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No âmbito científico, modelo é uma representação simplificada de algum aspecto do mundo real. Pode ser uma representação física concreta – como um protótipo de carro ou a maquete de um edifício –, bem como sínteses interpretativas que são usadas conceitualmente para tentar explicar um fenômeno social. O estudo das políticas públicas apresenta distintos modelos que servem de lente analítica.
Assinale a alternativa que faz a correta relação entre o modelo e os seus pressupostos.
Transversalidade e intersetorialidade são apontadas por especialistas como tendências na gestão de políticas públicas, uma vez que os problemas públicos que são objeto das diversas políticas setoriais são interligados e se reforçam mutuamente.
Assinale a alternativa que apresenta temas transversais típicos que requerem arranjos de políticas públicas intersetoriais.
As políticas públicas se constituem como área de conhecimento e objeto de aplicação, sobretudo, após a Segunda Guerra Mundial com a organização do model o de Estado de Bem-Estar Social. Logo, a concepção das políticas públicas, inicialmente, estava relacionada às políticas sociais. Na atualidade, autores afirmam que “toda política social é uma política pública, mas nem toda política pública é uma política social”.
Assinale a alternativa que apresenta um política pública que não se caracteriza como política social.
Leia o texto a seguir:
Esses milhares de indivíduos, de todos os lugares e de todas as classes, que se apressam e se empurram, não são todos eles seres humanos com as mesmas qualidades e capacidades e com o mesmo desejo de serem felizes? [...] Entretanto, essas pessoas se cruzam como se nada tivessem em comum, como se nada tivessem a realizar uma com a outra e, entre elas, só existisse o tácito acordo pelo qual uma só utiliza uma parte do passeio para que as duas correntes da multidão que caminham em direções opostas não impeçam o movimento mútuo – e ninguém pensa em conceder ao outro sequer um olhar. Essa indiferença brutal, esse insensível isolamento de cada um no terreno de seu interesse pessoal é tanto mais repugnante e chocante quando maior é o número desses indivíduos confinados nesse espaço limitado; e, mesmo que saibamos que esse isolamento do indivíduo, esse mesquinho egoísmo, constitui em toda parte o princípio fundamental da nossa sociedade moderna, em lugar nenhum ele se manifesta de modo tão impudente e claro como na confusão da grande cidade.
(ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São
Paulo: Boitempo, 2010. Adaptado)
Sobre as interações sociais na área urbana, é correto afirmar que
Analise a imagem a seguir:

A imagem representa uma situação social comum no
Brasil, indicativa
Embora o Brasil não viva uma situação de guerra civil ou de atentados terroristas, a violência tem sido um dos temas mais frequentes no noticiário nacional, uma preocupação política e um tormento para o brasileiro comum, independentemente de sua classe social, de seu nível de instrução, de sua religião ou de sua inclinação política. Vive-se atualmente um clima de medo e insegurança generalizado. Essa sensação é confirmada pelas estatísticas que revelam o aumento crescente da criminalidade e, ao lado dela, da mortalidade por violência em nosso país, sendo o jovem a vítima preferencial.
(BRYM, Robert [et al.] Sociologia: sua bússola para um
novo mundo. São Paulo: Thomson Learning, 2006. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta as causas estruturais da violência nas áreas urbanas.
Leia o texto a seguir:
A riqueza das sociedades em que domina o modo de produção capitalista aparece como uma “imensa coleção de mercadorias”, e a mercadoria individual como sua forma elementar. [...]
A primeira vista, a mercadoria parece uma coisa trivial, evidente. Analisando-a, vê-se que ela é uma coisa muito complicada, cheia de sutileza metafísica e manhas teológicas.
(MARX, Karl. O capital: crítica da economia política.
São Paulo: Nova Cultural, 1988. Os economistas. Adaptado)
Sob a perspectiva de análise de Karl Marx, o caráter fetichista da mercadoria consiste na
Leia o texto a seguir:
Vivemos uma era de profundas transformações
geradas, em grande parte, pelos impressionantes avanços tecnológicos dos últimos tempos. Ter mais tecnologias à nossa disposição e poder realizar mais com menos esforço não deveria representar uma ameaça. No
entanto, os resultados práticos têm sido a concentração
de renda, o desemprego, gente estressada e angustiada. Como é que conseguimos transformar avanços em
dramas?
(Dowbor, L. O que acontece com o trabalho? São Paulo: Editora Senac, 2006)
Atualmente, essas transformações se manifestam no mercado de trabalho no Brasil por meio de
Leia o texto abaixo.
[...] Realizada oficialmente há 84 anos, a Festa do Pau da Bandeira está em processo de tombamento como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que concluiu um relatório a favor. A festa foi oficializada em 1928, em homenagem ao padroeiro da cidade, Santo Antônio. Segundo historiadores, a devoção pelo santo é anterior à fundação de Barbalha, há cerca de 300 anos, mantida pelos moradores da região [...].
Disponível em: http://g1.globo.com/ceara/noticia/2012/06/festa-do-pau-da-bandeira-no-ceara-inicia-com-noite-dassolteironas.html. Acesso em 30 de março de 2016.
A manifestação cultural descrita acima permite associar que
Leia o texto abaixo.
Imagine-se o leitor sozinho, rodeado apenas de seu equipamento, numa praia tropical, próxima a uma aldeia nativa, vendo a lancha ou o barco que o trouxe afastar-se no mar até desaparecer de vista. Tendo encontrado um lugar para morar no alojamento de algum homem branco - negociante ou missionário - você nada tem para fazer a não ser iniciar imediatamente seu trabalho etnográfico.
MALINOWSKI, Bronislaw. Os Argonautas do Pacífico Ocidental. In: Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 19.
