Questões de Concurso
Para geografia
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O cenário das emissões globais em 2025 revela um descompasso entre os compromissos assumidos em fóruns internacionais (como as COPs, instâncias centrais de negociação climática) e a dinâmica do mercado global. A China, embora lidere a transição para energias renováveis, mantém-se como o maior emissor absoluto do planeta. Esse fenômeno está intrinsecamente ligado ao seu modelo de desenvolvimento, que atua como o 'pilar produtivo' do mundo, sustentado pela exploração de matrizes fósseis e mão de obra barata para garantir a competitividade de produtos manufaturados que abastecem o consumo global.

A análise dos dados de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) e das negociações climáticas internacionais permite identificar as dificuldades de implementação da descarbonização em escala global.
Sobre essa problemática, assinale a alternativa CORRETA.
Leia os textos de apoio:
Texto 1
A conceituação de território em nosso contexto vai muito além da clássica associação à escala e/ou à lógica estatal e se expande, transitando por diversas escalas, mas com um eixo na questão da defesa da própria vida, da existência ou de uma ontologia terrena/territorial, vinculada à herança de um modelo capitalista extrativista moderno-colonial de devastação e genocídio que, até hoje, coloca em xeque a existência de grupos subalternos, habitantes de periferias urbanas (especialmente descendentes de negros e indígenas) e, de modo culturalmente mais amplo, os povos originários em seus espaços de vida.
HAESBAERT, Rogério. Território e descolonialidade: sobre o giro (multi)territorial/de(s)colonial na “América Latina”. Niterói: 2021.

A análise da distribuição espacial e da situação jurídica das terras quilombolas no Brasil revela tensões estruturais na organização do território.
Considerando as características dessas territorialidades e sua relação com o espaço rural, assinale a alternativa CORRETA.
Observe o cartograma (à esquerda) a seguir, sobre a população residente, total e indígena, por localização do domicílio e quesito de declaração indígena no Censo Demográfico de 2022, e o mapa da divisão político-administrativa do Brasil por municípios:

No Censo de 2022, o IBGE utilizou cartogramas com símbolos proporcionais para apresentar a distribuição da população indígena no território nacional. Um dado que chama a atenção é a representação por "quantidade de municípios com presença indígena": o Rio Grande do Sul apresenta 364 municípios nesta condição, enquanto o Amazonas apresenta 62.
Visualmente, a esfera sobre o estado gaúcho é maior que a do estado amazonense, embora o Amazonas possua a maior população indígena absoluta do país (490,9 mil pessoas). A interpretação CORRETA do mapa e a compreensão das dinâmicas territoriais brasileiras permitem afirmar que a discrepância aparente entre as esferas do Rio Grande do Sul (RS) e do Amazonas (AM) no referido cartograma explica-se pelo fato de que
A evolução dos antigos engenhos para as modernas usinas no Nordeste não alterou a essência da concentração fundiária. Ao contrário, intensificou-a ao absorver as terras de pequenos lavradores. Essa estrutura, enraizada no sistema de sesmarias, consolidou relações de trabalho opressivas, como o cambão – trabalhadores que viviam na terra do patrão e, em troca de um pequeno lote para subsistência, eram obrigados a trabalhar de graça ou por salários ínfimos – e uma massa de trabalhadores proletarizados. Sem acesso à terra e submetidos a condições precárias, muitos trabalhadores são compelidos à migração, transferindo a pobreza do campo para a periferia das cidades.
ANDRADE, Manuel Correia de. A Terra e o Homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. São Paulo: 2011. (Adaptado)
A análise da organização do espaço agrário é fundamental para compreender a configuração socioespacial das cidades brasileiras. Considerando a relação entre a concentração fundiária e a precarização do trabalho no campo, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE as consequências desse modelo.
Apesar da disseminação dos mapas pela mídia e pela internet, esse material, na escola, precisa ser utilizado no desenvolvimento de um raciocínio geográfico e geopolítico. [...] As cartas mentais são instrumentos eficazes para compreender valores que os indivíduos atribuem aos diferentes lugares. O espaço vivido, o itinerário e o lugar de trabalho formam os componentes principais do espaço vivido.
Pontuschka et al. Para ensinar a aprender Geografia. São Paulo: 2007.
No Ensino Fundamental II, a unidade temática "Formas de representação e pensamento espacial" perpassa todos os anos letivos, propondo desde o uso de anamorfoses até a interpretação de imagens orbitais. À luz da BNCC e das orientações didático-pedagógicas contemporâneas, a utilização da linguagem cartográfica em sala de aula deve
A mundialização da economia impõe uma 'Ordem Global' baseada na racionalidade técnica e no cálculo frio, que frequentemente entra em conflito com a 'Ordem Local', onde reside a comunicação, a emoção e o cotidiano das pessoas. Os países tornam-se 'espaços nacionais da economia internacional', onde decisões estratégicas são tomadas por atores que 'curto-circuitam' o poder dos Estados, gerando a 'guerra dos lugares' por produtividade espacial.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. (Adaptado)
Considerando o trecho acima, sobre a fase atual da mundialização, analise como esse processo reestrutura o espaço geográfico e assinale a alternativa CORRETA.
Observe a Tabela 1:

