Questões de Concurso
Para ciências sociais
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Zygmunt Bauman, em seu livro Para que serve a Sociologia?, esclarece seu entendimento sobre a dimensão política da Sociologia: “O que torna a Sociologia uma atividade intrinsecamente política é [...] o próprio fato de oferecer uma fonte e uma legitimação de autoridade distintas, ao contrário da política institucionalizada”.
A dimensão da Sociologia apresentada por Bauman caracteriza-se por
Valter Roberto Silvério, em seu texto “Evolução e contexto atual das políticas públicas no Brasil: educação, desigualdade e reconhecimento”, afirma: “No Brasil, as distinções étnico-raciais e a introdução de trabalho livre condicionaram e restringiram a expansão dos direitos de cidadania, legando um Estado formulador de políticas sociais limitadas”.
De acordo com Silvério, a cidadania regulada no Brasil gerou como consequência histórica
Em seu livro Ensaio de Sociologia, Weber discute a relação entre ética religiosa e capitalismo. Diz o autor: “Repetimos: não é a doutrina ética de uma religião, mas a forma de conduta ética a que são atribuídas recompensas que importa. Essas recompensas funcionam na forma e na condição dos respectivos bens de salvação. E essa conduta constitui o ethos específico de cada pessoa, no sentido sociológico da palavra”.
De acordo com Weber, a relação apresentada por ele no excerto se manifesta na
Em seu texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, Iris Marion Young conclui, sobre a tensão existente entre o ativismo e a democracia deliberativa: “[...] a dissonância entre as posturas da democrata deliberativa e do ativista não se dissolve. Indivíduos e organizações que procuram combater a injustiça e promover a justiça precisam de ambos para debater com os outros e convencê- -los de que há injustiças que devem ser corrigidas e a protestar e participar de ação direta”.
No texto, argumenta-se que o combate à injustiça e a promoção da justiça demandam a
No texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, Wolfdietrich Schmied-Kowarzik aponta que, para Marx, “todas as formas de relações de alienação, exploração e opressão produzidas por uma práxis cega e naturalizante possam ser superadas e revolucionadas consciente e solidariamente por indivíduos ativos”.
Segundo o texto, para Marx, a superação da alienação ocorre por meio da
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes analisa a crise do capital: “A denominada crise do fordismo e do keynesianismo era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. [...] Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico”.
Diante da crise mencionada, Ricardo Antunes argumenta que a resposta do capital à crise priorizou
No informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, elaborado pelo IBGE, ao apresentar os resultados sobre moradia, ressalta-se: “Entre a população residente em domicílios próprios, 20,8% das pessoas pardas e 19,7% das pessoas pretas residiam em domicílios sem documentação da propriedade, enquanto a proporção encontrada entre as pessoas brancas era cerca de metade desse valor (10,1%)”.
Uma política pública para enfrentar a situação descrita são os projetos de
Flávia Piovesan, em seu texto “Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos”, discute medidas para promoção de igualdade material. Ela afirma: “As ações afirmativas constituem medidas especiais e temporárias que, buscando remediar um passado discriminatório, objetivam acelerar o processo com o alcance da igualdade substantiva por parte dos grupos socialmente vulneráveis, como as minorias étnicas e raciais, entre outros grupos. [...] Tais medidas cessarão quando alcançado o seu objetivo”.
Segundo o texto, as ações afirmativas contribuem para a igualdade mencionada ao
Iris Marion Young, em seu texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, ilustra falsos consensos em deliberações, como o presente no excerto: “Apesar de debates amplos e vigorosos sobre as causas e as soluções para a pobreza, tanto nos Estados Unidos quanto, cada vez mais, em outras partes do mundo, há um novo consenso importante sobre muitos termos do debate. [...] Essa política antipobreza deve acabar por transformar os indivíduos para melhor adequá-los às estruturas contemporâneas de emprego assalariado”.
Com base no excerto, é correto afirmar que Young argumenta que o falso consenso deliberativo mencionado
Um dos principais conceitos discutidos por Stuart Hall, em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, é o de identidades híbridas. Diz o autor: “As identidades nacionais estão em declínio, mas novas identidades – híbridas – estão tomando seu lugar”.
