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CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2004, p.25. Adaptado.
Em relação aos primeiros filósofos e à Filosofia em seu início, é CORRETO afirmar que:
ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1969. p.40.
Além das afirmações de Aristóteles acima, considere as seguintes proposições sobre o surgimento da Filosofia.
I. A Filosofia surgiu quando alguns pensadores gregos perceberam que a verdade do cosmo e dos homens não era algo nem secreto e nem misterioso, que necessitasse ser anunciado por divindades aos escolhidos, mas que, em contraste, podia ser alcançado através do raciocínio e operações mentais, das quais somente os filósofos são dotados.
II. Apesar de se atribuir aos gregos o surgimento da Filosofia, é mais correto afirmar que ela tem seu aparecimento primeiramente junto aos povos orientais, como egípcios e hebreus (especificamente por influência de Moisés), que já possuíam, verdadeiramente, uma forma de “sabedoria” constituída de convicções religiosas, mitos teológicos e “cosmogônicos”.
III. Dentro do conjunto de circunstâncias que contribuíram para o surgimento do pensamento filosófico na Grécia, cita-se: a configuração geográfica de seu território, com relevo peculiar, que favorecia o comércio marítimo e o intercâmbio cultural e econômico com outros povos; e a organização social e política dos gregos com suas cidades-Estados e oferecendo possibilidades para a realização de debates e prática da livre expressão.
IV. Antes dos gregos, especulações filosóficas já eram levantadas na China e na Índia, a partir de questões relacionadas à natureza da divindade, à alma humana e à vida após a morte, bem como a respeito dos princípios de todas as coisas, chegando a conclusões que levaram à terra, ao fogo e ao ar como tais princípios.
É CORRETO afirmar que:
À luz do arcabouço teórico do criticismo kantiano, as proposições a seguir revelam-se exatas, à EXCEÇÃO de:
Constituem críticas ao arcabouço ético de Hans Jonas as sentenças abaixo, com EXCEÇÃO de:
Assinale a alternativa CORRETA sobre as referidas questões:
Analíse as seguintes alternativas e, em seguida, assinale quais são teses de Arthur Danto:
I. Com o advento do modernismo, não há mais um estilo "correto" ou "avançado" a ser seguido. Vivemos numa era pós-histórica da arte.
II. A arte é filosofia tornada visível — não pelo que mostra aos olhos, mas pelo que provoca na mente.
III. Danto defende um relativismo absoluto. Para ele, não é preciso que o objeto seja interpretado à luz de uma teoria da arte e inserido no "mundo da arte", um sistema institucional e histórico que legitima a obra.
IV. Sua tese do "fim da arte" significa o fim de uma teleologia histórica, não o fim da produção artística. Ele celebra a pluralidade pós-histórica.
Particular relevância assume, neste contexto, o estatuto da contradição: seria ela um fenômeno ontológico ou meramente linguístico? Identifique a assertiva que DIVERGE da tese sustentada por Hegel.
Assinale a alternativa que melhor descreve a ruptura de Honneth com Hegel.
CHAPMAN, R.; SILVERS, A.. Neurodivergent modes of thinking and the ethics of philosophical pedagogy. The Journal of Social Philosophy, v. 55, n. 2, p. 234–253, 2024.
Com base no texto e nos seus conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, é CORRETO afirmar que:
RÖTTGERS, Kurt. “Die Aporie der Mündigkeit im Philosophieunterricht”. In: Dialektik der Bildungsrationalität. Würzburg: Königshausen & Neumann, 2008, S. 156-161. Adaptação e trad. nossa.
Com base no texto acima e em seus conhecimentos, é CORRETO concluir que:
STEENBLOCK, V. Philosophische Bildung. In: Handbuch Philosophie und Ethik. Bd. 1: Didaktik und Methodik. Paderborn: Schöningh, 2014. p. 203–207.
Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre ensino de filosofia, pode-se CORRETAMENTE concluir que:
Todo inseto é invertebrado. Todo inseto é hexápode (tem seis patas) Logo, todo hexápode é invertebrado.
