Questões de Concurso Certo ou errado

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Q3788767 Pedagogia
A postura ética no ambiente escolar, especialmente por parte de profissionais que atuam com crianças pequenas, exige não apenas o cuidado com a linguagem e com o sigilo de informações familiares, mas também a consciência de que atitudes sutis como risadas, olhares e conversas paralelas entre adultos podem impactar negativamente a autoestima da criança e seu sentimento de pertencimento. 
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Q3788766 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) prevê a obrigatoriedade da oferta da Educação Infantil para crianças de 0 a 5 anos, devendo os sistemas de ensino garantir vagas públicas e gratuitas, preferencialmente em creches próximas ao domicílio das famílias. Essa determinação, no entanto, restringe-se à etapa pré-escolar, já que a creche, apesar de ser considerada parte da Educação Básica, não integra o ciclo obrigatório.
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Q3788765 Pedagogia
Em uma situação cotidiana de creche, uma criança de dois anos chora após cair enquanto corre no pátio. A auxiliar de sala aproxima-se, acolhe a criança e descreve o que aconteceu com palavras simples, ajudando-a a nomear seus sentimentos e reconhecer o que houve. Esse tipo de intervenção, embora aparentemente trivial, é altamente significativo para o desenvolvimento da linguagem e da regulação emocional, contribuindo para a formação da identidade e da empatia. 
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Q3788764 Pedagogia
Durante uma formação continuada voltada ao trabalho dos auxiliares de educação, discutiu-se que a organização do ambiente escolar deve ser pensada de forma a favorecer a autonomia das crianças pequenas, garantindo que elas tenham acesso livre a brinquedos, materiais de higiene e objetos pessoais. Nesse contexto, entende-se que o papel do auxiliar é o de manter tudo higienizado e organizado, mesmo que isso signifique guardar rapidamente os brinquedos fora do alcance, tão logo as crianças terminem de brincar, para evitar desordem no espaço.
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Q3788763 Pedagogia
A BNCC estabelece que a Educação Infantil deve organizar o currículo a partir de Campos de Experiência, que não se apresentam como conteúdos disciplinares, mas como territórios de vivências significativas. Essa concepção rompe com a lógica fragmentada de ensino e convida o educador a atuar como planejador de contextos que favoreçam a aprendizagem por meio das interações e brincadeiras.
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Q3788762 Pedagogia
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil reconhece o brincar como eixo estruturante da ação pedagógica. Contudo, ao tratar das diferentes linguagens, destaca-se a importância de garantir propostas organizadas por faixas etárias e eixos temáticos, de forma a minimizar a ocorrência de interações espontâneas entre crianças de diferentes idades, as quais podem gerar conflitos e prejudicar a autonomia infantil.
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Q3788761 Pedagogia
No que tange à alimentação na creche, a introdução alimentar, mesmo em crianças menores de 1 ano, deve obedecer a um cardápio padronizado e rígido, sem considerar particularidades culturais, religiosas ou recomendações médicas individuais, uma vez que a uniformização do cardápio garante equidade nutricional no atendimento coletivo.
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Q3788760 Pedagogia
A avaliação na Educação Infantil deve ser contínua, processual e qualitativa, visando compreender os processos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, sendo vedado qualquer tipo de retenção ou classificação por desempenho. Assim, mesmo que não se utilize notas, é imprescindível que o educador realize registros sistemáticos das observações, refletindo sobre sua prática e reorientando suas intervenções pedagógicas.
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Q3788759 Pedagogia
Em consonância com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, é papel da Educação Infantil acolher todas as crianças, inclusive as com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades, desde que o professor da turma receba suporte exclusivo de um profissional especializado que atue de forma isolada com a criança, afastando-a dos demais quando necessário.
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Q3788758 Pedagogia
Embora as práticas pedagógicas com crianças de 0 a 3 anos devam priorizar o desenvolvimento da oralidade e o contato com a linguagem, é necessário evitar atividades com histórias e desenhos, pois a interpretação simbólica só se consolida após os 4 anos, tornando essas estratégias ineficazes para a faixa etária atendida pelas creches.
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Q3788757 Pedagogia
A noção de cuidar e educar como práticas indissociáveis na rotina da Educação Infantil está fundamentada nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e compreende que momentos como o banho, a alimentação e a troca de fraldas também são oportunidades educativas, nas quais o adulto atua como mediador, promovendo interações e aprendizagens significativas.
