Questões de Concurso
De 2018
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Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 07.
Texto 1
Por que mulheres só hoje conquistam o direito de dirigir na Arábia Saudita?
A partir de hoje, mulheres terão o direito de dirigir na Arábia Saudita, o único país no mundo que ainda possuía esta restrição. Com uma proposta de modernização do país, o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud anunciou mudanças significativas no conservador e islâmico reino saudita, entre elas, a instalação do primeiro cinema do país, a permissão para mulheres frequentarem estádios de futebol e, a principal delas, a concessão de licença de direção às sauditas. Apesar da ampla aprovação à medida, o principal questionamento em relação a ela é: afinal, por que a mudança agora?
A Arábia Saudita é um dos países que mais restringem a liberdade feminina – mesmo quando comparado a seus vizinhos do Oriente Médio. Embora não haja no Alcorão um texto que proíba as mulheres de dirigirem, a ausência de citação ao tema é interpretada como um sinal de que aquilo não deve ser permitido. Segundo as leis do país, os direitos das mulheres sauditas são largamente dependentes do consentimento de parentes próximos masculinos. A “segregação de gênero” é aplicada no país segundo a interpretação saudita da Sharia e, como consequência, as mulheres só podem frequentar certos espaços públicos mistos quando acompanhadas por um homem da família – normalmente pai, irmão, marido ou filho. Vestimentas que cubram a maior parte do corpo também são obrigatórias tanto para homens quanto mulheres. Para elas, a vestimenta mais comum em público é a abaya, que deixa à mostra apenas os olhos e as mãos.
Embora o veto que existia até hoje para que mulheres pudessem dirigir não estivesse escrito em qualquer lei do reino, as normas sociais envolvendo as limitações públicas impostas a elas serviam de empecilho para a concessão de carteiras de motoristas a elas. Entre as justificativas mais comuns para a denegação do direito estavam o fato de que dirigir exige que o rosto esteja descoberto, que a mulher acabaria podendo sair mais vezes de casa, que elas poderiam entrar em contato com homens desconhecidos em caso de acidentes de trânsito, além da própria erosão da lógica da segregação de gênero. Mulheres pegas dirigindo geralmente eram levadas para interrogatório e assinavam um documento se comprometendo a nunca mais dirigir. Porém, em 2011, uma mulher de Jeddah que foi flagrada dirigindo foi condenada a receber dez chibatadas.
Desde os anos 1990, movimentos sociais buscavam o direito de mulheres dirigirem no país. Naquela década, um protesto com mais de 40 mulheres que dirigiram pelas vias públicas de Riad (a capital da Arábia Saudita) terminou com essas mulheres presas e com seus passaportes confiscados, muitas delas também perderam o emprego em decorrência do ato.
Já em 2008, as mulheres realizaram uma petição e entregaram ao rei Abdullah pedindo o direito de conduzirem veículos, sem sucesso. No mesmo ano, no Dia Internacional da Mulher, a ativista pelo direito das mulheres sauditas, Wajeha al-Huwaider, gravou um vídeo dirigindo por uma estrada rural – onde mulheres podem dirigir exclusivamente para fins de subsistência, assim como no deserto – no qual clamava pelo direito universal feminino de condução de veículos em todo o reino. Wajeha juntamente com Manal al-Sharif se tornaram símbolo da causa.
Por diversas vezes esses movimentos ativistas foram suprimidos pelo governo, que ameaçava não só as mulheres que participavam dos protestos, mas todos aqueles que as apoiavam. A mudança era, portanto, inesperada e causou surpresa ao ser anunciada.
A Arábia Saudita possui forte dependência econômica do petróleo. A baixa nos preços do commodity tem obrigado o país a buscar outras formas de sustento. Por conta disso, o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, apresentou o Saudi Vision 2030, um projeto de modernização do reino que visa obter renda através do entretenimento, do turismo e da inserção internacional – nos moldes da modernização realizada pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Qatar nas últimas décadas.
