Questões de Concurso Nível superior

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Q4396072 Filosofia
Na obra O ensino de filosofia e a Lei 10.639 (2011), Renato Noguera discute a relevância de uma geopolítica filosófica para enfrentar o que ele denomina egopolítica, a partir da noção de que “o discurso filosófico brota de uma ‘razão universal’ imersa num campo neutro de forças” (p. 22).

Para Renato Noguera, a geopolítica filosófica permitiria
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Q4396071 Filosofia
Conforme esclarece Renato Noguera, o objetivo de seu livro intitulado O ensino de filosofia e a Lei 10.639 (2011) é “explicar que a obrigatoriedade de conteúdos afro-brasileiros e africanos no currículo de todos os níveis e modalidades de ensino no Brasil, de que trata a Lei referida no título, nos ajuda a desfazer um tipo de ‘senso comum’ sobre a filosofia” (p. 12. Adaptado).

De acordo a Renato Noguera, o principal exemplo desse “senso comum” filosófico seria a
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Q4396070 Filosofia
Ao discutir a natureza dos problemas filosóficos, Alejandro Cerletti (O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009) indaga: “o que faz com que, em última instância, uma pergunta ou um questionamento seja ‘filosófico’? O que o distingue de outro tipo de interrogantes?” (p. 23)

Para Alejandro Cerletti, o que caracteriza efetivamente uma pergunta filosófica é
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Q4396069 Filosofia
No livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), Alejandro Cerletti aponta que “A pergunta ‘O que é ensinar filosofia?’ poderia admitir uma resposta imediata, que se inscreve em um dos lugares-comuns que costumam guiar qualquer ensino. Ensinar filosofia seria a atividade em que alguém transmite ao outro determinado conteúdo, neste caso, conteúdo ‘de filosofia’ ou ‘filosófico’” (p. 11).

Alejandro Cerletti considera que essa resposta simples
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Q4396068 Pedagogia
Em suas reflexões sobre a educação (Pedagogia do oprimido, 2011), Paulo Freire propõe o conceito de “educação bancária”. Ressalta ele que “Em lugar de comunicar-se, o educador faz ‘comunicados’ e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí a concepção ‘bancária’ da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los. Margem para serem colecionadores ou fichadores das coisas que arquivam” (p. 72).

Segundo Paulo Freire no excerto, a “educação bancária” é uma
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Q4396067 Sociologia
Na obra Sociologia (2002), Joel Charon observa: “A maioria das pessoas está habituada a ver o mundo psicologicamente. Sob esse ponto de vista, a ação está relacionada com as características do indivíduo e não com as interações e com padrões sociais. Dessa perspectiva psicológica, as pessoas podem explicar o suicídio em massa dos membros de uma seita religiosa, digamos, como o resultado de fanatismo religioso ou de um líder poderoso, ou ainda de pessoas insanas” (p. 7. Adaptado).

Segundo Joel M. Charon, uma abordagem sociológica considera que a seita religiosa do exemplo deve ser
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Q4396066 História
Aponta Eduardo Galeano, na obra As veias abertas da América Latina (2002), que: “No primeiro tomo de O capital, Karl Marx escreve que o descobrimento das jazidas de ouro e prata da América, a cruzada de extermínio, escravização e sepultamento das minas da população aborígine, o começo da conquista e o saque das Índias Orientais, a conversão do continente africano em campo de caça dos escravos negros: são todos fatos que assinalam a alvorada da era da produção capitalista” (p. 30).

Segundo Eduardo Galeano, no contexto da colonização,
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Q4396065 Sociologia
Segundo Eva M. Lakatos e Marina de A. Marconi (Sociologia geral, 1999), a Revolução Francesa e a Revolução Industrial geraram novos fenômenos sociais, como o crescimento desordenado e a explosão demográfica das grandes cidades, a falta de infraestrutura habitacional e sanitária, a revolta de trabalhadores diante das condições de trabalho, entre outros. Para as autoras: “Esses fatores são importantes porque representam um objeto a ser estudado” (p. 44. Adaptado).

Considerando os fatores enumerados, Lakatos e Marconi compreendem a Sociologia como 
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Q4396064 Filosofia
Afirma Jean-Jacques Rousseau em Do contrato social (2011): “Dirão que o déspota assegura a seus súditos a tranquilidade civil. Seja. Mas o que ganham estes, se as guerras ocasionadas pela ambição do rei, se a insaciável avidez deste, se as opressões de seu poder, lhes trazem mais desolação do que lhes trariam as dissensões entre eles próprios? O que ganham eles, se essa tranquilidade mesma é uma das suas desgraças? Nas masmorras também se vive tranquilo: isso basta para sentir-se bem nelas? (p. 47).

Em Do contrato social, Jean-Jacques Rousseau entende que o despotismo
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Q4396063 Filosofia
Em seu Tratado sobre a natureza humana (2009), David Hume faz a seguinte colocação: “Em todas as ciências demonstrativas, as regras são certas e infalíveis; mas quando as aplicamos, nossas faculdades, falíveis e incertas, têm uma grande tendência a delas se afastar e a cair em erro. Por isso, em todo raciocínio, devemos conferir e controlar nosso primeiro juízo ou crença mediante um novo juízo; e devemos ampliar nossa visão para abranger uma espécie de história de todos os casos em que nosso entendimento nos enganou, comparando-os àqueles em que seu testemunho foi legítimo e verdadeiro. Nossa razão deve ser considerada uma espécie de causa, cujo efeito natural é a verdade; mas esse efeito pode ser frequentemente impedido pela irrupção de outras causas, e pela inconstância de nossos poderes mentais” (p. 213).