Para elaborar um estudo etnográfico, as Ciências Sociais lançam mão de diversos
instrumentos e métodos de pesquisa. O instrumento, utilizado por Malinowski, calcado na
“observação participante”, denomina-se
Leia o texto abaixo.
O movimento social, enquanto um sujeito social coletivo, não pode ser pensado fora de seu contexto histórico e conjuntural. As identidades são móveis, variam segundo a conjuntura. Há um processo de socialização da identidade que vai sendo construída. [...] a identidade política dos movimentos sociais não é única, ela pode variar em contextos e conjunturas diferentes. E muda porque há aprendizagens, que geram consciência de interesses.
GOHN, Maria da Glória. Teorias dos movimentos sociais, Loyola: São Paulo, 2008.
No que concerne ao contexto das manifestações de rua, colocadas numa situação social
difusa, o elemento de articulação das tensões que as provocam, promovendo aceitação e o
reconhecimento público, vem a ser o agente
Leia o texto abaixo.
Dessa forma, o "mais antigo” dos “movimentos sociais” brasileiros, passou ao longo de um tempo (por todo o século XX, e com mais intensidade a partir dos anos 30) por várias significações e apropriações institucionais, sendo “arrancado” da esfera do Estado, ao qual foi inicialmente atrelado como instituição com funções para-estatatais auxiliares, e re-apropriado como movimento social democrático e anti-autoritário nos anos 80. No momento, como um dos movimentos mais atingidos pelas práticas empresariais e políticas públicas recentes voltadas para o fortalecimento do mercado tomado como global em detrimento do emprego e dos direitos dos trabalhadores, o sindicalismo procura articular-se internacionalmente e também internamente com outros movimentos sociais para resistir à sua desestabilização e criar novas formas de solidariedade e de luta.
LOPES, Sérgio Leite. História e Transformações do Sindicalismo Brasileiro. In www.theomai.unq.edu.a/ número 9/artLopes.pdf. Fragmento. Adaptado
De acordo com o texto, o sindicalismo brasileiro vem historicamente passando por uma
situação de
Leia o texto abaixo. Mídia e globalização
[...] Até recentemente a globalização se dava por sucessão de lugares. O mundo econômico estimulou-a ao máximo. As transnacionais chegavam a todos os países em busca de mercado para maximizar os lucros. Riscava-se o mapa mundi com os traços do comércio.
As últimas décadas assistiram a um fenômeno novo. A globalização simultânea e instantânea. Não se necessita sair de um lugar para estar em outro. Aquilo que a metafísica proibia absolutamente no mundo físico, o desenvolvimento tecnológico da informática possibilita-o de maneira virtual. É-nos dado estar simultaneamente em vários lugares. É a globalização das emissões televisivas, da internet [...].
Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artId=1267. Acesso em 01 de abril de 2016.
A respeito do complexo fenômeno da globalização e sua relação com a mídia, podemos
afirmar que
Leia o texto abaixo.
Os jovens que cometem atos violentos ou uma infração ou que já estiveram em situação de liberdade assistida são, conforme apontaram nossos estudos, qualificados como violentos. Tal qualificação adere-se a eles como uma tatuagem e eles começam a ser vistos a partir dessa ótica e toda a sua trajetória de vida é reinterpretada a partir do ato de violência cometido, como exemplificado no relato do jovem entrevistado por nós. Esse jovem encontrava-se em liberdade assistida: por melhor que procurasse relacionar-se com as pessoas de fora de seu círculo íntimo, era visto unicamente como delinquente. A identidade a ele atribuída, de jovem delinquente, o definia e demarcava todas as relações que estabelecia com os outros. Da mesma forma, as expectativas que os outros construíam sobre sua vida futura acabavam por ser delimitadas por essa condição (Salles et al., 2007). Há aqui um processo de atribuição de identidade. Nesse caso, é a atribuição de uma identidade estigmatizada. Mas esse processo não é apenas externo, exterior a ele, pois essa identidade atribuída é assumida por ele.
SALLES, Leila Maria Ferreira. Jovens, escola e violência: alguns apontamentos sobre o processo de inclusão e exclusão simbólica de jovens.
Com base no trecho do livro, pode-se inferir que
Leia o texto abaixo.
À medida que, numa formação social, uma forma determinada da divisão social se estabiliza, se fixa e se repete, cada indivíduo passa a ter uma atividade determinada e exclusiva, que lhe é atribuída pelo conjunto das relações sociais, pelo estágio das forças produtivas e pela forma da propriedade.
CHAUÍ, Marilena. Filosofia. Ática: São Paulo, 2000.
De acordo com o texto, o quadro ideológico configura-se como um fenômeno histórico social
decorrente do (a)
O Estado Nação e a democracia como sistema político são instituições características da modernidade. Sobre esses temas, são feitas as seguintes afirmativas:
I. Os Estados modernos são as comunidades políticas divididas uma das outras por fronteiras claramente delimitadas, e não por vagas áreas fronteiriças que separavam os Estados tradicionais pré-modernos.
II. O Estado é uma instância política que se confunde com a sociedade civil por congregar em seu seio uma diversidade de espaços, atores, organizações e formas institucionais que variam em formalidade, autonomia e poder.
III. A democracia participativa é um sistema político em que as decisões são tomadas em comunidade por aqueles que são afetados por elas. São exemplos de democracia participativa: os plebiscitos, os orçamentos participativos e os projetos de lei de iniciativa popular.
IV. A democracia liberal representativa é um sistema político em que se pressupõe a existência de mecanismos de alternância do poder e de instituições parlamentares.
Estão corretas apenas as afirmativas: