Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
Foram encontradas 7.411 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
I. Usa-se o ponto final como indicativo de final de frase declarativa: “Eu nasci em Garanhuns.”
II. Usam-se aspas no início e no final de citações textuais.
III. A vírgula isola o aposto “Garanhuns“.
Estão corretas as afirmativas:
Qual é a função das vírgulas usadas após "Duflo" e "Brasil"?
O futebol no meio da relação
No nosso primeiro encontro, Beatriz falou que não era Cruzeiro nem Atlético.
Eu brinquei:
— Então, é Coelho?
Ela riu, também não era adepta do simpático time do América.
Fiquei com aquela informação na cabeça: ela não gosta de futebol. Nem todos têm um time para chamar de seu.
Mas não comentei mais nada dali em diante. Paixão é greve de personalidade. O futebol desapareceu para mim no primeiro mês de namoro. Estava apaixonado. Só queria saber dela, de sair com ela.
Beatriz, por sua vez, achou que eu fosse um gentleman, um intelectual: poeta, pensador, autor de livros sobre relacionamentos e sobre a finitude da vida. Supôs que, nas horas vagas, eu privilegiaria livros, filmes, artes plásticas. Jamais cogitou a hipótese de que eu seria um fanático do esporte ou de um clube.
Quando visitamos Porto Alegre, minha cidade, já com seis meses de relacionamento, ela demonstrou seu interesse em conhecer a Fundação Iberê Camargo de tarde.
O amor já tinha chegado em mim. Amar é mostrar que você tem um mundo pretérito às afinidades momentâneas de casal.
Eu disse:
— Não posso!
Foi o meu "não" inicial no romance, o "não" fundador. Reuni as minhas forças para estrear a negativa.
Ela não compreendeu a rejeição:
— Não? Por quê? Tem compromisso?
Não queria que entendesse que estava fazendo pouco caso, tratei logo de explicar:
— Hoje tem jogo do Inter no Beira-Rio, não posso perder, quer vir junto?
Logo estendi uma camiseta vermelha com o nome dela nas costas, que eu recém havia comprado.
Ela ficou pálida, talvez tenha raciocinado com um frio na barriga: "onde eu me meti?".
Esclareci que era colorado doente, cônsul do Inter, ia em todos os jogos.
Ela estava com a boca aberta, de queixo caído:
— Então, você é daqueles que não deixam de assistir um jogo, que desmarcam qualquer evento?
— Sim. E não esqueça que são vários campeonatos: Brasileirão, Sul-Americana ou Libertadores, Copa do Brasil, Gauchão...
— Assiste todos?
— E mais: seco os meus rivais. Ou melhor, lavo, seco e passo os meus adversários.
— Mas não sobrará tempo para nada.
— Pois é, eu precisava desabafar!
— Você não é fanático, você é louco!
Depois, descobri com sua melhor amiga que ela tinha um único pré-requisito para um partidão: que ele não gostasse de futebol.
A vida não é perfeita, Beatriz, mas nosso amor é, dentro do possível, de acordo com o calendário da CBF e Conmebol.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar


Internet:: <sema.df.gov.br>
Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A supressão da vírgula empregada após o termo “lixão” (linha 31) não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas alteraria o sentido pretendido no período.
Leia o texto para responder a questão.
O mal é da televisão
Camarada escritor:
Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…
O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.
Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.
(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)



Internet: <https://www.bbc.com>
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
"São Paulo, a maior cidade do Brasil, enfrenta diariamente problemas de trânsito. A frota de veículos aumenta a cada ano, e a infraestrutura das vias nem sempre acompanha esse crescimento. Com isso, os congestionamentos se tornam cada vez mais frequentes."
Fonte: Revista Veja, 12/08/2023.
Assinale a alternativa que corrige o uso da vírgula no texto.