Para David Hume, como consequência da falibilidade da razão humana,
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Q4396062 Filosofia
Na Primeira Meditação (2004), René Descartes aponta: “Com efeito, tudo o que admiti até agora como o que há de mais verdadeiro, eu o recebi dos sentidos ou pelos sentidos. Ora, notei que os sentidos às vezes enganam e é prudente nunca confiar completamente nos que, seja uma vez, nos enganaram” (p. 19).

Para Descartes, os erros decorrentes da confiança do sujeito nos sentidos podem ser combatidos por meio
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Q4396061 Filosofia
No Livro VI de A República (2010), Platão apresenta a metáfora que aproxima a governança da polis à governança de um navio. Segundo essa metáfora, num navio cujo timoneiro está um pouco surdo e com dificuldades de visão, mas tem muita experiência e conhecimento de pilotagem, marinheiros despreparados disputam entre si o controle do leme do navio. Esses marinheiros acham-se à altura de pilotar o navio e consideram inútil o conhecimento do timoneiro, que leva em conta as estações do ano, as condições do tempo e o movimento dos astros para pilotar adequadamente a embarcação (488a - 489a).

A metáfora apresentada por Platão no Livro VI de A República diz respeito
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Q4396060 Pedagogia
Para Cipriano C. Luckesi e Elizete Passos (Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2004), a noção de apropriação do conhecimento é central. Tal noção diz respeito ao “modo pelo qual é possível ao sujeito humano tomar posse de um entendimento da realidade. Apropriação não significa uma retenção de informações, mas sim a compreensão do mundo exterior, utilizando‑se das informações. Assim sendo, entendemos que o sujeito se apropria do conhecimento de duas maneiras: a direta e a indireta. Essas duas modalidades de apropriação na prática são inseparáveis, porém didaticamente distintas” (p. 29).

Segundo Luckesi e Passos, o modo direto de apropriação do conhecimento ocorre quando há
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Q4396059 Filosofia
Segundo Marilena Chauí (Convite à Filosofia, 2019): “A ideia de razão que constitui o ideal de racionalidade criado pela sociedade europeia ocidental sofreu alguns abalos profundos desde o início do século XX. Um deles foi trazido com o desenvolvimento dos estudos da antropologia, que mostraram como outras culturas podem oferecer uma concepção muito diferente da que estamos acostumados sobre o pensamento e a realidade” (p. 74 – 75. Adaptado).

Para Marilena Chauí, a existência de concepções diferentes de racionalidade implica que
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Q4396058 Filosofia
Na obra Convite à Filosofia (2019), Marilena Chauí aponta que uma tradição filosófica de inspiração grega concebe a verdade como aletheia, isto é, como algo não oculto ou não dissimulado. Nesse sentido: “a verdade está nas próprias coisas ou na própria realidade e o conhecimento verdadeiro é a percepção intelectual e racional dessa verdade. A marca do conhecimento verdadeiro é a evidência, isto é, a visão intelectual e racional da realidade tal como é em si mesma e alcançada pelas operações de nossa razão” (p. 124. Adaptado).

Segundo o excerto, tal concepção postula que a verdade deve
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Q4396057 História
O suicídio de Getúlio exprimia desespero pessoal, mas tinha também um profundo significado político. O ato em si continha uma carga dramática capaz de eletrizar a grande massa. Além disso, o presidente deixava como legado uma mensagem aos brasileiros - a chamada carta-testamento - onde se apresentava como vítima e ao mesmo tempo acusador de inimigos impopulares.

(Boris Fausto, História do Brasil, 1995)

Na carta-testamento são apontados como responsáveis pelo ato do presidente Vargas 
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Q4396056 História
O ano de 1850 não assinalou no Brasil apenas a metade do século. Foi o ano de várias medidas que tentavam mudar a fisionomia do país, encaminhando-o para o que então se considerava modernidade. Extinguiu-se o tráfico de escravos, promulgou-se a Lei de Terras, centralizou-se a Guarda Nacional e foi aprovado o primeiro Código Comercial. Este trazia inovações e ao mesmo tempo integrava os textos dispersos que vinham do período colonial. Entre outros pontos, definiu os tipos de companhias que poderiam ser organizadas no país e regulou suas operações. Assim como ocorreu com a Lei de Terras, tinha como ponto de referência a extinção do tráfico.

(Boris Fausto, História do Brasil, 1995. Adaptado)

A Lei de Terras, entre outros objetivos, visava 
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Q4396055 História
Por que se optou preferencialmente, para a exploração da mão de obra escravizada, pelo negro e não pelo índio? Em primeiro lugar, lembremos que houve uma passagem da escravidão do índio para a do negro, que variou no tempo e no espaço.

(Boris Fausto, História do Brasil, 1995)

Em relação a essa “passagem que variou no tempo e no espaço”, é correto afirmar que ela 
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Q4396054 História
Durante a existência do nazismo alemão, Marc Ferro, na obra A manipulação da história no ensino e nos meios de comunicação(1983), afirma que “a exaltação da raça e do povo alemão levava à subversão da vulgata histórica ao menos em três áreas.”

Assinale a alternativa que apresenta uma dessas áreas.
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Q4396053 História
Eric Hobsbawm, em Era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991, afirma que “não podemos comparar o mundo do final do Breve Século XX ao mundo de seu início, em termos da contabilidade histórica de ‘mais’ e ‘menos’. Tratava-se de um mundo qualitativamente diferente em pelo menos três aspectos.”

Assinale a alternativa que apresenta um desses aspectos. 
Alternativas
Respostas
11161: D
11162: C
11163: E
11164: B
11165: D
11166: A
11167: B
11168: C
11169: E
11170: B
11171: E
11172: C
11173: A
11174: D
11175: B
11176: D
11177: A
11178: B
11179: C
11180: E