Questões de Concurso
Para psiquiatria
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Existem evidências de eficácia para o tratamento da depressão bipolar por meio dos antipsicóticos atípicos quetiapina e olanzapina, tendo a associação de fluoxetina e olanzapina se mostrado superior à monoterapia com olanzapina.
A poliúria associada ao diabetes insípido induzido pelo lítio está relacionada à redução dos níveis séricos de vasopressina e à redução da reabsorção de água no sistema tubular renal. As estratégias propostas para o tratamento dessa condição clínica incluem a redução da dose do medicamento usado pelo paciente e o uso de diuréticos, preferencialmente a amilorida.
Pacientes bipolares que apresentem episódios maníacos ou hipomaníacos no período pós-parto podem, enquanto estiverem amamentando, ser tratadas com antipsicóticos típicos, preferencialmente o haloperidol, ou com antipsicóticos atípicos, como a risperidona e a olanzapina.
Diversas características clínicas podem ajudar na diferenciação entre transtorno depressivo recorrente e transtorno de humor bipolar, estando mais associados a este último, por exemplo, início precoce, presença de mais de cinco episódios de depressão recorrente, depressão psicótica antes dos vinte e cinco anos de idade, depressão com agitação psicomotora e estado misto depressivo, além de características atípicas.
Alterações de sono são muito frequentes em pacientes com transtorno depressivo maior. Os achados de polissonografia mais comumente associados a esse transtorno incluem diminuição da continuidade do sono, maior quantidade de despertares, menor latência do sono REM, aumento da densidade do sono REM e dificuldade de entrar e permanecer no sono de ondas lentas.
O tratamento do transtorno depressivo maior em pacientes pós-infarto do miocárdio está associado não apenas à diminuição dos sintomas depressivos e melhora da qualidade de vida, mas também à melhora dos parâmetros cardiovasculares e à redução da mortalidade.
A taxa de cometimento de suicídio por pacientes com depressão maior psicótica é maior que a de pacientes com depressão não psicótica e está associada a fatores como sexo masculino, tentativas prévias de suicídio e gravidade dos sintomas psicóticos.
Os resultados do estudo STAR*D (sequenced treatment alternatives to relieve depression), relativo ao tratamento do transtorno depressivo maior, demonstraram taxas de remissão de 70% a 75% após duas intervenções sequenciais de tratamento.
O estudo CATIE (clinical antipsychotic trials of intervention effectiveness), que avaliou o tratamento com antipsicóticos de mais de 1.500 pacientes com esquizofrenia crônica, mostrou haver altas taxas de descontinuação do tratamento (até 74%), independentemente de os pacientes serem tratados com antipsicóticos de primeira ou de segunda geração.
Apesar de controverso, o uso de antidepressivos no tratamento da depressão bipolar foi corroborado pelos resultados do estudo STEP-BD (systematic treatment enhancement program for bipolar disorder), que mostrou que a associação de sertralina ou bupropiona a estabilizadores de humor foi mais eficaz para se atingir a remissão do que o tratamento apenas com estabilizadores de humor.
Apesar de a taxa de bloqueio dos receptores D2 ser muito inferior à do haloperidol, a risperidona e a olanzapina são medicações eficazes no tratamento dos sintomas positivos da esquizofrenia.
O prejuízo cognitivo na esquizofrenia ocorre a partir da manifestação dos sintomas psicóticos e está diretamente relacionado à intensidade e cronicidade desses sintomas.
No subtipo hebefrênico da esquizofrenia, o processo psicopatológico predominante é o transtorno da forma do pensamento, cuja manifestação clínica pode ser avaliada a partir da dimensão de desorganização.
Idade mais avançada, comorbidade com transtorno do pânico e história de abuso na infância são fatores de risco para o cometimento de suicídio por esquizofrênicos.
O uso concomitante de psicofármacos inibidores da CYP2D6, como, por exemplo, fluoxetina e paroxetina, está associado à diminuição da eficácia do tamoxifeno no tratamento de pacientes com câncer de mama.
A rivastigmina e a galantamina, medicações inibidoras competitivas e reversíveis da acetilcolinesterase, apresentam efeitos colaterais semelhantes e são indicadas para o tratamento da doença de Alzheimer, de leve a moderada.
A associação de inibidores seletivos da receptação de serotonina e de inibidores da monoaminoxidase pode desencadear a síndrome serotonérgica, cujas manifestações incluem alterações do estado mental e do sistema autonômico e hiper-reatividade neuromuscular. O tratamento dessa síndrome baseia-se em medidas de suporte clínico, mas pode requerer o uso de antídotos específicos, como a ciproeptadina e a bromocriptina.
O uso de glicocorticoides está associado ao aparecimento de sintomas psiquiátricos, e o tratamento com antidepressivos tricíclicos pode atenuar as alterações de humor por eles induzidas.
A demência pode acometer de 20% a 30% dos pacientes com doença de Parkinson. Devido à natureza subcortical da doença, há a tendência de se preservarem habilidades intelectivas superiores como as funções executivas e visuoespaciais e a memória verbal.
A taxa de conversão de CCL para doença de Alzheimer pode chegar a 15% ao ano, estando alguns marcadores liquóricos — tais como elevação dos níveis de proteína tau fosforilada, de proteínas precursoras de amiloide e de beta-secretase, bem como a redução dos níveis de peptídeo beta-amiloide 42 (Aβ 42) — associados a maior risco de conversão.