Questões de Concurso
Para ciências sociais
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Como defende o produtor cultural e professor da UFBA, Leonardo Costa, “a arte e a cultura, como produção de conhecimento e, principalmente, como entretenimento, têm movimentado de maneira crescente, no decorrer da última década, importantes índices mercadológicos que impulsionam a expansão da indústria cultural nacional e internacional, mediante mudanças nos padrões de consumo e lazer das sociedades contemporâneas ocidentais. Com o surgimento de inúmeros estabelecimentos de arte e cultura bem como através da dinamização dos setores editoriais, cinematográficos, fonográficos e de patrimônio histórico, desenvolve-se um importante mercado para atuação do produtor cultural”.
Fonte. COSTA, Leonardo. Precedentes para uma análise sobre a formação e a atuação dos produtores culturais. In: IX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Nordeste – Salvador, 2007. Disponível em http://www.cult.ufba.br/enecult2007/LeonardoCosta.pdf. Acesso em 19.08.2018.
Nesse sentido, é correto afirmar que a produção cultural
De acordo com Albino Rubim, “a vigência da noção de transversalidade da cultura expressa múltiplas possibilidades existentes de dimensões sociais hoje visitadas e perpassadas pela cultura. Em uma listagem, que não se pretende exaustiva, pode-se facilmente enumerar dentre estas esferas de interlocução: educação, turismo, saúde, política etc. Desde modo, as políticas culturais contemporâneas devem estar abertas a esta plêiade de interfaces, dado o caráter transversal da cultura na contemporaneidade”.
Fonte: Albino Rubim. Políticas culturais e novos desafios. In: Matrizes Ano 2 – nº 2, primeiro semestre de 2009. Disponível em https://www.revistas.usp.br/matrizes/article/download/3822 6/40998. Acessado em 01.09.2018.
Considerando o que Albino Rubim defende sobre a
transversalidade da cultura, é correto afirmar que
Como está publicizado em seu sítio eletrônico, o Porto Iracema das Artes, inaugurado em 2013, é uma escola de formação e criação artística gerida pelo Instituto Dragão do Mar – IDM – e “tem como objetivo funcionar como um fértil porto de experiências estéticas, um ancoradouro de ideias e pensamento, um lugar de trocas e de partilhas simbólicas. Uma escola de formação e criação de Cultura, que desenvolve processos formativos com vistas a formar uma geração de jovens criadores, nos diversos campos das artes. Um lugar de reflexão. Um espaço de cultura, no sentido mais plural do termo, no sentido da invenção poética, daquela que lança mão dos saberes para construir novas formas de vida”.
Fonte: http://www.portoiracemadasartes.org.br/a-escola/historico/. Acesso em 23.08.2018.
Considerando o enunciado acima, é correto afirmar que o Porto Iracema das Artes
O documento “Mais Diferenças: Portfólio de Cultura Inclusiva” defende que “diante das diversas políticas de inclusão social, acreditamos que o acesso à cultura é fundamental para a construção de uma sociedade inclusiva. Para tanto, é importante que todos possam estar incluídos nos movimentos artístico-culturais, em que a capacidade criativa, inventiva, a sensibilidade e a imaginação são estimuladas enquanto formas de expressão. Acreditamos, dentre outras premissas, que a Cultura é o campo do saber e do fazer estético e ético, que proporciona a construção de valores sociais. É múltipla, complexa e está em contínuo processo de produção, transformação e criação. No entanto, as pessoas com deficiência e TGD [Transtornos Globais do Desenvolvimento] ainda estão excluídas, muitas vezes, de tais processos”.
Fonte: Mais Diferenças: Portfólio de Cultura Inclusiva. Disponível em https://en.unesco.org/creativity/sites/creativity/files/md_por folio_culturainclusiva_2.pdf. Acesso em 19.08.2018.
Diante da realidade acima apresentada, é correto afirmar que
Crítica da sociedade é crítica do conhecimento e vice-versa.
(ADORNO, Theodor W. “Sobre Sujeito e Objeto”. In: Palavras e Sinais − Modelos Críticos 2. Petropólis. Vozes, 1995)
A crítica ao positivismo foi um dos eixos da obra de Theodor Adorno. Dentre seus elementos, destaca-se:
Nossa época é uma época de inquietação e indiferença – ainda não formuladas de modo a permitir que sobre elas se exerçam a razão e a sensibilidade. Ao invés de problemas – definidos em termos de valores e ameaças – há com frequência a miséria da inquietação vaga; ao invés das questões explícitas, há com frequência o sentimento desanimador de que algo não está certo.
(MILLS, Charles Wright. A Imaginação Sociológica. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982, p. 18)
Wright Mills notabilizou-se por interpretar a pesquisa sociológica como um “artesanato intelectual”, assim como por empreender uma crítica àquilo que denominava de “grande teoria”. Dentre os procedimentos metodológicos preconizados pelo autor, destaca-se a
O sociólogo inglês Thomas H. Marshall desenvolveu a tese segundo a qual, nos países capitalistas centrais, o reconhecimento dos direitos civis precedeu e permitiu a institucionalização dos direitos políticos, tendo esses, por sua vez, sido a condição da institucionalização dos direitos sociais. No Brasil, segundo o historiador José Murilo de Carvalho, essa sequência se deu de maneira invertida, provocando déficits na construção de nossa cidadania.
Na constituição dos direitos no Brasil republicano,
(...) tem-se sempre, de um lado, o saber formulado intelectualmente, e de outro um estado de coisas que deve ser apreendido sob ele, e esse subsumir, esse produzir da relação entre a mera percepção ou constatação do estado de coisas e a estrutura conceitual de nosso saber se chama a sua explicação teórica.
(HORKHEIMER, Max. “Teoria tradicional e teoria crítica”. In: Max Horkheimer - Gesammelte Schriften. Frankfurt am Main: Fischer, 1988 [1937], v. 4, p. 167).
A teoria crítica da sociedade, desenvolvida por Max Horkheimer, Adorno e outros membros da “Escola de Frankfurt”, compreendeu a relação entre sujeito e objeto:
Recebemos uma lista de invenções, instituições e ideias, mas aprendemos pouco ou nada sobre o modo pelo qual o indivíduo vive sob essas instituições, com essas invenções e idéias, assim como não sabemos como suas atividades afetam os grupos culturais dos quais ele participa. As informações sobre esses pontos são extremamente necessárias, pois a dinâmica da vida social só pode ser compreendida com base na reação do indivíduo à cultura na qual vive.
(BOAS, Franz. Alguns problemas de metodologia nas ciências sociais. Rio de Janeiro: Expresso Zahar, 2014)
Franz Boas é considerado um dos fundadores da Antropologia Cultural, e dentre suas teses, destaca-se que
(...) as características gerais da sociedade pós-industrial abrem pouco espaço para a organização sindical, embora a extensão desse espaço possa ser diferente quando se avaliam sociedades nacionais específicas.
(RODRIGUES, Leôncio Martins. Destino do Sindicalismo. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2009, p. 298)
A partir da década de 1980 nos países desenvolvidos, e na década seguinte no Brasil, os sindicatos sofreram grave crise, observada até os dias atuais, e que se exprimiu no declínio do número de sindicalizados, assim como na diminuição do poder sindical frente ao das empresas. Dentre os fatores que conduziram a essa situação, encontra-se a