Mesmo sendo verdadeiras todas as proposições (as duas premissas e a conclusão) do silogismo acima, trata-se de uma inferência inválida. Tal acontece porque:
Quando um enunciado é feito, duas questões importantes podem ser imediatamente colocadas: De que maneira chegou a ser concebido? Que razões existem para aceitá-lo como verdadeiro? Trata-se de duas questões diferentes. Seria um grave erro confundi-las, e um erro pelo menos tão sério quanto esse é confundir as respostas. A primeira pergunta relaciona-se com a descoberta; as circunstâncias lembradas por ela formam o contexto da descoberta. A segunda relaciona-se com a justificação; assuntos que aqui se tornam relevantes cabem no contexto da justificação.
[...] Mas, então, para que serve a Lógica? A Lógica oferece-nos métodos de crítica para avaliação coerente das inferências. É nesse sentido, talvez, que a Lógica está qualificada para dizer-nos de que modo deveríamos pensar. Completada uma inferência, é possível transformá-la em argumento, e a Lógica pode ser utilizada a fim de determinar se o argumento é correto ou não. A Lógica não nos ensina como inferir: indica-nos, porém, que inferências podemos aceitar. Procede ilogicamente a pessoa que aceita inferências incorretas.
[...] A Lógica interessa-se pela justificação, não pela descoberta. A Lógica fornece métodos para a análise do discurso, e essa análise é indispensável para exprimir de modo inteligível o pensamento e para a boa compreensão daquilo que se comunica e se aprende.
SALMON, W. Lógica. Rio de Janeiro: Guanabara/Koogan, 1987, p.28-29.
Considerando o texto e os critérios de validade e correção de um argumento, assinale a alternativa CORRETA quanto à sua recusa ou aceitação.
Por sua fundamentação, meu método dialético não só difere do hegeliano, mas é também a sua antítese direta. Para Hegel, o processo de pensamento, que ele, sob o nome de ideia, transforma num sujeito autônomo, é o demiurgo do real, real que constitui apenas a sua manifestação externa. Para mim, pelo contrário, o ideal não é nada mais que o material, transposto e traduzido na cabeça do homem.
MARX, K. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.26.
Também esta corrente [o marxismo] separou-se da filosofia hegeliana através da volta a posições materialistas. Isto é, decidindo-se a conceber o mundo real – a natureza e a história – como se apresenta a todo aquele que o aborda sem quimeras idealistas preconcebidas; [...] Esta corrente não se contentava simplesmente em por Hegel de lado; ao contrário, ligava-se a seu lado revolucionário, ao método dialético [...]. No entanto, sob sua forma hegeliana, esse método é inútil. Em Hegel, a dialética é o autodesenvolvimento do conceito. [...] Era essa inversão ideológica que se tratava de eliminar. Voltamos às posições materialistas e tornamos a ver nas ideias de nosso cérebro as imagens dos objetos reais, em vez de considerar estes objetos como imagens deste ou daquele momento do conceito absoluto. Com isso, a dialética ficava reduzida à ciência das leis gerais do movimento, tanto do mundo exterior como do pensamento humano [...].
ENGELS, F. Disponível em: https://www.inscricoes.fmb.unesp.br/upload/trabalhos/20171018155733.pdf. Acesso em: 29 jan. 2026.
Nos textos acima, primeiramente, o próprio Karl Marx (1818-1883), depois, Friedrich Engels (1820-1895) reconhecem a distinção entre o que é a dialética em Hegel e o que ela é em Marx. A respeito dessas duas dialéticas, assinale o item CORRETO:
Portanto, a Ética-discursiva desenvolvida por J. Habermas não possui um caráter normativo intrínseco, isto é, não estabelece os padrões de “certo ou errado” para o agir moral. Por ser de configuração e estruturação dialógica, a adequação do agir às normas se dá dentro de um esforço comunicacional de busca pelo consenso. Seu aspecto e pretensão de universalidade reside no procedimento.
