, o trecho pode ser reescrito, mantendo a correção gramatical e a relação de sentido original, como:
Alternativas
Q4394997 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
Considere as frases a seguir:

•  “Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso.” (2° parágrafo)
•  “Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú.” (12° parágrafo)
•  “E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos.” (14° parágrafo) 

As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, por:
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Q4394996 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
No 4° parágrafo do texto, as palavras “temeridade” e “afluência” são sinônimos, respectivamente, de 
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Q4394995 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
No texto, a atmosfera de expectativa e deslumbramento em torno da chegada do bonde elétrico é construída principalmente pela
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Q4394994 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:


Q1_2.png (856×300)

(Willian Leite. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/)
Considere as frases a seguir:

• “Hoje, metaforicamente, arregacei as mangas.” (1° quadro)
• “Agora estou, literalmente, morta de cansaço.” (4° quadro)

É correto afirmar que as expressões destacadas expressam, respectivamente, circunstâncias de
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Q4394993 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:


Q1_2.png (856×300)

(Willian Leite. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/)
A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor decorre do fato de que a personagem
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394992 Medicina
Em epidemiologia, a prevalência de um transtorno mental refere-se 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394991 Psiquiatria
Paciente em uso de fluoxetina 40 mg/dia inicia tratamento com tramadol para dor lombar intensa. Após alguns dias apresenta agitação, hipertermia, sudorese, tremor e clônus. O diagnóstico mais provável é
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394990 Psiquiatria
O fármaco que apresenta maior evidência na prevenção de suicídio em transtorno bipolar é
Alternativas
Respostas
12121: C
12122: B
12123: A
12124: E
12125: E
12126: B
12127: A
12128: A
12129: E
12130: B
12131: C
12132: A
12133: D
12134: E
12135: B
12136: A
12137: C
12138: D
12139: C
12140: A