Os dados preliminares e definitivos do Censo 2022 revelam uma inflexão nas tendências demográficas brasileiras. Observa-se que o ritmo de crescimento das grandes metrópoles e capitais desacelerou, enquanto cidades médias (entre 100 mil e 500 mil habitantes) apresentam taxas de crescimento populacional acima da média nacional, como indicam as tabelas. Paralelo a esse fenômeno, o país atravessa uma célere transição demográfica, caracterizada pela redução acentuada da fecundidade e pelo envelhecimento da estrutura etária. A intersecção desses fenômenos impõe novos desafios ao planejamento estatal e à compreensão da organização do território. Considerando as implicações socioeconômicas e espaciais dessa reconfiguração recente da demografia brasileira, assinale a alternativa CORRETA.
A Geografia no Ensino Fundamental – Anos Finais (6º ao 9º ano) exige uma progressão das habilidades que supere a mera descrição de informações e fatos do cotidiano, cujo significado, muitas vezes, se restringe ao contexto imediato do aluno.
De acordo com as diretrizes da BNCC para esse nível de ensino, analise as afirmativas a seguir:
I. O raciocínio geográfico deve ser exercitado por meio de princípios metodológicos como analogia, conexão, diferenciação e ordem, visando a compreensão do ordenamento territorial e das interações entre componentes físiconaturais e ações antrópicas.
II. Na unidade temática "Formas de representação e pensamento espacial", a cartografia deve ser abordada não como um fim em si mesma, mas como suporte para o raciocínio geográfico, permitindo que o aluno interprete o mundo em transformação.
III. O ensino de Geografia nos Anos Finais deve focar prioritariamente na fixação de nomenclaturas e dados estatísticos regionais, garantindo que o aluno possua uma base de "conhecimento factual" antes de desenvolver o senso crítico.
IV. Entre as competências específicas de Geografia, destaca-se a capacidade de construir argumentos baseados em informações geográficas que promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e à alteridade.
Está CORRETO o que se afirma em
Leia os textos de apoio.
Texto 1
Contudo, mais destrutiva do que essa ação direta da cana sobre o solo é a sua ação indireta, através do sistema de exploração da terra que a economia açucareira impõe: exploração monocultora e latifundiária. [...] Hoje se sabe que a perda da fertilidade é um fator importante no mecanismo de erosão, e a cana esgota rapidamente a fertilidade dos solos, alterando sua estrutura.
CASTRO, Josué. Geografia da Fome – o dilema brasileiro: pão ou aço. Rio de Janeiro: 1984. (Adaptado)
Texto 2
De acordo com o Atlas do Espaço Rural Brasileiro (IBGE), os estabelecimentos com menos de 50 hectares representam 81,4% do total de propriedades, mas ocupam apenas 12,8% da área total. Em contrapartida, grandes latifúndios (acima de 2.500 hectares) representam apenas 0,3% do total de propriedades, mas açambarcam 32,8% da área produtiva do país, sendo a pequena e média propriedade (até 500 ha) a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno com produtos de subsistência (arroz, feijão e mandioca).
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas do espaço rural brasileiro. Rio de Janeiro: 2020.
A análise comparativa entre a denúncia histórica de Josué de Castro e os dados estatísticos recentes do IBGE permite identificar uma permanência estrutural na organização do espaço agrário brasileiro.
Sob a perspectiva da análise multiescalar e socioespacial, é CORRETO afirmar que a manutenção da "Geografia da Fome" no Brasil contemporâneo se explica porque
No planejamento de uma sequência didática sobre alfabetização cartográfica, um professor seleciona três recortes espaciais distintos para serem representados em folhas de papel de tamanho idêntico (formato A4 - 21 cm x 30 cm), de modo que cada mapa ocupe a área total da página:
I. Mapa da América do Sul.
II. Mapa do Brasil.
III. Mapa da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (Ride) Petrolina - Juazeiro.
Considerando a relação entre a dimensão da folha de papel (fixa), a área real representada e a escala resultante, assinale a alternativa CORRETA.
Leia os textos de apoio:

O desastre socioambiental ocorrido em Maceió (AL), decorrente da exploração de sal-gema, tornou-se um caso emblemático para o debate sobre o planejamento territorial no Brasil.
Ao analisar o conflito entre o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento sustentável em um contexto de intervenção antrópica comprovada, é CORRETO afirmar que
Leia o trecho abaixo:
A paisagem existe através de suas formas, criadas em momentos históricos diferentes, porém coexistindo no momento atual. No espaço, as formas de que se compõe a paisagem preenchem, no momento atual, uma função atual, como resposta às necessidades atuais da sociedade.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção
A partir do fragmento, assinale a afirmação CORRETA sobre a distinção entre paisagem e espaço.
Leia o trecho abaixo:
“O pseudoxeromorfismo da vegetação do Cerrado é caracterizado por uma aparência xeromórfica 'falsa' em muitas de suas espécies lenhosas. Embora as plantas apresentem características morfológicas que sugerem uma adaptação à escassez severa de água — como troncos de casca grossa e folhas coriáceas —, essas feições resultam, na verdade, de um escleromorfismo oligotrófico”
AB’Saber, Aziz. Os domínios de Natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas – São Paulo: 2003.
Considerando a análise de Aziz Ab'Saber sobre o Domínio dos Cerrados, o conceito de 'pseudoxeromorfismo' é fundamental para se compreender a relação entre a fisionomia vegetal e o suporte ecológico da região.
Sobre esse fenômeno e as condições ambientais que o sustentam, assinale a alternativa CORRETA.
A dinâmica econômica de Petrolina destaca-se no contexto do Semiárido nordestino por apresentar características singulares.
Nesse sentido, é CORRETO afirmar que o desenvolvimento econômico do município está fortemente associado
Veja a imagem a seguir:

Os aspectos geográficos de Petrolina exercem forte influência sobre sua dinâmica econômica e ambiental. Considerando o município, é CORRETO afirmar que