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I. Com dados da espirometria e da força muscular expiratória, o fonoaudiólogo pode traçar um plano de treinamento respiratório para melhora da biomecânica da deglutição.
II. O comprometimento da força ou da resistência na mecânica respiratória pode impactar o volume e a capacidade pulmonar gerados na respiração espontânea.
III. Distúrbios no mecanismo pneumático de proteção das vias aéreas durante a deglutição podem causar penetrações laríngeas ou aspirações traqueais.
Está CORRETO o que se afirma:
( ) Na fase aguda, o distúrbio da deglutição ocorre em torno de 50% dos casos.
( ) Entre as estruturas encefálicas, as lesões bulbares costumam ter maior impacto na deglutição.
( ) A disfagia costuma ser mais grave em lesões hemisféricas e mais branda quando no tronco encefálico.
( ) A redução da audição faz parte do processo de envelhecimento e pode ocorrer de forma progressiva e agravar situações de vulnerabilidade, acentuando quadros de demência e depressão.
( ) A perda auditiva afeta sobretudo a memória e a atenção, prejudicando o reconhecimento de palavras e a compreensão de sentenças.
( ) No que se refere às alterações sensoriais, a deficiência auditiva leva a dificuldades que envolvem somente lesões na estrutura física, não limitando atividades ou restrição de participação em eventos sociais.
( ) Considerando que nem todas as necessidades auditivas dos indivíduos serão alcançadas com os DEAS, deve-se aconselhar o uso de dispositivos auxiliares para a reabilitação auditiva.
(1) Capta o sinal acústico e transforma em um sinal elétrico equivalente.
(2) Capta o sinal elétrico amplificado e o transforma em sinal acústico.
(3) Intensifica e modifica o estímulo transduzido pelo microfone.
(4) É um transdutor de saída que transforma o sinal elétrico em vibração.
( ) Receptor. ( ) Microfone. ( ) Amplificador. ( ) Vibrador ósseo.
I. Além da avaliação auditiva, é importante analisar as necessidades de comunicação do indivíduo usando questionários de autoavaliação.
II. A avaliação das necessidades não auditivas é importante porque tais necessidades podem afetar o prognóstico da intervenção.
III. A orientação, o aconselhamento e o acompanhamento são itens a serem dispensados no processo de reabilitação auditiva, dependendo da idade do paciente.
IV. No que se refere aos instrumentos de rastreio cognitivo a serem utilizados na avaliação, o ideal é que os instrumentos sejam de fácil aplicação. Itens como ponto de corte adequado por idade e/ou escolaridade podem ser dispensados, pois tornam a aplicação mais lenta.
Está CORRETO o que se afirma:
( ) A perda auditiva do tipo mista apresenta origem e características tanto condutivas quanto sensorioneurais, ou seja, há um rebaixamento de limiares aéreos e ósseos sem a presença de gap aéreo-ósseo.
( ) A perda auditiva do tipo condutiva ocorre quando há acometimento das estruturas da orelha interna, ou seja, há um rebaixamento apenas de limiares aéreos com presença de gap aéreo-ósseo.
( ) A perda auditiva sensorioneural ocorre por comprometimento sensorial ou neural ocasionando um rebaixamento de limiares aéreos e ósseos com a possibilidade diferencial aéreo-ósseo que não ultrapassa 10 decibéis no nível de audição (dBNA).
( ) A interpretação quanto ao tipo de perda auditiva existente é possível a partir da comparação entre os limiares pesquisados por vias aérea e óssea e aplica-se a cada orelha separadamente.
I. São lesões benignas bilaterais nas pregas vocais.
II. A principal causa é o abuso vocal.
III. O tratamento inicial é cirúrgico para remoção dos nódulos.
IV. A terapia vocal pode ser eficaz no tratamento.
I. A análise acústica permite quantificar parâmetros como frequência fundamental, jitter, shimmer e relação sinal-ruído.
II. Esses parâmetros são sempre suficientes para diferenciar alterações vocais funcionais e orgânicas.
III. A acústica vocal pode complementar a avaliação perceptivo-auditiva e visual da laringe.
IV. O uso de softwares como Praat é comum para análise acústica da voz.
I. A disfonia funcional ocorre sem alterações estruturais na laringe e está relacionada a maus hábitos vocais.
II. A fonação abusiva, como gritar constantemente, é um fator de risco para disfonia funcional.
III. A videolaringoscopia geralmente mostra nódulos vocais na disfonia funcional.
IV. A terapia fonoaudiológica visa corrigir os hábitos vocais e melhorar a higiene vocal.
I. A audiometria tonal liminar é o exame padrão-ouro para avaliação da sensibilidade auditiva, podendo detectar perdas condutivas, neurossensoriais e mistas.
II. O teste de emissões otoacústicas é utilizado exclusivamente em crianças e não possui aplicação clínica em adultos.
III. A avaliação do reflexo estapediano ajuda a diferenciar perdas auditivas retrococleares de cocleares.
IV. A impedanciometria fornece informações sobre a integridade da orelha média e da função da tuba auditiva.
I. A respiração oral, quando persistente após os dois anos de idade, pode acarretar alterações no desenvolvimento craniofacial, como palato ogival e projeção anterior da maxila.
II. O frênulo lingual curto (anquiloglossia) pode interferir apenas na deglutição, mas não tem implicações na fala.
III. O selamento labial inadequado pode impactar negativamente a mastigação, articulação de fonemas e estética facial.
IV. A avaliação fonoaudiológica da motricidade orofacial deve considerar aspectos estáticos (estrutura) e dinâmicos (função), como tônus, mobilidade e simetria.
( ) As provas de imitação e nomeação são equivalentes em todas as dimensões (por exemplo, número de processos fonológicos, gravidade, inteligibilidade) para diagnóstico de transtorno fonológico em crianças.
( ) O método Percentagem de Consoantes Corretas (PCC) é uma medida de gravidade frequentemente usada em transtornos fonológicos.
( ) Distúrbios fonológicos nunca afetam a leitura ou escrita em crianças, pois se limitam à fala.
( ) A otite média com efusão (ou otite média secretora) pode impactar o desenvolvimento fonológico caso ocorra em períodos críticos da aquisição dos fonemas.
( ) A análise da consciência fonológica é irrelevante no diagnóstico precoce de transtornos fonológicos, pois esta habilidade surge apenas após a alfabetização.
( ) A gagueira do desenvolvimento costuma aparecer entre os 2 e os 5 anos de idade, frequentemente antes do domínio completo da linguagem expressiva.
( ) O histórico familiar é irrelevante para o diagnóstico de gagueira; fatores genéticos não têm influência.
( ) Em situações de canto ou fala ritmada, muitos indivíduos com gagueira mostram redução das disfluências.
( ) Taquilalia se caracteriza por velocidade de articulação excessiva, com prejuízo da inteligibilidade, mesmo na ausência de hesitações ou pausas típicas da gagueira.
( ) Intervenções precoces em crianças com disfluências persistentes têm maiores chances de sucesso do que intervenções tardias.