Questões de Concurso
Para geografia
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O ensino da geografia que trabalhe com conteúdos estáticos, utilizando operações mnemônicas, e que tenha o professor como detentor e transmissor de conhecimentos não é mais admitido, embora ainda seja uma prática relativamente frequente no meio escolar brasileiro.
As diversas correntes da chamada geografia crítica, embora díspares em vários aspectos, convergiam na oposição à realidade social injusta e desigual. Desse modo, a geografia, segundo Yves Lacoste, tornou-se uma prática social em relação à superfície terrestre.
Elisée Reclus e Piotr Kropotkin notabilizaram-se ao propor uma geografia libertária e anarquista, que se colocava contra as estruturas de poder, sendo marginalizados em sua época por não enaltecerem o Estado nacional.
No século XIX, na Prússia, Alexander von Humboldt e Karl Ritter foram os responsáveis pelos primeiros processos de sistematização da geografia, enquanto Friedrich Ratzel tornou-se o principal expoente da institucionalização da ciência na França, criando o que se denominaria possibilismo geográfico.
Na geografia do Ensino Fundamental, em razão da ainda reduzida maturidade intelectual e emocional do aluno, não deve ser estimulado o uso do conhecimento geográfico para exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.
Para a geografia do Ensino Fundamental, a Base Nacional Comum Curricular considera como uma questão de menor importância a apropriação, pelo aluno, dos conceitos geográficos, focando quase exclusivamente no desenvolvimento do senso crítico sobre a realidade que cerca esse aluno.
Uma das finalidades da geografia escolar é superar as dicotomias epistemológicas entre as áreas física e humana da ciência geográfica, propiciando ao aluno a compreensão das diferentes conexões entre os elementos do meio geográfico.
Os acordos de Bretton Woods, em 1944, representaram uma tentativa de gerir a economia global do pós-guerra, criando o padrão-ouro, o Fundo Monetário Internacional e instituições de caráter político, como a Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Milton Santos, os países subdesenvolvidos, entendidos como países pobres, chegaram a essa situação não por acaso, mas como parte de um planejamento estratégico, levado a efeito por agentes impositores, em diferentes períodos históricos e diferentes espaços.
Enquanto liberais, como Adam Smith, louvaram o capitalismo como uma forma de produção que geraria o desenvolvimento e tornaria o trabalhador livre, Karl Marx apontava os laços de exploração e de dominação que permaneciam, na forma da mais valia e da alienação.
A população brasileira é majoritariamente urbana, sendo as regiões Sudeste e Centro-Oeste as mais urbanizadas, segundo o último censo realizado pelo IBGE.
No último censo demográfico realizado pelo IBGE, o de 2010, constatou-se que a densidade demográfica dos estados brasileiros se coadunava com a população absoluta: São Paulo e Rio de Janeiro lideravam em ambos os quesitos.
Pedro Pinchas Geiger, considerando a divisão oficial do IBGE inadequada para a análise geográfica do Brasil, propôs, nos anos 1960, a divisão do País em complexos regionais, tomando como base os contrastes étnicos e sociais que as diversas áreas do território apresentavam.
Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2022, a região Sudeste possui mais de 50% da população nacional, apesar do declínio de suas taxas de natalidade, refletido nos últimos censos demográficos.
Os contrastes regionais que se percebem no Brasil atualmente são consequência, entre outros fatores, de decisões governamentais de interesse das elites políticas e econômicas ao longo da história.
Lugar é um conceito geográfico de importância apenas relativa, que o professor de geografia pode desconsiderar em sua práxis docente, na medida em que é desconectado das experiências e aspirações dos alunos.
O professor de geografia deve contribuir para difundir a percepção de que a paisagem é a unidade visível do território, com sua identidade visual, mas não é como uma pintura: ela carrega características sociais, culturais e naturais, mostrando, simultaneamente, o passado e o presente.
É importante que o professor de geografia considere a cultura geográfica de seus alunos, pois estes, em sua prática cotidiana, produzem conhecimentos geográficos.
Leia o fragmento a seguir.
“A prática de atear fogo à mata para limpar e preparar o terreno para o cultivo, somada à ação das chuvas, leva ao esgotamento precoce do solo. Com isso, o agricultor abandona essa terra e reinicia a mesma prática em outra área. Esse tipo de produção agrícola autossuficiente tem pequeno envolvimento com transações de mercado”.
O fragmento apresenta as características da agricultura