“Nossa nação possui fortes capacidades de investimento, que aproveitaremos para estimular nossa economia e diversificar nossas receitas”, diz o texto do projeto. “Nosso país é rico em seus recursos naturais. Não dependemos apenas do petróleo para nossas necessidades energéticas”.
Essa proposta de modernização com objetivo de inserção internacional foi a força motriz que levou à permissão de conduzir para as mulheres do reino árabe, segundo explica a mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Claudia Santos. “O príncipe respalda sua decisão em um aspecto econômico. Ao deixar as mulheres dirigirem ele não menciona os esforços das mulheres que lutaram tantos anos por isso, apesar do movimento na Arábia Saudita ser relativamente antigo. Ele pensa nos ganhos econômicos que isso trará, principalmente com mulheres trabalhando com isso. Além de também ser uma pressão internacional”.
A pressão internacional pela melhora na questão de igualdade de gênero no país teve início nos movimentos de ativistas. O envio de petições ao rei e os protestos com mulheres dirigindo chamou a atenção da comunidade internacional para diversas práticas sauditas que violam as convenções de direitos humanos.
De acordo com a ativista de direitos das mulheres na Arábia Saudita, Hala Al Dosari, tanto a atenção atraída por esses movimentos quanto o projeto de modernização e busca por investimento externo do príncipe contribuíram para a mudança mais emblemática na Arábia Saudita até o momento. A flexibilização dos direitos femininos é uma necessidade se o país realmente quiser se lançar na esfera internacional, segundo Hala.
“O reino quer mostrar que ele é o agente e líder da mudança. Ele não quer que ninguém critique ou desafie seu dever, então ele controla essa mudança”, explica. Hala conta que existe um esforço para tentar silenciar todos aqueles que exigem mudanças na sociedade, incluindo as ativistas, enquanto o governo conduz a modernização. “Há uma mensagem à comunidade saudita de que o ativismo não funciona. Então, a lógica é de que se a mudança tem que acontecer, ela virá apenas do [Governo do] reino”.
Hala enfatiza que apesar do fim da proibição estar ocorrendo, há poucos dias 17 mulheres sauditas foram presas sob a acusação de traição e tentativa de desestabilização do reino. O motivo real: protestos pela igualdade de direitos. Entre as detidas estão manifestantes conhecidas e que participaram dos movimentos de rebeldia ao dirigirem nas ruas da Arábia Saudita.
Ainda que a permissão de condução seja uma grande conquista, a quantidade de proibições sobre as mulheres continua enorme.
Outra grande luta local é pelo fim da obrigação do chamado “guardião”. Segundo a lei, toda mulher necessita de um guardião do sexo masculino que seja um parente próximo e que lhe conceda autorização expressa para praticamente todo ato.
MARINS, Carolina. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/mundo/por-que-mulheres-so-hoje-conquistam-direito-de-dirigir-na-arabia-saudita/>. 2018. Acesso em: 23 jul. 2018. (Adaptado).
Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 07.
Texto 1
Por que mulheres só hoje conquistam o direito de dirigir na Arábia Saudita?
A partir de hoje, mulheres terão o direito de dirigir na Arábia Saudita, o único país no mundo que ainda possuía esta restrição. Com uma proposta de modernização do país, o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud anunciou mudanças significativas no conservador e islâmico reino saudita, entre elas, a instalação do primeiro cinema do país, a permissão para mulheres frequentarem estádios de futebol e, a principal delas, a concessão de licença de direção às sauditas. Apesar da ampla aprovação à medida, o principal questionamento em relação a ela é: afinal, por que a mudança agora?
