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O enlatamento do pescado tem como objetivo garantir a boa qualidade do produto e a sua validade por tempo indeterminado de armazenamento.
A utilização do pescado para produção de nuggets, hambúrgueres e outros empanados é uma alternativa para elaboração de alimentos de elevado valor agregado, porém de baixa qualidade nutricional.
Nos processos de defumação a frio e a quente, geralmente se utilizam a salga úmida e a salga seca, respectivamente.
Na defumação, a fumaça tem ação conservante, bactericida, bacteriostática e aromatizante, estando o seu aroma ligado principalmente à queima de madeiras resinosas, que são as mais indicadas para esse processo.
A salga é um dos processos mais tradicionais de conservação de pescado, devido, principalmente, a razões econômicas e de hábito de consumo.
As operações de bordo na pesca industrial de camarão envolvem a captura, o manuseio e o armazenamento no barco pesqueiro, sendo necessária, nessa última etapa, a utilização de gelo para acondicionar os camarões.
Na despesca do camarão, podem ser usados sais que atuam na inibição da deterioração e do escurecimento enzimático (melanose).
A tilápia, espécie mais produzida pela aquicultura brasileira, pode adquirir sabores ou odores indesejáveis (off-flavor), devendo, por isso, antes de serem abatidas, ser acondicionas em tanques de depuração por 12 a 24 horas.
A preparação de rãs para o abate se inicia com a seleção dos animais de acordo com sua aparência, seu peso e suas condições de saúde, sendo sua alimentação suspensa 36 horas antes do abate.
É obrigatória a associação dos trabalhadores do setor artesanal da pesca no seu órgão de classe, devendo os interessados comprovar sua condição no ato da admissão.
As colônias de pescadores estão submetidas à gerência das federações estaduais de pescadores, as quais se submetem à gerência da Confederação Nacional de Pescadores.
Cabe às colônias de pescadores representar, perante os órgãos públicos, contra quaisquer ações de pesca predatória e de degradação do meio ambiente.
Entre as espécies de abate de pescado, somente os anfíbios e os répteis devem ser submetidos à inspeção ante mortem.
Os estabelecimentos de pescado são divididos nas seguintes quatro categorias: barco-fábrica; abatedouro frigorífico de pescado; unidade de beneficiamento de pescado e produtos de pescado; e unidade de beneficiamento de moluscos bivalves.
Embora não aumente o lucro da indústria, o desenvolvimento de tecnologias que transformem os resíduos em novos produtos é importante para resolver a carência de proteínas em países pobres.
Os resíduos do processamento industrial de pescado, assim como os descartes, são utilizados na produção de farinha de peixe convencional e de silagem, destinados ao uso na produção animal.
A carne mecanicamente separada (CMS) de pescado é uma matéria-prima de alto valor proteico e baixo teor de lipídios que pode ser empregada na elaboração de diversos produtos de valor agregado.
O cessionário de área aquícola onerosa tem obrigação de apresentar relatório anual de sua produção à Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/MAPA); no caso do cessionário de área aquícola não onerosa, a apresentação do relatório é voluntária.
O governo federal é responsável pela cessão gratuita de áreas aquícolas onerosas e não onerosas em parques aquícolas, independentemente da modalidade.
Na prática da aquicultura em águas continentais e marinhas, é permitida a utilização de espécies autóctones ou das espécies alóctones e exóticas que estejam autorizadas em ato normativo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).