FRAGA. M. l. A teoria ético-discursiva de Jürgen Habermas e o esforço para a atualização da possibilidade de universalização. Disponível em: https://esbocosfilosoficos.wordpress.com/2022/12/17/a-teoria-etico-discursiva-de-jurgen-habermas. Acesso em: 12 dez. 2025.
A respeito da ética discursiva de Jürgen Habermas, é VERDADE que:
“Os seres cuja existência depende [...] não da nossa vontade, mas da natureza, têm, no entanto, quando são seres privados da razão, apenas um valor relativo, o dos meios.”
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1984, p. 294.
“Concebida para a felicidade humana, a submissão da natureza, na sob medida de seu sucesso [...] conduziu ao maior desafio já posto ao ser humano pela sua própria ação”.
JONAS, H. Apud DURANTE, D.; LEAL, A. Disponível em: https://revistas.ufpr.br>made>article>dowload.PDFarquivo. Acesso em: 31.jan.2026.
Intervindo no relevante debate entre empiristas e racionalistas, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) defende, a partir de um exercício crítico – ao qual chama tribunal da razão – sobre a natureza do conhecimento humano a perspectiva na qual:

Para a presente questão, considere o texto a seguir.
O hábito que temos de, na vida cotidiana, falar de um belo céu, de uma bela árvore, [...] e de uma bela cor etc., leva-nos a ver como definição arbitrária a que exclui o belo natural. Não podemos agora examinar a questão de saber se há razão em qualificar de belos objetos da natureza [...] se tais objetos merecem em geral aquela qualificação e se, por conseguinte, na mesma definição devemos abranger o belo natural e o belo artístico. Segundo a opinião corrente, a beleza criada pela arte seria inferior à da natureza e o maior mérito da arte residiria em aproximar as suas criações do belo natural. Se, na verdade, assim acontecesse, ficaria excluída da estética, compreendida como ciência unicamente do belo artístico, uma grande parte do domínio da arte. Mas, contra essa maneira de ver, julgamos nós poder afirmar que o belo artístico é superior ao belo natural, por ser um produto do espírito que, superior à natureza, comunica essa superioridade aos seus produtos e, por conseguinte, à arte; por isso é o belo artístico superior ao belo natural.
HEGEL, F. Estética. In: Os Pensadores. Trad. Orlando Vitorino. São Paulo: Abril Cultural, 1974, p.85
I. Hegel afirma que o belo na arte é mera imitação do belo natural.
II. Hegel nega beleza ao que não é do domínio da arte.
III. Hegel entende o belo artístico como criação do espírito.
IV. Hegel afirma a superioridade do belo artístico frente ao natural.
É CORRETA a alternativa que diz que:

As formas e a ferragem são partes fundamentais na construção em concreto armado, pois garantem o formato correto das peças e a resistência da estrutura. As formas funcionam como moldes temporários que sustentam o concreto fresco até que ele endureça, definindo o tamanho e o alinhamento de vigas, pilares e lajes. Já a ferragem, feita com barras de aço, reforça o concreto, ajudando a suportar esforços de tração e evitando rachaduras e quebras. Quando bem montadas, formas e ferragens certificam segurança, durabilidade e qualidade à obra.
No concreto armado, as formas e a ferragem têm como principal função:
O cálculo de volume é muito importante no trabalho do pedreiro, pois permite saber a quantidade correta de concreto necessária para fundações, lajes, vigas e pilares, evitando desperdício ou falta de material.
Com esse cálculo, o profissional consegue planejar melhor a obra, economizar recursos e garantir que a estrutura seja executada com segurança e resistência.
Situação-problema:
Um pedreiro vai concretar uma sapata com 2 metros de comprimento, 1 metro de largura e 0,5 metro de altura.
Leia as afirmações sobre o cálculo do volume:
I. O volume é calculado multiplicando comprimento × largura × altura.
II. O volume dessa sapata é de 1 metro cúbico (1 m3).
III. Para achar o volume, deve-se somar as três medidas.
IV. O volume dessa sapata é de 3,5 metros cúbicos (3,5 m3).
Assinale a alternativa correta: