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Q3661231 História
“A construção de uma identidade nacional foi tarefa urgente nos processos de formação dos Estados Nacionais e de constituição dos “nacionalismos”, ao longo do século XIX. Se foi difícil na perspectiva política, mais complicada ainda nos âmbitos social e econômico. Nos dias atuais, assistimos às dificuldades na consecução das comunidades e mercados internacionais, percebendo o quanto é difícil lidar com a questão das “nacionalidades”. Discursos são criados mostrando como a união de todos é fundamental para a sobrevivência de cada um. Esta mesma retórica da “união” e da “unidade”, no caso do Brasil, de Portugal e das possessões africanas, foi largamente utilizada no final do século XVIII e início do século XIX. Visava-se uma certa utopia: o Império Luso-Brasileiro, rico, forte e poderoso.”

Fonte: RIBEIRO, Gladys Sabina. A liberdade em construção. Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2002, p. 9


Sobre os laços que uniam Brasil e Portugal, nos anos que imediatamente antecederam e sucederam o processo de independência, é possível afirmar que:
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Q3661230 História
“O enfrentamento do Jenipapo ocorreu no dia 13 de março de 1823; é relativamente farta a crônica documentada pela escrita de autovencedores, para quem, preso e deportado o governador Fidié, a província estaria pacificada, voltando os combates do povo aos campos de lavrar e criar — porque política é coisa de branco”.

Fonte: SANTOS NETO, Antonio Fonseca dos. Jenipapo: riacho irrigado com os sonhos da esperança. Piauí: CCOM, 2010, p. 54

Em 2022, intelectuais e estudantes brasileiros voltaram sua atenção para uma reflexão a respeito dos 200 anos da independência política do Brasil, oportunidade em que opiniões, posturas e decisões a respeito dessa experiência histórica nacional e local, assim como sugere o texto acima, foram expostas, permitindo compreender que:
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Q3661229 História
“A Revolução Francesa – a Grande Revolução de 1789 – foi amplamente sentida pelos contemporâneos como uma autêntica, histórica, regeneração da humanidade [...]. Kant, num opúsculo de 1798, O Conflito das Faculdades, falou (§6) “de um acontecimento de nossa época que prova a tendência moral do gênero humano”. Aurora e limiar, dramático divisor de águas da história do mundo, e não só da França, a revolução assumiu desde o princípio um significado cósmico e escatológico, um simbolismo único, de dilúvio lustral da civilização: e foi pensando na escala inédita dessa ressonância que Jules Michelet (1798-1874), seu maior historiador, referiu-se à “história da França, cuja particularidade é precisamente ser universal”. Entre a queda da Bastilha e o advento de Bonaparte, desenrolou-se um drama que acabou envolvendo, nos seus efeitos e nas suas derivações, a inteira modernidade, na política e no social.”
Fonte: MERQUIOR, José Guiherme. O repensamento da Revolução. IN: FURET, François e OZOUF, Mona. Dicionário crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p.XVII)

Nesse sentido, qual foi o impacto da Revolução Francesa sobre o conceito de revolução?
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Q3661228 História
“Trazer o iluminismo britânico ao palco da história- isto é, ao centro do palco - , é redefinir a própria ideia de iluminismo. Na litania de traços associados ao iluminismo – razão, direitos, natureza, liberdade, igualdade, tolerância, ciência, progresso -, “razão” invariavelmente encabeça a lista. O que é conspicuamente ausente é “virtude”. Mas foi “virtude”, mais do que razão, que teve primazia no iluminismo britânico.”

Fonte: HIMMELFARB, Gertrude. Os caminhos para a modernidade: os iluminismos britânico, francês e americano. São Paulo: É Realizações, p. 16


A respeito do iluminismo britânico, é possível dizer:
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Q3661227 História
“Quando os “aritméticos políticos” do final do século XVII apontaram a adversário; quando os escritores franceses do século XVII prestaram realizações comerciais e financeiras inglesas – estavam dando vazão à Holanda como exemplo e atenção e deploraram as sua inveja, esperanças e descontentamento numa era de construção do estado e de intensa rivalidade nacional. Era essa a natureza da Europa, muito diferente da ecumênica China ou dos anárquicos Islã e índia. A Europa consistia em estados grandes e pequenos, cada um orientado pelo orgulho e interesse do governante, mas cada vez mais por um nacionalismo autoconsciente.”

Fonte: LANDES, DAVID S. A riqueza e a pobreza das nações: porque algumas são tão ricas e outras são tão pobres. Rio de Janeiro: Campus, 1998, p.497.


O contexto retratado pelo autor, no fragmento acima, foi marcado:
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Q3661226 História
“É sabido que o plantio da cana veio a substituir, nos primórdios da colonização da América Portuguesa, a simples extração de recursos naturais. O açúcar, então considerado uma especiaria, alcançava altos preços e dispunha de um mercado em expansão, possibilitando amarrar a Colônia às linhas de comércio metropolitano”.
Fonte: DEL PRIORE, Mary. Deus ou o diabo nas terras do açúcar: o senhor de engenho na América Portuguesa. In. DEL PRIORE, Mary. Revisão do Paraíso: os brasileiros e o Estado em 500 anos de História. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p.17

A dinâmica da economia açucareira, no Brasil colonial, caracterizava-se:
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Q3661225 História
“Para Erasmo, como para todos os reformadores, a Bíblica constituía, então, o centro da compreensão cristã, quando apresentada sob sua forma autêntica. E rejeitava, em uníssono com eles, o cristianismo mecânico praticado em sua totalidade: indulgências, peregrinações, privilégios especiais, missas para os mortos, todo o negócio de conquistar a salvação por um “mérito” adquirido de modo artificial, em geral com dinheiro [...]. Onde, então, encontrava-se a estrada para a salvação? Erasmo concordava com os reformadores que a Bíblia tinha de ser estudada. Concordava com a prática da devoção privada, sobretudo da oração. O homem se salvava por meio do conhecimento de Deus, não por intervenção de uma instituição”.

Fonte: JOHNSON, Paul. História do cristianismo. Rio de Janeiro: Imago Edit., 2001, p.334


Avalie as seguintes afirmações:
I. Erasmo de Roterdã concordava com Lutero e, mais tarde, com Calvino, em atacar o ponto de vista clerical e sua defesa da necessidade de uma resposta autorizada para todas as indagações teológicas concebíveis.

II. Como Lutero, Erasmo de Roterdã alegava que a Igreja precisava de uma teologia reduzida à mínima influência sobre os fiéis.

III. Erasmo de Roterdã, ao contrário de Lutero, opunha-se à aproximação entre o movimento reformista e o poder principesco.

IV. Diferente de Lutero, Erasmo de Roterdã não defendia uma visão determinista da salvação, pois rejeitou qualquer ideia de predestinação.

Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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Q3661224 História
“Os humanistas começam definindo o conceito de liberdade de um modo tradicional e já bem formado. Habitualmente, eles empregam esse termo para indicar ao mesmo a tempo a independência e o autogoverno”.
Fonte: SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras: 1996, p. 98

O fragmento acima faz referência ao conceito de liberdade, tal como elaborado pela primeira geração do Renascimento. Sobre o referido conceito, é possível concluir que:
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Q3661223 História
“A história do mundo muçulmano no segundo milênio cristão apresenta um aspecto muito menos coerente do que na época de ouro, mas a tradicional visão dualista de emergência seguida de decadência é simplificadora demais para defini-la; É verdade que uma série de invasões externas e calamidades internas produziram imenso impacto negativo no Oriente Médio, levando a um declínio aparentemente inexorável de seu centro – o mundo árabe. Em outras partes, porém, o islã viveu uma nova onda de expansão, a exemplo do subcontinente indiano, do sudoeste asiático e da África.”

Fonte: DEMANT, Peter. O mundo muçulmano. São Paulo: Contexto, 2008, pp.52-53 O texto faz referência ao período conhecido como “Idade Média Árabe-muçulmana”.


Sobre o período, podemos afirmar que
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Q3661222 História
“Como bem ressalta Reyna Pastor, ao separar a história da mulher da história do homem, se termina por impossibilitar a compreensão do verdadeiro grande tema, que é a sociedade, ou o corpo social. Talvez seja este o momento de redirecionar o enfoque que se vem dando aos estudos feministas. Mais do que se preocupar em fazer História da Mulher, pensamos que seria mais produtivo e enriquecedor estudar o papel da mulher na História.”

Fonte: NASCIMENTO, Maria Filomena Dias. Ser mulher na Idade Média. 1997, p.84. Disponível em file:///D:/Downloads/admin,+5%20(1).pdf, acesso em 20.09.2024

Sobre o papel da mulher, a historiografia tem mostrado que:
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Q3661221 História
“Quais eram as características comuns a todas cidades-Estados clássicas? Talvez possamos distinguir as seguintes como sendo as mais importantes: 1) do ponto de vista formal, a tripartição do governo em uma ou mais assembleias (sic), um ou mais conselhos, e certo número de magistrados escolhidos – quase sempre anualmente – entre os homens elegíveis; 2) a participação direta dos cidadãos no processo político: a noção de cidade-Estado implica a existência de decisões coletivas, votadas depois de discussão (nos conselhos e/ou nas assembleias), que eram obrigatórias para todas a comunidades, o que quer dizer que os cidadãos com plenos direitos eram soberanos; 3) a inexistência de uma separação absoluta entre órgãos de governo e de justiça, e o fato de que a religião e os sacerdócios integravam o aparelho de Estado”.

Fonte: CARDOSO, Ciro Flamarion S. A cidade-Estado antiga. São Paulo: Ática,1987, p.7


Entre as afirmativas abaixo, qual complementa CORRETAMENTE o fragmento de texto acima?
Alternativas
Q3661220 História
“A aprendizagem histórica pode se explicar como um processo de mudança estrutural na consciência histórica. A aprendizagem histórica implica mais que um simples adquirir de conhecimento do passado e da expansão do mesmo. Vista como um processo pelo qual as competências são adquiridas progressivamente, emerge como um processo de mudança de formas estruturais pelas quais tratamos e utilizamos a experiência e o conhecimento da realidade passada, passando de formas tradicionais de pensamento aos modos genéticos”.

Fontes: RÜSEN, Jorn. El desarrollo de la competência narrativa enelaprendiaje histórico. Una hipótesis ontogenética relativa alaconciencia moral. Revista Propuesta Educativa, Buenos Aires, Ano 4, n.7, p.27-36. oct. 1992,p. 24, Revisão da tradução: Maria Auxiliadora Schmidt.


As discussões relacionadas ao ensino de História, desde a segunda metade do século XX, vêm se orientando para as práticas pedagógicas, com especial atenção às metodologias de ensino que possibilitem ao aluno a construção de uma consciência histórica voltada para a justiça social, possível em modelos educacionais que: 
Alternativas
Q3660997 História e Geografia de Estados e Municípios
A população piauiense é, basicamente, o resultado da miscigenação de portugueses, índios e africanos.Os primeiros documentos de nossa historiografia falam de uma população de brancos, negros, índios  e mamelucos. (...) Em termos de cultura espontânea ou folclórica, não se pode fugir desta análise de elementos formadores básicos que dão estrutura às lendas e mitos, às danças e aos folguedos, à religiosidade sincrética, às técnicas populares, ao linguajar, a todas as demais manifestações culturais do povo.
(Oliveira, Noé Mendes. Folclore Brasileiro - Piauí. 6 ed. Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2016, p. 17-19).
Considerando a miscigenação e manifestações como: 
Alternativas
Q3660212 História
No livro A Revolução Industrial e suas Consequências no Brasil (2018), Roberto Campos analisa os efeitos da Revolução Industrial no Brasil, ressaltando como a industrialização global afetou as práticas artesanais no país. O autor argumenta que, embora o Brasil estivesse relativamente distante dos centros industriais europeus, as mudanças na produção e nas demandas de mercado influenciaram os artesãos brasileiros. Campos, (2018), discute como muitos artesãos foram forçados a adaptar suas técnicas e processos em resposta à concorrência da produção em massa. Ele também destaca que, apesar dessas pressões, muitos artesãos conseguiram preservar sua identidade cultural e explorar nichos de mercado, permitindo uma coexistência entre práticas tradicionais e inovações.
Com base na análise de Roberto Campos sobre a influência da Revolução Industrial no artesanato brasileiro, considere as seguintes afirmativas:

I. A Revolução Industrial trouxe novas demandas de mercado, forçando o artesanato brasileiro a se adaptar e a buscar modernização.
II. O artesanato no Brasil resistiu à influência da Revolução Industrial, permanecendo totalmente inalterado em suas técnicas e processos.
III. Apesar da chegada de novos processos industriais, o artesanato brasileiro preservou suas tradições e técnicas, explorando nichos de mercado específicos.
IV. A Revolução Industrial resultou na completa desvalorização do artesanato brasileiro, que foi incapaz de competir com as novas indústrias.

É CORRETO apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3660090 História e Geografia de Estados e Municípios
A Câmara Municipal de Campina Grande do Sul é composta por quantos vereadores? 
Alternativas
Q3660088 História e Geografia de Estados e Municípios
Das alternativas abaixo, assinale qual é a árvore simbolo do Estado do Parana?  
Alternativas
Q3660087 Conhecimentos Gerais
O filme brasileiro "Ainda Estou Aqui" ganhou destaque ao ser indicado ao Oscar 2025. Qual o seu tema central? 
Alternativas
Q3660086 Atualidades
Qual das alternativas apresenta os Presidentes do Brasil em ordem de sucessão? 
Alternativas
Q3659322 Conhecimentos Gerais
O que significa o conceito de capacitismo?
Alternativas
Q3658903 Atualidades
O cantor e compositor Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, aos 66 anos, no Rio de Janeiro. Sua morte foi consequência de complicações de saúde decorrentes de um AVC hemorrágico sofrido em 2017, que deixou sequelas. Arlindo Cruz era um dos maiores nomes de qual gênero musical? 
Alternativas
Respostas
6401: D
6402: D
6403: A
6404: E
6405: D
6406: C
6407: E
6408: A
6409: B
6410: D
6411: C
6412: A
6413: C
6414: C
6415: C
6416: E
6417: D
6418: E
6419: A
6420: A