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Q3807546 Geografia
Esta industrialização do campo é possível justamente pelo aumento da produtividade, pela ampliação da capacidade de produção agrícola, através da absorção de formas de produção da indústria pelo campo - concentração dos meios de produção (neste caso, especialmente a da propriedade da terra), especialização da produção e mecanização. Estes mecanismos acentuam a articulação entre a cidade e o campo, transformando o rural, um espaço altamente dependente do urbano, inclusive porque há um aumento do consumo da produção e dos serviços da cidade pelos moradores do campo. Esta articulação acentuada coloca em dúvida a própria distinção entre a cidade e o campo.

SPOSITO, M. Capitalismo e urbanização. 5ª ed. São Paulo: Contexto, 1994, p. 65.

Na perspectiva analítica acima, campo e cidade estão cada vez mais:
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Q3807545 Geografia
Assim, a cultura popular, "cultura selvagem" e irracional, é substituída, lenta ou rapidamente, pela cultura de massas, o espaço "selvagem" cede lugar a um espaço que enquadra e limita as expressões populares, e o que deveria surgir como sociedade de massas apenas se dá como sociedade alienada. Em lugar do cidadão surge o consumidor insatisfeito e, por isso, votado a permanecer consumidor. Sua dependência em relação a novos objetos limita sua vocação para obter uma individualidade e reduz a possibilidade dos encontros interpessoais diretos e enriquecedores, porque simbólicos em sua própria origem.

SANTOS, M. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987, p. 16-17.

Um dos elementos marcantes para a transformação do cidadão para um consumidor, na ótica de pensadores como Milton Santos, envolve a:
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Q3807544 Geografia
Portanto, assim como os EUA do pós-guerra, a China ganha centralidade no comércio mundial, tornando-se destino de parcela crescente da produção - não só de commodities, mas também de eletrônicos e serviços de alto valor agregado. Porém, ao contrário do caso anterior, esta centralidade é rivalizada pela permanência de alta demanda do mercado norte-americano, em que pese o choque da crise financeira de 2008.

HENDLER, B. Crise de hegemonia e rivalidade EUA-China. In: MUSSE, R. (Org.). China contemporânea: Seis interpretações. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 122.

Um dos elementos pertinentes às disputas hegemônicas entre EUA e China envolve as/os:
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Q3807543 Geografia
A pobreza e a exclusão socioespacial, antes amplamente dominantes nos países periféricos, hoje alcançam com inusitada amplitude também nos países centrais e nas cidades mais ricas do mundo. Não há, também, como acreditava uma certa esquerda, uma relação unilateral e estável entre países centrais "exploradores" e países periféricos "explorados". Formas aviltantes de exploração se dão tanto dentro da Periferia quanto do Centro, e nada impede que um espaço nacional periférico se transforme, ainda que em um processo lento e com custos muito altos, em um espaço central.

HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C. A nova des-ordem mundial. São Paulo: Editora Unesp, 2006, p. 137.

As desigualdades socioespaciais perceptíveis nos centros hegemônicos do capitalismo mundial trazem como impacto a:
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Q3807542 Geografia

O espaço na visão hartshorniana é o espaço absoluto, isto é, um conjunto de pontos que tem existência em si, sendo independente de qualquer coisa. É um quadro de referência que não deriva da experiência, sendo apenas intuitivamente utilizado na experiência. Trata-se de uma visão kantiana, por sua vez influenciada por Newton, em que o espaço (e o tempo) associa se a todas as dimensões da vida.


CASTRO, I.; GOMES, P.; CORRÊA, R. (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. 10ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, p. 18.


A percepção sobre o conceito de espaço descrita acima envolve qual escola da geografia:



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Q3807541 Geografia
O aparecimento de um imenso setor produtivo ladeado por uma série de instrumentos políticos, financeiros e institucionais, tem possibilitado mais um salto qualitativo da economia chinesa. A predominância estatal sobre os gânglios vitais da grande produção e da grande finança unida a uma soberania monetária particular permite ao Estado gerir um processo que entrelaça tanto uma maior restrição à ação da lei do valor quanto da transição de uma planificação orientada à geração de valor e ao mercado para o que chamamos de planejamento baseado no projeto. É essa transformação operada ao longo dos últimos 20 anos, que explica, em grande medida, a crescente capacidade de intervenção do Estado chinês sobre o território e a economia do país, independentemente da queda da participação do Estado no que tange ao controle dos fluxos de renda no país.