A Arábia Saudita é um dos países que mais restringem a liberdade feminina – mesmo quando comparado a seus vizinhos do Oriente Médio. Embora não haja no Alcorão um texto que proíba as mulheres de dirigirem, a ausência de citação ao tema é interpretada como um sinal de que aquilo não deve ser permitido. Segundo as leis do país, os direitos das mulheres sauditas são largamente dependentes do consentimento de parentes próximos masculinos. A “segregação de gênero” é aplicada no país segundo a interpretação saudita da Sharia e, como consequência, as mulheres só podem frequentar certos espaços públicos mistos quando acompanhadas por um homem da família – normalmente pai, irmão, marido ou filho. Vestimentas que cubram a maior parte do corpo também são obrigatórias tanto para homens quanto mulheres. Para elas, a vestimenta mais comum em público é a abaya, que deixa à mostra apenas os olhos e as mãos.
Embora o veto que existia até hoje para que mulheres pudessem dirigir não estivesse escrito em qualquer lei do reino, as normas sociais envolvendo as limitações públicas impostas a elas serviam de empecilho para a concessão de carteiras de motoristas a elas. Entre as justificativas mais comuns para a denegação do direito estavam o fato de que dirigir exige que o rosto esteja descoberto, que a mulher acabaria podendo sair mais vezes de casa, que elas poderiam entrar em contato com homens desconhecidos em caso de acidentes de trânsito, além da própria erosão da lógica da segregação de gênero. Mulheres pegas dirigindo geralmente eram levadas para interrogatório e assinavam um documento se comprometendo a nunca mais dirigir. Porém, em 2011, uma mulher de Jeddah que foi flagrada dirigindo foi condenada a receber dez chibatadas.
Desde os anos 1990, movimentos sociais buscavam o direito de mulheres dirigirem no país. Naquela década, um protesto com mais de 40 mulheres que dirigiram pelas vias públicas de Riad (a capital da Arábia Saudita) terminou com essas mulheres presas e com seus passaportes confiscados, muitas delas também perderam o emprego em decorrência do ato.
Já em 2008, as mulheres realizaram uma petição e entregaram ao rei Abdullah pedindo o direito de conduzirem veículos, sem sucesso. No mesmo ano, no Dia Internacional da Mulher, a ativista pelo direito das mulheres sauditas, Wajeha al-Huwaider, gravou um vídeo dirigindo por uma estrada rural – onde mulheres podem dirigir exclusivamente para fins de subsistência, assim como no deserto – no qual clamava pelo direito universal feminino de condução de veículos em todo o reino. Wajeha juntamente com Manal al-Sharif se tornaram símbolo da causa.
Por diversas vezes esses movimentos ativistas foram suprimidos pelo governo, que ameaçava não só as mulheres que participavam dos protestos, mas todos aqueles que as apoiavam. A mudança era, portanto, inesperada e causou surpresa ao ser anunciada.
A Arábia Saudita possui forte dependência econômica do petróleo. A baixa nos preços do commodity tem obrigado o país a buscar outras formas de sustento. Por conta disso, o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, apresentou o Saudi Vision 2030, um projeto de modernização do reino que visa obter renda através do entretenimento, do turismo e da inserção internacional – nos moldes da modernização realizada pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Qatar nas últimas décadas.
“Nossa nação possui fortes capacidades de investimento, que aproveitaremos para estimular nossa economia e diversificar nossas receitas”, diz o texto do projeto. “Nosso país é rico em seus recursos naturais. Não dependemos apenas do petróleo para nossas necessidades energéticas”.
Essa proposta de modernização com objetivo de inserção internacional foi a força motriz que levou à permissão de conduzir para as mulheres do reino árabe, segundo explica a mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Claudia Santos. “O príncipe respalda sua decisão em um aspecto econômico. Ao deixar as mulheres dirigirem ele não menciona os esforços das mulheres que lutaram tantos anos por isso, apesar do movimento na Arábia Saudita ser relativamente antigo. Ele pensa nos ganhos econômicos que isso trará, principalmente com mulheres trabalhando com isso. Além de também ser uma pressão internacional”.
A pressão internacional pela melhora na questão de igualdade de gênero no país teve início nos movimentos de ativistas. O envio de petições ao rei e os protestos com mulheres dirigindo chamou a atenção da comunidade internacional para diversas práticas sauditas que violam as convenções de direitos humanos.