Para Hall, as identidades híbridas
Em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, Stuart Hall escreve: “Um tipo diferente de mudança estrutural está transformando as sociedades modernas no final do século XX. Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos sociais”.
Segundo Hall, as transformações da modernidade tardia propiciaram a
Conhecido por sua teoria social burocrática, Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, afirma: “Quando se estabelece plenamente, a burocracia está entre as estruturas sociais mais difíceis de destruir. A burocracia é o meio de transformar uma ‘ação comunitária’ em ‘ação societária’ racionalmente ordenada”.
De acordo com Weber, considerando as características da burocracia, suas implicações incluem a
Montesquieu, em seu livro O espírito das leis, argumenta que a virtude é o pilar republicano. Diz o filósofo: “Não é necessária muita probidade para que um governo monárquico ou um governo despótico se mantenham ou se sustentem. A força das leis no primeiro, o braço sempre erguido do príncipe no segundo regram e contêm tudo. Mas num Estado popular se precisa de um motor a mais, que é a VIRTUDE”.
Montesquieu argumenta que, na ausência de virtude, uma república tende à
No texto “Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?”, Bernard Lahire destaca a necessidade histórica do ensino das Ciências Sociais: “Os estados, em toda parte do mundo, sublinham a necessidade de formar para a cidadania, e visam geralmente responder a essa exigência pelo ensino moral ou da educação cívica. Ora, as ciências do mundo social poderiam e até mesmo deveriam estar no centro dessa formação”.
Segundo Lahire, o ensino defendido por ele tem sua relevância para formar
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes aborda a divisão sexual do trabalho: “Vivencia-se um aumento significativo do trabalho feminino, que atinge mais de 40% da força de trabalho em diversos países avançados. [...] Sabe-se que esta expansão do trabalho feminino tem, entretanto, significado inverso quando se trata da temática salarial, terreno em que a desigualdade salarial das mulheres contradita a sua crescente participação no mercado de trabalho”.
De acordo com o excerto, a divisão do trabalho mencionada
Ao analisar a relação entre mercado de trabalho e informalidade, o IBGE, em seu informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, apresenta o seguinte resultado: “Tanto a taxa de desocupação, que representa a proporção de pessoas desocupadas sobre a força de trabalho, quanto a taxa de subutilização, indicador que inclui, além dos desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e pessoas que potencialmente poderiam estar na força de trabalho, das pessoas brancas foram inferiores às dos outros dois grupos populacionais analisados”.
No texto, infere-se que as diferenças nas taxas de desocupação e subutilização entre grupos raciais no Brasil apontam para
Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, apresenta a noção marxiana de práxis revolucionária: “Práxis revolucionária em Marx [...] implica, portanto, a tarefa a ser iniciada e permanentemente continuada, a fim de que os seres humanos não se deixem mais determinar por relações sociais estranhadas que foram inconscientemente por eles mesmos produzidas”.
A concepção marxiana apresentada no texto enfatiza a
Montesquieu, em seu livro O espírito das leis, afirma: “As leis, em seu significado mais extenso, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas; e, neste sentido, todos os seres têm suas leis”.
Montesquieu conclui que as leis decorrem da relação racional entre a natureza das coisas, considerando que
Zygmunt Bauman, na introdução de seu livro Para que serve a Sociologia?, dialoga com o conceito de imaginação sociológica de C. Wright Mills, ao afirmar que “a imaginação sociológica transforma o pessoal em político. [...] É tarefa da imaginação sociológica [...] ajudar as pessoas a ‘compreender o significado de sua época em relação a suas próprias vidas’”.
Segundo Bauman, a Sociologia mostra sua relevância no contexto da transformação social ao
Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, apresenta a crítica de Marx à práxis enquanto objeto teórico: “Na oitava tese sobre Feuerbach, Marx destaca que toda a vida social é essencialmente prática e que os problemas teoricamente insolúveis encontram sua solução na práxis humana e na compreensão desta. Marx, portanto, indica para a práxis social e sua compreensão enquanto uma tarefa prática”.
No texto de Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, a crítica de Marx evidencia a