JABBOUR, E.; DANTAS, A. Apontamentos sobre a geopolítica da China. In: MUSSE, R. (Org.). China contemporânea: Seis interpretações. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 50-51.

Uma das transformações que envolvem o caso do desenvolvimento chinês pode ser indicada pela capacidade estatal em:
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Q3807540 Geografia
Países tipicamente de imigração até a primeira metade do século XX, como o Brasil, no mesmo ritmo com que suas economias entraram em crise, tornaram-se países de emigração. Pela observação dos principais fluxos migratórios do mundo contemporâneo, fica evidente a relação crise-expansão econômica, com países mais pobres exportando força de trabalho para países mais ricos.

HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C. A nova des-ordem mundial. São Paulo: Editora Unesp, 2006, p. 94.

Um dos efeitos contraditórios que do exposto acima envolve a(o):

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Q3807539 Geografia
A racionalização geográfica do processo produtivo depende, em parte, da estrutura mutável dos recursos de transporte, das matérias-primas, das demandas do mercado em relação à indústria, da tendência inerente à aglomeração e à concentração da parte do próprio capital. No entanto, essa tendência exige, para sustentá-la, a inovação tecnológica.

HARVEY, D. A produção capitalista do espaço. 2ª ed. São Paulo: Annablume, 2005, p. 50.

O texto sustenta que a inovação tecnológica é um paradigma importante nas relações econômicas contemporâneas, já que:
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Q3807538 Geografia
Com a rápida expansão da industrialização para alguns países periféricos (alguns denominados depois "semiperiféricos"), principalmente a partir dos anos 1950, houve uma complexidade dos espaços produtivos. Dessa forma, a nova divisão internacional do trabalho passou a ser baseada não estritamente nos setores da economia por tipo de produto, mas nos níveis tecnológicos de produção, nas formas de gestão e nas relações de trabalho dominantes, o que inclui, é claro, o valor dos salários pagos aos trabalhadores.

HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C. A nova des-ordem mundial. São Paulo: Editora Unesp, 2006, p. 43.

A partir do excerto acima, um dos desafios ainda correntes em relação à indústria brasileira envolve a:
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Q3807537 Geografia
A reorganização espacial da economia brasileira acompanhou as modificações substanciais do modo de inserção do Brasil na economia-mundo. A formidável expansão do sistema capitalista mundial no pós-guerra foi acompanhada pelo Brasil, já não somente como exportador de mercadorias, mas, devido à marcante presença do Estado na oferta de infraestrutura, como campo de investimentos, produtivos de empresas nacionais e multinacionais.

BECKER, B.; EGLER, C. Brasil, uma nova potência regional na economia mundo. 8ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011, p. 112.

Um dos elementos que corroboram o modo de inserção do Brasil na economia-mundo no pós-segunda guerra é a(o):
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Q3807536 Geografia
Trata-se na realidade de um termo polissêmico que significa na geografia tanto a fração de divisão de uma superfície representada, como também um indicador de tamanho do espaço considerado, neste caso uma classificação das ordens de grandeza; em algumas disciplinas específicas, muitas outras significações remetem ao sentido de medida do fenômeno.

CASTRO, I.; GOMES, P.; CORRÊA, R. (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. 10ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, p. 119.

O importante conceito geográfico destacado acima é o de:
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Q3807535 Geografia
Hoje, com a hegemonia da lógica mercantil no campo ambiental, cujo domínio podemos observar em Joanesburgo, em 2002, quando grandes corporações empresariais se sentiram à vontade na condução da agenda e, com suas propostas neoliberais, esvaziaram os compromissos dos Estados e do poder público em benefício do mercado e do papel das organizações não governamentais. Uma nova geopolítica vem sendo gestada, em que o meio ambiente vem se constituindo na espinha dorsal.

PORTO-GONÇALVES, C. O desafio ambiental. 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 162.