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Q3788756 Pedagogia
Ao organizar o espaço físico de uma sala de creche, a disposição dos móveis e materiais deve priorizar a estética visual, o silêncio e a manutenção da ordem, mesmo que isso limite o acesso livre dos bebês e crianças pequenas aos brinquedos e objetos do cotidiano, uma vez que o excesso de estímulos visuais pode prejudicar o foco e o vínculo com os adultos.
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Q3788755 Pedagogia
Considerando o artigo 205 da Constituição Federal, que trata da educação como direito de todos e dever do Estado e da família, é correto afirmar que, apesar de as crianças de 0 a 3 anos não estarem em idade de escolarização obrigatória, sua inserção na creche deve ocorrer apenas em casos excepcionais, quando houver clara sinalização de vulnerabilidade social ou necessidade comprovada pelos órgãos de proteção à infância.
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Q3788754 Pedagogia
Em uma instituição de Educação Infantil, ao elaborar o planejamento de atividades para o grupo de crianças de 0 a 3 anos, uma professora opta por garantir momentos de livre exploração corporal, inserindo brincadeiras com obstáculos, como almofadas e túneis. Tal proposta, embora pareça lúdica e sem intencionalidade aparente, promove o desenvolvimento psicomotor e contribui significativamente para a construção da noção de permanência e espacialidade na primeira infância. Portanto, tais atividades podem ser consideradas compatíveis com os objetivos da creche, mesmo sem exigirem mediações verbais formais.
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Q3788753 Psicologia
O processo de adoecimento, especialmente em doenças crônicas e incapacitantes, mobiliza intensamente o aparelho psíquico do sujeito, exigindo reestruturação das imagens de si, do corpo e do futuro. Nesses casos, a adesão ao tratamento depende, predominantemente, do grau de instrução do paciente e da clareza técnica das orientações fornecidas pela equipe médica, sendo secundária a influência das condições subjetivas, culturais e relacionais que estruturam sua vivência de doença e cuidado. A Psicologia, nesse cenário, atua apenas como facilitadora de comunicação entre médico e paciente.
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Q3788752 Psicologia
A escuta da criança e do adolescente em contextos clínicos e institucionais, segundo os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), deve ser conduzida com extrema sensibilidade às suas possibilidades de expressão simbólica, respeitando seus tempos psíquicos e evitando revitimizações. Tal escuta requer do psicólogo não apenas domínio técnico, mas também compreensão dos atravessamentos sociais, afetivos e legais que constituem a infância, sendo necessária articulação com a rede de proteção e respeito ao protagonismo infantil.
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Q3788751 Psicologia
A inserção do psicólogo em equipes interdisciplinares de saúde exige, além de competência técnica, uma postura relacional sensível às lógicas de poder que perpassam as instituições e as práticas profissionais. Entretanto, é aceitável que o psicólogo adote uma postura neutra, restringindo-se à aplicação de seu saber específico, sem implicar-se nas decisões coletivas ou nos dilemas ético-clínicos que envolvem os demais profissionais da saúde, uma vez que sua função primordial é aplicar o conhecimento psicológico de forma objetiva.
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Q3788750 Psicologia
No campo da Psicologia Social Crítica, compreende-se que a promoção do bem-estar psíquico e social não pode ser dissociada da análise das estruturas de desigualdade que atravessam os sujeitos e suas comunidades. Essa vertente propõe uma prática comprometida com a transformação social, denunciando as condições opressoras que geram sofrimento e propondo ações que vão além da clínica individualizada. O psicólogo, nesse sentido, atua como agente político, problematizando a naturalização da exclusão e ampliando os sentidos de cidadania, saúde e subjetividade.
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Q3788749 Psicologia
O debate epistemológico entre conhecimento científico e conhecimento comum revela não apenas distinções metodológicas, mas também implicações ético-políticas sobre quais vozes e saberes são validados nas práticas sociais. Na Psicologia, especialmente em contextos de saúde pública, essa tensão se expressa na dificuldade de acolher os saberes populares e comunitários como fontes legítimas de compreensão e intervenção sobre o sofrimento psíquico. Assim, embora o conhecimento científico se fundamente na objetividade e sistematização, não é isento de valores e ideologias que atravessam sua produção, tampouco é neutro em suas aplicações.
Alternativas
Q3788748 Psicologia
A psicoterapia de grupo, especialmente em contextos hospitalares, oferece um espaço privilegiado para a troca de experiências, identificação mútua, construção coletiva de significados e elaboração de angústias diante do adoecimento. Contudo, sua eficácia é limitada à medida em que os grupos tendem a gerar fusão emocional, diluindo a singularidade dos participantes e reforçando padrões de dependência grupal.
Alternativas
Respostas
14541: C
14542: E
14543: C
14544: E
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