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Uma mulher de 45 anos, em processo de análise, teve o seguinte sonho:
“Estou na cidade natal de meus pais. Há dois rios na cidade, um dos rios que corta a cidade está sendo canalizado e estão construindo uma estrada de ferro por cima da canalização. Há muitas pessoas trabalhando e há uma favela ao lado do rio e muita sujeira. O rio está muito sujo e há também muita terra, montes de terra. Estou indo de encontro àquela sujeira, àquela obra de canalização. Quando chego ao local me sinto mal com toda aquela sujeira. Decido retornar por onde vim e começo a subir em um daqueles montes de terra.”
O sonho inicialmente remete ao passado, à origem de tudo, à cidade natal dos pais. Parece haver uma elaboração da paciente sobre aspectos relacionados à sua origem e à história de seus pais e de seus familiares. Ela está indo de encontro à sua sombra, implícita na imagem da sujeira, da favela e das obras de canalização. O tipo da análise do sonho da paciente nesse caso, nos remete à psicoterapia
Homem, 32 anos, com diagnóstico de transtorno esquizoafetivo e ansiedade significativa vinha estável com clozapina 300 mg/dia, fluoxetina 40 mg/dia e diazepam 10 mg/dia. Após iniciar em um emprego novo, começou a tomar 200 mg de cafeína, pois era acostumado a cochilar durante o dia. Porém, após alguns dias, começou a se sentir sedado, com marcha cambaleante e visão borrada.
Qual é a causa mais provável desses sintomas?
Idosa de 76 anos foi levada à Unidade de Emergência por alteração do comportamento, com início há cinco dias. O marido relata que a paciente tem estado inquieta, não dorme e fala sozinha, com discurso desconexo. O acompanhante afirma que, em alguns momentos, ela parece mais “calma e lúcida”, alternando-se com outros de comportamento desorganizado e discurso incoerente, principalmente à noite. A família está assustada, com medo de que ela saia de casa sozinha. Durante a madrugada, a paciente fala que “vai ao mercado” ou relembra elementos de seu passado, associando as ideias de maneira desconexa. Antes da instalação do quadro, a paciente não tinha comprometimento grave da memória. Apresenta hipertensão arterial e diabetes tipo 2. Na avaliação, a paciente não colabora com o exame físico, embora não se mostre agitada, mas até lentificada, conseguindo permanecer deitada sem necessidade de contenções. Está obnubilada, confusa, perplexa e se assusta com sons do ambiente. Distrai-se com facilidade, não foca a atenção nas perguntas e, quando as responde, revela-se desorientada no tempo e no espaço, com ideias desconexas.
A respeito desse caso, é correto afirmar que
Uma analista de sistemas de 33 anos, casada e mãe de duas crianças, foi levada ao pronto-socorro depois de 10 dias do que o marido descreveu como “outro ciclo de depressão”, caracterizado por irritabilidade, choro, pensamentos negativos e praticamente nenhum sono. Ele observou que esses “períodos negros” ocorriam desde que ele a conheceu, mas ela passara por pelo menos meia dúzia desses episódios no ano anterior. Ele afirmou que, normalmente, eles melhoravam algumas semanas depois de retomar a administração de fluoxetina. O marido dessa senhora disse que ela vinha trabalhando freneticamente mesmo fora do horário do serviço, negligenciando suas próprias refeições e também suas responsabilidades em casa com as crianças. Durante o exame, a paciente caminhava irritada de um lado para outro na sala. Seus olhos pareciam vidrados e sem foco. Na consulta, disse que tudo era um mal-entendido, que ela estava bem e precisava voltar para casa imediatamente para cuidar de seus negócios.
A respeito do caso descrito, é correto afirmar que
Homem de 45 anos faz acompanhamento com clínico geral em posto de saúde por dislipidemia e diabetes, estando em uso de sinvastatina e metformina, respectivamente, com bom controle. É paciente com precária situação financeira; tem dieta saudável, mas é sedentário; não fuma e toma bebida alcoólica moderadamente uma vez na semana. O paciente diz estar um pouco mais triste que o habitual há um mês, por sentir falta de seu único filho que passou no vestibular e se mudou de cidade. Ao mesmo tempo, demora uma a duas horas para dormir, pensando se o filho está bem, e acaba acordando mais tarde que o habitual, além de cochilar uma hora após almoço. Nega outras preocupações excessivas. Tem trabalhado normalmente, mas às vezes se distrai pensando no filho. Notou que tem comido mais que o habitual, mas não sabe se ganhou peso. Ficou um pouco mais desanimado nesse período de um mês. Ao chegar em casa do trabalho e não ver o filho, fica com "preguiça" e só quer ficar no sofá vendo TV. Por outro lado, ainda sai de casa e consegue desfrutar de eventos sociais e atividades de lazer. Nega pensamentos de morte, de culpa ou de menos valia.
Qual a postura e orientação terapêutica mais adequadas do médico para esse paciente?