Uma das marcas das contradições ambientais atuais envolve:
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Q3807534 Geografia

O desafio ambiental está no centro das contradições do mundo moderno-colonial. Afinal, a ideia de progresso - e sua versão mais atual, desenvolvimento - é, rigorosamente, sinônimo de dominação da natureza! Portanto, aquilo que o ambientalismo apresentará como desafio é, exatamente, o que o projeto civilizatório, nas suas mais diferentes visões hegemônicas, acredita ser a solução: a ideia de dominação da natureza. O ambientalismo coloca-nos diante da questão de que há limite para a dominação da natureza. Assim, além de um desafio técnico, estamos diante de um desafio político e, mesmo, civilizatório.


PORTO-GONÇALVES, C. O desafio ambiental. 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 24.


O desafio ambiental exposto acima envolve elementos que ultrapassam a questão da técnica. Nessa perspectiva, o bioma Amazônia é fortemente marcado:


Alternativas
Q3807533 Geografia

A região passa a ser vista como um produto real, construído dentro de um quadro de solidariedade territorial. Refuta-se, assim, a regionalização e a análise regional, como classificação a partir de critérios externos à vida regional. Para compreender uma região, é preciso viver a região.


CASTRO, I.; GOMES, P.; CORRÊA, R. (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. 10ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, p. 67.


A partir dos elementos do texto acima, indique a Escola da Geografia que tem este entendimento sobre o conceito de região:


Alternativas
Q3807485 Geografia
A Rosa dos Ventos é um instrumento fundamental para a orientação geográfica. Ela é dividida em pontos cardeais (principais) e pontos colaterais (intermediários). Qual opção abaixo apresenta corretamente a sequência de pontos colaterais que se encontram entre os pontos cardeais NORTE, LESTE, SUL e OESTE, respectivamente?
Alternativas
Q3807483 Geografia
A respeito dos mapas, assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir. ______________ é representada por uma linha ou barra (régua) graduada, contendo subdivisões denominadas TALÕES. Cada talão apresenta a relação de seu comprimento com o valor correspondente no terreno, indicado sob forma numérica, na sua parte inferior. 
Alternativas
Q3807153 Geografia

A pirâmide etária apresentada no gráfico compara os dados populacionais de 2010 e 2022 obtidos pelo IBGE por sexo e faixas etárias. Considerando essas informações, qual das alternativas a seguir melhor descreve a transição demográfica vivenciada pelo Brasil? 



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Q3807131 Geografia
       Uma das grandes fontes de renda do município é a mineração [...]. O principal minério extraído em Juruti é a bauxita [...]. A área de lavra do minério está localizada nos platôs Capiranga, Mauari e Guaraná, numa área de floresta densa, nas cabeceiras do igarapé Juruti Grande.

Disponível em: juruti.pa.gov.br. Acesso em: 05 nov. 2025.

O principal destino da bauxita extraída em Juruti é a produção de alumínio em 
Alternativas
Q3807130 Geografia
Dos municípios Limítrofes com Juruti, qual deles não faz parte da mesma Unidade Federativa?
Alternativas
Q3807126 Geografia
TEXTO I

      O geógrafo Milton Santos, no início dos anos 2000, propôs a regionalização brasileira segundo o meio técnico- científico-informacional os critérios de regionalização estão ligados a inserção das regiões brasileiras ao meio técnico- científico- informacional sendo as regiões diferenciadas pela densidade de recursos técnicos, informacionais e pela rede de transporte e comunicação integradas às atividades econômicas. Essa possibilidade de regionalização é conhecida como os “quatro brasis”: Região Amazônica, Nordeste, Centro-Oeste e região Concentrada.

Disponível em: sme.goiania.go.gov.br. Acesso em: 28 out. 2025.

TEXTO II

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Brasil: regiões geoeconômicas. Disponível em: sme.goiania.go.gov.br. Acesso em: 28 out. 2025.

De acordo com os textos, o critério usado por Milton Santos para propor a regionalização do Brasil baseia-se principalmente em 
Alternativas
Respostas
2321: B
2322: C
2323: D
2324: C
2325: D
2326: C
2327: C
2328: B
2329: C
2330: D
2331: C
2332: A
2333: B
2334: C
2335: C
2336: B
2337: C
2338: C
2339: B
2340: E