De acordo com a ativista de direitos das mulheres na Arábia Saudita, Hala Al Dosari, tanto a atenção atraída por esses movimentos quanto o projeto de modernização e busca por investimento externo do príncipe contribuíram para a mudança mais emblemática na Arábia Saudita até o momento. A flexibilização dos direitos femininos é uma necessidade se o país realmente quiser se lançar na esfera internacional, segundo Hala.
“O reino quer mostrar que ele é o agente e líder da mudança. Ele não quer que ninguém critique ou desafie seu dever, então ele controla essa mudança”, explica. Hala conta que existe um esforço para tentar silenciar todos aqueles que exigem mudanças na sociedade, incluindo as ativistas, enquanto o governo conduz a modernização. “Há uma mensagem à comunidade saudita de que o ativismo não funciona. Então, a lógica é de que se a mudança tem que acontecer, ela virá apenas do [Governo do] reino”.
Hala enfatiza que apesar do fim da proibição estar ocorrendo, há poucos dias 17 mulheres sauditas foram presas sob a acusação de traição e tentativa de desestabilização do reino. O motivo real: protestos pela igualdade de direitos. Entre as detidas estão manifestantes conhecidas e que participaram dos movimentos de rebeldia ao dirigirem nas ruas da Arábia Saudita.
Ainda que a permissão de condução seja uma grande conquista, a quantidade de proibições sobre as mulheres continua enorme.
Outra grande luta local é pelo fim da obrigação do chamado “guardião”. Segundo a lei, toda mulher necessita de um guardião do sexo masculino que seja um parente próximo e que lhe conceda autorização expressa para praticamente todo ato.
MARINS, Carolina. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/mundo/por-que-mulheres-so-hoje-conquistam-direito-de-dirigir-na-arabia-saudita/>. 2018. Acesso em: 23 jul. 2018. (Adaptado).
Em relação à pesquisa quantitativa, o instrumento utilizado para sua realização é o questionário, que se torna o canal de comunicação entre o pesquisador e o pesquisado. Sua clareza e coerência são características que determinarão o seu sucesso. A autora Alves (2015) selecionou algumas dicas para a melhor formatação de um questionário, quando realizado como autopreenchimento, que são apresentadas a seguir. Analise as afirmações abaixo e assinale V, para as verdadeiras, ou F, para as falsas.
( ) As informações de perfil e de contato, quando não se enquadrarem como filtros, devem ser reservadas para o final. Além disso, caso a coleta seja frente a frente, o instrumento deve apresentar os dados do entrevistador, pois poderá ser feita uma verificação ou auditoria do trabalho realizado, evitando possíveis fraudes.
( ) A diagramação deve facilitar a leitura, e a ordenação das questões necessita obedecer à ordem dos objetivos estabelecidos. As questões devem ser apresentadas de forma lógica e encadeada, com fluidez de leitura e condução.
( ) As perguntas consideradas “filtro” ou “pulo” devem ser previstas na programação do questionário on-line. Caso o instrumento se caracterize como coleta impressa, as indicações devem ser observadas ao lado da resposta, para facilitar o preenchimento por parte do entrevistado.
( ) Quando a resposta for múltipla, sendo possível ter mais de uma alternativa marcada, essa informação deve ser indicada ao lado da pergunta.
( ) A linguagem utilizada deve ser coerente com o perfil do público entrevistado, considerando níveis educacionais e experiência do pesquisado. Para isso, a realização do pré-teste é fundamental.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considerando a comunicação digital, inserida no composto da comunicação integrada, de acordo com Corrêa (2009), analise as assertivas abaixo:
I. É construída a partir de uma avaliação de cada ação comunicacional prevista para as três grandes vertentes da comunicação integrada – institucional, interna e mercadológica – e de seu contraponto diante do público ao qual se dirige e dos níveis de eficiência ampliada, caso a ação seja executada por meio do uso das tecnologias digitais de informação e comunicação.
II. Pode ser definida como o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação, bem como de todas as ferramentas delas decorrentes, para facilitar e dinamizar a construção de qualquer processo de comunicação integrada nas organizações.
III. É um processo dinâmico, em transição contínua e irreversível no ambiente das organizações contemporâneas.
Quais estão corretas?
O tipo de pesquisa que se constitui em um dos mais relevantes para a área de relações públicas, conforme Kunsch (2003), que pode ser realizada para analisar as relações da organização com os empregados, consumidores, acionistas, revendedores, comunidade, imprensa, poderes públicos, dentre outros, a fim de atender a demandas específicas ocasionadas pelo comportamento desses públicos e conhecer o que eles pensam sobre a organização, fatos ou acontecimentos e o nível de satisfação nos relacionamentos entre ambos, é a pesquisa de:
Sobre a conceituação lógica de públicos (FRANÇA, 2009), ela possibilita que a interação organização-públicos possa ser realizada de forma mais estratégica, pois permite:
I. Dar importância ao estudo e à classificação dos públicos como foco principal da ação organizacional e do trabalho dos comunicadores, e provoca a mudança estratégica no processo de comunicação da organização com seus públicos de interesse.
II. Determinar com segurança as redes de relacionamento corporativo pela criação de processos lógicos e inteligentes de relacionamento, programados de acordo com o perfil de cada público e o interesse da organização.
III. Desenvolver a comunicação dirigida com cada público, definindo melhor seu conceito e tornando-a mais direta e eficaz.
IV. Chegar à criação e à implantação de um processo integrado de comunicação da organização com seus públicos, que a levará a contar com uma comunicação uniforme, eficaz e de uma só voz.
Quais estão corretas?
A conceituação lógica de públicos, proposta por França (2008), é compreendida por meio de três critérios lógicos, que os dividem em três categorias. Considerando as características de cada uma, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Públicos Essenciais.
2. Públicos Não-essenciais.
3. Públicos de Redes de Interferência.
Coluna 2
( ) São ligados de forma jurídica à organização e dos quais ela depende para sua manutenção e sobrevivência.
( ) São subdivididos em quatro tipos: redes de consultoria e de serviços promocionais; redes de setores associativos organizados; redes de setores sindicais; e rede de setores da comunidade.
( ) Participam das atividades-meio da organização.
( ) Pertencem ao cenário externo da organização.
( ) São subdivididos em constitutivos e não constitutivos ou de sustentação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A partir do ano 2000, foram realizados estudos sobre o desenvolvimento da atividade de relações públicas na América Latina e no Brasil, buscando entender a influência da cultura nas dimensões nacional e organizacional, tanto na prática das relações públicas, como no papel desempenhado pelo profissional da área. A pesquisa permitiu identificar um padrão específico de comportamento das práticas de relações públicas nos países da América Latina, sendo sintetizados por Ferrari (2009) em algumas das seguintes proposições:
I. As sociedades latino-americanas ainda têm características muito conservadoras na maneira de ver o mundo e de administrar seus negócios.
II. O baixo status da atividade de relações públicas nas organizações latino-americanas é fruto da cultura interna e externa, uma vez que não há uma clara definição sobre sua função e importância junto à alta administração, assim como no âmbito da sociedade em geral.
III. A prática das relações públicas é regulamentada e exercida com regularidade nas organizações latino-americanas, nos quais os gerentes e diretores de Relações Públicas/Comunicação têm seu papel bem definido e estruturado.
IV. As organizações ainda relacionam produtividade com a manutenção da estrutura interna da comunicação, ou seja: diante das crises, a área de comunicação é vista como despesa e não como investimento.
Quais estão corretas?
Um dos papéis de relações públicas, como parte da gestão estratégica das organizações, é elaborar planos de comunicação de crise, pois se sabe que grande parte das crises é causada por decisões gerenciais e não por acidentes ou desastres naturais. Grunig (2009) recomenda a utilização de princípios da comunicação de crise, sendo um deles o dever da organização assumir que os interesses dos seus públicos são tão importantes quanto os seus próprios, no momento em que a crise se manifestar. A qual dos princípios essa definição se refere?
Os autores Grunig e Hunt identificaram quatro modelos de relações públicas, que foram resgatados por Grunig (2009), analisando que ainda hoje eles podem descrever diferentes percepções associadas às práticas da atividade, correspondendo à quatro formas típicas de entender a natureza e o propósito das relações públicas. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando esses modelos.
Coluna 1
1. Agência de imprensa/Divulgação.
2. Informação Pública.
3. Assimétrico de duas mãos.
4. Simétrico de duas mãos.
Coluna 2
( ) É semelhante à assessoria de imprensa, sendo também um modelo de mão única, entendendo as relações públicas apenas como a disseminação de informações favoráveis, relativamente objetivas, através da mídia de massa, da internet ou de meios dirigidos.
( ) Tem o propósito de obter publicidade favorável para uma organização ou para indivíduos na mídia de massa. É um dos modelos assimétricos e desequilibrados que tentam modificar o comportamento dos públicos, mas não o da organização.
( ) Utiliza a pesquisa para planejar e desenvolver mensagens que, provavelmente, conseguirão induzir os públicos a se comportarem como a organização espera. É a persuasão científica, mas é menos eficaz quando uma organização possui muitos conflitos com determinado público.
( ) É baseado na pesquisa e utiliza a comunicação para administrar conflitos e aperfeiçoar o entendimento com públicos estratégicos. As relações públicas se baseiam em negociações e concessões com os envolvidos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
“A capacidade de comunicação dos poderes executivo, legislativo e judiciário obedece a estratégias políticas e institucionais relacionadas à obtenção de visibilidade pública, prestação de contas e disputa de opiniões, apoio e votos” (WEBER, 2011). Isso exige a organização dos sistemas de comunicação pública do Estado em modalidades que permitem identificar a funcionalidade estratégica da comunicação, sendo uma delas caracterizada por atividades que abrangem formas de relacionamento da instituição com o uso de procedimentos, instrumentos e canais que permitem o diálogo personalizado entre um cidadão (ou um grupo restrito de cidadãos) e o agente público. Os eventos são planejados para dar visibilidade ao projeto político, partidário, governamental ou social. A qual modalidade a descrição se refere?
O autor Grunig (2009) apresenta os princípios genéricos de relações públicas de excelência, que descrevem as características de departamentos e programas de relações públicas e o contexto interno e externo da organização, que aumentam a probabilidade de terem valor, tanto para a organização como para a sociedade. As características estão dispostas em sete categorias. Algumas delas são apresentadas a seguir, EXCETO:
Como definição conceitual para “o que são relações públicas”, entende-se que “Como ciência, relações públicas abarca o conhecimento científico que explica, prevê e controla o exercício de poder no sistema organização-públicos. Como atividade, relações públicas é o exercício da administração da função (subsistema) político organizacional, enfocado através do processo de comunicação da organização com seus públicos”. Qual a autoria da definição de relações públicas como Função Política?
De acordo com Kunsch (2003), “uma das características de relações públicas é que elas envolvem uma forma _______________ de agir, levando a acionar as forças e coordenar adequadamente os trabalhos em torno dos objetivos propostos e das necessidades organizacionais, atentando-se sempre para as reações dos públicos e da opinião pública, mediante um _______________ adequado das ações”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
No composto da comunicação integrada, conforme Kunsch (2003), “a comunicação _______________ é a responsável direta, por meio da gestão estratégica das relações públicas, pela construção e formatação de uma imagem e identidade corporativas fortes e positivas de uma organização, enfatizando os aspectos relacionados a sua missão, visão, valores e filosofia”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
O termo “comunicação de massa”, segundo Fortes (2003), surge no século XIX, a partir das transformações econômicas e sociais, refletidas nas concentrações populacionais, caracterizadas pela urbanização e industrialização, ocorridas principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Para o autor, os veículos de comunicação de massa “têm por finalidade transmitir ou conduzir informações para estabelecer comunicação ____________________________________, com grande número de pessoas ______________________________”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Em relação à comunicação organizacional, Ferrari (2009) aponta que é preciso dar atenção ao seu objeto central, _______________, classificando-o em ordem de importância e tornando suas expectativas conhecidas e assimiladas pelas organizações e vice-versa.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Em Geografia Política e Geopolítica: Discursos sobre o território e o Poder (2013), Costa afirma que existe um consenso entre os estudiosos da geografia política de que a sua fase clássica diz respeito aos autores e às obras responsáveis pelas suas primeiras sistematizações, isto é, estudos e reflexões que formularam pioneiramente conceitos e teorias fundamentais que marcaram profundamente o desdobramento posterior desse ramo do conhecimento. Nesse sentido, é inegável a importância da obra Geografia Política, de 1897 [...]. O que preocupava o autor dessa obra era essencialmente o que avaliara como a “unificação mal concluída” da Alemanha, desde o processo que se iniciara sob o comando de Bismarck, sendo de sua autoria o conceito de espaço vital. Esse autor foi:
Em Estudos sobre a Rede Urbana (2006), Corrêa discute que o tema rede urbana tem sido abordado pelos geógrafos a partir de diferentes vias. As mais importantes dizem respeito à diferenciação das cidades em termos de funções, dimensões básicas de variação, relações entre tamanho demográfico e desenvolvimento, hierarquia urbana e relações entre cidade e região [...]. A rede urbana, por outro lado, pode ser caracterizada por diferentes formas espaciais de suas unidades funcionais. Relacione os conceitos e suas respectivas unidades abordados nessa obra.
I - Área metropolitana
II - Cidade-dispersa
III - Aglomeração urbana
( ) Constituída por um conjunto de cidades muito próximas umas das outras e dotado de funções especializadas e complementares entre si, caracterizando um desdobramento espacial de funções urbanas.
( ) Caracteriza-se pela geminação de duas ou mais cidades de mesmo porte ou como miniaturas de uma área metropolitana.
( ) Constituída pela metrópole e suas cidades-dormitórios e núcleos especializados fisicamente interligados.
Assinale a sequência correta:
Observe a figura e leia o texto no qual é abordado um dos temas mais controversos na questão ambiental do estado de Mato Grosso, o avanço do desmatamento no bioma Amazônia.
Segundo dados do Instituto Centro de Vida, “entre agosto de 2016 e julho de 2017, a taxa de desmatamento da área florestal na Amazônia, levantada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi de 6.624 km². Só o Estado de Mato Grosso foi responsável por 20% de todo o desmatamento detectado na Amazônia, o que significou mais de 1.341 km² de florestas desmatadas em corte raso. Com essas taxas, 2017 representa uma redução de 16% na Amazônia como um todo e de 10% em Mato Grosso.
Em 2015, na COP21, Mato Grosso se comprometeu em eliminar o desmatamento ilegal até 2020 e passar abaixo de 571 km² até 2030. Neste contexto, os 1.193 km² de desmatamento ilegal e 1.341 km² de desmatamento total ainda representam taxas muito elevadas para que o estado consiga cumprir seu compromisso.
A concentração de áreas desmatadas em determinadas regiões do estado demonstra a existência de fronteiras ativas de desmatamento. Em 2017, dez municípios foram responsáveis por 48% das áreas com corte raso. Neste contexto, destaca-se também a região Noroeste, responsável por 33% de todo o desmatamento observado no período (430 km²).
Valdiones, A.; Silgueiro, V.; Bernasconi, P.; Thuault, A. Análise do desmatamento em Mato Grosso (Prodes/2017). Instituto Centro de Vida. Infogram, Cuiabá/ MT, out./2017.
Entre os municípios mato-grossenses da região noroeste, os dois que mais desmataram no período mencionado pelo texto foram: